Ouvimos o barulho dos cavalos a poucos metros de distancia da nossa casa, minha mãe e minha tia se apressavam para esconder todos os utensílios de magia que haviam na casa, minha mãe entrava comigo no porão, a pequena e discreta passagem que dava acesso a ele estava entreaberta, ela e eu observávamos minha tia escondendo os últimos vestígios de magia da casa, minha mãe gritava com todas as suas forças:

_ Aalis, não nos acharão aqui, venha!

Era tarde demais, os homens á cavalo já haviam chegado, através da pequena abertura da passagem para o porão, os cavaleiros arrancarem com força as roupa de seu corpo, vi o homem mais alto do grupo se aproximar dela com um enorme chicote de cordas grossas e couro, se escutava as batidas violentas do chicote na pele da minha tia, a cada chicotada um grito de desespero, ficando gradativamente mais alto, quando o homem finalmente parou, minha tia deu um pequeno suspiro de alívio. O homem alto a observava atentamente, suas costas sangrando, seus olhos vermelhos de dor e raiva, o mesmo retirou da bainha uma fina espada, pegou na lareira um graveto ainda pouco queimado:

_ Aqui está o que você merece, sua aberração!_ Falava com tanta raiva que Aalis gritava antes de o graveto em chamas atingir seu cabelo e começar a queimá-lo .

O cavaleiro segurou firmemente sua fina espada, fazendo pequenos cortes em todo o corpo dela.

_ Pare, por favor, eu lhe imploro!_ A agonia e a dor em sua voz só estimulou o homem a fazer cortes mais profundos no seu corpo, seu sangue escorria no piso de madeira, pingando no chão do porão através dos pequenos vãos na madeira.

Os homens apagaram o fogo em seu cabelo, estavam levando-a para a porta da casa, corri para a minúscula janela que havia no porão, os cavaleiros levaram-na até uma carruagem, esta tinha barras de ferro entrelaçadas, que lembravam uma cela, dentro dela haviam mais cinco mulheres, algumas com ferimentos mais profundos. Observava a carruagem se afastar, lágrimas escorriam do meu rosto:

_ Mãe, o que vão fazer com ela?

_ Vão leva-la ao julgamento do Santo Ofício, Amée. _ Não conseguiu terminar a frase, sua vontade de chorar foi mais forte.

Quando ela me disse para onde Aalis seria levada, sabia que não a poupariam, tudo seria como foi com meu pai e com minha irmã, a execução seria no dia seguinte, na praça.

POV Aleksandru

Ouvia ao longe o grito das mulheres chegando, desci rapidamente as imensas escadas da fortaleza.

_ Vamos Aleksandru, ajude-me a descarregar essas horrendas criaturas!_ Chestislav era sem dúvida o homem mais alto do grupo, percebi que em seu chicote de cordas grossas e couro havia sangue, ele havia torturado alguém.

Haviam seis mulheres dentro da carruagem, elas desciam rapidamente, cada um dos homes presentes pegou uma bruxa pelos braços, nós arrastávamos as mulheres, puxávamos o que restava de seus cabelos. Quando chegamos as masmorras jogamos cada imprestável em uma pequena cela.

Subimos as escadas em direção ao salão principal da fortaleza, escutávamos os gritos de centenas de mulheres presas nas masmorras, isso era uma conquista para toda a população.

POV Amée

Chegara o dia da execução de minha tia, todos os curiosos estariam presentes na praça principal para ver a execução de Aalis e outras cinco mulheres.

_ Está pronta minha filha?

_ Estou mãe.

Minha mãe estava péssima, passara a noite toda chorando no quarto, ela não podia acreditar que hoje seria a execução da sua irmã mais nova.

Fomos andando até a praça, levaram minha tia a um local mais elevado, nele se encontrava a arma que seria utilizada para mata-la.

A primeira das seis mulheres a ser torturada era minha tia. Os torturadores amarraram suas mãos e seus pés a um poste, totalmente exposta ao carrasco, este pegou uma pequena faca que estava encima de uma mesa de madeira e começou a tirar lentamente a pele de Aalis. Minha mãe chorava desesperadamente, mas o que se ouvia eram os gritos de felicidade da população. A cada pedaço de pele, mais sangue escorria até a população, deixando o local completamente vermelho. Minha tia estava completamente em carne viva, a população foi até o torturador, este dava pequenos pedaços de pele com sangue para todos os curiosos, estes seguravam com orgulho. Minha tia fechou lentamente os olhos, sua respiração parou.

_ Não, não pode ser!_ Minha mãe chorava raivosamente.

Naquele momento uma lágrima escorreu no meu rosto, minha tia estava morta.

_ Esta mulher foi pega fazendo bruxaria, o esfolamento foi o preço!

A população aplaudia, sem o mínimo de piedade.

POV Aleksandru

_ A segunda mulher foi pega se transformando em lobisomem, o preço será a empalação!_ Falei orgulhoso pelo que eu estava fazendo.

Ao meu lado havia uma estaca alta e pontiaguda arrastei a mulher e fiz ela subir comigo as escadas de madeira, segurei-a perto do objeto e a soltei, a estaca entrou pelo ânus da vítima, atravessou seu corpo e saiu pela sua boca. Como ela não havia morrido, girei seu corpo na estaca, isso fez com que seu pescoço se rasgasse, seu corpo desmoronou, sua cabeça ficou um metro acima dele. A população clamava por mais sangue, soltando risos e gritos de alegria. Abri com uma foice o peito da aberração, fazendo muito sangue jorrar aos meus pés, pedaços de sua carne já estavam no chão , quando o peito estava totalmente aberto, arranquei seu coração, peguei-o na mão, o mesmo estava dando pequenas batidas desesperadas, esmaguei-o com minhas próprias mãos, uma parte da veia Aorta caiu no meu sapato sujando-o ainda mais de sangue. Tirei a vítima da estaca e a joguei em um canto. As pessoas gritavam de alegria.

_ A terceira mulher foi condenada por traição.

Peguei a mulher e a deitei no banco da tortura, prendi suas mãos e seus pés nos rolos, girei a manivela lentamente, os rolos se afastavam a cada volta da manivela, suas articulações estavam descolando, a mulher teve os braços e as pernas decepadas, retirei-a do instrumento cortei ao meio seus braços e suas pernas, joguei-a junto com as outras, as pessoas comemoravam.

_ As outras três mulheres serão queimadas vivas!

Acendi uma imensa fogueira, jogamos os corpos e amarramos as outras três para serem queimadas vivas. Os curiosos atiravam na fogueira os restos de pele e carne das mulheres.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.