Notas iniciais
Crônica é uma narrativa histórica que expõe os fatos seguindo uma ordem cronológica. Uma crônica explora a caracterização de seres, descrevendo-os. E, ao mesmo tempo mostra fatos cotidianos.

Na casa de Sir George na área nobre da pequena cidade de Vi-Ain, três guardas caminhavam fazendo suas rondas em frente a casa.

– Preparem-se. Inimigo a vista. – Anunciaram.

Logo, os três homens tomaram frente para interceptar a carruagem que vinha de encontro aos guardas.

– Isso não é coisa boa. ­– Comentou Raziel ao ver a situação.

Raziel era o mais jovem dos três guardas que estavam ali no local.

Felizmente Ormet e Cewin não prestaram atenção, pois estavam desembainhando suas espadas ao verem que os cavalos já estavam próximos do portão.

­– Pare! – Gritou Cewin ao cocheiro que puxara as rédeas metros antes de baterem no portão.

– O que aconteceu homem? ­– Perguntou.

Enquanto Ormet rodeava o carro e Raziel fazia o mesmo.

­– Aqui. Está ferido. ­– Disse Raziel aos dois guardas.

– Quem? ­– Perguntou Cewin e Ormet num único coro enquanto dirigiam-se até a abertura na tenda da carruagem.

A surpresa estampada em cada rosto ali presente mostrava-se impactante ao verem tal cena.

– Tire ele da carruagem. – Ordenou a mulher.

Sua ordem foi acatada como se fosse à ordem de seu senhor. Um rápido balanço e o homem ferido estavam nos braços de Ormet e Cewin.

– Vá atrás de Piemes, o médico. ­– Disse Ormet a Cewin.

Ao acatar sua ordem Cewin correu portão adentro atrás de Piemes .

– Raziel. Avise Sir George sobre o ocorrido.

­­– Agora moça, conte-me o que aconteceu. ­– Pediu Ormet

–Falarei somente com o Sir. – Indagou a mulher mostrando descaso.

Um sorriso frio e letal passou por Ormet ao olhar nos olhos daquela mulher suja de sangue, mas com belos cabelos longos.

– Quem seria você moça? ­– Perguntou Ormet com cautela.

­– Sou irmã de Walong. ­– Respondeu.

– Quem diria! ­– Exclamou Ormet.

– Um guardião ferido e sua bela e jovem irmã. ­– Comentou o guarda.

Olhares críticos estavam sendo trocados entre Ormet e amulher.

– Mais respeito para com Walong. – Disse fervorosa.

– Me perdoe. Como devo lhe chamar? ­– Interrogou Ormet.

­­– Me chame de Lorna. – Disse secamente enquanto se mantinha de pé com os braços cruzados e um olhar impaciente ao mesmo tempo preocupado.

Raziel corria atrás de Sir George enquanto este comia uma maça, admirando as belas esculturas simples feitas em pedra no seu jardim interno.

–Sir! ­– Disse Raziel ao balançar os braços para chamar atenção.

Sir George olhou para trás impassível e atento aos dizeres do jovem.

– Venha rápido, Walong chegou a vossa casa e está ferido. – Disse Raziel.

Sir George. Um homem de cinqüenta anos. Forte co um touro e ágil como uma cobra. As marcas de batalhas lhe conferiam um ar brutal e com tantas histórias quanto qualquer outro homem naquela cidade.

– Vamos até eles Raziel. – Pediu serenamente.

– Chame um médico. – Ordenara Sir George.

– Já foi feito senhor, Cewin foi buscá-lo. – Respondeu Raziel.

– Ormet está lá fora com eles. Pediu par chamá-lo. – Explicou Raziel enquanto caminhavam para o portão.

Sir George sempre observava mais do que falava. Suas ordens eram acatadas por todos com simples palavras ou gestos. Isso o tornou mais esperto que outros homens.

– Ormet é um homem astuto, perigoso. ­– Disse Sir George ao vento, sabendo que Raziel tomaria aquelas palavras para ele.

Cewin acabara de chegar com Piemes. Sir George e Raziel passou pelo portão a poucos.

Agora todos estavam ali, parados e olhando para a carruagem.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.