Foi em uma noite fria, escura e sem muitas festas. No dia que foi concebido do ventre do próprio diabo, uma criança, um bebe tão belo quanto o próprio pai, o mesmo pai que naquela noite, comum aos habitantes de Prodosia, não havia comparecido ao nascimento de seu próprio filho. A mãe, mesmo sendo quem é, estava em seus raros momentos de serenidade, mesmo que longe do marido. Olhar para aqueles pequenos e curtos cabelos loiros, aqueles belos olhos vermelho vinho, e a pele branca como a neve, a fazia feliz por finalmente poder tocar em sua cria.

— Alastair... Alastair Asteirs. O que acha Beliel? – ela volta sua visão, para a figura encapuzada com vestes negras esverdeadas e pequenas correntes negras, que decoravam os pulsos e a cintura de seu manto. Tendo seu rosto totalmente protegido por uma enorme e grossa mascara feita por um metal negro. – E um belo nome senhora... Com certeza meu irmão gostara da sua escolha. – Lilith olha para o demônio mascarado, dando um leve sorriso com o canto esquerdo da boca, o que chegou a surpreender levemente o demônio, que nunca havia visto sua imperatriz tão serena longe de seu marido. – Sim, ele vai gostar – Falou Lilith, desviando seu sorriso para seu recém nascido filho novamente.

Um tempo depois, a porta abriu, foi aberta por outro demônio, de expressões serias que fez uma reverencia a figura loira que se aproxima andando de pescoço erguido, esbanjando um caríssimo terno feito por um de seus melhores alfaiates, óculos escuros de marca e fumando um cigarro dos de maior qualidade. – Oi meu amor! Desculpe o atraso, você sabe... – Falava enquanto se aproximava da mesma e a enchia de beijos e carinhos, o que deixou Beliel levemente constrangido. – Bem... Ola Lucifer. – O querubim olha para o irmão infernal com um leve sorriso, se aproximando de Beliel, e o abraça. – Ola irmão, foi tudo tranquilo por aqui? – Quando Beliel ia responder, Lilith o interrompe – Deu tudo certo amor, você sabe, não sou uma mulher fraca. – Lucifer olha para ela sorrindo, e logo desvia o olhar para a pequena criança, que já se encontrava dormindo coberto por seu lençol – Ele não e lindo amor? – Fala Lilith – Ele tem meus olhos! – Continuou a imperatriz sorridente. — E mesmo? Pois é tão lindo quanto você então... – Respondeu o querubim abraçando a esposa. – Beliel, mande as nossas melhores amas para cá, levem meu filho ate seu quarto. – Sim senhor – Respondeu o demônio. – E depois... – Lucifer interrompe a saída do irmão. Que olha para ele curioso. – Preciso falar com você na minha sala, certo? – Falou o querubim seriamente, porem com uma voz alegre. – Certo irmão. – Beliel se despede com uma reverencia a Lilith, e fecha a porta feita de mogno, assim como todo produto feito de madeira naquele castelo.

Após chamar as amas, Beliel tornou a seu quarto ao olhar para uma foto amassada dele que estava em seu bolso, e de repente, surgiu em seu quarto no castelo. Lá, observou um grande mural, coberto por folhas de papel com impressões extremamente bem feitas de entradas dos salões do castelo. Ao ver a foto da sala de Lucifer, focou sua visão na mesma, e rapidamente, como um vulto, apareceu na porta da sala. Abrindo-a, e se defrontando com a visão de uma grande e bela sala, com um bar repleto de todos os tipos de bebidas existentes, uma grande vista para os mares frigidos e negros de Prodosia. Mais a frente, havia um belíssimo piano preto, na parte de cima dele, haviam doses e mais doses vazias de um dos whiskys caríssimos que haviam naquela sala, e tocando este piano, estava lucífer, tocando uma partitura lenta enquanto olhava enojado para aquele mar horrendo. – Pontual como sempre Beliel. – Disse o anjo, sem deixar de olhar para a frieza e rigidez do mar.

— Por que me chamou aqui Lúcifer? – Perguntou Beliel retirando sua mascara, exibindo uma face pútrida, inchada e enrugada, seguida de dentes apodrecidos, e dois olhos cheios de pus, o da esquerda negro e o da direita cinza, mas sempre exibindo um tom vermelho por fora de sua íris.

— Você sabe por que irmão – O querubim respondeu, levantando-se e andando para o bar, em seguida, enchendo duas taças com um liquido levemente dourado, mas que não parecia de forma alguma vinho branco. – O garoto – Lúcifer continuou. — Certo, mas, qual o problema? – Respondeu Beliel enquanto pegava a taça oferecida por seu irmão querubinico. – Não e só mais um dos seus filhos?

— Não. – Respondeu Lúcifer após terminar de engolir um pouco do liquido dourado. Tornando a falar enquanto andava e balançava um pouco a taça.

— Ele é... ou melhor, pode vir a ser, uma ameaça. Afinal, ele e filho da minha esposa. Não é filho de qualquer demônio que eu tenha transado! – Falou enquanto gesticulava, com cuidado para não derrubar nada da taça.

– Se não tomarmos cuidado, ele será tratado com a mesma autoridade que eu, ela pode educa-lo para tentar me substituir quando eu não estiver presente! – Continuou o anjo, enquanto sentava com seu irmão nas cadeiras do luxuoso bar. – Beliel rapidamente terminou sua bebida, e começou a encher a taça novamente.

— Lúcifer.. Se não queria ter este filho, porque fez isso? – Questionou o demônio.

— Dando um gole um pouco maior em sua taça e ajeitando suas mangas, lucífer se vira para Beliel, e começa a falar um pouco mais baixo. – Simples, meu caro irmão, enquanto este garoto for um bebe, ela vai querer ficar vinte e quatro horas por dia cuidando dele, isso vai nos dar um tempo a mais para nos prepararmos. Além do mais, ela teve um nefalen! Ela passara um bom tempo fragilizada devido as maldições postas na alma dela, ao menos ate que ela consiga absorve-las para si. – Terminou o anjo.

Beliel olhava admirado para o irmão, sempre se impressionava com o talento de Lúcifer para tomar o controle da situação. – Genial irmão! – Mas depois? Quando ele crescer? O que faremos?

Lúcifer se levanta da cadeira, dando seu terceiro gole em sua estranha bebida, e torna a olhar para o mar. – Goste eu dele ou não, ele ainda carrega meu sangue, só que ao contrario de mim, sua ganancia e orgulho serão sua ruina. – Lucifer lança um olhar maldoso para Beliel, que responde com uma risada rouca e áspera. – Agora... retornar ao trabalho. Ainda temos muito que fazer se quisermos nossa vingança.

Notas finais
E isso gente, espero que tenham gostado, digam a opinião de vocês ai nos comentarios vlw!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.