As crônicas de Arien
3 Talvez, livre.
Notas iniciais
A tarde pouco começara e o reino da Floresta das Trevas já era agitado. Elfos da guarda corriam para a floresta atender o chamado de Legolas. Thranduil permanecia assentado em seu trono, localizado no meio dos grandes salões do reino. Um dos guardas em pleno tumulto dentro de si adentrou em constantes e rápidas passadas até a sala do trono.
–Senhor- disse ele chegando perto de seu majestoso rei- há criaturas desconhecidas vindo através da floresta, estão vindo em grande número. — O rei pouca importância deu. Levantou sua cabeça e olhou nos olhos do elfo.
–Há? Então trate de tira-las de lá. — Sua voz era calma e serena.
–Mas, senhor... Legolas me enviou para pedir sua ajuda.
–Legolas?- O rei arregalou os olhos, assustado estava. Seu filho era uma das únicas coisas que lhe causavam preocupações para a vida — Ele está... Eu lhe ordenei que não lutasse! — Levantou em completa angustia- Chame todos os guardas da guarda real, diga para reforçar as passagens do rio e as portas do reino, e você vá atrás do seu príncipe! Se Legolas vier a morrer...
O jovem elfo assentiu sem esboçar o medo.
''É a garota... Estão atrás, atrás do colar ’’ presumiu o rei.
Os guardas posicionavam- se ao redor do rio. Lá estava Legolas, em cima de uma árvore próxima as águas, em baixo estavam os inimigos e a seu lado, seu amigo.
–Aegd, de onde vem essas criaturas? Nunca as vi por estas terras. – Um tiro certeiro saiu do arco de Legolas. A criatura agonizou até a morte. Os elfos pularam da velha árvore para examina-la.
–São aranhas... São coisas de Orcs... Algo me diz que não serão elas as únicas a virem. – Disse Aegd. A aranha tinha um tom azul escuro, eram um pouco menor que elfos, seus rostos eram ferozes e continham enormes presas, em sua traseira existia um enorme ferrão... Mortal.
A batalha continuava. Mais alguns elfos apareceram. O som das lâminas ao chocar-se com as presas daquelas enormes aranhas ecoavam para todos os cantos da floresta. Legolas era veloz, pegou suas adagas e pulou em cima de uma das aranhas cortando sua cabeça ao meio. Subiu a uma árvore próxima e de lá em várias outras atirando uma chuva de flechas que faziam as aranhas atordoarem-se, conseguindo assim, facilidade para os outros elfos as matarem. Ouviu uma voz recitar seu nome ao longo das árvores, um guarda.
–Meu senhor! Ondes está? — Gritava desesperado. O jovem príncipe pulou através de árvores até chegar perto de sua pessoa.
–O que faz aqui? Seu lugar é nos portões do reino, pedi para você ficar lá. — Falou em alto tom.
–O senhor seu pai mandou-me em sua busca, disse que lhe queria fora daqui, vos mandou voltar para o reino.
Uma aranha jogou o príncipe no chão e partiu para cima do mesmo, suas presas se aproximavam contra a cabeça de Legolas. O elfo as agarrou e lutava arduamente para que elas não fincassem em seu rosto.
– Senhor!- Gritou o guarda. Desembainhou sua espada e cortou as pernas da aranha; a criatura soltou um ruído agudo que o fez tampar os ouvidos. Para a sorte de Legolas a aranha saiu de cima de seu corpo, mas logo foi atacar o guarda. Sem perder tempo ele arrancou seu ferrão e o cravou na própria aranha e como um golpe final, fincou a adaga em sua cabeça.
–Seu lugar não é aqui! Saia!- Enfureceu-se
–Se não ir junto a mim para o reino... — O príncipe já sabia o que poderia acontecer com o elfo.
–Pois bem, acho que os ataques cessaram, vou regressar ao reino, mas é a última vez que o rei me pede isso.
Arien sentia que algo estava errado, não sabia como pudera sentir tal sensação, às vezes apareciam imagens em sua mente, outras vezes, vozes. Algo lhe dizia que era o momento de fugir. Ela via todos ocupados lutando com criaturas que já mais vira. Logo armou um plano de fuga, talvez pudesse acabar com a vida de Halior, mas as vozes estavam lhe ordenando, ordenando todos os dias. Algo interrompeu seu pensamento, a fechadura estava se destrancando.
–Princesa, feche as janelas, esconda-se o quanto pode, são ordens de seu pai!- Gritou Halior.
–São as criaturas?- Disse calmamente enquanto trancava as janelas. Halior ficou estupefato.
–Como sabe?- Disse admirado.
–Eu não sei.
A elfa pensou que seria a hora perfeita para executar seu plano. Desenrolou um elmo forjado por elfos e o colocou.
–Mas o que vai fazer com isso, senhora? — Arien nada falou, apenas fitou Halior, seus olhos verdes quase o hipnotizavam sem querer; o quarto era escuro e mesmo assim os olhos da elfa eram iluminados. A única luz vinha da porta onde Halior estava. Cada vez se aproximara mais dele, o coração do elfo disparava a cada passo dado. Chegando perto de seu corpo, pousou suas mãos nos ombros dele.
–Posso lhe dizer uma coisa, Halior?
–Sim... Sim... Senhora- Soava frio.
–Desculpa...
–Desculpa pelo que?- Perguntou intrigado.
–Por isso... — Arien golpeou a cabeça de Halior com sua própria cabeça que estava protegida com o elmo. Desmaiou. Possivelmente estava livre, mas triste com o final que seu amigo poderá levar.
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