As aventuras dos Martson's

9 Recebemos a visita de um ser mitológico


Notas iniciais
Nesse nono capítulo Kelvis Martson e seus amigos iram invocar uma criatura mitologica para ajuda-los, Junte-se a eles nessa incrivel aventura

Já entendi oque havia acontecido pelo que entendi Kimberlyn, Alex, Alicia, Altamir e Albertos haviam recuado para dentro de casa porque os goblins estavam arremessando pedras e flechas. Fui muito ingênuo em pensar que haviam sido capturados. Agora estávamos no quarto secreto discutindo sobre os goblins.

– como assim os elfos não vão ajudar? – perguntou Kimberlyn

– eu já disse – falei – os elfos tem um problema maior agora

– ótimo – disse Alex – e oque fazemos agora?

–eles não podem entrar – disse Albertos

– nem nos podemos sair – respondeu Kimberlyn com raiva

E me lembrei de um outro problema : mamãe

– e a mamãe? –perguntei

Alex Kimberlyn e Altamir me olharam, e eu não entendi

– ela foi trabalhar – me respondeu Alicia como se fosse a coisa mais obvia o mundo

Eu devia estar com uma cara de confuso e de idiota ao mesmo tempo, pois Alex não parava de rir da minha cara

– Alex cantou uns negócios em sua gaita – disse Kimberlyn

– sim um feitiço – disse Albertos

– ainda não entendi – falei

– de alguma forma Alex conseguiu enfeitiçar mamãe aponto que ela não ligasse para a destruição que os goblins causaram na frente da casa- disse Kimberlyn- e fez ela ir ao emprego como se tivesse acordado de uma noite normal

Olhei bem para Alex, não imaginara que ele fosse capaz disso, mas confesso que é genial

– Alex meu irmão – falei – você simplesmente é o cara

– valeu – disse ele

BOW, BOW, BOW. Algumas pedras acertaram a parede, os goblins estavam atacando.

– e os goblins?- perguntou Altamir

– bem – falei – mamãe não está em casa, podemos fazer qualquer coisa

– é melhor pedirmos ajuda – disse Albertos

Todos nos olhamos bem para o retrato de José Laranjeira, se eles estavam pensando o mesmo que eu

– José laranjeira –falei – se tem alguém que sabe como destruir o livro esse alguém é ele

– ele está morto – disse Kimberlyn

– ou talvez não esteja – falei

Todos me fitaram, mas a idéia era boa, e eu sei que José laranjeira está vivo, em algum lugar, mas está. Descemos todos até a cozinha, eu e Altamir devoramos um biscoito, e Albertos se deliciou nos biscoitinhos de trigo. Depois nos reunimos na sala, e eu peguei o livro de volta de debaixo da cama. E ao ver o livro Albertos virou um diabrete bem zangado, mas depois voltou Ao normal.

– eu achei isto no quarto secreto – disse Alex atrás de todos

Nos viramos e ele tinha alguns papeis na mão e lia eles.

– oque tem escrito ai?- perguntou Kimberlyn

Alex leu mais um pouco e por fim falou.

– uma espécie de relatório – disse ele – fala sobre o antigo morador

– José Laranjeira? – perguntei

– sim — respondeu Alex – parece que foi feito pela filha dele

– deixa eu ver isso – disse Kimberlyn tomando os papeis da mão dele

– Lucia Laranjeira. Dia 23 de maio de 1949. – leu Kimberlyn – isso é um diário

Kimberlyn botou as paginas do diário encima da mesa e todos começamos a ler

Lucia Laranjeira. Segunda — feira Dia 23 de maio de 1949.hoje eu acordei e tomei um café bem quente, meu pai está muito inquieto, ele não para de falar sobre proteger a casa.eu estou muito preocupada com ele, já não é o mesmo a muito tempo, agora ele só fica escrevendo num caderno com capa negra e falando sozinho.

Lucia Laranjeira. Terça – feira Dia 24 de maio de 1949. Acordei no meio da noite assustada, papai esta mais inquieto e agora grita sozinho no meio da noite. Hoje de manhã nosso cachorro sumiu, papai disse para eu não procurá-lo e não ir ao bosque

Lucia Laranjeira. Quarta – feira Dia 25 de maio de 1949. Papai não está mais tão inquieto, ele está voltando ao normal e não está mais preocupado em proteger a casa de alguma coisa, ele ainda fala sozinho. Hoje eu fui ao bosque, e algo me perseguiu, estou muito assustada.

Lucia Laranjeira. Quinta – feita Dia 26 de maio de 1949. Socorro. Papai sumiu, eu estava brincando perto do bosque quando algo me puxou, papai me salvou e me puxou de volta. Eu vi, papai foi levado por criaturas brancas e pequeninas, acho que são fadas.

Lucia Laranjeira. Sexta – feira Dia 27 de maio de 1949. Mamãe disse para não me preocupar com nada. Encontrei uma carta do papai, ele disse que voltara logo em breve.

Depois de termos lido as 5 paginas do diário, ficamos todos nos olhando aflitos e assustados. Como uma menina de talvez 10 ou 8 anos a idade de Alicia teria passado por isso tudo, sem ao menos saber oque acontecia. Olhei bem para Albertos, desciam lagrimas de seus olhos.

Deviam ser 6:30 da manhã, ninguém parecia estar cansado. Depois de termos lido as páginas do diário todos nós nos dirigimos para a varanda, onde os goblins ainda acampavam, eles sim estavam esgotados, deviam ter uns 30 goblins, a maioria foi para a arvore dos elfos, seria uma boa hora para atacar, mas mesmo assim não era uma boa idéia. Kimberlyn não tinha muitas flechas, e Alex estava sem extrato de tomate. Usei minha espada rapidamente para cortar a parte dos joelhos da minha calça, assim poderia correr melhor. Albertos me metralhava com os olhos, talvez por ter escondido o livro dele, ou talvez por... Por nada deve ser só isso mesmo. Alex voltou para a sala e ainda lia as paginas do diário. Kimberlyn olhava para os goblins como se quisesse desafiá-los, e Altamir olhava ao longe para a arvore dos elfos que era visível da nossa varanda. Resolvi por meu plano em pratica, que consistia em: encontrar José laranjeira de alguma forma, falar com ele e pedir ajuda, sinceramente não quero que destruir o livro, quero continuá-lo.

–escutem – falei – eu vou procurar e achar José Laranjeira

Todos me fitaram exceto Alex que ainda estava na sala.

– Kelvis não – disse Kimberlyn

– não por quê? – perguntei -

Ela não respondeu. Abri o livro, folheei as paginas das criaturas até chegar no “Grifo”

– aqui está – falei – ele tinha um bichinho, podemos chamá-lo

– chamar uma criatura que existiu há 66 anos atrás e pode muito bem não estar viva?! Ótima idéia – disse Kimberlyn com ironia

– como invocar um grifo – li no livro – basta chamá-lo na língua dos elfos da floresta

– Altamir é com você – disse Kimberlyn a Altamir

– eu não sei chamar um grifo – respondeu Altamir

– espera aqui tem ensinando – falei

– Salvum me fac Custus enim iustitae – falei na língua dos elfos

Um silêncio prosseguiu, nada aconteceu, o céu não mudou, nada saiu do bosque, nem mesmo os goblins ligaram.

– eu disse que não funcionaria – falou Kimberlyn

– é você estava certa – respondi por fim

Já íamos entrando de volta para a sala quando ouvi.

– BIEEAR – um rugido ou piado não sei identificar

Todos voltamos correndo, inclusive Alex que deixou o resto do diário para trás e correu para a varanda. E por um segundo eu vi uma sombra passar rapidamente pela grama. Os goblins olhavam para o céu assustados, alguns correram para os bosques e outros puxaram as espadas para atacar.

– BIEEEE – o rugido/piado denovo

E do nada uma poeira subiu e uma criatura pousou no espaço entre a varanda e a grama, dentro das barreiras mágicas. A poeira baixou e oque tinha La era simplesmente lindo, um ser com cabeça de Águia e patas e tronco de leão, com rabo de leão e duas belíssimas asas de águia, grandes o suficiente para sustentar seu corpo. Suas patas tinham garras afiadas, seu bico era de um dourado reluzente e grande e forte o suficiente para arrancar um braço. Suas asas eram brancas na parte superior e cinzas no meio,tinha as penas na cabeça brancas e o pescoço dourado. E ele tinha uma sela em suas costas, e uma espécie de colar no pescoço onde se lia “Aestas”.

– UM GRIFO – gritei

Olhei para Kimberlyn que estava boquiaberta.

– qual idéia é a ruim agora? – perguntei a Kimberlyn com ironia

O grifo bufou e olhou para a casa, e ai piou/rugiu novamente. Albertos caminhou até ele com lagrimas no rosto, e ele ao ver Albertos inclinou a cabeça para baixo. Albertos alisou sua cabeça e falou:

– ele não está mais entre nós Aestas –

E o grifo bufou e gritou com raiva. Ele se virou para a arvore que tem próxima a varanda ao lado da casa e a arranhou com a pata esquerda, o arranhão foi tão forte que ficaram três garras marcadas na arvore. E por fim o grifo Aestas entrou nas barreiras mágicas passando próximo a nos sem nem ligar e deitou — se na varanda.

Ninguém falou nada estávamos todos boquiabertos e maravilhados com o grifo, Alex se aproximou lentamente do grifo que ao ver-lo chegando levantou a cabeça e rugiu. Mas Alex não se assustou ele chegou cada vez mais perto e aproximou a mão da cabeça do bicho, por um segundo achei que ele fosse perder o braço, mas ele apenas alisou a cabeça do grifo que retribuiu pondo a cabeça no colo de Alex fazendo assim ele se sentar.

– xii ta tudo bem – disse Alex ao grifo que rugiu baixinho

– Alex se afasta disso – disse Kimberlyn

– ele é bonzinho – respondeu Alex

Altamir não disse nada, ele parecia nem se importar com o grifo, e ele não tirava o olho da arvore dos elfos, talvez preocupado com os amigos, familiares e etc.

– Altamir – chamei

Ele se virou pra mim

– quando eu estive na arvore – falei – eu conheci um elfo que parecia com você exceto pelo cabelo

– há muitos elfos com o cabelo parecido com o meu – respondeu ele

– e há muitos com o mesmo sobrenome? – perguntei

Ele não respondeu, parecia estar escondendo algo.

– Cofuzos Patientem – falei

– meu irmão mais velho – disse ele

E antes que eu pudesse dizer mais nada fui interrompido pelo rugido do grifo dessa vez fora muito alto. O grifo havia se levantado e rugia para o bosque, me virei e notei que cerca de 15 goblins vinham correndo, do tipo burro. Vinham com todo vapor, talvez o grifo não soubesse que eles não poderiam entrar e por isso pulou para fora das barreiras. Notei que estava segurando o livro, talvez isso tenha atraído os goblins.

Mas serio quinze goblins, isso a gente da conta. O grifo que já estava fora das barreiras não quis nem saber. Primeiro pulou sobre dois goblins rasgando suas barrigas com suas garras, e acertando um terceiro com o rabo. Oque fez o goblin dar uma pirueta de 360 graus e cair desmaiado. Kimberlyn acertou uma flecha na barriga de um goblin e ele caiu morto com a língua pra fora. O grifo bicou a cabeça de um goblin, oque fez seu crânio quebrar e ele padecer morto, Aestas o tal grifo estava mesmo furioso com os goblins, ele bateu as asas e subiu cerca de 4 metros, depois deu uma pirueta e desceu as garras em mais dois goblins. Mas ai que a casa caiu para ele, pois todos os outros goblins juntos pularam sobre Aestas tentando derrubá-lo, ele era forte e estava resistindo, Kimberlyn não atirava flechas com medo de acertar sem querer o grifo, eu tinha que fazer alguma coisa.

– segura ai – gritei para Alex jogando o livro para ele

Puxei minha espada da bainha e corri para fora das fronteiras, à primeira coisa que fiz foi chutar um goblin que tentava morder a cabeça do grifo, logo em seguida cortei o pescoço de um goblin e enfiei a espada na nuca de outro que tentava subir no grifo. Um goblin bateu a cabeça em minha perna e eu cai para trás, o goblin que me derrubou pulou sobre mim mas por sorte minha espada estava entre eu e ele, dessa forma quando ele pulou a lamina da espada atravessou sua barriga e ele ficou encima de mim.

Eu tentava me levantar mais não conseguia, o goblin era pesadinho. Uma flecha passou zunindo acima de mim e acertou um goblin, me virei para a direita com tudo e fiquei sobre o goblin morto, finalmente me levantei e puxei minha espada de volta. A única razão pela qual os goblins não me acertaram foi Altamir, ele já havia derrubado dois goblins e enfiava a espada na cabeça de outro. Contei e só restavam mais 3 goblins, dois correram para o bosque e um foi acertado por uma flecha de Kimberlyn, o ultimo que estava encima de Aestas recebeu um fim doloroso, Aestas virou se o goblin caiu sobre ele, então o grifo arrancou sua cabeça com o bico e jogou para o lado.

– vem vem – gritou Altamir correndo de volta para a casa ao meu lado

Botei a espada de volta na bainha e corri o grifo não era nada burro, já que ele também entrou nas barreiras e foi à varanda. Fui o ultimo a chegar à segurança das barreiras, olhei para trás e havia muitos corpos de goblins espalhados na frente da casa, os dois goblins que fugiram, eles iriam trazer mais deles, iriam contar oque aconteceu.

– conseguimos – disse Kimberlyn

–conseguimos oque? – perguntou Alex

– não tem mais goblins – respondeu Kimberlyn apontando para os goblins mortos

– virão mais deles – disse Altamir, e eu concordava com ele

– então teremos de encontrar ajuda rápido – falei

– esse grifo pode nos ajudar – disse Alex

–como? – perguntou Kimberlyn

– você sabe onde está José Laranjeira? – perguntou Alex ao grifo

Ele balançou a cabeça dizendo que sim, e rugiu, depois ele caminhou e levantou o bico para o bosque.

– ele sabe – disse Alex

E o grifo rugiu alto para o céu.