As cronicas de duas retardadas.

4 💔“A amizade acabou!”


Notas iniciais
Essa briga foi uma das brigas sem motivo e que durou apenas algumas aulas (normalmente Lia e eu não ficamos brigadas por muito tempo a não ser é claro uma vez no oitavo ano que ficamos dois meses sem conversar) e o transporte não foi piada (naquele carro entram cinco crianças num banco que seria pra três! É horrível!). O professor Mauricio acabou sendo readmitido, mas depois ele mesmo se demitiu e eu nem lembro o porquê, mas no final uma professora do ensino médio virou nossa professora (ela já foi nossa professora substituta de geografia e é super gente fina!)

Querido diário, as vezes as amizades acabam de maneiras inesperadas.

–Isso não importa Ali, ele é só um professor não vai mudar sua vida. Deixa de ser dramática.

–Não é drama caramba! Ele foi um professor incrível e partiu graças ao diretor Roberto.

–Credo até parece que Mauricio morreu

–E morreu, a escola assassinou a alma do coitado quando o demitiram da escola Futuros gênios!

–Exagerada

–Sua insensível- gritei

–Quer saber? Amizade acabou!

–Não você não tem o direito de dizer isso- falei- a amizade acabou sua insensível!

Corremos para a sala e ficamos sentadas em nossas cadeiras.

–Vocês vão voltar a se falar daqui a pouco- disse Peter.

Peter é uma pessoa bem legal, apenas fica nervoso quando alguém pronuncia Peter no lugar de PIter.

Ele é um dos poucos amigos nossos- a maior parte de nossos amigos é formada por meninos e umas três são meninas que poderiam muito bem se passar por meninos e uma quarta amiga nossa é a única que pode ser considerada realmente uma garota, éramos ou somos amigas, sei lá ela é maluca então não dá para saber se somos ou não amigas. Uma garota meio infantil, mas vale- ele afirmou que voltaríamos a conversar e eu o lancei o meu famoso olhar de falcão prestes a atacar a preza.

–Você sabe que estou certo- ele disso com seu típico sorriso sarcástico. — Vocês são pessoas que adoram um pouco de barraco e arranjam motivos para discutir com qualquer um.

–É eu sei- admiti. Não pude contestar o que ele disse, afinal foi tudo baseado em fatos reais.

Depois da aula de geografia com a professora que substituiu Mauricio fomos todos liberados. Os escravos saiam da sala de aula enquanto Lia guardava o seu material. A chamei quando ela estava saindo da sala.

–O que foi?

–Sua caneta- eu disse

Acharam mesmo que eu ia pedir desculpas? Mas nem que o mundo esteja prestes a explodir!

–Ah- ela disse pegando a caneta.

Fomos andando até a saída. Correndo já que o nosso transporte pode muito bem ir sem a gente.

–Desculpa por ser tão dramática- eu disse e começamos a rir.

–Desculpa por ser insensível- ela disse do nada

A nossa van chegou e rapidamente nos acomodamos no carro que contraria as leis da física que diz que” dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço”.