Notas iniciais
Eieieieieiei.... Voltei com um novo capítulo. E nele começa a se desenvolver toda uma situação em volta do encontro de Alice. Espero que gostem. Boa Leitura!

Guilherme estava cansado da descrença da amiga. Era um pedido meio absurdo ele sabia, mas ela deveria perceber que ele não estaria brincando. No momento em que o moreno anunciou o que Lucy deveria fazer, a mesma caiu em gargalhadas atraindo a atenção de alguns clientes. Inclusive de Alice, que observou a loira durante um bom tempo, como se gostasse de vê- la sorrir. Mesmo assim ela não reparou nele o que o deixou cabisbaixo.

– Lucy, está de bom tamanho. Agora me escute.

– Impossível. Depois disso... Não — disse a loira entre risos.

– Eu não estou brincando. Ela não pode cometer mais esse erro de achar que se apaixonou.

– E quem te garante que ela realmente não está gostando do menino? — perguntou Lucy mudando de humor totalmente e expressando seriedade.

– Eu sei disso, ok?

– Tudo bem. Suponhamos que eu concorde em estragar o encontro da menina. O que você acha que eu deveria fazer? — perguntou Lucy ansiosa pela resposta do amigo. Aquilo era insano. Ela não se meteria em possíveis relações amorosas dos outros. Certo que ela ajudaria o amigo com Alice, mas depois que aproximasse os dois, preferia se distanciar o máximo possível do relacionamento deles. Isso poderia trazer problemas.

– Não sei.

– É claro que não — disse a loira rindo.

– Então pense em algo.

– Primeiramente, eu não disse que aceitaria. E depois, eu precisaria da ajuda de outras pessoas.

– Então...

– Então o quê?

– Qual é o plano?

– Você quer mesmo continuar com isso? — perguntou Lucy torcendo para que a resposta fosse uma negativa.

– Sim — respondeu Guilherme convicto. Ele não deixaria que a morena se iludisse novamente.

– Isso é nojento!

– O quê? — perguntou o amigo não entendendo a fala da loira.

– Você. Um pedido desses não é algo normal de se fazer, muito menos de se aceitar. Você se mostrou egocêntrico, Guilherme. Só pensa em si e em seus benefícios. Eu posso estar enganada, mas eu acho que você não está preocupado com as "dificuldades futuras" da Alice, mas sim com a sua posição em relação à Alice e seus sentimentos. Você pode está errado e esse pode ser o cara certo para ela. Já pensou?

...

– Você foi ótima — elogiou Felipe encantado com a forma como a morena tocava.

– Exagero.

– Não é possível descrever sua apresentação sem exagero — retrucou o loiro. Ela com certeza deveria ser alguém incrível.

– Obrigada — agradeceu Alice meio constrangida, mas satisfeita.

O clima já estava mais ameno, isso poderia fazer com que ela conhecesse melhor o loiro e talvez, gostar dele. Realmente.

– Está com sede? Você não bebeu nada desde que chegou.

– Verdade. Vou pedir um suco.

– Eu peço para você — disse Felipe se apressando em se levantar e ir em direção ao balcão.

– Suco de laranja. Obrigada — disse a morena com um sorriso gentil. Felipe saiu no momento seguinte, fazendo a atenção da morena se deslocar ao amigo, que estava junto a namorada, para variar, fazendo-a rir.

– Vamos? — perguntou Mateus.

– Nós saímos ontem, amor — respondeu Sarah rindo.

– Esse não é um bom argumento. O que acha de irmos ao cinema? Só que deixamos o filme de lado?

– Menino, chega — disse a namorada entre risadas. Apesar de o namorado fazer piadas estúpidas, ela adorava. O senso de humor de Mateus era único. Único e idiota.

– Às vezes, eu fico pensando, como será quando vocês começarem a brigar — comentou Alice pensativa.

– Nós nunca brigaremos — garantiu Sarah olhando de forma doce para o namorado.

– Concordo — disse Mateus.

– Ingênuos — afirmou Alice balançando levemente a cabeça em negativa.

...

Enquanto Guilherme vigiava a morena, Lucy levantou e se dirigiu ao balcão ao lado oposto de Felipe. Ela precisava de ajuda, não sujaria as mãos sozinhas. Procuraria as pessoas que deviam favores à ela e faria com que aceitassem.

– Tobias!

– Oi, Lucy. Quer pedir uma bebida? — perguntou o garçom. Lucy conhecia Tobias desde que começou a frequentar o restaurante. Numa noite pouco movimentada no local acabaram conversando um pouco mais e viraram amigos. Os dois tinham um extenso histórico de favores.

– Você me deve algo.

– Sempre direta. Mas você sabe que é só mandar que obedeço — respondeu Tobias atento à loira.

– Está vendo aquele casal ali. Uma ruiva e um moleque estranho, pálido e do cabelo cacheado?

– Sim.

– Eles são amigos daquela menina morena na mesma mesa que eles estão. Tem um garoto, que está perto do balcão do outro lado do salão, que também está nessa mesa. Você fingirá levar um suco até mim. Dará um jeito de ter que passar por esse garoto e derrubará bebida nele — instruiu cuidadosamente Lucy. Não queria falhas. Era simples, mas em uma pequena confusão de tempo poderia dar errado.

– O quê? Você me quer demitido?

– Ah, apenas um acidente. Você trabalha aqui há anos, não terá problema algum. E se houver, eu falo com seu chefe. E afinal, isso é algo provável de se acontecer.

Seus argumentos eram bons. Ela era persistente e facilmente conseguia persuadir alguém com bons argumentos, ele não teria problemas com o chefe. Tobias sabia que a amiga não pediria isso à toa. Só estava com medo em perguntar o motivo, a loira nunca fora um das pessoas mais educadas. Resolveu arriscar.

– Tudo bem. Mas você deve me dizer o porquê.

– Isso não é da sua conta, Tobias — disse defensivamente ao garçom.

– Lucy, eu vou participar disso. De certa forma, é da minha conta — a loira suspirou sabendo que devia satisfações ao colega.

– Lembra do meu amigo?

– Aquele lesado dos cabelos pretos encaracolados? — perguntou Tobias apontando para Guilherme do outro lado do restaurante que batia incessantemente o pé no chão. Ele fazia isso quando estava nervoso.

– Esse mesmo. E lembra também daquela paixão insana dele por uma garota que ele nunca falou?

– Ah, claro. Entendi, não precisa terminar — respondeu Tobias arrancando um curto riso da loira — Tudo bem. Parece um bom motivo.

– Vai por mim, não é — disse por fim a loira observando Felipe voltar à mesa, levando o suco para Alice.

– Preciso falar com a Julyana também.

– Ela também entrará no esquema? — perguntou Tobias pensando no papel que July exerceria.

– Ela será a personagem principal — respondeu a amiga lançando um olhar sugestivo ao garçom.

...

– Obrigada — agradeceu Alice com um sorriso singelo no rosto.

– Então... O que você mais gosta de fazer? — perguntou Felipe após sentar- se novamente à mesa.

– Eu adoro ler e tocar, acho que são as coisas que mais me agradam — Alice era aquele tipo de pessoa mais reservada, quieta, educada, mas quando saía, suas ações eram totalmente opostas.

– Quer dizer que você é aquele raro tipo de adolescente que prefere um livro a uma festa? — perguntou Felipe arrancando uma curta risada da morena.

– Pode se dizer que sim. Mas não se engane.

– Misteriosa — comentou o loiro olhando de forma curiosa para a garota.

– E você? Quais seus passatempos? — perguntou Alice atenciosa para a resposta.

– Adoro uma boa série e um jogo estratégico.

– Como...Game of Thrones?

– Prefiro Tomb Raider. Sou mais fã de jogos.

– Sério? Eu amo esse jogo.

– Você joga? — perguntou Felipe meio confuso com o comentário e ao mesmo tempo impressionado.

– Não são só vocês, garotos, que gostam de jogar — respondeu a morena sorrindo de forma presunçosa.

No minuto seguinte Alice só conseguiu ver um borrão caindo em cima de Felipe.

– Desculpe- me, por favor — disse Tobias rapidamente.

– Não tem problema, cara. Nem manchou — afirmou Felipe levantando e balançando a camisa. Alice logo se aproximou do loiro ajudando- o e Mateus e Sarah moveram as cadeiras para que pudesse ser feito a limpeza.

– O que houve? — Eric, o gerente, ouviu o tumulto e se dirigiu ao restaurante. Decepcionou- se ao ver que Tobias estava envolvido.

– Apenas um incidente, chefe.

– Tudo bem. Limpe a bagunça — ordenou se dirigindo até sua sala.

– Tudo bem, eu vou ao banheiro — avisou Felipe virando- se.

– Desculpe de novo.

– Não tem problema.

...

– Entendeu, Julyana? — perguntou Lucy. Ela já havia explicado a situação diversas vezes tentando convencer a amiga a ajudar.

– Entendi. Mas eu não quero fazer isso.

– Sério? A gente já passou por essa parte! Você me deve — replicou a loira. A garota dissera isso minutos atrás antes de Lucy explicar o motivo e incluir os inúmeros favores que fizera a amiga na discussão.

– Não sou kenga!

– Menina, não grita — advertiu Lucy preocupada com a possibilidade de alguém ouvir — Nós já discutimos e você terá que fazer o que disse.

– Sabia que deveria ter ficado em casa comendo — resmungou July indo próximo ao banheiro masculino e esperando o rapaz.

Notas finais
O que será que a Lucy pediu? Tenho meus planos, mas aceito sugestões. Huehuehue, até o próximo. Ps: qualquer erro, por favor, avisem.