Mas um dia na escola, hoje tem filosofia, e não estou nem um pouco afim de assistir essa aula tão chata, ainda bem que tenho o Caio pra faltar a aula comigo, mas ele tem estado estranho nesses dias por isso resolvi não chamar ele, e sim a Anne, ela não gosta muito de faltar aula, mas se eu fizer minha carinha com certeza ela vai me acompanhar.

Fui procura-la e achei ela na biblioteca, como sempre, cheguei de fininho para assusta-la, sempre dá certo:

— Ai! que susto Mari, quer me matar do coração?- perguntou Anne com a mão no coração.

— Na verdade quero matar outra coisa.- Dei um olhar malicioso pra ela, pra ver se ele entendesse o que eu queria dizer, e deu certo.

— Nem pensar, já disse que não vou matar aula.

— Deixa de ser chata Anne, não estou me sentindo bem pra assistir a aula de filosofia.- falei colocando a mão na cabeça, para insinuar que estava com dor de cabeça.

— Você nunca tá bem nas aulas de filosofia Mari.

— Que culpa eu tenho que o meu corpo tem hora pra se sentir mal.

Anne começou a gargalhar.

— Só você mesmo Mari, porque não pede pro Caio matar aula contigo?

— Ele tem estado estranho ultimamente, Você percebeu né?

— É, ele não tem falado muito com a gente.

Ficamos em silencio por um instante, quando ela olhou pra mim e fiz a carinha, ela começou resistir, mas sabia que não daria certo e ela também.

— Só a aula de filosofia?-Perguntou Anne.

— Só a aula de filosofia, prometo.

Estar vamos andando, pra matar aula quando vi uma pessoa indesejada se aproximar, a única e mimada, Serena, a patricinha da escola, odeio ela, sempre querendo ser a melhor.

— Ora! olha quem resolveu matar aula... de novo.- falou ao se aproximar de mim e Anne.

— Cai fora Serena, antes que eu...- estava pronta pra falar o que estava entalado na minha garganta quando ela me interrompeu.

— Você o que? esqueceu que tenho muita influência aqui? Tudo que você fizer comigo vai virar contra você queridinha.

Droga, ela tinha razão, Serena é a princesinha da escola, nada pode atingir.

Serena ia falar mais pra mim quando Caio surgiu na minha frente:

— Deixa ela em paz Serena, afinal o que você está fazendo aqui?- Caio perguntou.

— Quem você pensa que é pra me dizer o que devo fazer, bolsista?- Serena perguntou pra caio com um olhar de desprezo, um olhar que só ela sabia fazer.

— Só to pedindo que você não incomode os outros alunos, a vá para sua sala, o lugar que você devia estar a muito tempo.

Serena não gostou nada da resposta de Caio e saiu em passos rápidos, esbarrando em todos que ela cruzava.

— Caio onde você estava? -Perguntou Anne.

— Apenas resolvendo algumas coisas.

— Deve ser coisas muito importantes mesmo pra deixar seus amigos de lado.- Provoquei, como sempre.

Caio deu as costa sem falar nada.Fiquei confusa e gritei:

— O que foi? Você não deu sua respostas sarcásticas pra mim.

Caio parou por um instante, mas logo seguiu em frente, sem olhar pra trás.

— Nossa, ele está muito estranho.- Perguntou Anne, com uma expressão confusa.

Eu estava triste demais, pra faltar aula, Caio não era de se esconder, ele mudou muito desde a semana passada, gostaria de saber e ajudá-lo.

— Acho que vou pra aula Anne.

— Sério!? Ah então vamos.- Anne me puxou as pressas com a esperança de chegar a tempo.

Quando de repente apareceu a diretora , a mulher mais assustadora que já conheci.

— D...diretora , que bom te ver. — Disse tentando sair de uma fria.

— As mocinhas vão já para a diretoria, rápido.

— Não vamos levar advertências, vamos?-Anne perguntou, suando frio.

— O que você acha?

A diretora nos acompanhou até a diretoria, e acabamos levando uma bela advertência, estou acostumada a ir a diretoria com o Caio, meu companheiro rebelde. Fiquei mal ao ver Anne levar uma advertência, ela sempre é tão educada e boa, prometo que vou me desculpar de alguma forma com ela.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.