As cartas que não entreguei

1 O inicio, a primeira carta


Notas iniciais
Esta história é real. Espero que gostem e acompanhem. Bj.

Eu nunca fui a pessoa ideal para falar de amor, eu sempre era a pessoa que ouvia sobre amor ou lia em algum lugar. Não imaginava como era ter um amor e nem os estragos que esse sentimento poderia causar. Eu já ouvi dizer que o amor é um trauma, mas que alguns, passariam por isso milhares de vezes. Nunca acreditei que a coisa fosse tão séria, até que aconteceu comigo. Até que um dia, uma menina cruzou o meu caminho e mudou todo o meu pensamento sobre amar.

Passávamos os dias juntos, falando de coisas aleatórias e o que mais pudéssemos. Horas incansáveis ao telefone fazia o meu dia valer a pena. Mas, depois de um tempo, as coisas mudaram e eu não conseguia mais me abrir com a menina que eu tanto amava. Foi quando eu comecei a escrever, e escrevia até não poder mais, até que todo o sentimento preso dentro de mim, estivesse fora. Eu escrevia para ela, sobre ela e o que eu sentia. Mas ela nunca soube, e nunca leu as cartas que guardei num caderno de dez matérias no fundo do meu armário.

Hoje, depois de um tempo, ao encontrar este caderno, eu resolvi entregar a ela, cada carta, uma por uma através dos correios. Talvez não tenha tanto sentido agora, mas de qualquer forma, era pra ela, sobre ela.

Quando me sentei a beira da cama e abri o caderno, pude notar que não era só de amor que eu tanto falava. Pude notar que o amor assume diversas formas e eu ri, eu ri porque eu senti tudo que senti por ela mas nunca deixei de ama-la.

#1CARTA:

Eu não sei amar em silêncio e não sei sentir saudade escondido. Meus sentimentos fazem muito barulho. Por isso que quando eu amo, todo mundo se assusta. Não era o meu dia. Minha semana. Meu mês. Meu ano. Minha vida. Caramba. Eu me apaixonei. E sabe? Adoro sua risada com esse tom safado, adoro o bem que você me faz, adoro quando você demora para me responder e depois vem toda carinhosa tentando me agradar. Adoro quando você assume que me quer, adoro também quando você não assume que está com ciúmes de mim. A gente ama sem medidas, se entrega a um sonho e vive por aquilo, alimentando dia-a-dia a esperança que teima em não querer ser a última que morre. O quarto agora está claro, as horas passaram e eu nem vi. Você é muito em mim, mas hoje e quase sempre, você foi saudade. Mas cá entre nós, não havia como não me apaixonar por estes olhos. Morro de medo de perder você. Sabe, se a gente se perder eu nem sei. É que me descobri e ganhei uma parte de mim de volta quando te conheci. Não sei dizer o quanto te amo. O amor não cabe no meio das letras: ele ocupa um espaço inteirinho dentro do coração. E isso faz a minha vida muito mais feliz.

Notas finais
Continuarei com a próxima carta; Valeu.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.