As aventuras de uma Docete Ciclope
173 Capítulo 168
Notas iniciais

Era confuso demais pra mim o ato do Armin.
'Pelo amor de Deus, aquilo era hora pra ele mostrar creepypasta e fazer gracinha ?'
Esse foi meu primeiro pensamento.
"A claro, é o Slenderman de verdade. Armin eu não sou idiota. Não acredito em contos de fada." falei.
"Pois devia. Você é um alienígena de outra dimensão que fez um pacto satânico e tem super força alem de ter tido um relacionamento sério com um viajante temporal e ser noiva do criador da maquina do tempo que é irmão gêmeo dele mesmo. Vamos lembrar que o seu filho veio do futuro, se raptou e se criou ? Quer mais motivos pra acreditar que o Sleenderman ai da filmagem é real ?" Armin falava abrindo um bombom e rindo.
". . . Tá, tá. Eu sei. Minha vida é bizarra e tudo mais, mas . . . Armin, ele é uma lenda criada pra assustar crianças que entram em florestas sozinhas e que ficou popular na cultura pop, é diferente de . . . acontecimentos científicos." respondi.
"Não sabia que rituais satânicos eram fatos científicos. Nem que a ciência já havia descoberto viagem temporal." Armin respondia.
"Você é cientista, faz parte da tal 'ciência',logo, sim, a ciência descobriu viagens temporais. Mas OK. Suponhamos que o Sleenderman ai é real, o que quer me provar com isso tudo ?" perguntei.
"O que você entende de força pensamento ?" ele perguntou me encarando.
" Lá vem isso de novo. . .Eu entendo o que você me explicou." respondi direta.
"Quero que seja especifica e relate pra mim em detalhes O QUE VOCÊ ENTENDE a respeito disso. Diga." ele insistiu com a mesma expressão de antes.
Eu virei os olhos e respirei fundo achando um saco aquilo tudo mas respondi sua pergunta
". . . Que se acreditarmos muito em algo essa coisa acontece."
"Só isso ?" Armin indagou.
". . . Sim ? Tem mais alguma coisa ?" eu confesso que estava entediada com a situação.
"Bem, você entende a base da força pensamento, já é algo bom.
Vamos pra sua aulinha diária com Armin Dunard" Armin dizia rindo enquanto o video do Sleenderman rodava em replay.
"Força pensamento normalmente cria energias certo ?
Já se questionou porque tem tantos relatos de pessoas de locais diferentes vendo a mesma coisa ?" Armin dizia.
"Do que você tá falando Armin ?"perguntei sem dar muita atenção.
"Simples: Eu peguei esse exemplo do sleenderman por ser o mais simples mesmo mas você pode usar qualquer coisa no lugar dele, até um filme de ficção que você sabe que é puramente ficção, por exemplo, pegue O chamado, sabe, aquele filme da menina que sai da TV, procure relatos de pessoas que viram a mesma menina cometendo as mesmas atitudes por ai, facilmente irá achar coisa a respeito." ele dizia.
". . . To mais confusa que antes, do que você tá falando Armin ? Quem alucina não alucina na realidade ?" ele finalmente começou a me despertar interesse no assunto.
"Quando uma massa de pessoas acredita em algo aquela coisa se materializa mesmo que sem se materializar.
E se na verdade uma pessoa viu um homem numa floresta. Ele usava terno e tentou raptar essa pessoa que o viu, na confusão do momento ela não viu seu rosto e descreveu o fato pra uma segunda pessoa, essa segunda pessoa ouviu e absorveu toda a historia: um homem de terno sem rosto em uma floresta que rapta pessoas.
Essa historia se espalhou criando uma histeria entre jovens.
Os mais paranoicos e crentes acabaram canalizando tanto seus pensamentos nisso que viram mesmo que uma alucinação daquilo.
E ai quem ouviu a historia contou para mais pessoas, com a característica extra de que ele era esguio.
Outro colocou tentáculos, assim criando uma variável ao boato.
E assim a lenda foi se formando.
O que começou como um trauma de uma pessoa na floresta que quase foi raptada por um homem de carne e osso vestindo terno se tornou um conto de terror a essa altura.
Entretanto, pessoas no mundo todo viam isso da mesma forma sempre.
Dizem que assombrações nada mais são do que energia nossa que se mantem após morrermos.
Com o tempo essas energias se dissipam.
Estou levando a mistura da ciência com o ocultismo pra explicar isso, pois cientificamente falando isso não existe.
Mas se misturarmos os dois, almas, espíritos e assombrações nada mais são do que energia.
Sabe quando você pega uma TV, daquelas antigas de tubo, não sei se já viu uma, mas quando desliga ela, fica por uns segundos gravada a ultima imagem que estava na tela, basicamente é assim que o corpo humano funciona usando essa teoria, somos energia.
Ao 'desligarem' nossos corpos, a ultima imagem nossa fica ali registrada no local, no caso, o mundo é a TV.
Nossa energia fica ali vagando.
A TV após desligada aos poucos some a imagem que ficou gravada, em alguns casos pode dar um defeito que a tal imagem fica registrada mesmo com ela desligada, assim como nossa energia.
O que acontece é que essa energia tem registrada dados nossos, por isso ela se torna 'uma assombração'.Seja ela de repetição, recriando uma mesma cena sempre e repetindo atos de quando viva, ou não.
Ai podemos entrar com outras culturas e religiões que explicam como se nós todos fossemos reencarnar ou como se ficassemos presos a assuntos pendentes.
E se quanto mais você acreditar que aquela pessoa existe no nosso plano, mais você prende ela a nosso plano ?
Seria uma explicação plausivel não é mesmo ?
Tipo se você visse sua mãe depois de morta e por acreditar tanto que ve ela ela ficasse presa a esse plano por conta de sua força pensamento.Seria uma explicação bem logica certo ?" Armin parecia sério, porém empolgado falando tudo aquilo,que por mais que tivesse sentido, era confuso perante a situação.
"Tá Armin. Tudo que falou tem sentido, mas ainda quero entender onde tudo isso entra na historia do sleenderman em conjunto com seu plano." falei.
"Pessoas acreditando em uma mesma coisa e criando aquilo com a força pensamento.
Aquela coisa pode formar sua propria energia ou se segurar na energia mais proxima que tiver e for similar aos sentimentos que assimilam a ela causando os incidentes.
De tanto acreditar aquilo se torna real.
Você pode transformar em realidade uma lenda urbana, um filme de terror e até mesmo poneis fofos da amizade magica. Vai da sua fé, força de vontade e força pensamento." Armin completava.
" Tá . . . Mas força pensamento não era algo que só formava sei lá, pensamentos positivos ou negativos ?"
"Também. Ela anda junto da lei da atração.
Se você pensa muito com força e crença em ganhar dinheiro, você atrai o dinheiro.
Se você pensa muito e tem crença forte em belos sonhos, terá os belos sonhos.
Então de acordo com essa lei, se você tem uma crença forte o suficiente e pensa muito nessas lendas como reais e como se estivessem próximo a você, elas vão estar próximo a você podendo assim até se materializar pra você.
E quanto mais pessoas acreditando, mais forte a energia fica." Armin falava sério.
"Então esse sleenderman . . . É só energia de pensamentos coletivos ? Ele não é real ?" falei.
"Você tá vendo ele não tá ? Então ele é real. Mas sim, ele se formou de meros pensamentos e energias. Tecnicamente ele é uma criação das pessoas, e não um ser que surgiu na terra do nada como todos os que habitam a mesma."Armin falava.
"Isso é tão confuso . . . "
"Sim eu sei. Mas pense com atenção que verá que tem sentido."
"Tá e o que isso tudo tem a ver com seu plano ?!" gritei.
"Força pensamento horas.Poder da criação." Armin respondeu.
"Você tá pensado em que ?! Criar um Transformer com controle temporal usando força pensamento ?!"
"Sim, isso mesmo você sempre sabe o que estou pensando."ele respondeu sorrindo.
Confesso que eu não sabia mais se ele falava sério.É o Armin, ele realmente poderia estar falando sério do jeito que é nerd doente.
"É serio . . . ?" perguntei.
"Boa noite Boreal . . ." ele então virou as costas me deixando sozinha em seu quarto . . .
Eu fiquei lá, encarando aquela filmagem por um tempo, ainda não havia caído a ficha . . .
Ele estava falando serio ?
. . . Será . . . ?
Me levantei e fui pro meu quarto.
Aquele dia pra mim havia terminado por completo, sinceramente.
Eu havia perdido o foco totalmente de falar com o Azriel ou sequer esperar o Armin do presente.
Fiquei pensativa com as informações que me foram passadas até adormecer.
Só fui acordar na manhã seguinte, Armin já se encontrava no quarto.
"Desculpa . . . eu adormeci . . . Não consegui falar com o Azriel . . . " foi a primeira coisa que eu falei antes de notar que o Armin estava com um curativo no rosto.
"Tudo bem, eu demorei pra chegar também." ele falou naturalmente.
"O QUE HOUVE COM SEU ROSTO !? VOCÊ SAIU INTEIRO ONTEM !" gritei espantada me aproximando.
"Não é nada de mais. Acontece que Azriel me bateu ontem de noite quando discutimos na entrada no prédio. Mesmo que quisesse não ia conseguir falar com ele." Armin dizia.
Quando ele falou isso, eu senti uma dor no peito . . . como se levasse uma facada sabe . . .
Azriel . . . bateu no Armin ?
Era inacreditável demais pra mim.
"Explica isso direito . . . Azriel te bateu . . ?? PORQUE ?!"
"Não precisa ficar com raiva dele. Eu pressionei ele demais, exagerei.
Ele na verdade nem tinha a intensão de me machucar, pelo menos eu acho.
Só se irritou com minha pressão e acabou me machucando, lembre-se que ele tem super força.
Enfim, ele foi pra casa do Lysandre ontem a noite e eu não sei nada desde então." Armin dizia apático.
"Ele . . .volta hoje ?" perguntei.
"Pelo que o Nathaniel me disse, ele tem ido pro colégio como se nada estivesse acontecendo. Acho que ele tá fazendo igual você fazia, fingindo que a vida dele tá tudo perfeito e não tem nada acontecendo . . .
Talvez ele só queira esquecer os problemas . . . Azriel reage um pouco diferente de você diante das situações loucas que nossa vida proproe, então não duvido dele estar mal com a situação toda." Armin dizia.
"Então se eu for no colégio eu esbarrarei com ele ?" perguntei.
"Provavelmente . . . Isso se ele e o Lysandre não tiverem faltado, claro, afinal, os dois estão um grude um com o outro." Armin falou enquanto ia no armário pegar algo.
Ali eu me levantei e avisei que iria pro colegio.
"Tem certeza que vai ?" ele perguntou.
"Sim . . . quero eu mesma falar com o Azriel."
"Quer que eu te leve ?"
"Não . . . vou sozinha." falei me retirando.
Não comi, não cumprimentei ninguem, tudo que eu queria naquele momento era falar com o Azriel e esclarecer tudo. Nem pensei em questionar a fenda no quarto do Nathaniel . . .
O que estava acontecendo ?
Me apressei pra sair, tudo que peguei foi meu celular e dinheiro.
Era bem cedo, provavelmente eu chegaria mais cedo que o normal.
É engraçaddo pensar que eu sempre sofri pra acordar pra ir pro colegio e agora vou cedo frequentemente pra resolver essas tretas.
Cheguei no colégio, era manhã cedo.
Rapidamente procurei Nathaniel no grêmio, saí entrando de uma vez enquanto ele estava em reunião.
"NATH ! VIU O AZRIEL ?!" falei desesperada encarando os alunos no local.
"Bom dia Boreal . . . Er . . . Eu cheguei faz pouco tempo e vim direto pra cá. Está sozinha ?" Nathaniel pareceu se retirar completamente da reunião que ali estava tendo.
"sim . .. Preciso falar com o Azriel urgentemente."
"Armin me contou tudo que aconteceu . . . Se quiser esperar ele aqui fique a vontade." Nathaniel dizia gentilmente.
"Nathaniel, estamos em reunião, ela não faz parte do grêmio." Melody dizia.
"E o que tem ? Não estamos discutindo segredo algum. Ela é uma amiga preciosa minha." Nathaniel dizia deixando a Melody claramente irritada.
Confesso que eu quis ficar só pra irritar a Melody, nunca fui com a cara dela, mas decidi esperar o Azriel lá fora, pelas chances de ver ele chegando.
"Obrigada Nath, mas acho que lá fora terei mais chances de encontrar com ele. Mais tarde nos falamos ?" perguntei gentilmente de tal forma em que eu provocasse a Melody.
"Sim claro. Volte quando quiser." Nathaniel dizia gentilmente enquanto acenava.
Melody estava possessa, era visível.
A vontade que eu tive foi de dar um beijo no rosto dele de despedida.
Nada na maldade, pelo menos não com ele, mas sim com a Melody.
Minha implicância com ela nunca acaba, não adianta.
Mesmo não estando com ele eu odeio ela.
Saí de lá e assim que fui pro pátio me sentar, vi o Dake sentado comendo.
"Dake, bom dia !" falei me aproximando.
"Bom dia . . . O que faz aqui tão cedo ?" Dake perguntava.
"Ah, preciso falar com o Azriel."
"Azriel . . . É o ruivo né ?" Dake perguntou.
"Sim, você viu ele ??"
"Ah, acho que vi ele na entrada do colégio, ele tava indo pros mercados." na mesma hora agradeci e corri.
Eu precisava saber o que houve como Azriel, essas mudanças.
Fui correndo até os mercados, mas não o via em lugar nenhum . . .
Olhei dentro do mercado por alto e nada.
Quando estava me dando por vencida, vi as madeixas ruivas no beco, pensei dele estar com o Lys, entretanto eu não liguei naquele momento de ser a empata foda, eles tiveram uma noite toda pra fazerem o que bem quiserem, agora eu precisava falar com ele.
Fui correndo até ele, estava tão ligada em falar com ele que nem me toquei que aquela roupa era do Castiel . . .
Estava ele e minha eu do passado se beijando aos amassos naquele beco . . .
Isso me traz lembranças . . .
São contraditoriamente boas e ruins.
Boas porque não vou falar que não tive bons momentos com o Castiel pois seria mentira.
Mas ruins porque . .. É O CASTIEL CARA, EU ATUALMENTE NÃO QUERO NEM ME IMAGINAR COM ELE, SÉRIO.
Grande amigo, acabou. Termina ai, na amizade.
Eu consigo me imagnar com o Nath, mas com o Castiel . . . Não.
Como meu gosto pra rapazes mudou bastante,chega a ser irônico o quanto eu desprezava o Nath . . .
Enfim, já cheguei no grito.
"O QUE FAZEM AI ?!" falei puxando minha eu.
Ela estava . . . com um cigarro na mão ! Eu não podia acreditar . . .
"VOCÊ TÁ FUMANDO ?! É ISSO MESMO ?!" falei puxando o cigarro da mão dela e jogando no chão.
"PORQUE FEZ ISSO ?! QUEM PENSA QUE É PRA FAZER ISSO ?!" ela gritou de volta.
"EU SOU VOCÊ SUA IDIOTA !! ESSE CORPO É MEU TAMBÉM !! E EU NÃO ACEITO ALGO DESSE TIPO NO MEU CORPO !!" Eu gritava histérica.
"PORRA PARA DE GRITAR !" Castiel gritou comigo enquanto segurava meu braço.
"NÃO ENCOSTA EM MIM ! VOCÊ É OUTRO ! DEPOIS DE TUDO QUE TE FOI DITO VOCÊ TÁ DANDO CORDA PRA . . . MIM !" eu gritei empurrando ele.
". . . Mas de acordo com a historia toda que me contaram eu cheguei a ficar contigo ! TO FAZENDO MERDA NENHUMA DE ERRADO !" Castiel gritou.
Olha . . .ele tinha um ponto ? Tinha. Mas foda-se.
"VÃO PRA ESCOLA AGRORA !! OU EU VOU LEVAR VOCÊS NA MARRA SEUS LIXOS !"
"CARA TU É PIOR QUE MINHA MÃE ! EU VOU FICAR CHATA ASSIM ?!" minha eu gritou.
"VOCÊ VAI AGRADECER NOSSA MÃE SER CHATA COMO É QUANDO VER ELA MORTA NA SUA FRENTE !" quando eu disse isso senti que ela se assustou e ficou pensativa.
Acho que eu consegui tocar minha eu do passado pela primeira vez.
Ela pareceu abatida.
Pegou sua mochila no chão, arrumou a blusa e saiu do beco abatida.
Castiel parecia ter notado que o clima ficou pesado com o que falei, ele só se retirou com ela em silencio, parecia mais funebre o clima . . . E confesso que eu mesma fiquei meio mal com meu comentario.
Após respirar um tempo voltei pro colégio.
Estava pesnativa com minha propria frase . . . Era complicado pensar que minha mãe morreria e . . . era necessario.
Eu ia voltar pro meu lugarzinho e me sentar esperando Azriel chegar, mas ai, foi a vez de dar um chilique (ainda maior) parte 2: Vi o Armin andando com a Priya.
Após saber que eles estão se engraçando um com o outro, só de ver aquilo me irritou.
Eu então segui eles.
Eles estavam indo pro beco . . . o esconderijo do Armin.
A raiva só aumentava.
Aquele beco ele só confiava pra gente que ele gostasse muito ou envolvidos na confusão toda, ver ele levar a Priya pra la me irritou horrores.
Queria matar ele.
Assim que eles entraram eu entrei em seguida sem esperar muito e peguei os dois se beijando
Nossa . . . Só de lembrar da cena eu tenho vontade de gritar de acordar o Armin que está dormindo do meu lado só pra bater nele.
Ele me olhou apático como quem não estava fazendo nada de mais.
Enquanto Priya estava desesperada.
"COMO ELA ENTROU AQUI ?!" ela falava.
"EU SEI COMO ENTRAR AQUI O ARMIN ME MOSTROU !!" falei irritada encarando a Priya.
"Porque ele . . . " antes da Priya prosseguir eu ja fui atacando o Armin.
"QUAL O SEU PROBLEMA ?! EU ESPERAVA ISSO DE MIM MAS DE VOCÊ ?! VOCÊ SABE QUE TEM QUE FICAR COMIGO ! E SE TIVERMOS CONSEQUÊNCIAS ?!" gritei sem pensar na presença da Priya.
"Sim eu sei. Mas me desculpe, você é desinteressante demais, pelo menos sua eu do passado. Além do mais, você está com o Castiel no meu presente." Priya parecia mais e mais confusa.
"ARMIN ! VOCÊ É O GÊNIO AQUI ! PARA DE FAZER MERDA !! SE NÃO FICARMOS JUNTOS VOCÊ SABE QUE VAI DAR MUITA MERDA !!" continuei a gritar.
"Eu sei, e você tem razão. . . " ele parecia totalmente desinteressado no assunto.
"Então porque tá ficando com a Priya !?"
"Armin . . . Você e a Boreal eram namorados ?" Priya questionou.
"Na teoria seremos. Mas na pratica . . . tá difícil . . . " ele falou levando um tapa meu no peito.
"Priya, com licença, eu preciso falar com essa ameba a sós." falei empurrando a Priya pra fora.
Confesso que eu queria espancar ela, mas . .. ela não tem culpa, ela sequer sabe o que está se passando.
"Armin, você quer acabar com seu próprio futuro ?" falei.
"Pra uma pessoa que tentou suicidio a pouco tempo, não vejo futuro pra mim." quando ele falou aquilo eu senti um peso enorme . . . ele tá fazendo merda pra se matar ?
"Você . . . Não gostou de ver o que se tornou . . . ?" comecei a recuar aos poucos.
"Em partes . . eu gostei de ver que sou bem sussedido, que encontrei alguem pra ficar comigo, que goste de mim e aceite minhas falhas . . . Mas por outro . . .
Eu continuo dependente.
Bastou algum tempo a sós com o meu eu do futuro pra ver que . . . Eu continuo dependente.
Meu mundo no futuro gira em torno de você.
Eu quero independencia . . .
Se depois de anos eu continuei assim eu não vejo sentido em continuar isso tudo.
Eu . . . Sou claramente infeliz no futuro.
Eu sou um viciado em medicamentos que mantenham minha serotonina elevada porque eu não tenho a capacidade de ficar pra cima sozinho . . . Que merda de vida é essa que eu levo ?
Vagando em linhas e me drogando pra fingir que sou feliz enquanto destruo a vida de todo mundo ? Eu não quero isso . . . "Armin falava calmo.
". . . é isso que você sente . . . ?"
"Desculpa . . . Eu não sei o que me levou a me tornar aquilo. Talvez eu ate seja feliz daquele jeito, não sei. Mas . . . No momento, eu não sinto que eu quero me tornar aquela pessoa.
Eu não sinto como se eu fosse feliz nem antes nem depois.
Sabe,sua eu presente também não gosta do que se tornou,talvez eu seja só uma adolescente idiota igual ela.
A verdade é que eu não vejo sentido na minha vida na verdade . . . Não é nada com você . . . Eu só . . . Quero afundar em paz."
"E as pessoas ? E todo mundo que pode morrer por causa disso ?"comecei a me desesperar.
". . . Eu não ligo. Podem morrer. Se eu morrer eu não vou ter como ver toda a merda explodindo." ele realmente tinha um olhar indiferente pra tudo.
"VOCÊ NÃO PODE FALAR UMA MONSTRUOSIDADE DESSAS !"
"Se você me conhece bem e tá comigo a tanto tempo sabe muito bem que esse monstro faz parte de mim. Com licença" Armin então se retirou seco e frio . . . Eu fiquei em choque.
O que tá acontecendo. . . ?
Ele quer basicamente se matar e levar todo mundo junto.
Frustração me definia.
Eu não acreditava no que estava vendo nem vivendo.
Minha vida estava desmoronando bem na minha frente.
Então eu vi, logo a frente, Bia e Lysandre discutindo.
. . . Eu acho que entendo um pouco o sentimento de querer sumir do Armin . . .
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