As aventuras de uma Docete Ciclope
179 Capítulo 174
Notas iniciais

. . . Isso foi intenso.
Essa leitura toda . . .
. . .
Que tal recapitularmos onde isso tudo começa ?
Ficou bem confuso né ?
OK, por onde começo . . .
Meu dia foi bem conturbado pra falar a verdade.
Meus dias . . . Sim, passaram-se 2 dias desde que o Armin do futuro falou sobre ter derramado chá na rainha.
Foi esse maldito chá que começou tudo, toda minha "busca".
Naquele mesmo dia eu corri apressadamente até o Armin do presente e contei tudo pra ele.
Assim que ele se afastou dos dois Armins eu o puxei pro quarto, fechei a porta e contei tudo que o Armin do futuro havia me dito.
"Pode me incluir ?" Armin do futuro dizia rindo enquanto eu puxava o Armin do presente pro quarto comigo, só fechei a porta enquanto esboçava um sorriso.
As vezes me pergunto qual seria sua reação caso eu aceitasse essas brincadeiras dele.
O Armin do presente estava com aquele olhar apático clássico dele, o mesmo que ele do passado dava com grande frequência e ele do presente e futuro haviam diminuído muito a frequência, entretanto, acho que a convivência com ele do passado tem feito ele aumentar a frequência novamente.
Entretanto suas palavras eram contrarias a seu olhar.
"Você foi bem direta em me trancar aqui contigo na cara de pau na frente dos outros Armins." ele falava se aproximando já acariciando meu rosto.
Só afastei ele de leve enquanto dizia: "Eu sei a identidade real da diretora" assim que eu falei isso o Armin parou e ficou me encarando.
Dava pra notar cada músculo de seu rosto se movendo em grande surpresa ao ouvir isso, até porque ele estava a menos de um palmo de distancia de mim.
"Tá . . . Eu preferia muito mais ouvir que de fato queria fazer algo, mas essa informação também foi interessante então, prossiga." ele dizia me encarando.
"Eu quero que você venha comigo no colégio, quero achar o endereço da diretora. Se me recordo bem, não consegue acessar as maquinas do colégio certo ?" falei.
"Pera, mas . . . Você falou que sabia quem era ela. Pra que precisa dessa informação ?" fui questionada.
"Sim, mas eu quero confirmar minhas informações." falei.
"Pode me explicar melhor ?" ele perguntou.
"Podemos ir indo pro colégio ? Te explico no caminho. Afinal, se formos muito tarde logo não teremos mais como ir. Temos apenas um carro lembra ?" falei.
"Sinto falta do meu carro . . .Agora só temos um carro e maior parte do tempo fica com o meu eu do futuro." Armin resmungou.
"Bem, o Armin do futuro é você, então o carro é seu de qualquer forma." falei rindo.
"É diferente. Além do mais, você parece esconder dele nossa saída, caso contrario não teria se isolado comigo, se fomos com o carro ele vai notar e desconfiar. Ele sou eu, então sei a linha de raciocínio dele." Armin completou pegando o celular na mesinha.
"De qualquer forma melhor levarmos dinheiro, não sabemos que horas sairemos de lá. As chances de termos que nos hospedar em um hotel são grandes." respondi.
"Tá ai, assim despistamos ele. Somos somente um casal querendo transar fora de casa. Aqui além de cheio, seu filho e seu pai logo estarão de volta. Constrangedor." ele dizia.
". . . você acha que ele vai engolir essa desculpa ?" perguntei.
"Não. Mas de qualquer forma não custa tentar. Além do mais, é só termos uma interpretação que passe veracidade." Armin falava rindo.
Que espertinho ele jogar gracinhas agora.
Confesso que prefiro bem mais ele com esse humor pra cima, me contagia.
Sorri de canto e só me retirei do quarto.
"Vão onde ?" Armin do futuro perguntava vendo eu pegar dinheiro no cofre em que guardávamos.
"Sair." respondi direta e simples.
"Essa hora ?" ele questionou.
"Jade daqui a pouco tá aqui, meu irmão e mais um monte de gente. Queremos ficar a sós em paz. Sem constrangimentos tipo irmãos, amigos ou parentes." Armin dizia se aproximando e me envolvendo com o braço sob meu ombro.
Armin do futuro me encarou e em seguida encarou ele do presente.
Porque eu sei que ele não acreditou ? Sempre sei.
"OK, boa noite pra voces" ele falava sorrindo.
Assim que Armin do presente e eu saímos eu já virei pra ele e falei "ele não caiu."
"Não mesmo." Armin respondeu.
E assim prosseguimos com nosso caminho.
Armin simplesmente parecia empolgado, porém, receoso.
Fazia tempo que ele não demonstrava empolgação com essas situsações atuais.
Acho que é porque nos vemos sempre ilhados frequentemente e cada vez mais afogados com tudo, o problema é que antes ele queria estar nesse mar, nadando no meio dessa bagunça, mas tenho certeza que ele não esperava que fosse ficar nadando frequentemente sem repouso, sem um momento pra respirar.
No inicio quando os acontecimentos eram menos frequentes devia ser mais "divertido" agora . . . ele sente o peso da situação toda frequentemente.
Se tornou cansativo.
Meio que 24 horas por dia . . .
Ele está se afogando comigo, a diferença é que ainda temos algum equipamento de mergulho que nos permite ter o minimo de oxigênio pra nos mantermos vivos. . .
Creio que descobrir a identidade da diretora se enquadra em um "avanço" para que possamos ir pra superfície do mar de caos.
Fazia tempos que não tinhamos nem avanços minimos.
Seguimos até o colégio como o planejado.
Não era muito tarde, até porque enrolamos bem pouco em casa.
Mas era suficientemente tarde para perdermos condução de volta com nossa demora em torno as buscas que faríamos aquela noite.
Mas o colégio já se encontrava fechado, isso era o suficiente para por nosso plano em ação.
Armin puxou sua bolsa se agachou nos fundos do colégio.
"O que fará ?" perguntei.
"Eu tenho o mapeamento completo das câmeras da escola, vou acessa-las pra ter certeza que o colégio está vazio." ele falava.
Então ele puxou seu note e começou a mexer.
Ele parecia concentrado e fazia algumas anotações periodicamente.
Me encostei ao seu lado e me mantive em silêncio só olhando o ambiente a nossa volta e ele trabalhando.
Passaram-se 20 minutos e o tédio me consumia, porém, eu fiquei em quieta pois eu sabia que ele estava fazendo algo em relação a entrarmos na escola em segurança.
Isso era importante.
Afinal, se tivesse alguém nosso plano todo iria por água a baixo.
Ele finalmente terminou, enquanto olhava pra mim ele me chamava pra perto.
Aparentemente havia um vigilante no colégio, e o Armin anotava seu padrão para saber quando e por onde poderíamos passar.
"Ok podemos ir já" ele falou.
"E qual o padrão ?" perguntei.
"Ele parece não entrar na sala da diretora, se fomos rápidos ele nem vai nos notar.
Coloquei as câmeras em repetição, elas vão continuar gravando, entretanto são imagens repetidas.
Mas eu sincronizei para que elas troquem de tempo em tempo de acordo com os passos que o vigilante percorre, aqui no papel tem o horário que ele passa na frente de cada local. Claro que não é certeiro, afinal, ele é humano e pode mudar sua rota, mas apostando superficialmente seria o que está nesse papel. Assim que vier a ver as filmagens não vão desconfiar de nada." Armin dizia me entregando o papel com suas anotações.
E assim fomos silenciosamente para a sala da diretora.
O vigilante havia ido pras salas de cima, onde ficam os laboratórios.
As chances dele demorar eram altas, afinal, na sala de artes havia televisão, e bem, ele tem que se distrair também nê mesmo ?
Corremos silenciosamente até a sala da diretora.
E eis que la nos dividimos.
Nós dois começamos a procurar informações da diretora, entretanto, ambos tentavam tomar conta da porta pra caso de emergência.
Armin estava inquieto.
"Afinal, quem acha que é a diretora ?" ele questionou enquanto mexia na prateleira.
". . . A Rainha da frança, Marie-Antoinette" falei voltando minha atenção para as gavetas.
Pude sentir que o Armin deu uma longa pausa e ficou me encarando em silencio antes de largar tudo e questionar.
". . . a rainha ? Tá louca Boreal ?" ele falava me encarando.
"Não, na verdade estou bem certa." falei.
". . . Isso é irreal demais, não tem sentido." quando o Armin disse isso eu respirei fundo e me virei pra ele.
"Armin. Eu vim de outra dimensão, de outro planeta, sou um ciclope com memoria fotográfica, você é irmão gêmeo de você mesmo, tem mais 3 de você convivendo conosco e ainda de quebra criou a maquina do tempo. Sério que quer falar de possibilidades e do quão irreal pode ser a possibilidade da diretora ser a rainha da frança ?" falei.
"Cara . . .eu sei que passamos muita coisa que é irreal, mas . . .é diferente ! A rainha é . . . mais extremo que tudo. Tenho certeza que você está errada quanto a diretora ser a rainha." ele respondia.
"Mais extremo que você e seu irmão existirem em conjunto ser um paradoxo ?"
". . . Sim. . . Eu consigo assimilar melhor a ideia de que Alexy é uma versão minha que da o cu do que . . . diretora rainha." ele respondia.
"Bem, então me ajude a encontrar o endereço dela como pedi e vamos ver se estou certa." falei voltando a ficar de costas. Confesso que fiquei meio emburrada.
". . . O que te dexou tão segura dessa informação ?" ele questionou.
"A diretora falou com o Armin do futuro como se o conhecesse e ele devesse um pires pra ela, alem de falar que ele gostava de chá de hortelã, sendo que o Armin disse que a unica pessoa com quem ele tomou chá de hortelã na vida e quebrou um pires foi a rainha quando ele estava visitando a época da revolução meramente por curiosidade." completei.
". . . pior parte disso tudo é ver sentido . . . Visitar momentos históricos é algo que eu faria, e digo mais, só bebi chá de morango na minha vida e cuspi chá verde quando me deram." Armin respirou fundo antes de prosseguir.
Passamos muito tempo la, não só catando endereço mas outras informações.
Entretanto, ouvimos passos do vigiante se aproximando, não seria problema se ele estivesse só passado pelo corredor, mas, como foi dito antes, ele é humano, pode mudar de rota, e foi o que ele fez.
Ele estava indo abrir a porta, sei pois o som parou na porta.
Por sorte, esperando isso, tanto Armin quanto eu enquanto procurávamos as coisas colocávamos no lugar, assim ficando tudo arrumado mesmo com a gente revirando tudo.
Corremos pro canto da sala da diretora e ficamos em silencio enquanto víamos o homem abrir a porta.
Era um canto bem escuro que ele teria de olhar com grande atenção.
A torcida pra não sermos notados foi grande.
Havia um armário que meio que nos tampava.
Ele não parecia ter desconfiado de nada, só entrado pra ver mesmo, como fez com a escola toda.
Me pergunto se ele era um vigilante normal ou um "morto vivo" feito eu.
Ele foi até a janela próxima de nós dois, víamos ele com clareza, se ele acendesse a luz nos veria na mesma hora, nos encolhemos um pouco mais pro fundo da prateleira e ficamos parados.
Um se equilibrou no outro pra tentar não se mover e chamar atenção do homem.
Ele não demorou muito e saiu.
Quando tivemos certeza que ele tinha se afastado, respiramos normalmente.
"Foi por pouco" expressei.
". . . se eu falar que a situação me excitou você vai me chamar de pervertido ?" Armin dizia rindo enquanto me olhava com certa malicia e apertava minha cintura ainda abraçada com ele.
Confesso que gosto desse jeito dele.
Só dei um tapa leve nele antes de sair de seus braços rindo e voltando a mesa central.
"Tá o que achamos ?" perguntei.
"Alem do endereço, só tinham algumas contas dela encaminhadas pro colégio e nada de anormal. O mais anormal dessa sala é o acesso negado do computador dela que nos facilitaria muito." ele dizia
"E ela mora longe ?" perguntei.
"Na verdade não, é perto da casa antiga do Dakota." ele dizia.
Que suspeito . . . próximo ao Boris.
Saímos em silencio, pelos cálculos ele estaria no jardim então saímos pelos fundos.
Armin pegou uma conta da diretora e me mostrou para que eu gravasse o endereço e assim irmos na casa dela.
Gosto quando ele me usa pra esses fins, realmente sinto como se estivéssemos em uma missão importante ou em um filme espião.
Ele colocou sua bolsa posicionada certa e seguimos para a casa da diretora.
Nosso único problema seria como iriamos invadir a residência dela sem que ela nos notasse, afinal, a diretora estaria em"alerta" né ?
O ponto principal que me preocupou quanto a invasão foi notar que assim que chegamos lá, as luzes estavam ligadas . . . isso era um problema.
Ela estava em casa, como poderíamos invadir ?
Olhamos no meio da escuridão pela janela que dava na sala.
Ela estava na sala com a TV ligada e um papel sob a mesa, parecia ler algo enquanto anotava coisas no papel.
"Ela parecia ter um vinculo com o Armin do futuro . . ." falei.
"Eu posso fingi que sou ele já que temos o mesmo rosto e somos a mesma pessoa, assim eu chamo atenção dela enquanto você invade o quarto dela." Armin dizia.
"Não, você ainda é muito pirralho. Deixa que eu mesmo engano ela" era uma terceira voz falando, sim, era o Armin do futuro.
"O que faz aqui ?!" perguntei espantada.
"Eu quis sugerir um menage" ele falava rindo.
". . . você sabe o que viemos fazer ne ?" Armin do presente dizia.
"Por alto. Ouvi a conversa de vocês dois lá no apartamento. Enfim, querem pegar algo da diretora ?" ele perguntava.
". . . pode nos ajudar ?" perguntei.
"Vai rolar menage ? Aceito se for solo comigo também " Armin dizia rindo enquanto o "meu" Armin fechava a cara pra ele.
Só dei um tapa nele e nos escondemos
Ele se posicionou nos encarando, acenou e em seguida tocou a campainha da diretora.
Em pouco tempo ela já atendeu a porta.
Pela sua expressão ela parecia surpresa e feliz, logo o mandou entrar, não dava pra ouvir bem sua conversa.
Ele se virou como quem ia arrumar os sapatos e olhou para nossa direção mostrando que a barra estava limpa com um sinal discreto usando o olhar.
Armin e eu passamos lentamente por baixo da janela e vimos os dois na sala, confesso estar curiosa com a conversa dos dois.
"Preciso de óculos" Armin falou sem mais nem menos.
"Bem, era de se esperar isso um dia já que joga muito, mas porque diz isso do nada ? Só pra ficar parecido com o Armin do futuro ?" falei rindo enquanto caminhava pros fundos.
"Não consegui ver o sinal do Armin da distancia em que estávamos, só te segui." ele respondia.
Cada vez mais se assimilando a seu eu futuro.
Fomos até a parte dos fundos, e vimos que a janela apesar de alta era de fácil acesso.
Subimos lentamente e de forma discreta.
Assim que chegamos no quarto o cachorro dela estava la. . . eu havia esquecido completamente desse cachorro !
Na realidade nem me lembrava mais que ela tinha um cachorro.
Acredito que ele seja igual "meu pai" e os bichos estranhos do Castiel.
Ele começou a rosnar e isso ia dar problema, eu lembro bem dele falando que queria minha alma assim que fui pra Sweet amoris.
Por muito tempo achei que estava louca, mas agora sei que não.
Eu não poderia deixar ele atacar o Armin, eu tenho resistência mas o Armin não.
Eu então tentei ir pra cima do cachorro
Segurei ele e ele tentava virar incansavelmente pra me morder.
"Veio me entregar sua alma ?" ele falava.
Sim . . . o cachorro.
Quando ouvi aquilo minha reação automática foi de bater em seu rosto com tudo, o que o fez latir alto e ficar mais agressivo.
Eu ainda era mais forte que ele então deu pra silenciar ele momentaneamente.
Mas ele não parava e sua força era incrível.
Estava ficando impossível
Apressei o Armin pra ele catar algo dela, qualquer coisa.
Ele estava desesperado olhando tudo e revirando todas as coisas.
Ele corria mexendo em tudo dela, tudo mesmo.
Ouvimos passos subindo.
O Armin do futuro começou a falar alto como quem queria nos avisar que ela estava subindo.
Eu joguei o cachorro longe e Armin e eu pulamos a janela
Rapidamente ele pegou um papel que estava na cabeceira da cama ao lado de uma caixa de madeira, a mesma que caiu quando ele pegou o papel solto e de dentro deu pra ver que tinha mais vários papeis.
Pareciam cartas.
Descemos e corremos sem parar até tomarmos uma distancia descente.
Ao olhar pra trás só vi a diretora na janela.
Corremos como nunca ma vida, assim que nos sentimos seguros paramos e começamos a tomar ar.
Estávamos próximo ao beco da casa do Castiel.
Ele se escorava na parede pegando ar e eu segurava meu braço que doía com as mordidas do "Fofo".
"Tá tudo bem ?" Armin perguntou ainda ofegante, porém, preocupado.
"Você sabe que isso amanhã tá cicatrizado. Só doí um pouco." respondi sorrindo enquanto enrolava o braço em meu casaco.
"Nada ?" perguntei me virando repentinamente pra ele.
"Só consegui esse papel mas nem deve ser nada de mais. Peguei a primeira coisa que vi com formato peculiar. Tava do lado da cama da diretora com uma caixa aberta cheia de papel que se assimilavam a cartas." eu peguei a tal "carta" das mãos do Armin e me sentei no meio fio para ler.
Cada palavra que eu lia, cada frase nova que se formava durante a leitura eu ficava mais chocada com o que estava absorvendo ali.
Era . . . incrível.
. . . uma carta escrita pela nossa diretora.
"Armin . . .você leu ?" perguntei chocada enquanto encarava ele que estava em pé.
"Não, só peguei e corri, como te falei." ele dizia se sentando ao meu lado.
Então eu mostrei pra ele.
Começamos a ler juntos, sim, decidi reler a carta, era incrível demais.
A diretora escreveu sobre ela,sua vivencia, seu passado . . .
"Boreal . . . você estava errada exatamente como eu falei . . . ela não é a rainha . . . ela é a usurpadora da rainha !" ele falou me encarando.
"Armin ! Isso tudo é chocante independente do que !!" eu falei.
"Pelo menos eu estava certo e ela não é a rainha." Armin completava.
"ARMIN ! ELA PROVOCOU A REVOLUÇÃO !! TUDO QUE ESTUDAMOS ESTAVA ERRADO ESSES ANOS TODOS !!" eu gritei.
". . . ainda assim ela não é a rainha e me sinto aliviado." eu então só dei um tapa em seu ombro e o derrubei do meio fio.
. . . Eu olhava perplexa pra aquela historia toda.
Como assim ? O que está acontecendo.
Todas as peças começaram a se encaixar e fazer sentido.
"Isso significa que temos mais coisa bizarra pra nossa historia de vida . . . " Armin dizia.
"Como você falou mais cedo: pior que aliens e viagem temporal é a rainha sendo a diretora, ou a diretora sendo uma usurpadora da coroa." falei.
". . . no fim ela matou tua mãe pra trazer o namorado de volta . . . que é um demônio ? É isso mesmo ?" Armin questionava.
"E dai se ele for um demônio ? Você é o criador da maquina do tempo." eu questionei.
"Mas eu ainda sou humano." ele dizia.
"E eu não !!" gritei.
E assim iniciamos uma discussão pequena.
Logo me silenciei e fiquei olhando frustrada pro chão, muito pensativa por sinal.
" . . .é errado eu sentir . . .pena dela ?" falei.
". . . Sério ? Ela matou sua mãe e fez o inferno na sua vida." Armin dizia.
"Sei la . . . eu já pensei em usar pessoas pra trazer minha mãe de volta . . . e eu faria algo assim por você . . . eu sei como é esse sentimento de perda . . ." eu dizia frustrada.
"Ainda assim . . . Ela sacrificou várias pessoas na tentativa de trazer o cara de volta." Armin dizia.
"Armin, você leu ? ela . . .sofreu bastante eu . . . não sei não consigo ver ela da mesma forma . . . Além do mais, foi você quem me falou uma vez que seria capaz facilmente de destruir mundo sem pensar em quem vive nele se fosse pra preservar quem ama vivo. Você não pensa muito diferente dela. . . " Armin então ficou em silencio enquanto abaixava a cabeça.
Parecia pensativo e constrangido com minha afirmação.
"Mostramos pro Armin do futuro ?" ele perguntou repentinamente.
". . . melhor . . .até porque ele tem evolvimento direto. É bom que ele explica sobre o rapto do Louis. Isso foi bem confuso pra mim. . . Porque ele levaria o rei ?" completei.
"Temos que voltar la e ler mais cartas !!" ele falava com grande empolgação.
"OK, o Armin ficou pra trás o que faremos ?" perguntei.
"Bem, não podemos simplesmente voltar lá, e pelo que ouvi ele estava vindo como quem correria atrás de nós pra diretora, mas não sabemos o quanto ele conseguiu nos seguir ou se ele nos seguiu sequer.
A diretora pode simplesmente ter pedido pra ele ficar por lá e desistido de vir atrás de nós.
Acho que o melhor é irmos dormir por hora em algum hotel e amanhã indagarmos ele." Armin dizia.
Procuramos um hotel qualquer e por lá ficamos.
A noite tinha sido bem conturbada.
Armin colocou seu note pra carregar e por fim passamos a noite analisando as informações ca carta e discutindo a respeito dela.
Não chegamos a lugar algum mas pudemos conversar bastante sobre.
Certa hora da noite ficamos vendo series.
Confesso que é bom ter essa privacidade da qual não tenho desde que vim pro passado.
Eu meio que me acostumei a ter uma casa só pra nós dois no passado por conta do período que vivemos sozinhos na minha casa.
Claro que tiramos casquinha da situação, não somos de ferro.
Mas isso não vem ao caso.
O importante mesmo é que na manhã seguinte fomos até o colégio.
Armin era cotra minha "ideia doida" de falar com a diretora.
Mas sabe . . . Algo dentro de mim dizia que poderíamos resolver tudo no dialogo.
Cara, ela passou a mesma coisa que eu passei, eu entendo ela.
Acho que tem como conversamos, de verdade.
Esse era meu objetivo, conversar com ela.
Eu só precisava encontrar com a diretora, nada mais.
Caminhamos firmemente com a carta "roubada" em mãos até a direção do colégio.
Armin ainda era contra a ideia, mas como ele sempre afirma: Sou teimosa.
Ele prefere me seguir pra prevenir do que me deixar cometer uma loucura sozinha.
O que ele não entende é que pra ele era loucura, mas pra mim, era solução.
A minha intenção era direta, rápida e simples: falar com a diretora a respeito do que li.
Porém, enfrentamos um problema chamado: baderna.
Não era uma briga ou qualquer cosia agressiva do gênero . . .Eram muitas pessoas amontoadas pelo colégio.
Alunos chorando, correria de cima a baixo, professores inquietos, gente com celular.
"O que houve ?" perguntamos entre nos, tentando abrir algum espaço para passar e entender e até mesmo ver o que se passava.
Muitos nos ignoravam, estavam desesperados.
Cada vez mais parecia mais e mais confuso.
Começamos a questionar as pessoas nos andares de cima, que por sua vez, era o andar mais tumultuado.
"Acharam um corpo" uma aluna finalmente respondeu.
Um corpo ? Armin e eu nos encaramos assustados.
Tentamos seguir o "fluxo" de pessoas que caminhavam.
O local do acumulo onde vários professores embarreiravam era a sala de ciências.
Fiz força, e foi bem fácil entrar na sala a força.
Os professores pareciam ser pessoas comuns por seu nível de força.
assim que entramos, era visível o corpo . . . Ele estava pendurado no centro da sala.
. . . A Charlotte estava lá, enforcada.
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