As casas do gato
1 a historia do gatinho
Notas iniciais
“AS CASAS DO GATO”
capitulo 1
"A historia do gatinho..."
Novamente, correndo pelas ruas vazias e quietas, de um lugar que nem mesmo ele conhecia, correndo o mais rapido, deixando que algumas lagrimas caiam dos seus olhos, ele se lembra novamente do terror de outra familia, novamente ele foi chutado, correndo sem rumo tanto internamente como exteriormente, mais uma vez sua assistente social, aquele quem ele lembra vagarosamente de olhar para seu rosto mais a luz do sol ser forte demais para ele, não podia olhar diretamente para seus olhos, seu cabelo castanho escuro, bem longo com franjoes, que cobriam seus olhos quando abaixava um pouco, todas as vezes que alguém o olhava, usava a mesma tatica: Abaixar a cabeça, e por vezes em que naquele lugar estranho o amararam na cadeira para poder cortar seu cabelo, e pelas brigas na escola, e pela sua mãe...
O único motivo de fugir daquele lugar, era por causa de sua mãe, constantemente ele ouvirá, coisas sobre ela, diziam que ela não tinha mais jeito, diziam que ela já estava tomada pelas drogas, e que ela não era boa coisa, mas ele sabia que ela estava em algum lugar, e por isso a acharia.
Até escorregar no chão, e se ralar todo mas ele não ligava o importante primeiro era ficar longe daquele lugar, o resto ele dava um jeito depois.
Depois de muito tempo correndo, e começou a andar mais devagar, para observar a cidade ao seu redor ele não sabia mais onde estava, totalmente perdido, e a sensação fria nos seus dedos esfolados com pontas vermelhas, a sensação fria no nariz, o que fez com que ele levanta-se um pouco a cabeça para olhar a frente, ao levantar encontrou um céu, com poucas estrelas, viu uma estrela que brilhava mais que outras, mas ele não acreditava em pedidos as estrelas por isso apenas, a observou por um pequeno periodo de tempo, depois resolveu procurar em seus bousos e verificar se ainda estava lá, seu precioso canivete.
Foi o presente que sua mãe lhe derá de natal, um canivete, pequeno e vermelho, na ponta havia apenas a faca nenhum saca-rolhas nem tesoura, apenas a pequena faca cor prata, e um pouco enferrujada.
Logo após verificar o seu precioso canivete, resoveu procurar um lugar para passar a noite, definitivamente não poderia ficar a noite apenas andando por ai, e então resolveu se aconchegar em um canto de uma pequena casa abandonada, do bairro onde ele conhecia, pois já havia morado lá, ele andou o suficiente para chegar, em uma de suas antigas casas, o garoto sabia que por perto havia apenas, os drogados, mesmo assim tinha a certeza de que se não mexe-se com eles, eles não o incomodariam, passou então a noite ali, esperou por um longo tempo na parte da manhã, e resolveu ir para outro lugar, afinal não poderia procurar sua mãe sem sair de lá, novamente colocou as mãos no bouso para verificar, seu canivete vermelho.
Depois de uma pequena confiscada, andou devagar pelas ruas cinzentas, bem quentes por sinal, até chegar na cidade, cheia de carros, motos, um cheiro peculiar de fumaça, muitas pessoas, colocou as mãos nos bousos e andou meio curvado, por ai, ele não sabia o que fazer nem para onde ir, mas a fome o persiguia.
olhou então que em um pequeno canto fechado da cidade um beco, pequeno demais para adultos, onde a luz era minina, e bem no fundo alguns pinos, com passos leves ele chegou perto dos pinos e começou a escalados, durante um ponto, um dos pins de apoio de seu braço se soltou, fazendo com que ele raspe um o pulso, mesmo assim continuou escalando, até chegar topo.
Era bem clareado com as luzes do sol, a parte de cima de um predio abandonado, cujo as portas para a parte de cima estavam cerredas com coisas e metais, impedindo a saida por ela, ao ver passaros voando com a sua chegada o monotono lugar frio, por causa do vento, com a leve paisagem da cidade, o tempo nublado, o silêncio, faziam com que o pequeno garoto se sinta, como que em casa.
Ajuntou algumas coisas encontrada no telhado, e resolveu que aquele seria sua nova moradia, por algum tempo. Entre as coisas havia uma pequena flor meio manchada mas muito bonita, tentar tirar a mancha da flor fez com que a petala tocada cai-se, ele soutou um pequeno sorriso ao pensar que aquela flor era como ele, em um simples toque poderia deixar uma petala cair.
Também tinha um plastico bem grande porém sujo, ele pensou em mil maneiras de usar aquele plastico, mas não com ele naquele estado sujo afinal o garoto odiava esse tipo de sujeira. Encontrou também dois baldes mas, cada um com um pequeno furo de cada lado, era inútil.
Mas o que ele mais se sentia feliz de ter achado era um tabuleiro velho meio rachado, mas ainda usavel de xadrez, e quase todas as pesas do jogo faltava apenas um bispo, e uns quatro piões.
Ele se lembrou do passado, era um bom jogador e gostava de praticar, suas notas eram as melhores, e ele amava a escola ou o cheiro de livros, canetas ou a sensação de estudar, passar de cinco a seis horas na escola aprendendo, sobre tudo, palavras novas, historia, geografia e sua materia preferida matematica.
Mas agora sozinho sem mãe ou pai ou familia, sua realidade era outra, estudar não mais, sua prioridade era sua mãe, embora depois de encontra-la ele pensa-se que talvez seria bom voltar para escola.
O tempo estava pasando e a fome aumentava, o raquitico menino ainda mas raquitico agora, resolveu progurar comida ou qualquer coisa comestivel,o lixo não era algo qu o agradava mas parecia ser sua ultima escolha, afinal ele não iria roubar ele não era assim, tinha prometido a si mesmo que nunca roubaria.
Depois de alguns quarterões em um lugar mais fechado, onde parecia não ter quase ninguém ele resolveu que comeria ali, por ser mais fechado, quase ninguém o veria fazendo aquilo. Depois de encara por um tempo a lixeira, ele se sentou num canto, ele nunca conseguia algo tão nogento como isso.
Por um tempo passou a acariciar os cabelos sujos, levantou e foi para perto da lixeira, e começou a encara-la, ele parecia estar sozinho então esse era o momento perfeito, ele não tinha muita altura e a lixeira era bem alta ele teve que ficar na ponta dos pés, a repulsa misturada com o nojo, e vontade de correr foram se misturando no seu estomago, então ele vumitou.
- ah... –falou uma mulher de cabelos loiros, não era tão alta, usava um casaco muito bonito azul, e mantia o olhar serio, sobre ele.
-sinto muito por um momento eu realmente achei que fosse procurar algo na lixeira-falou mesma mulher com papeis por todo o braço direito e o esquerdo com uma pasta.
-sim eu ia faze-lo, mas realmente não posso-respondeu o garoto.
-por que fazer algo assim, tão nogento?-perguntou a mulher.
Ele abaixou a cabeça, com os olhos para seu vomito, que na verdade não havia nada, pois ele não tinha comido quando fugiu.
-porque não sou capaz de roubar
A mulher por um tempo abaixou a cabeça depois ageitou os papeis na pasta, ela olhava para um lado soria um pouco com um soriso triste, mas ele sabia que ela queria chorar.
-sinto muito – respondeu ela
Ele apenas colocou as costas da mão na boca e saiu, tentando voltar para seu cantinho seguro, seu lugar quieto.
Mas ele percebeu que a mulher o segira, então resolveu despista-la correndo 5 quadras, mas logo na segunda ele não aguentou, era dificil respirar, faltava tudo, faltava ar, comida,lar,mãe....
No chão, de costas, ele pensou que finalmente ele estava sozinho agora, era um momento para descansar das noites anteriores, mas quando ia fechar os olhos, percebeu a mulher novamente o encarando, como se quisesse saber, algo ou intende-lo.
-você...por que correu?- perguntou ela
-por que me persegui? – retrucou ele
-ah, bem eu realmente não sei
-então va para casa e me deixa em paz –disse ele calmo
-por que está nas ruas? Suas roupas não estão tão rasgadas
-por que faz tantas perguntas? –ele não era uma pessoa de brigas.
-qual seu nome?
-eu preciso de um?
A mulher, arqueou as sombrancelhas, e tentava descobrir ele era como um misterio para ela.
-as pessoas precisam de um nome, para saber identificar e diferenciar cada uma delas...para saber quem elas são...você entende?
-eu realmente não sou nada, nem nunca vou ser então, eu, não preciso de nome.
-como não você não gosta de estudar? Ou não quer continuar por algum motivo?
-eu amo estudar mas agora não posso nem vou!
A mulher estava impressionada, ela queria interroga-lo mas não podia faze-lo e ele estava quase desmaiando de fome, ele era pequeno raquitico, seu corpo era leve então a mulher resolveu pega-lo no colo.
Quando ele acordou estava em uma cama grande de casal, e estava com outras roupas, ele tentou reconhecer o local, mas logo que percebeu a mudança de roupa, pensou em seu canivete.
Se levantou, mas estava fraco mesmo assim quase rastejando, andando pela casa a procura de suas roupas.
-ah, espe-espere por favor, como consegue se levantar?- falou a mulher o levando de volta para a cama.
-você...você o pegou o meu
-o seu o que? Acalme-se um pouco
-não! é importante para mim,devolva
-eu nem sei do que você está falando filhote
-meu canivete, eu quero ele agora – ele se contorcia e debatia era realmente um pedido serio.
-ah você fala isso aqui eu achei no seu bolso e coloquei aqui, tenha paciência – falou a mulher pegando as coisas encontradas no bolso em uma mesinha do lado da cama.
Depois de se sentar mais calmo, ele sentia o cheiro de roupa lavada era algo bom que ele quase não sentia, e logo a mulher pegou na cozinha um sopa, ele não sabia se ela o fez ou se tinha algo na sopa, mas ele estava realmente com fome e não podia mais aguentar, porém mesmo com toda sua fome foi paciênte ao comer boas maneiras era algo que ele tinha aprendido sozinho, afinal sua mãe vivia por ai, como se ele não existi-se.
- está gostoso? – perguntou a mulher
-horrivel...
-é eu sei – respondeu ela quase rindo e parecia satisfeita
Mesmo o horrivel gosto da comida, ele sentiu uma vontade subita de chorar, sua mãe nas poucas vezes que fazia algo, era apenas torrada,ele foi firme e aguentou todas as lagrimas, com a cabeça baixa.
-hey filhote, qual seu nome?
Ele não respondeu
- meu nome é Sophia Willians, eu realmente gostaria de saber seu nome...
Ele pensou se seria uma boa coisa, falar seu verdadeiro nome ou se era mesmo necessario mas ela o havia ajudado e era o minimo que ele podia fazer
- Oliver, só Oliver.
-então Oliver só Oliver, por que estava nas ruas, você é educado e não estava tão rasgado.
- mas agora eu faço parte da rua, não é?
- hey,hey calma filhote, podemos chamar o serviço social, não é bom?
Oliver a encarou depois de terminar a comida, se levantou arrumou suas coisas.
-Obrigado pela comida mas, eu tenho que ir não posso me destrair
-mas o que filhote? Você acabou de chegar
Oliver, acenou com um leve sorriso e saiu correndo, antes que Sophia pode-se alcança-lo, desceu as escada, ele vinha logo em seguida como a porta estava trancada pulou a janela sem medo, o que fez com que ele se arranha-se um pouco.
Ele estava feliz, sentia se revigorado apesar do contraste de estar nas ruas mais uma vez, agora com o calor do sol da tarde ele resolveu ver seu pequeno refugio, do qual agora decidirá que se chamaria QG. Embora empolgado com o QG, ele não podia ficar lá naquela situação, estava sujo e não tinha onde deitar.
Oliver passou pelas ruas da grande cidade, procurando coisas para seu novo lar, também resolveu não passar pela rua onde encontrará Sophia, talvez se ele a encontra-se novamente, conseguiria fugir... Mas Oliver estava convicto que encontraria algo bom!
Notas finais
(não tendo previsto quando lançara novos capítulos, provavelmente será mais para o fim do mês, como uma historia mensal)
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