Notas iniciais
...o spoiler do capitulo ta na imagem do jeitinho que eu gosto de fazer: impactando bjs

Desde que aconteceu toda aquela confusão com o Ken tentando matar o Lysandre no último mês, os reforços do Lysandre aumentaram muito e mesmo com a ajuda da Iris tudo tem sido mais difícil.

Os civis estão brincando de caça às bruxas comigo, e o nosso grupo tem me escondido mais do que nunca.

O cabelo castanho me ajudou bastante, não posso negar.

Apesar dos óculos estranhos, eu tento me vestir de forma bem comum pra chamar menos atenção possível.

É estranho me sentir comum.

Sempre pensei que seria incrível, mas no fim… tem nada de novo sabe?

De qualquer forma, temos estado ativamente aumentando o número de aliados.

Armins com o Daniel e o Arnaud estão tentando a todo custo achar brechas na segurança do Lysandre e juntamente entender alguma forma de fazer nem que seja um protótipo de receptor da máquina do tempo com as cápsulas do futuro.

Além de estarem investigando aquela tal porta do Lysandre onde eles acreditam estar escondido algo grande lá dentro.

Meu pai, Eliott, Castiel e o Ken são os “action men” do grupo e estão sempre juntos ativamente rondando a casa do Lysandre com a ajuda da Iris.

Inclusive os três estão muito amigos.

Azriel tem servido como segurança do shopping com Priya que é a vigia principal, mas toda hora fica colado no Hyun. Os dois tão bem próximos.

Melody tem se dado bem com Nathaniel (sem maldade dessa vez) e ambos têm uma ótima sincronia pra organizar a "publicidade" de nosso grupo.

Nathaniel com Hyun ajuda a tratar feridos e doentes (Hyun só sabe primeiros socorros, mas é bem útil)

Ambre quem geralmente vai nas ruas tentar convencer as pessoas junto com a Bia que é o elemento fofo que convence qualquer velhinho de ouvi-las.

Hyun é o nosso responsável pela comida, só que o Alexy ajuda ele na parte da cozinha e em paralelo ele sempre se senta com o Alexy do passado pra tentar estudar a tal doença que tem nessa linha e várias outras coisas, mantendo a gente sempre com medicações em dia.

Rémy e Violette ajudam mantendo o shopping organizado e com uma pequena hortinha.

Às vezes Rémy e a Bia saem com meu pai pra ajudar em algo, já que eles são os mais mãos leves do grupo.

Peggy sempre trabalhou com a segurança do local e relacionados, inclusive roubo de informação, ela se manteve nisso, com o bônus de que ela e o Armin se aproximaram muito.

Ela já tem um papel quase de melhor amiga do Daniel, agora, ela tem o Armin como aliado também.

Vitoria só serve mais pra "cuidar" do Pierre já que ele ainda não aceita a situação toda.

Esporadicamente temos a presença da Nina, uma pessoa da qual devo evitar a todo custo.

É bem chato ter que ficar de óculos o tempo todo, não nego, mas antes disso do que ser descoberta pela Nina, não sei quais seriam as consequências…

É muito confuso pra mim como ela pode ser aliada do Lysandre, mas, ao mesmo tempo, ajudar os meninos.

Pelo que me foi dito, ela pretende tentar puxar os meninos pro lado do Lysandre, pois ela crê que eles estão errados, mas, ao mesmo tempo, não tem coragem de fazer nada contra, pois são muito preciosos pra ela.

É contraditório o que sinto pela Nina.

Eu fui até o restaurante do Hyun, ele estava cozinhando como sempre e deu um bom dia energético como sempre.

Estava ele, Alexy, Ken, Iris e Arnaud conversando enquanto comiam.

Me sentei na frente do Hyun ao lado de Alexy.

“Bom dia Boreal! O que quer pro café da manhã?” Hyun perguntou.

“Ah… o de sempre acho… Só que quero as torradas menos passadas hoje, tudo bem?” respondi gentilmente.

É muito estranho pra mim “pedir algo” pra ele, sabe? Eu sinto como se estivesse abusando mesmo sabendo que ele está ali pra isso mesmo, nos ajudar na comida.

“Vocês viram o Azriel? Ele não apareceu ainda…” Hyun perguntou.

“Porque o interesse nele queridinho? Já tá com fogo no cu pra cima do Azzy de novo?” Alexy dizia com aquele jeito dele de sempre.

“Não Alexy! Mas ele tem sempre vindo antes de vocês pra aprender a cozinhar comigo… É estranho ele não aparecer agora.” Hyun dizia me servindo.

“É realmente ele é bem responsável quanto a suas promessas, é estranho que ele não tenha aparecido.” Arnaud dizia.

“Queria falar nada não, mas vi a Capucine entrando no quarto dele ontem a noite quando fui buscar a Iris no estacionamento” Ken dizia rindo e já tomando um gole enorme do café dele.

“QUE??! ENTÃO ELE CONSEGUIU FICAR COM A OUTRA DELA NESSA REALIDADE?!” eu não me contive e gritei já batendo na mesa e olhando assustada pro Ken que só ria e ria mais enquanto Iris batia nele de leve com o cotovelo.

“Hmm… Isso explica muita coisa… Se for isso, que bom pra ele! Desde que chegaram aqui ele não parava de encarar a Capucine e falar dela pra mim. Era bem claro o quanto eles se interessavam um pro outro.” Hyun sorria gentilmente se sentando com um copo de café com leite.

“Mas e você Hyun? Soube que ficou com o Azriel. E agora tá agindo como se estivesse tudo bem? De verdade?” Iris dizia com um jeito um tanto quanto parecido com o Ken.

“PERAÍ! VOCÊ QUE NÃO MORA AQUI SOUBE DISSO E EU NÃO?!” gritei REALMENTE espantada. Hyun e Azriel??!

“Você é desligada demais amiga, tá na hora de ser mais fofoqueira.” Alexy ria.

“Ah, sim. É verdade que eu e o Azriel demos alguns beijos, mas nada serio. Vejo mais ele como um amigo do que como um relacionamento, na verdade. Tanto que nunca mais nem pensamos em ficar juntos.” Hyun dizia sorrindo um pouco sem graça.

“Diga por você, a mente do Azriel é podre, capaz de já estar idealizando te por no lugar do Lysandre pra ficar de triangulo de novo. Ele presta mais que eu, mas não tão mais assim.” Alexy ria enquanto eu chutava a canela dele e o fazia rir ainda mais.

“Eu acho vocês dois bonitinhos juntos Hyun. Se um dia decidir que quer ficar com ele, super apoio.” Iris falava sorrindo enquanto o Hyun sorria de volta.

Eu adoro a Iris, o Hyun e todos aqui, é isto. Não consigo me imaginar sem eles, sinceramente.

De repente entrou a Bia sonolenta com o Azriel.

“Bom dia” Arnaud disse discretamente.

“Bom dia!” Bia respondeu energética já esfregando os olhos, seguido de Azriel.

Eles entraram calmamente, sem nada suspeito, e se sentaram nas mesas próximas.

Hyun já se levantou sorridente e foi pegar o de sempre de ambos.

Enquanto Alexy pra variar gritou merda como sempre… Nada de novo sob o sol.

“Como foi a noite dos pombinhos? Pela cara de cansados mal dormiram né?!” Azriel e Bia coraram na mesma hora e seus olhos pareciam que iam saltar da cara de tanto que abriram.

“O QUE QUER DIZER COM ISSO ALEXY?!” Azriel gritava enquanto a Bia só afundava cada vez mais seu rosto na mesa e escondia com o copo de leite que o Hyun havia colocado sob a mesa.

“Azzy, o Ken já falou pra gente que viu a Bia entrando no seu quarto, não tem o que esconder mais, todo mundo já sabe que vocês transaram” Alexy ria enquanto falava mais e mais das suas inconveniências constrangedoras.

Arnaud deu um sorriso discreto e parecia se deleitar com a situação toda, Ken não estava por trás, era como se ele estivesse vendo uma cena cômica em uma série.

Azriel olhava pra todo claramente constrangido.

“Gente né pra tanto né? Deixa eles em paz.” Iris falava gentilmente, mas calramente achando graça da situação.

“NEGA NA MINHA CARA ENTÃO AZZY, VAI LA” Alexy ria ainda mais.

Pude notar o Rémy entrando no local, e ao notar a gritaria ele veio discretamente até mim, perguntar o que estava acontecendo.

“Alexy como sempre… Tá falando pros quatro ventos sobre a Bia e o Azriel terem passado a noite juntos pra constranger eles.” Remy só respirou fundo e se retirou do local.

“Me recuso a ficar por aqui, provavelmente se eu ficar uma hora vai sobrar pra mim por qualquer motivo que seja…”

Alexy notou o Rémy saindo e começou a gritar por ele “REMYZINHO! VEM FALAR COM O TIO ALEXY!” ele ria eu podia ouvir algo incompreensível já distante sendo dito por Rémy.

É, a manhã estava animada, como sempre.

É incrível.

Pode o mundo estar acabando (literalmente) que todos continuam cheios de vida nesse grupo.

Eu confesso que eu adoro isso tudo… Acho que sem meus amigos tudo seria muito mais difícil.

Especialmente agora que o Armin esta se isolando junto de Daniel e Peggy pra descobrir o que está acontecendo na casa do Lysandre.

Hyun estava sorrindo pra situação toda.

“Desde que chegaram aqui tudo tem sido muito mais divertido… Obrigado.” ele falava de forma muito gentil. Hyun é um fofo, eu realmente amo a vibe pacifica que ele transmite.

Eu dei um sorriso de volta.

E cada dia que passa penso mais no quanto eu não quero voltar pra minha realidade.

Aquela realidade onde minha mãe está morta e onde o Hyun não existe, ou pelo menos nunca conheci ele la.

Aquela realidade onde o Ken morreu…

Aquela realidade que… É a minha realidade.

Eu preciso voltar pra lá… Mesmo que aquela seja cruel, é a minha linha…

Tenho estado muito pensativa quanto a isso.

De repente, Armin, Daniel e Peggy entraram na sala.

“DESCOBRIMOS ALGO!” Armin gritava entrando e indo direto pra maior mesa com os dois enquanto encaravam todos ao redor.

“Bom dia senhor educação…” falei alfinetando o Armin que só me encarou com cara feia como sempre e de forma debochada fingiu rosnado já voltando atenção pra mesa.

“Vocês lembram de tudo que tinha lá?” Armin dizia.

“Sim! Ele tinha um lindo jardim cheio de coelhos brancos, a cara dele, me lembra até a conversa que tivemos anos atrás sobre e–” ele então me cortou de uma vez.

“Não sua ameba! Tô falando de algo realmente importante! Não de coelhos brancos!”

Tentei recordar, mas mesmo com minha memória fotográfica não significa que eu lembro de algo que seja importante se eu não considerei aquilo importante…

“Cara, sendo bem sincera, eu só lembro de eu morta e dos coelhos brancos, era tudo que eu conseguia olhar na real…”

“Era tudo pro qual você olhou na real…” ele retrucou com rosto apático de sempre.

“Tá, mas o que descobriram? Mesmo vivendo lá, eu nunca consegui nenhuma informação a respeito daquela porta.” Iris questionava.

“Rémy invadiu o local e–” quando o Daniel começou a falar isso eu me meti ma mesma hora.

“Peraí… Rémy?! O Rémy invadiu quando??!” eu já estava bem assustada de saber que colocaram meu filho no meio da situação bem debaixo do meu nariz e eu não soube nada.

Nathaniel estava entrando calmamente dando bom dia pra todos.

“COMO LEVARAM O RÉMY PRA ALGO TÃO ARRISCADO SEM ME CONTAR?!” gritei muito.

“Cara, ele não é nenhuma criança e responde por si, ele já fez coisa muito mais arriscada, menos Boreal.” Armin dizia apático como sempre.

“CALMA NADA! E SE TIVESSE ACONTECIDO ALGO?!” eu gritava.

Eu confesso, estou tendo over reacts ultimamente devido a tudo que aconteceu e tem acontecido, mas eu de fato me preocupo MUITO com o Rémy (por motivos óbvios).

“Ai você descobriria porque iriamos falar né.” Peggy dizia baixo, mas completamente audível.

“Bem, todos estão se arriscando aqui, não temos muito o que fazer.” Nathaniel se meteu enquanto bebia café com leite.

“Ah, sim, obvio, até o Nathaniel sabia e eu não.” falei me jogando pra trás exausta com essa discussão.

“Só falem logo o que descobriram”. Continuei.

“O Rémy voltou lá sozinho, como já sabem ele é bom em infiltração, só lembrar como ele levou a vida dele inteira, e bem… Ele descobriu a senha da porta, aparentemente algo que só um Armin faria, mas nada super difícil, aparentemente a porta não estava com grande proteção apesar de tudo, e ela é feita de um material que só contem no bunker do meu eu mais velho. Rémy conseguiu identificar” Armin dizia.

“Sim, e ao que tudo indica esse material é feito de uma propriedade que permite isolar aquela área no tempo de alguma forma, o que tornou tudo ainda mais suspeito, afinal, o que ele tentaria isolar ali?” Daniel completou.

“Mas o que seria esse material? De onde ele saiu?” Arnaud perguntou curioso já entrando completamente no assunto.

“O Bunker é todo feito disso? Por isso fica isolado?” perguntei curiosa.

“Não, o bunker não foi feito com esse material, mas pelo que o Rémy nos passou, a área onde o bunker se encontra fica entre as linhas e nem meu próprio e do futuro tem certeza de como foi parar lá.” Armin dizia.

“Ali naquele local conseguimos minerar algumas peças desse material desconhecido, de alguma forma o Lysandre e seus amiguinhos conseguiram alcançar a borda das linhas.” ouvi a voz do Armin do futuro entrando na sala.

“Ah, então você sabe mais a respeito disso?” Nathaniel questionou.

“Sim. Não sei o que é esse material nem de onde veio, mas deduzo o que possa ter acontecido.” Armin continuava.

“Então quer dizer que eles chegaram no bunker em algum momento? Eles sabem onde está seu eu mais velho?” Ken perguntava bem serio.

“Não acredito nessa possibilidade… Eles acessarem um portal que dê na fronteira não os faria necessariamente alcançar o bunker. Explicando melhor, sabe as linhas que dividem os hemisférios no planeta? O planeta é enorme, mas existem linhas dividindo eles certo? Um país que está no continente americano bem em cima da linha do equador vai estar ali na borda entre os hemisférios norte e sul, certo? Tanto quanto uma pessoa que mora na áfrica e calhou de seu país passar bem na linha do equador. A distância é enorme entre um país e outro, mas ambos estão em cima da linha do equador. É basicamente isso o que acontece. Tanto o portal quanto o bunker se encontram na ’linha do equador’ que é esse vácuo atemporal.” Armin dizia.

“Então acha que ambos alcançaram essa borda das dimensões só que áreas completamente diferentes?”perguntei.

“Exatamente. É como se… Ainda usando esse exemplo, nossa dimensão de linhas fosse o hemisfério norte e a outra dimensão o hemisfério sul, a linha do equador é o que separa os dois, e quem pisar ali esta entre as duas dimensões, podemos dizer que o bunker se encontra na linha do equador basicamente.” Armin completou.

“Mas e essa porta?” Hyun então finalmente perguntou algo.

“Então, achamos que em algum momento eles alcançaram esse fronteira entre as linhas e la conseguiram minerar esse material desconhecido, que eu acredito ser matéria comum meramente afetada pela situação local. Sabe? Só metal normal que por ter sido gerado por lá, ganhou essas propriedades, tipo quando ganhamos anticorpos ao brincarmos na terra ou quando um grupo de pessoas ganha resistência a certa temperatura por convívio. Não conseguimos levar uma pessoa de uma montanha gélida da Islândia pra um deserto sem que essa pessoa passe mal severamente e até possa correr risco de morte.” Armin completou bebendo seu chocolate que Hyun tinha acabado de servir. Ele já decorou tudo que todos consomem diariamente.

“OK, já sabemos da porta, da matéria, mas o mais importante: o que tem la?” Alexy perguntou curioso.

“Um portal.”Peggy respondeu.

“Portal? Que?” quando perguntei.

“Tem um fecho que dá nesse ‘lugar nenhum’, nessa fronteira, o Rémy gravou tudo. Isso dá lá na fronteira das dimensões e parece que não fecha por nada, ouso dizer que nem eles sabem como fechar e por isso que cercaram com essa sala feita toda de metal minerado na fronteira.” Peggy continuou.

“Pera… Quer dizer que tem um portal que dá pro bunker, digo, pra realidade onde o bunker se encontra?” Nathaniel dizia.

“Tecnicamente é isso mesmo, mas como o Armin disse, é uma linha enorme, pode estar perto do bunker como pode estar longe, não temos como saber.” Daniel respondeu.

“Alguma ideia de como isso abriu?” Bia perguntou tímida.

“Nenhuma, é o maior mistério para todos nós no momento…” Daniel respondeu.

“Na verdade, tem um outro mistério também… uma porta que tem la dentro, mas essa ai nem o Rémy conseguiu abrir.” Armin dizia.

“Porta? Dentro da porta?” Iris perguntou surpresa.

“Sim… Tem outra porta ali dentro, mas essa não abria por nada, ou o Armin mudou a tática pra essa porta, ou quem fechou ela foi o Lysandre, ou até mesmo o Nathaniel…”Peggy respondeu.

“OK, então tá feito, hoje iremos até à casa do Lysandre investigar nós mesmo esse portal e essa porta!” Ken levantou energético se alongando.

“É melhor eu ir à frente, então pra limpar a barra pra vocês e dar sinal vermelho caso algo dê problema.” Iris respondia levantando com o Ken.

“Toda oportunidade pra fazer merda você abraça né?” Daniel dizia com olhar ranzinza na direção do Ken que ria.

“Vem fazer os preparativos do carro comigo Daniel. Vou só levar a Iris ali em um lugar seguro lá fora e arrumamos tudo.” ele envolveu o ombro do Daniel e saiu com ele de la que espirava fundo.

“Bem, eu vou preparar a sala de monitoramento, vai ficar aí Armin?” Peggy perguntou se levantando.

“Sim, sim, depois vou lá encontrar com você.” ele respondia terminando seu chocolate.

“Você e Peggy passam muito tempo juntos né mesmo? Tem passado mais tempo com ela do que comigo, na verdade…” falei provocando ele, enciumada? Sim, mas nem tanto.

“Sim, e agora to aqui, então aproveite a honra de ter minha companhia, pois tenho hora.” ele falava enquanto levava um tapa meu, fazendo o Hyun que estava perto rir da situação.

“Pode me acompanhar até o setor de máquinas? Preciso pegar umas peças lá e uma mão extra será de grande ajuda.” Armin dizia.

“Ué, pede pra Peggy.” falei provocando ele, mas sem durar muito na provocação já que o conheço bem e ele é capaz de comprar a briga pra me irritar.

“Tudo bem, eu peço–”

“TO BRINCANDO, AI QUE CHATO!” já sai puxando ele pelo braço e indo até o local.

Chegando lá, claramente dava pra ver que tinham componentes mexidos e maquinas abertas, claramente eles já mexeram em algumas coisas por la.

“E o que preciso fazer?” Perguntei enquanto ele mexia nas coisas curiosa.

“Só me ajudar a por as coisas em sacos pra levar lá pra área de maquinário que o Daniel criou. Ele não parava de mexer nas coisas e separá-las calmamente.

“O que estão fazendo com essas coisas?” questionei.

Só reforçando a segurança, nada de mais. Alguns testes também de tecnologias novas recicladas.” ele falou.

O clima estava estranho entre nós, fazia um tempo já, e tenho falado disso com frequência aqui no diário.

Eu tentei puxar assunto com ele mesmo estando desconfortável.

Tenho fé que quando tudo isso passar ele vai voltar a ser mais apegado como antes, reconheço que tá um clima bem pesado o tempo todo…

Sem mais nem menos comecei a falar coisas aleatórias enquanto catava as coisas que ele me dava e separava em sacos.

“Sabe Armin eu lembro que uma vez pra me salvar você mostrou uma foto da diretora dançando pole dance, assim que começamos a nos falar, como conseguiu essa foto tão rápido?” perguntei do nada.

“Eu sei la. Eu não lembro. Se esqueceu que apaguei minha memória sua ameba?” ele respondia. Era uma resposta obvia, mas que na hora não pensei, então ele continuou.

“Mas eu já devia ter por algum motivo aleatório… Extorsão de algo talvez? Quem sabe.”

“Verdade… Esqueci que sua memória foi apagada… Desculpa.” respondi quieta, separando as coisas calmamente.

“Você falar que esqueceu algo é preocupante.” ele falou em tom de piada.

“Você entendeu!” gritei e ele deu um sorriso voltando ao silêncio.

“... Você… Sente falta? Daquela época, daquele Armin?” ele então falou com tom baixo e sem parar sua tarefa em momento algum.

“Claro que sinto… Era quando eu não tinha tantas preocupações como achava que tinha. Nossos dias eram leves… Era uma boa época, mesmo que eu não enxergasse isso.” respondi inconscientemente sorrindo ao recordar.

“Desculpa. Se eu não esse criado a máquina, talvez–” antes que ele pudesse continuar, eu o cortei.

“Mas aquele Armin era só meu melhor amigo né? E iria ser meu melhor amigo pra sempre. Então eu prefiro o agora, com esse novo Armin. Afinal, sem sua memória sendo apagada não teria maquina, consequentemente não teria Nathaniel vindo do futuro, meu filho não existiria, e talvez você ou o Alexy também não, já que só um é o verdadeiro dessa linha. Não me imagino em um mundo sem vocês sabe?” falei ainda sorrindo pro nada pensando a respeito de tudo.

Sabe, tenho ultimamente pensado muito no quanto é importante cada acontecimento, seja bom ou ruim pra que nós nos tornemos melhores ou simplesmente pra nos tornemos quem nos compõe como um ser único…

“Talvez tudo estivesse melhor pra todos…” Ele dizia sem desviar o olhar do que fazia, com tamanha depressão na voz.

“Será mesmo? Já vimos outras linhas, e sempre tem coisas ruins, não tem como fugir, só muda quais são as coisas ruins, mas elas estão sempre presentes. Claro que se vocês não existissem, eu não saberia como é viver sem vocês pra comparar, mas vocês estão aqui então eu quero que continue assim, além do mais… Minha vida era bem ruim sem vocês nela. E mais: eu só evoluí como pessoa graças a você.

Lembro até hoje da primeira vez que conversamos, você me falando de como era mais feliz sendo solitário do que rodeado de amigos e tendo que usar mascara social o tempo todo. Depois desse dia eu me tornei uma grossa, confesso, mas nunca mais ninguém montou em mim e eu só passei a ter amigos verdadeiros. Sou muito grata sabe? Sabe-se la como eu estaria agora…Grávida de 7 filhos do Castiel?” Eu ria

“...Eu sempre quis uma vida agitada, tudo que eu mais queria agora era uma vida normal…” Armin dizia ainda melancólico, ao notar como ele não conseguia sair de seus próprios pensamentos tristes, tentei mudar o seu foco.

“Me conta, como imagina sua vida normal comigo? Vamos planejar isso pra quando toda essa confusão acabar.” eu falava segurando a mão dele, enquanto o encarava.

Ele ficou em silêncio e parou de me olhar, começando a olhar o teto escuro em cima de nós. Estava um pouco frio, mas o clima estava lindo. Olhando aquele céu que aparecia entre as brechas do terraço quebrado do shopping, nem parecia que estávamos vivendo em uma realidade destruída, mesmo estando em um shopping abandonado…

“Gostaria de trabalhar com ciência. Ativamente. Antes eu queria ser programador ou desenhista, mas agora quero realmente me dedicar a esse campo.” ele começou a falar finalmente. Ele não olhava pra mim, só olhava pro céu, era como se ele tentasse visualizar suas palavras, não consegui conter o sorriso. Acho que estava funcionando, ele estava relaxando finalmente.

“E moraremos onde?”

“... Por que tudo eu que decido? A casa é dos dois! Tem que ser uma decisão em conjunto!” Ele falou franzindo a sobrancelha e me encarando

“Você pode sugerir seus lugares dos sonhos e eu os meus e a gente decide, que tal?” falei rindo.

“Eu gosto de onde moro, mas confesso que adoraria morar bem no centro de Paris sabe?” Armin dizia.

“Ué, não era eu que tinha as escolhas clichês? Que houve com o senhor diferentão Armin?” falei rindo.

“Estamos falando de uma vida comum, às vezes faço escolhas clichês também!” ele então fez cara de quem fazia pirraça pra mim.

“Tá, eu gosto da ideia de Paris. E o que mais vamos fazer?” perguntei.

“Me diga você. Sem planos?” ele questionou finalmente me olhando.

“Hmm… Eu gostaria de ter filhos! Gêmeos, igual você e o Alexy!”

“É… pode ser interessante… Se bem que eu acho que não posso ter filhos…“

“Porque diz isso?”

“Nunca fiz exames já que nunca foi do meu interesse, mas sei la… A gente já ta muito tempo junto e nunca tomamos precaução nenhuma quanto a isso, já por conta dessa vontade de ter filhos sua, e bem… Acho que pela quantidade de vezes que já transamos já era pra ter vindo algo não?” Armin dizia já pensativo de novo, e parecia triste com o que falava. O que é irônico já que ele é zero ligado a ideia de família e afins.

“Sim… Bem, mas se você realmente não puder, o Alexy resolve, tenho certeza! Se ele conseguiu engravidar no futuro, resolver um probleminha feito esse deve ser rápido, claro, se você quiser ter filhos.” falei colocando ele pra cima.

“É, bom ponto…” ele respondia sorrindo discretamente enquanto pegava as sacolas comigo.

Levamos até o local onde estava Peggy que já veio nos ajudar apressadamente.

“Bem, mais tarde não se esqueça de que se pretende ir com a gente até a casa do Lysandre o carro esta sendo preparado na garagem do shopping. Não deve demorar.” Peggy dizia me encarando.

“Sim sim…” falei quieta.

Armin pegou a última sacola da minha mão e ainda com ela em mãos, ele se aproximou e me beijou, de uma forma que fazia tempo que ele não fazia.

Sinto falta de seus toques… Muita falta…

Armin me encarou por alguns segundos antes de voltar em silêncio até a Peggy que resmungava longe “Que nojo ter que ficar vendo isso. Vão pra um quarto.”

“Ah cala a boca o Alexy 2, fiz nada de mais” e fui me afastando rindo da situação.



Notei o Armin do futuro na praça como sempre acontece, mexendo no PSP dele.

Passam anos e os hábitos não mudam.

Me sentei ao seu lado já puxando o assunto que tive com seu eu do presente.

“Armin, eu tava falando com o seu eu do passado e veio uma dúvida na gente… Vocês podem ter filhos?” questionei sem rodeios.

“Ah, isso. Não. Eu sou estéril…” ele falava naturalmente.

“Ah… Então você já sabe. Bem, o Alexy não saberia resolver isso? Ou nunca te interessou?” perguntei.

“Por quê? Tão querendo ter filho no meio dessa confusão toda?”

“Não, é pro futuro. Quando tudo isso acabar.”

“Ah, sim, então, sobre sua pergunta referente ao Alexy, pra te falar a verdade, eu não sou mais estéril graças a ele, tem bons anos. O meu irmão resolveu esse problema, mas infelizmente não tenho Boreal pra procriar né, então meio que ele resolveu atoa.” Armin ria.

“Ah, sim, tem anos já… peraí, tem anos… então quando transamos…” começou a cair a minha ficha naquele momento.

“Sim. Você poderia ter engravidado” Armin falava rindo.

“MEU DEUS! EU IA TER UM FILHO SEU E NÃO DO ARMIN!?” levantei e gritei histérica com ele.

“MAS EU SOU O ARMIN SUA AMEBA! NÃO IA FAZER DIFERENÇA!” ele gritava de volta ainda sentado.

“CLARO QUE IA SEU IMBECIL! O SEU EU DO PASSADO NUNCA IA DESCOBRIR QUE É ESTÉRIL E NUNCA IA PROCURAR AJUDA DO ALEXY QUE OCASIONARIA EM VOCÊ NUNCA ME ENGRAVIDANDO E MAIS UM PARADOXO SEU IDIOTA!!” gritei ainda mais alto.

“ ah é verdade…” Armin começou a ficar com um olhar levemente assustado.

“PORRA ARMIN! VOCÊ SABIA QUE PODIA TER ME ENGRAVIDADO E AAAARH” eu comecei a dar tapas nele.

“EU NÃO PENSEI NISSO NA HORA! E quando eu vi já era tarde! Não adianta chorar pelo LEITE derramado” ele acentuou o leite em tom de piada e sim, ele ria da piada ruim de duplo sentido dele.

Eu me recuso, sinceramente, me recuso a me manter perto dele depois dessa piada horrível e depois de toda a merda que ele fez.

Meu Deus o Armin SÓ FAZ MERDA!

Eu só levantei e sai de la de saco cheio.

Quando o outro Armin se aproximou sorrindo.

“Boreal. Boreal.” ele repetia.

“Que que é?” respondi sem paciência.

“Sabe que horas são…?” ele dizia.

“Ah não, Armin nã-

“HORA DE AVENTURA!” ele gritou me interrompendo.

300 anos sem ouvir essa piada pra ele soltar justo na hora que estamos em um momento de tensão.

Cara… Porque? Sério, porque?

“Armin, sai daqui antes que eu te bata.” falei.

“Agressão é errado, sabia?” Armin dizia já desviando e sorrindo sabendo que eu ia dar um tapa no braço dele.

Ken então surgiu falando estar tudo pronto no carro.

Fomos até o carro e assim todos que se ofereceram estavam se dirigindo a casa do Lysandre.

Ken, Daniel, Armin, Nathaniel, Ambre e Rémy.

Eu queria que o Castiel tivesse vindo, mas ele literalmente falou que não tinha vontade e que passaria o dia dormindo, então, é, seria de ajuda? Sim, mas ele não quis, nada posso fazer.

No meio do caminho notamos um tumulto na frente da casa do Lysandre.

“Hoje é dia de evento…?” Rémy perguntou.

“Não, ele parece que vai fazer algum anúncio.” Ken dizia.

“Deve ser algo de última hora. Alguma novidade ou reforçando que devem achar a garota com ciclopia platinada.” Daniel dizia ranzinza como sempre.

Paramos o carro ali perto da sacada pra ver o que ia acontecer, até porque se isso ia acontecer não teríamos como invadir a casa dele agora.

Ambre desceu do carro e foi em uma senhora perguntar o que acontecia, a senhora falou que o Lysandre havia marcado as 16:30 um anúncio importante.

Era bem cedo ainda, ela entrou e ficamos lá esperando dentro do carro por horas, havia um clima de tensão, mas estávamos bem… ainda.

Repentinamente Lysandre entrou na sacada, com seu olhar serio de sempre, não esperava que fosse ter algo diferente do normal, mas sim… teve e foi terrível.

Todos gritavam seu nome, estávamos bem próximos na sacada de anúncios dele, então víamos tudo com clareza.

“Olá, povo de Dinard. Hoje trago-lhes um pequeno e rápido anuncio.” Todos se silenciaram e prestavam atenção nele.

“Este pequeno anúncio é referente ao meu casamento. Como sempre estiveram presentes em todas as minhas decisões e em toda a cronologia de meu relacionamento, acho justo contar a vocês o que houve.” ele continuava.

Ken só cochichou indignado

“Relacionamento? Relacionamento unilateral existe?!” ele resmungava com bastante ódio.

Lysandre então deu a mão para Iris que entrou com um olha apático lhe dando a mão.

Mesmo em suas aparições publicas ao lado do Lysandre ela era muito mais viva, me perguntei o que houve na hora. Gravidez talvez? Foi a primeira coisa que pensei, e confesso que ao pensar nessa possibilidade pensei da criança ser do Ken.

Nossos olhares se cruzaram por segundos e eu senti sua melancolia aumentar.

“Iris, como sabem, minha esposa desde sempre, foi pega nos braços de um dos rebeldes. O líder da facção Hórus, Kentin Leroy.” quando falaram isso todos no carro ficaram muito surpresos, pude ver os olhos de todos quase saltarem do rosto, especialmente do Ken.

“Devido a essa ocorrência, Iris foi dada como traidora. Não sabemos o quanto de informação ela levou para os rebeldes, e a partir de hoje está iniciada uma caçada aos rebeldes.

Eu os permiti por muito tempo andarem livremente pela França sem pagarem por seus crimes, tudo pela liberdade, mas considerando o cenário atual em que nos encontramos, com esses rebeldes tentando destruir a vida de nossos jovens, será necessário tomar medidas cabíveis, e infelizmente teremos que punir os rebeldes.

Todos do bando de Kentin Leroy serão devidamente presos, e nossa condição para soltura dos membros que já foram capturados será a entrega da garota com ciclopia e cabelos patinados que anda com eles, ela é a peça principal que quer derrubar nossa nação inteira.

Caso entreguem ela estaremos aptos a fechar um acordo que seja bom pros dois lados e talvez até mesmo perdoar os crimes de vocês.

Iremos deixar na tela principal da cidade os rostos dos principais rebeldes que foram descobertos até o momento, caso encontre eles por favor denunciá-los imediatamente.

Evitem combate corporal, pois eles são extremamente violentos e perigosos.” Lysandre então mostrou algumas vítimas do Ken após combates corporais, tipo o cara do prédio ou alguns guadas de rua, em sua maioria estavam vivos, mas as imagens eram tão grotescas e com fotos tiradas de forma tão incomoda que a situação parecia muito pior. Parecia trabalho de tortura, e isso, claro, chocou todo o povo.

Ken não parava de olhar fixamente pra Iris apreensivo.

Na tela, a seguir, começou a mostrar o rosto de alguns membros do grupo do Ken com seus devidos nomes e postos.

Apareceu o próprio Ken como líder, o Daniel, Priya, uns rostos que pra mim, eram desconhecidos.

Por algum motivo não apareceu ninguém do nosso grupo.

Será que ele sabe que está todo mundo aqui? Ou ele sabe e está escondendo por algum motivo?

“O anuncio se encerra por aqui. Obrigado pela atenção e vamos continuar protegendo nossa nação dos espiões e dos rebeldes que querem acabar com nosso país.” todos vibravam enquanto Lysandre se retirava.

Iris se mantinha estática, com a cabeça baixa volta e meia olhando na nossa direção.

Foi quando Lysandre chamou seu nome.

Ela virou chamando o nome de Lysandre quando ele puxou uma arma e atirou em sua cabeça sem rodeios.

Pudemos ouvir o povo todo puxar ar e ficar em silêncio absoluto em seguida.

Foi tudo muito rápido, não deu tempo de nada.

Quando vi o Ken já havia pulado completamente do carro.

“IRIS!!!!!!!!!!!!!!!!” ele gritava ao ponto que sua garganta chegou a falhar, ele pulava por cima de todos que tentavam segurá-lo e ele tentava alcançar a sacada desesperado.

Ele não parava de gritar, e estava praticamente incompreensível suas palavras.

Ken estava destruído.

Lysandre disse que nunca faria nada pra machucar a Iris.

Lembro até hoje, la na frente da Debrah quando enfrentei ele, ele deixou isso claro.

E agora ele matou ela na minha frente… Na frente de uma cidade inteira.

E parecia que ninguém se importava além de nosso grupo.

Eu estava estática vendo aquela confusão.

Armin me abraçou com força, eu devo dizer que foi muita sorte ter ele ali na hora, mas o pânico era maior quando notávamos onde estava o Ken, não tive tempo pra ficar catatônica, me apressei pra ir até eles.

“ALGUÉM PARE O KEN ANTES QUE SEJA TARDE!!” Daniel gritava quase chorando.

De repente o Ken pegou uma moto na frente e arremessou na direção do Lysandre.

Naquela hora todos pararam… Ken tem super força desde quando?!?

“SEU FILHO DA PUTA!!! VOCÊ FEZ A VIDA DA IRIS UM INFERNO E AGORA SIMPLESMENTE MATOU ELA?!” ele dizia subindo a sacada.

Todos não nos aguentamos e começamos a mover o carro pra perto e sair pra tentar pegar ele, mesmo com super força isso não o torna imortal, a morte dele iria desestabilizar demais o grupo dos rebeldes, não podermos perde-lo agora que estamos conseguindo resultados.

Lysandre se virou e sorriu pro Ken.

“Mostrou as caras ao invés de atirar de longe? Que ousadia.” ele dizia com ar de superioridade enquanto o Ken avançava nele e levava um tiro no braço indo pra trás.

“Sabia que errei de proposito? O próximo é na cabeça…” Lysandre falava completamente sério.

“Infelizmente contigo não posso brincar como geralmente faço…” era um dialogo que só era audível pra quem estava próximo da sacada feito a gente.

Notamos estarmos sendo cercados, provavelmente não me reconheceram, mas reconheceram o Daniel, e consequentemente devem ter associado o resto do grupo a aliados do Ken.

O próprio povo começou a nos cercar também.

“Se eu soubesse que seria tão fácil ter a localidade de seus aliados e seu líder teria matado ela antes.” Lysandre dizia com a arma na cabeça do Ken que não tinha notado quando o Lysandre se moveu até ele.

Lysandre sorria transparecendo vitoria.

Foi quando ouvirmos uma voz característica… Castiel? Decidiu parar de dormir?

“O FILHO DA PUTA! TAVA COM SAUDADE!” não sabíamos de onde veio, só vimos uma maquina de lavar voando na direção do Lysandre e um sapo saindo de dentro e voando no rosto do Lysandre, explodindo em seguida derrubando metade da sacada em cima do povo.

Caímos com Ken que não parava de gritar o nome de Iris e procurar ela nos escombros chorando.

De repente senti alguém me levantar, era o Nathaniel, mas não o Nathaniel que estava conosco, mas um Nathaniel que aparentava ter a minha idade.

“Nathaniel…?” falei seu nome confusa enquanto ele me levantava sorrindo e corria até um beco onde tinha o Dake e a Ambre chamando compulsivamente a gente junto de Priya.

Vários guardas nos seguiam e corriam desesperados.

Metade pra acudir Lysandre e outra metade pra nos capturar.

Corríamos muito, desesperados, Castiel carregava o Ken em uma batalha infernal que tentava se soltar (e chegou a conseguir) até que Nathaniel, o de cabelos pretos do passado, tocou seu ombro e ele amoleceu completamente.

Mais tarde ele definitivamente iria ter que me explicar aquilo que ele fez.

Corremos muito, muito mesmo, era um inferno pra despistar aquelas pessoas todas, até que vimos uma pequena menina loira ao longe chamando a gente pra entrar em sua casa, era Nina.

Sem pensar, entramos em sua casa e ela nos trancou, assim despistando os guardas.

Tomávamos ar enquanto o Castiel soltava o Ken no sofá de Nina.

Todos se encaravam desesperados, o que eu mais queria era tirar o óculos pra limpar o suor, mas me segurei o tempo todo.

Ken sem conseguir se mover, ainda mole do que o Nathaniel fez com ele, começou a chorar compulsivamente, esse era o único som que tínhamos no ambiente… seu choro.

“Iris… Por que Iris…? Por quê?! Você era tão boa e gentil, porque isso??” ele chorava de soluçar, e ninguém tinha coragem de falar nada até ele terminar de pôr pra fora completamente tudo que estava sentindo…

“Iris… Me devolva ela, meu Deus, por favor…“

Notas finais
Agregador de links: https://doceteciclope.kazumitakashi.com/ Meu webcomic Weather Child: https://weatherchild.kazumitakashi.com/ Askblog: http://askdoceteciclope.kazumitakashi.com/ —---------------------------------------------- Pré despedida: https://asaventurasdeumadoceteciclope.kazumitakashi.com/post/691750026913988608/pr%C3%A9-despedida Resumo sobre a vida (2018): https://blog.kazumitakashi.com/post/176585416472/vida REalizaçOes (2019): https://blog.kazumitakashi.com/post/187648001512/realiza%C3%A7%C3%B5es Sobre o ban da fic: https://www.facebook.com/groups/338241216529957/permalink/905302189823854/