As aventuras de uma Docete Ciclope
109 Capítulo 104
Notas iniciais

Castiel carregava um ornitorrinco embaixo do braço esquerdo, estava com roupas de safári, uma raiz preta enorme, seu cabelo também estava maior.
A jaqueta aberta permitia ver que o peito dele estava com uma cicatriz de buraco enorme . . . Provavelmente o buraco que eu fiz.
E ele também tinha uma cicatriz no rosto e nos braços. Sendo que todas pareciam ser tecnicamente "antigas" e permanentes.
"Castiel . . . ??? Meu Deus . . . MEU DEUS !!!" Eu comecei a gritar espantada.
"A historia do ménage tá de pé Caolha ?" Ele ria.
Era ele mesmo . . . Não podia ser outra pessoa ! Nem acredito de ser um Castiel de outra linha . . . Ele me chamou de caolha !
Armin então se aproximou lentamente.
"Peraí . . . Esse é o Castiel mesmo ??" ele olhava pro Castiel com espanto.
"Ue . . . Não é o aluno que morreu meses atrás ?" Alexy falou espantado.
"Nossa, to me sentindo o Michael Jackson depois que morreu e falaram que viram ele andando em Paris." Castiel ria.
Eu comecei a caminhar na direção do Castiel. Castiel então abriu os braços como quem estava preparado pra receber um abraço.
Eu corri em cima dele com tudo ! Praticamente pronta pra pular em cima dele.
. . . E dei um soco na cara dele.
A boca do Castiel cortou na mesma hora e começou a sangrar. Ele definitivamente não tinha mais super força.
Ele olhava pra mim assustado com a mão na boca e o Armin e o Alexy estavam tão espantados quanto.
"QUE PORRA FOI ES---" antes que ele pudesse completar eu interrompi ele aos berros.
"COMO VOCÊ SOME POR MESES E APARECE COMO SE NADA TIVESSE ACONTECIDO ?! POR ONDE VOCÊ ANDOU ??? NÓS ENTERRAMOS VOCÊ SEU VERME !! QUE ÓDIO QUE EU TENHO DE VOCÊ !! SE TAVA VIVO PORQUE NÃO LIGOU ??? MAS NÃO ! VOCÊ APARECE NO COLÉGIO COMO SE NADA TIVESSE ACONTECIDO !!! NÃO VEM COM SUAS PIADAS E RISADAS QUE EU NÃO QUERO SABER ! QUE ÓDIO EU TE ODEIO !!!" Eu então peguei a mão do Armin e saí de lá MUITO irritada.
Eu sempre pensei que se eu revesse o Castiel vivo ia ficar toda emocionada e feliz mas . . . Ver ele inteiro ali na minha frente, rindo e falando como se tivesse me visto no dia anterior me irritou em um nível que . . . AHHH só de lembrar bate o ódio de novo.
Se ele tivesse sito mais sensível talvez fosse um reencontro emocionante, mas . . . Me irritou um bocado.
Eu então parei com o Armin em frente ao porão.
"AHHH QUE ÓDIO DELE ! QUE ÓDIO !! VOCÊ VIU ?! ELE FEZ PRA ME PROVOCAR !! CERTEZA QUE ELE FEZ ISSO DE SUMIR E NÃO AVISAR DE PROPOSITO !! DEVE TER ACHADO QUE TUDO ERA UMA GRANDE PIADA !!" eu gritava com o Armin.
". . . Olha . . . Ele pode ter sumido porque---"
"AH NÃO SE METE TAMBÉM ARMIN ! JÁ COMEÇOU AS AMIZADEZINHAS ! JÁ VAI QUERER DEFENDER ELE NE ?? MAS EU SEI PORQUE VOCÊ QUER DEFENDER ELE ! VOCÊ É OUTRO ! VOCÊ É IGUALZINHO ! IRIA SUMIR SÓ PRA FAZER PIADA !!! IGUAL AQUELE SEU BRAÇO FALSO DESNECESSÁRIO !!" Eu já cortei o Armin na ira.
Ele só levantou as duas mãos como quem se rendia e se sentou na escada.
"Meu Deus . . . Eu estou namorando a minha mãe . . . " ele falou baixo e eu já gritei um "O QUE ?" irritada. Armin desconversou.
Eu comecei a bater o pé impaciente e roer as unhas nervosa.
Armin só ficou apoiado na mão que estava escorada na própria perna olhando pra minha cara com aquele semblante apático de sempre.
"VAMOS VOLTAR PRA LÁ !" Eu então peguei a mão do Armin de uma vez só e puxei de volta pra entrada do colégio.
"Bacillus F ?" assim que chegamos o Alexy estava falando isso com o Castiel.
"Olha, não sei o nome não. Mas deve ser essa porra ai."
"Meu Deus ! Então a bacillus F realmente tem esse potencial de regenerar células mortas ?? Mas estavam sendo feitas pesquisas pra saber o nível de efeitos colaterais . . . Se realmente aplicaram ela em você, quanto aplicaram ? Você sente algo estranho ?" Alexy falava tocando o buraco no tronco do Castiel.
Incrivelmente ele não parecia estar tarando o Castiel como seria de costume, mas sim, curioso.
" . . . Não . . . Er . . . Armin ?" Castiel falou pro Alexy.
"Tá maluco ? Sou o Alexy." Alexy respondeu.
"Tá . . . E desde quando tu manja dessas porras Alexy ?" Castiel falou surpreso.
"Eu sou da parte tecnológica e matemática, meu irmão é da parte linguística e biológica." Armin respondeu o Castiel.
"PORRA ! ENTÃO VOCÊS DOIS SÃO GÊNIOS ?!" Castiel falou espantado.
"Do que estão falando mesmo ?" Armin perguntou.
Eu estava pronta pra dar mais rage pra cima do Castiel sinceramente, mas ao ver eles falando naturalmente sobre algo que parecia ser sério eu me acalmei . . .UM POUCO.
"Castiel contou que colocaram o corpo dele de repouso em um lugar na Austrália enquanto injetavam uma bactéria muito antiga que possui poder de regeneração nele junto com mais alguma coisa. A historia me pareceu fantasiosa demais, e bem, eu sei que existe essa bactéria mas por nunca ter visto resultados positivos em cima dela fico na dúvida." Alexy respondeu.
"Você sai conotando pro meu irmãos as coisas ? Tá maluco ?" Armin falou.
"Ow ! Eu pensei que fosse você ! Esqueci quem era Alexy e quem era o Armin ! Até porque pra mim o Alexy burro e o Armin era o irmão inteligente." Castiel respondeu agressivo.
"Que mal tem ele me contar a respeito ? Que falta de consideração seu traste." Alexy falou fazendo pouco caso.
"Perai . . . Austrália ?" Eu finalmente falei.
"AHHH A DONDOCA VOLTOU ??! VAI ME ATACAR ??? VAI LA !" Eu então realmente ataquei ele.
Dei um soco bem servido.
"QUE QUE O SENHOR DISSE CASTIEL ?!" eu gritei.
"PORRA !! NUNCA VAI PERDER ESSA MERDA DE MANIA DE ME BATER ?! OS BICHOS DA AUSTRÁLIA ME TRATAVAM MELHOR QUE VOCÊ SEU MONSTRO !!" Ele gritou de volta.
"ARMIN !! VOCÊ TEM ALGUMA INVENÇÃO QUE FAÇA UMA PESSOA FICAR MUDA ?! PORQUE QUERO USAR NELE !!" gritei em direção ao Armin enquanto apontava de forma agressiva pro Castiel.
"Ah . . . Isso é simples. É só cortar as cordas vocais que já vai ser uma solução e tanto." Armin respondeu.
"VÃO SE FODER OS DOIS !!" Castiel gritou.
"Nossa . . . Não sabe como eu queria seguir seu concelho Castiel . . . Mas tá difícil. Ela não libera." Armin respirou fundo em um tom de lamento.
"AHHH ARMIN TE ODEIO ! CALA A BOCA !! VOCÊS SÃO TUDO FARINHA DO MESMO SACO !!" eu então virei as costas irritada.
"Talvez não tenha sido uso da bactéria sozinha, pra chegar a um nível de regeneração alto desse teriam que dar ela concentrada ou . . . Se misturar com células tronco ?" Alexy falou pensativo interrompendo bruscamente nossa discussão.
"Verdade ! Células tronco. Mas não tem perigo misturar as duas ?" Armin perguntou.
"Eu nunca toquei na bacillus f e não sei como ela funciona de fato, só o que li sobre. Mas só saberíamos experimentando. Talvez se injetar um concentrado dessa "vitamina" em de um certo período de tempo a um certo período de tempo as células mortas se regenerem . . . E assim potencialize pra quem sabe regenerar até coisas mais complicadas como uma medula espinhal ? Pelo nível de ferimento que o Castiel descreveu precisaria de algo assim . . . Interessante . . . " Alexy ainda olhava pro Castiel pensativo e voltou a tocar no ferimento dele.
"Boreal falou que foi mantida em uma maquina que usava uma bactéria pra reconstrução de células . . . " Armin falou concentrado em seus próprios pensamentos.
"Porque está falando da Boreal como se ela não estivesse aqui Armin ?" Alexy perguntou confuso.
"Será que você foi responsável ??" Perguntei pro Armin ignorando totalmente a pergunta do Alexy.
"Pela maquina talvez . . . Mas eu não teria conhecimento pra saber como aplicar o resto . . . Tenho conhecimento muito básico quanto a área biológica. A menos que . . . " Armin olhou pro Alexy espantado e finalmente pegou minha mão e a do Castiel puxando nós dois pra longe.
"Ow ! Onde estão indo ?!" Alexy gritava.
"Armin !? Que houve ?" eu perguntei espantada.
"Nathaniel ! Precisamos falar com ele." Armin foi direto no grêmio.
Antes de entrar verificou se o Nathaniel estava sozinho.
O colégio estava bem vazio até.
"Nathaniel ! Temos que conversar sobre uma coisa." Armin falou.
Nathaniel se virou pra porta.
"Ah ! Bom dia Armin, Boreal." ele sorria gentilmente.
Então chamamos o Castiel e em seguida trancamos a porta pra que ninguém entrasse.
Estávamos tentando meio que deixar o menor numero de pessoas possíveis ver ele.
Nathaniel estava olhando pro Castiel chocado.
"C-Castiel ??? É . . . É você mesmo ??" Ele estava com um olhar MUITO espantado e se aproximou aos poucos com a cadeira de rodas.
"Nathaniel !! O . . . O que . . . " Castiel se aproximou lentamente do Nathaniel que fez uma cara de conformado enquanto esboçava um sorriso pro Castiel.
Castiel olhava cada pedacinho da cadeira de rodas do Nathaniel.
Castiel então se abaixou aos poucos próximo ao Nathaniel e abraçou ele . . . Era uma cena linda.
Inicialmente pensei: Nossa, deve ser um choque pro Castiel ver seu amigo de infância paraplégico.
Armin e eu ficamos em silêncio só apreciando a cena.
Mas . . . Castiel levantou o Nathaniel no colo e colocou calmamente no chão . . . Em seguida ele subiu na cadeira e começou a andar aceleradamente pela sala.
"Não acredito . . . Você não mudou nada . . . " Nathaniel colocou a mão no rosto em meio a um facepalm.
"PUTA MERDA ! QUE FODA !! TU TEM UMA CADEIRA DE RODAS !! VAI ME EMPRESTAR NE ?" ele gritava.
"CLARO QUE NÃO ! EU DEPENDO DELA PRA ANDAR SEU IDIOTA !" Nathaniel perdendo a paciência . . . Castiel consegue proezas.
"AFF ! TU CONTINUA O MESMO ESTRAGA PRAZERES DE SEMPRE ! "mimimi dependo dela" VAI SE FODER ! TOMA ESSA MERDA ! QUERO NADA NÃO !" Castiel então jogou a cadeira pro lado e derrubou o ornitorrinco do colo.
Ele não se mexia . . . E fedia um pouco.
"O ORNITORRINCO TÁ MORTO ???" eu gritava.
"NÃO ! Assim, eu não sabia que bicho ele era de fato né. Tava andando na floresta da Australia e achei ele morto perto da água. Ele tinha mó cara de pato com tumor e sujo de lama. Ai que que eu fiz, eu peguei um pato que achei no meio do caminho e usei pra trazer ele de volta a vida. Como a alma que usei era de um bicho errado ele fica morrendo toda hora sem mais nem menos. Daqui a pouco ele volta a vida."Castiel dizia enquanto devolvia calmamente a cadeira pro Nathaniel.
"UM ORNITORRINCO ZUMBI ????????????? CHEGA ! DESISTO DE VIVER ! BOIXODIA, SAPO EXPLOSIVO AGORA ORNITORRINCO ZUMBI ???? TCHAU" eu então virei as costas e saí andando.
Eu realmente estava irritada . . .
Armin me abraçou e prendeu ali.
"Viemos conversar com o Nathaniel lembra ?" Armin falava.
Eu só bufei e me sentei na cadeira do grêmio e Armin bagunçou meu cabelo como quem quisesse que eu relaxasse.
"Castiel explique seu retorno pro Nathaniel por favor." Armin pediu pra Castiel prosseguir enquanto se escorava na porta atrás de mim.
"Aff de novo essa historia. . . .Já contei tudo pro Alexy . . . Enfim.
Eu cai na água aquele dia. Eu e a Ambre no caso.
Eu estava perdendo muito sangue e pelo que senti a Ambre estava morta, porque o buraco tava doendo mais que o normal e eu me sentia fraco.
Não demorou muito eu já tava inconsciente enquanto era levado pelas correntezas.
Tudo apagou e quando acordei eu tava na casa de um homem que estava cuidando de mim.
Eu tava com um soro e ele injetava coisas direto na minha veia.
Eu perguntei quem ele era e o que queria.
Ele falou que tinha sido mandado pra cuidar de mim e que estava injetando umas bactérias que regeneravam."
"Bacillus f" Armin completou a frase do Castiel.
"É, essa porra ae. Ai ele cuidou de mim até eu ficar bem.
Demorou pra porra mas eu fiquei bem.
Mesmo depois que eu já estava podendo andar eu ainda continuei recebendo essa bactéria ai.
Assim que eu fiquei 100% ele disse que eu podia voltar pra cá.
Pelo que ele contou, um cara levou eu e a Ambre pra ele falando que sabia que ele estava fazendo experimentos ilegais com a bactéria e não tinha cobaias.
Literalmente entregaram nós dois como cobaias e assim que ficamos bons ele mandou a gente de volta.
Inclusive ele falou que o cara que deixou a gente lá deixou dinheiro pra voltarmos e dinheiro pra pagar os cuidados que ele tinha com a gente.
Pelo visto pelo fato de que os experimentos eram meio que proibidos e lá era certeza que ninguém ia ficar no meu pé e essas coisas ai."Quando Castiel falou isso Nathaniel interrompeu ele histérico.
"PERAI . . . AMBRE ??? A AMBRE TAVA COM VOCÊ ??" Ele gritou surpreso.
"Ela tá comigo. Ela ficou fora da escola.
É que ela ficou com um outro bicho que arrumei na Austrália e preferimos deixar do lado de fora."
"DEPOIS DE TUDO QUE VOCÊ PASSOU VOCÊ TA AMIGUINHO DA AMBRE ?? SÉRIO ISSO CASTIEL ??" Eu gritei.
"PORRA ! NÃO ENCHE ! FIQUEI CONVIVENDO COM ELA POR MEIO ANO ! E OUTRA ! ELA MUDOU !! PARECE ATÉ QUE VOLTOU A SER AQUELA AMBRE QUE EU BRINCAVA QUANDO ERA CRIANÇA. CHATA ? SIM. MAS PARECE ELA." Castiel completou.
Nathaniel foi pra porta desesperado.
"ME LEVE ATÉ A AMBRE ! AGORA !!" Ele gritava desesperado.
"Calma ow. Ela ficou perto do estacionamento." ele falou.
"Tem mais uma coisa Nathaniel ! Eu acho que o Alexy é o responsável pela maquina que cura. A mesma que curou a Boreal da outra linha." Armin completou.
"Meu Deus . . . Tudo está tão confuso . . . Eu quero que me explique sua teoria completa Armin mas antes . . . Eu preciso ver a Ambre com meus próprios olhos."
Armin e Nathaniel se olharam antes de tomarem frente.
Armin falava empolgado que queria conhecer ela, no caso, "re-conhecer", assim, indo junto com o Nathaniel na frente.
Eu e Castiel fomos deixados pra trás mas seguimos eles sem grandes pressa.
Castiel de repente aproximou o rosto do meu e em seguida encostou o nariz no meu pescoço, automaticamente dei um pulo pra trás.
"TÁ LOUCO ?!" Eu gritei.
"Cheiro de tutti-fruit . . . " Castiel dizia como quem estava tentando identificar o cheiro.
"Ah . . .I-Isso . . . É um perfume que o Armin me deu . . . " Eu respondi tímida.
"Porra ! Então vocês estão namorando ?!" ele falou espantado DEMAIS.
". . . S-Sim ! Tá tão na cara assim ?" eu mexia nos meus cabelos nervosa. . . . Ainda é difícil pra mim falar a respeito do Armin como meu namorado.
"Na verdade não . . . Vocês parecem os mesmos de sempre . . . Mas tinha que estar namorando com o Armin mesmo pra estar com esse cheiro e ter vindo de um perfume que ele TE DEU. Bem que ele falou que a namorada dele iria cheirar a tutti fruit." Castiel ria de forma debochada.
Eu então só empurrei ele.
"Não tem graça ! Não pense que uso sempre isso tá ?! Só usei hoje por um motivo especial !"
"Ah é ? Deixa eu adivinhar. Vocês transaram ontem e agora quis agradar ele. Tipico seu." Castiel falou com toda naturalidade e rindo como se fosse algo natural..
"NADA A VER !! E NÃO TE INTERESSA !" Eu só avancei e comecei a correr MESMO.
Aquilo me deixou com muita vergonha.
Chegando no portão Nathaniel e Armin olhavam perdidos pra direção do estacionamento.
"Cadê ela ?" Nathaniel perguntava.
"Vocês saíram na frente. Quem sabe sou eu seus idiotas." Castiel tomou frente e saiu andando.
Nathaniel seguiu ele e Armin ficou olhando pra mim com raiva.
"Ele me chamou de idiota você ouviu ?" ele dizia.
"Ué, mas vocês foram idiotas mesmo. Ele quem sabe onde deixou a Ambre." eu respondi.
"APROVEITA E FICA COM O CASTIEL LOGO. " Armin reclamou e foi na frente.
Eu confesso que acabei rindo. Seria isso ciumes ou só raiva de uma pessoa burra feito o Castiel ter chamado ele de idiota ?
"CASTIEL ! EU NÃO VOU FICAR MAIS UM SEGUNDO SEGURANDO ESSA ARANHA GIGANTE ! CHEGA !! JÁ PASSOU PELO MENOS 4 PESSOAS OLHANDO ESTRANHO E EU TIVE QUE FALAR QUE ERA DE BRINQUEDO !!" Ambre gritava muito irritada em nossa direção enquanto se levantava de um canto.
"AH PORRA ! SÓ SABE RECLAMAR TAMBÉM !! É SÓ UMA ARANHA !! FODA-SE OS OUTROS ! CONTINUA A MESMA PATRICINHA DE MERDA !! LIGA MUITO PRA OPINIÃO DOS OUTROS !!" Castiel gritou de volta jogando o ornitorrinco nela.
"FODA-SE ??? É TUDO QUE TEM A FALAR ?! O BICHO É SEU !! SABE QUANTO TEMPO TO AQUI PLANTADA COM ELE ?! E PIOR ! ELE COMEU UM ESQUILO !! UM ESQUILO !!!" Ambre já estava enfiando o dedo na cara do Castiel.
"UE ! TÁ NA HORA DA COMIDA ! ERA LÓGICO QUE ELE IA COMER ALGO !! QUERIA QUE COMESSE SUA MÃO ? PORRA TU É MUITO CHATA. QUER SABER ! LARGA ELE TAMBÉM !! ME DEVOLVE QUE ELE NÃO TE MERECE MESMO NÃO !"
Armin, Nathaniel e eu não tínhamos reação. Ficamos em silêncio vendo aquela discussão.
"Meu Deus . . . Pra que isso tudo . . . " falei baixo.
"Nossa . . . Parece vocês dois . . . " Nathaniel cochichou.
"PARA DE GRAÇA NATHANIEL !" Eu então empurrei a cadeira dele enquanto o Armin ria.
Ambre então virou em nossa direção.
"OH . . . NATHANIEL ?!" Ela falou surpresa.
Ambre estava com o cabelo no ombro e usava roupas que não pareciam ser regionais.
Provavelmente eram roupas australianas também.
". . . A-Ambre . . . ? É a Ambre mesmo dessa vez . . . ?" Nathaniel falou se aproximando aos poucos dela com a cadeira.
Era um encontro diferente . . . Ele parecia confuso.
Ambre então em um único pulo foi direto no colo do Nathaniel e abraçou ele enquanto escondia o rosto.
"DESCULPA ! ME DESCULPA DE VERDADE POR TUDO ! POR VOCÊ ESTAR NESSE ESTADO ! POR VOCÊ TER SOFRIDO TANTO . . . ME DESCULPA !" Ela estava com um tom de choro e escondia o rosto no peito do irmão.
Nathaniel aos poucos começou a olhar pros lados perdidos, até que por fim ele chorou e abraçou ela.
Ele não falava nada. Só chorava de soluçar.
Era tão triste . . . Eu não sabia como reagir, só me mantive em silêncio.
Após longos minutos de choro, Ambre olhou nos olhos do Nathaniel.
"É você mesmo . . . Eu não acredito . . . Depois de tantos anos . . . " Nathaniel dizia ainda muito emocionado.
"Eu . . . Eu sei que fiz coisas horríveis . . . "
"A culpa não era sua . . . Eu sei que não era você. Aquela coisa não era você. O olhar daquele troço era impiedoso." Nathaniel dizia interrompendo a irmã.
"Eu por algum motivo compartilhava consciência com aquele ser que se apossou de mim . . .
Vocês quando me usaram, minha alma ainda estava presa no corpo . . . E acabei ficando com o corpo compartilhado.
. . . Na verdade não passa de suposição minha, eu não sei bem o que houve . . .
Mas . . . Foram momentos horríveis . . . "Ambre dizia cabisbaixa.
"Tudo bem . . . Você não precisa se desculpar, muito menos pelo estado das minhas pernas." ele respondeu.
"Preciso sim ! . . . Aquele dia . . . Era eu . . . Eu queria matar a Boreal não aquele troço que se apossou de mim . . . " Ambre então se levantou e virou pra mim ainda com os olhos cheios de lagrimas.
"Desculpa Boreal . . . Eu realmente queria te matar . . . Eu acreditava que você era a causa da minha morte . . . E por causa de uma vingança impensada eu deixei meu irmão nesse estado . . . " Ambre falou triste.
". . . Então era . . . Você mesmo . . . ?" perguntei assustada.
"Sim . . . Era eu . . . Foi eu que tentei te matar. Foi eu que causei o estado atual do meu irmão . . . Foi uma das únicas vezes que consegui me apossar do meu corpo."
É tão estranho ver aquela pessoa que fez tanto mal pra mim e pro Castiel falar com tanta ternura e com esse olhar arrependido . . .
Eu consigo entender o sentimento do Castiel de perdão perfeitamente.
É uma pessoa totalmente diferente da que conheci . . .
"Desculpa ter te tratado tão mal a infância toda . . . Eu fui um monstro contigo . . . Quando você morreu eu fiquei desesperado por nunca ter tido as chance de te falar isso." Nathaniel dizia com um olhar que dava vontade de abraçar ele de tanta pena. Ele realmente carregou isso esse tempo todo . . . Eu imagino como deve ser pesado pra ele.
"Eu nunca fiquei com raiva de você. Eu sabia o trabalho que estava dando . . . Na verdade parte de mim estava até feliz por ver que ia morrer logo. Mas quando vocês me trouxeram de volta. . . Minha vontade de viver veio junto."
"Sei que é um momento de reencontro bonitinho e perdão entre todo mundo mas . . . Poderiam me dizer como a Boreal e o Castiel se livraram do pacto e a Ambre se manteve viva ?" Armin interrompeu bruscamente.
"A Ambre que tinha o pacto era a alma aleatória que foi colocada no corpo dela, a Ambre de verdade tá aqui agora. Ao matar a Ambre, a Ambre do pacto foi embora e "morreu", assim, levando o pacto com ela. A Ambre verdadeira está aqui agora. A alma meio que fica ligada ao corpo por um período antes de ir embora e bem, nesse período salvaram ela enquanto estava morta. Pelo menos foi isso que eu entendi quando me explicaram. Mas como eu não sei se entendi certo . . . Vê se tem logica o que eu falei. O velho lá que me explicou isso a partir de uma folha que ele tinha cheia de coisa escrita que parecia ser sobre ritual. Bizarro um cientista fazer ritual." Castiel respondeu coçando a cabeça confuso.
"É meio confuso isso mas deu pra entender . . . " eu falei pensativa.
"Bem . . . Então pelo visto a Party está aumentando de novo . . . Agora temos que recuperar o Dakota. Com o retorno do Castiel provavelmente o Lysandre também será um membro frequente." Armin falou.
"Pera . . . Dakota ? Quem é ?" Castiel perguntou.
"Er . . . Lembra de um cara loiro que te deu um tiro na floresta ? Então . . . Ele é o Dakota." eu falei sem graça.
"PERAI ! PORQUE CARALHOS VOCÊS ESTÃO ANDANDO COM O DAKE ?!"
"Meu caro amigo . . . MUITA COISA aconteceu enquanto esteve fora. E acredite, Dakota é um ótimo aliado e é menor das coisas que aconteceram.
Inclusive, antes que fique surpreso, seu amigo Lysandre está ruivo novamente e não tem mais perdas de memórias. Em compensação, eu não lembro de nada relacionado a nossa amizade pois a organização apagou minha memória, e o mesmo vale pro Kentin que sequer anda conosco." Castiel ficou com um olhar chocado.
"EU TO NA LINHA CERTA ?! ARMIN E BOREAL NAMORANDO ??? NATHANIEL DE CADEIRA DE RODAS ??? LYSANDRE RUIVO E COM MEMÓRIA ?? DAKOTA ANDANDO COM VOCÊS ??? EU TO TRATANDO O NATHANIEL BEM ???? ONDE EU VIM PARAR ???" Castiel gritava espantado.
Nesse momento ouvimos um a respiração ofegante que tentava falar algo vindo de trás de nós todos.
Era o Lysandre.
Lysandre ficou olhando chocado pro Castiel.
Ele estava estático e sem reação.
"Quem é você . . . ?" ele dizia tentando se recompor.
"Tá pelo visto me enganei . . . Lysandre continua desmemoriado . . . " Castiel mexia no cabelo enquanto dizia isso.
"Castiel . . . ? É você mesmo ??" Lysandre falou em espanto se aproximando. Ele parecia MUITO impressionado.
"Tá cego ?" Castiel respondeu com aquela delicadeza de sempre.
Lysandre não parava de olhar pra ele chocado.
Após todo esse tempo sofrendo com a perda do Castiel, ver ele ali ao vivo devia ser um choque.
Lysandre então finalmente foi até o Castiel e abraçou ele.
Essas horas eu vejo como o Lysandre é sozinho . . . Ele realmente sempre só confiou no Castiel.
Castiel pareceu surpreso inicialmente mas logo retribuiu o abraço do Lysandre.
"ERA ASSIM QUE TODO MUNDO AQUI DEVIA TER ME RECEPCIONADO ESTÃO VENDO ?! APRENDAM COM O LYSANDRE ! COM UM ABRAÇO E NÃO COM UM SOCO !!" Castiel gritava e olahva na minha direção.
"Vai pro inferno Castiel. Único abraço que eu queria te dar era no pescoço pra ver se te matava de verdade !" soltei impaciente.
"Por onde esteve ?!" Lysandre perguntou desesperado.
"Ahh não vou contar a porra toda de novo não ! Toda hora alguém pergunta e eu tenho que dar a mesma explicação. Já falei dessa merda umas 5 vezes hoje. Pergunta pra eles ali, to cansado." Castiel então se escorou em um carro no canto e acendeu um cigarro.
"Castiel nunca vai mudar, benza Deus. . " Falei debochando e me apoiando no ombro do Nathaniel.
Nathaniel então tomou frente e começou a explicar tudo pro Lysandre.
Toda aquela historia que eu já ouvi.
Que um rapaz levou eles pra um cientista na Austrália, que eles foram curados com uma bactéria antiga, e essa coisa toda que ele já me explicou.
Após longos minutos, Nathaniel finalmente terminou de contar tudo pro Lysandre.
Castiel REALMENTE não contou NADA pro Lysandre . . . Uma consideração de emocionar.
"Falei que era coisa pra caralho que ia ter que falar. Deu pra fumar 3 cigarros já." Castiel falou.
Eu então puxei o cigarro e joguei no chão como de costume.
"Sabia que você não é imortal como antes ?" eu falei irritada.
"Foda-se." Castiel então voltou a acender outro cigarro e me ignorar.
Eu fiquei tão irritada, mas tão irritada.
A verdade é que eu estava uma pilha de nervos com o Castiel.
Armin me segurou calmamente e me afastou.
"Se o Castiel está aqui . . . Quem enterramos ??" Lysandre questionou.
Castiel então finalmente pareceu interessado no assunto.
"Epa . . . Como assim ?? Vocês me enterraram ???" Ele falou espantado.
"Sim . . . Teve seu enterro . . . Inclusive, eu não faço ideia de qual é a explicação pra aquilo.
Além do mais, não sei como vai ficar todo mundo com essa historia, afinal, você tá vivo mas todo mundo soube ou foi pro seu enterro." respondi pensativa.
"Mas . . . Era eu mesmo ???" Castiel parecia muito confuso.
"Bem, não era, você está aqui com a gente.
Mas seus pais reconheceram o corpo, que inclusive, estava sem marcas e foi dado como morte por traumatismo craniano." Armin tomou voz.
". . . MAS COMO ASSIM SE EU TO VIVO ?! QUERO SABER QUEM É ESSE CARA COM MEU ROSTO QUE FOI ENTERRADO !" Castiel gritava.
"Bem . . . É meio impossível, afinal, ele tá morto." Nathaniel replicou.
"Lysandre fez ritual pra falar com animais. Fala com o Billy e pergunta o que ele sabe sobre o corpo sei lá ! Poe ele pra cheirar minha cova." Castiel gritava.
"Billy ? Ritual ??" Falei espantada.
"Meu cachorro porra ! Aliás . . . Onde ele está ?? Fizeram a limpa na minha casa ! Ela tá vazia !! Quero saber onde estão meus bichos, minha guitarra, minhas coisas." Castiel gritava.
"Seus pais venderam o apartamento depois que você morreu. Os animais estão na fazenda do Lysandre e o cachorro ficou na casa da Boreal. Ele só aceitou ficar com a Boreal e mais ninguém." Nathaniel respondeu.
"Tá . . . Vou ter que ficar na casa do Lysandre por hora então." Castiel resmungou.
"Desculpa mas não tem como . . . Meus pais se verem você ficarão muito chocados e pode até acarretar em algo pior. Eles já estão bem velhos e eu vou precisar de uma explicação plausível sobre a sua morte ser falsa. Não posso aparecer com você vivo pra eles assim do nada." Lysandre falou.
"Pode ficar na minha casa . . . Tenho quartos sobrando e meus pais sabem sobre essa historia toda de ritual." Nathaniel falou sorrindo.
"IA RECLAMAR, MAS COMO TO SEM TETO ACEITO QUALQUER MERDA." Castiel falou chutando de leve o ornitorrinco no chão que estava semi-morto.
"Qualquer merda ??? VOCÊ FOI CONVIDADO PRA FICAR EM UMA MANSÃO E TÁ CHAMANDO DE QUALQUER MERDA ??" Ambre gritou irritada.
"FODA-SE QUE É MANSÃO ! É MERDA MESMO !! MEU QUARTO ERA MELHOR !" Castiel gritou de volta.
"Lysandre, explica isso do ritual pra falar com animais." Armin ignorou completamente a discussão que havia se iniciado entre Ambre e Castiel para focar em algo que havia atiçado minha curiosidade, e aparentemente a dele também.
"Ah . . . Nada de mais. Eu fiz um ritual quando era novo pra falar com animais. Só isso.
Achei que assim seria mais fácil de fazer esses rituais que divertem o Castiel." Lysandre falou.
"Como assim mais fácil ?? Você entende os animais e mata eles ! isso é horrível !! Torna a situação 100 vezes pior !!" eu estava muito assustada.
". . . Por eu entende-los eu sei qual animal está triste o suficiente pra dar a vida. Eu nunca matei um animal que não quisesse ser sacrificado ou que não estivesse sofrendo o suficiente . . .
Em troca eu dei parte da minha vida. Eu não tenho noção de quanto me custou mas levando em conta que fiz quando criança, devo ter bem menos pra viver ainda do que pessoas normais." Lysandre parecia tranquilo quanto a isso.
"Meu deus . . . Que horrível ! Isso foi unicamente pra poder falar com os animais ?" perguntei.
"Sim . . . Eu me sentia péssimo de ver o Castiel triste por causa do Totó. E me sentia péssimo com a ideia de matar um animal . . . Quando li no livro a possibilidade de fazer esse ritual, eu não pensei duas vezes." e assim eu descobri que julguei mal o Lysandre novamente . . .
Continuo achando absurdo ele matar um animal ainda criança e maquinar tantas coisas como apagar a memória do irmão e da namorada dele só pra namorar a Rosa.
Mas saber que ele se preocupou quanto ao animal que ele ia matar me deixa mais tranquila.
Nessa hora a Bia surgiu curiosa atrás de nós.
"Eu estava procurando vocês !! Os professores estão---" Ela então começou a olhar compulsivamente pra Ambre e pro Castiel.
Aos poucos seu olhar se tornou um olhar de espanto.
Ela ia gritar.
Nathaniel e Lysandre pegaram Ambre e Castiel e saíram aos poucos.
Armin falou baixo no meu ouvido enquanto batia no meu ombro de leve"cuida dela., em seguida ele saiu correndo com os meninos.
Eu confesso que queria espancar ele, pois entendi bem o que ele fez. E eu VOU BATER NELE por isso. DEFINITIVAMENTE. Vai ter volta.
Ele jogou toda a bomba pra mim aquele maldito.
"B-Boreal . . . Porque o Castiel tá vivo ?? E a Ambre ??? Ela reapareceu . . . ??? O que foi isso ???? Eram fantasmas ???" Bia estava histérica.
"SE ACALMA BIA ! POR FAVOR !!
Eu prometo que Armin e eu vamos te explicar TUDO. Mas você vai ter que prometer que não vai contar pra ninguém sobre isso tá ? Armin-sama não vai gostar de saber que sua devota saiu espalhando os segredos secretos dele por aí." tentei entrar no jogo da Bia.
Bia ficou olhando fixamente pra mim e estava assustada . . . "Ahh sim ! Pode deixar ! Serei paciente !" ela falou repentinamente mudando drasticamente de expressão.
Ela é bipolar por um acaso ?
Eu sorri e decidi tetar mudar de assunto.
"O que os professores querem ?" perguntei.
"Eles disseram que viram um bando de alunos fugindo e pediram pra eu e a Melody procurarmos por vocês pra puni-los . . . Ainda bem que eu quem apareci né ? Imagine se fosse a Melody ! Ela ia contar pro colégio todo o segredo o Armin-sama." Bia falou movimentando os braços de uma forma tão fofa . . . Ai eu sou apaixonada pelo jeitinho dela.
"Não quero nem imaginar---"nesse momento eu senti um enjoo forte sem motivo aparente.
Foi muito repentino.
E antes que eu pudesse ver, eu estava vomitando no canto do estacionamento.
"B-B-Boreal ??? Você tá bem ?? Bebeu muito ? Comeu algo que te fez mal ?? Quer que eu leve pra enfermaria ??" Bia veio correndo em minha direção acariciando minhas costas.
"A-Acho melhor não, obrigada." Eu me sentei em um pequeno parapeito ali perto.
Bia se sentou do meu lado e ficou olhando pra mim como quem tomava conta de mim. Achei muito gentil da parte dela.
"Boreal . . . Você e o Armin-sama estão juntos ? Sei que não gostam dessa pergunta mas. . . Não consigo evitar de pensar que estão juntos . . . " Bia perguntou tímida. Ela brincava com os próprios dedos sobre os joelhos esticados inquieta . . . Era tão fofinha.
". . . S-Sim . . . Eu e Armin estamos juntos. Desculpa Bia . . ." eu me sentia mal de falar isso pra ela.
"N-Não ! Isso é maravilhoso ! Se ele escolheu você é porque deve ser uma menina realmente merecedora ! E sinceramente eu sempre soube que ele nunca olharia pra mim . . . Eu sou esquisita demais né ?" Quando a Bia falou isso eu não pude evitar de abraçar ela.
"Não é não Bia ! Você é um amor ! Ele só é chato. Mas olha, tenho certeza que ele tem carinho por você. O jeito dele que é frio mesmo.
Inclusive . . . Ainda estou sem jeito com a situação de "namorada do Armin". SE puder evitar comentar sobre eu agradeço. Só até eu me acostumar 100%."
"Pode deixar ! Vou fingir que nem sei de vocês dois ! Você é tão legal. Ao invés de ter raiva de mim por ficar em cima do seu namorado você me aconselha e me acalma. Obrigada." Bia falava gentilmente. Eu não consigo. Ela é tão fofa !
Ela é pequenininha e tem aqueles olhões e roupas de boneca. Não consigo ter raiva dela. Não entendo como o Armin pode deixar uma loli dessa passar despercebido.
. . . Meu Deus olha o que eu estou pensando . . . "Loli" ? Armin o que você está fazendo comigo . . .
"Olha . . . Eu sou bem ciumenta sabia ? Mas contigo abro uma exceção !" Eu ria enquanto falava isso, e acabei contagiando a Bia.
Decidimos levantar pra voltar pro colégio.
Na hora de tomar impulso pra me levantar eu senti uma tontura enorme . . . E aquele enjoo voltou do nada.
O que estava acontecendo comigo ? Eu não conseguia parar de me perguntar isso.
Bia me segurou firme.
"T-Tá tudo bem ? Quer ficar mais um pouco ?" Ela perguntou.
"Não sei . . . To sentindo umas tonturas estranhas e enjoos repentinos . . . "
"Será que é um Arminzinho a caminho ?" Bia falou brincando e rindo.
Mas quando ela falou isso eu gelei. Senti meu corpo arrepiar todo, provavelmente fiquei bem pálida.
"Desculpa ! Eu tava brincando !!" Bia falou quase chorando.
Eu fiquei em silêncio pensando no que a Bia falou, e remoendo, remoendo, mas eu remoía MUITO.
E por fim decidi pedir um favor a Bia.
"Bia . . . Poderia ir na farmácia comigo ?" perguntei tensa.
"Ah . . . O-OK . . . Precisa de algo de lá ?" ela perguntou inocentemente.
". . . Quero comprar um teste de gravidez e tenho vergonha de ir sozinha . . ." respondi apreensiva.
"Eu falei brincando Boreal ! DESCULPA SE DEIXEI VOCÊ EM PÂNICO !" Bia parecia desesperada.
"Tudo bem . . . É que sua brincadeira pode estar certa, nunca se sabe . . . "
Eu sou paranoica, mas tenho negligenciado muito.
Principalmente quando eu estava com o Nathaniel . . . Eu me esqueci completamente de ser cuidadosa quanto a isso enquanto estive com ele.
Após a frase da Bia, minha mente ficou com um turbilhão de pensamentos a respeito.
Fomos na farmácia juntas e logo compramos. Pareciam horas infinitas na fila da farmácia.
Bia não parecia tímida, pelo contrario, ela brincava com as coisas da farmácia o caminho todo.
Eu então decidi ir no shopping ali perto ao invés de voltar pra escola.
Chamei a Bia pra vir comigo. Estava com medo de ir sozinha, e bem, a Bia já chegou tão longe . . . Porque não vir comigo não é mesmo ?
Eu entrei no banheiro, por sorte estava bem vazio até.
Talvez também por não ser um lugar de grande comércio e por ser meio de semana em meio a tantos eventos acontecendo, preparativos pra feriados e afins.
Eu entrei na cabide, e fiz o teste.
Fiquei no banheiro esperando o resultado o tempo todo.
Ao ver o resultado eu fiz outro teste, estava realmente desesperada . . . Não podia ser verdade.
Após alguns minutos . . . O segundo teste. . . deu positivo.
A Debrah acertou novamente . . .
Eu saí estasiada do banheiro.
Eu sentia uma tontura, mas dessa vez, não era da gravidez, tenho certeza disso.
Era choque com a informação . . .
Bia perguntou espantada qual era o resultado.
Eu só mostrei os resultados pra ela, pra que ela visse com os próprios olhos.
Bia olhou espantada e começou comemorar.
"VOCÊ VAI TER UM ARMINZINHO !! NEM ACREDITO !!" Ela falava empolgada.
". . . Não conta pra ele . . .Por favor . . . " eu falei amuada.
". . . OK . . . Mas . . . porque ?"
"E-Eu mesma quero contar !" tentei forçar um sorriso mas duvido que ele tranquilizou ela.
Bia pareceu entender e sorriu de volta. Acho que ela não notou meu nervosismo.
"Você pode contar comigo pra tudo tá ?! Quero muito ver o Arminzinho de vocês !!" Bia alava sorridente . . . Eu não conseguia sorrir.
Estava nervosa.
Eu fui pra casa sinceramente, depois disso não tive forças pra voltar pro colégio.
Fiquei pensativa o dia todo quanto a gravidez.
Não pensava em outra coisa . . .
Era óbvio de quem era o filho . . . E não era do Armin, e isso era o que me deixava mais pensativa e apreensiva.
Qual seria a reação dele ao descobrir ?
Então ele finalmente me ligou, em meio aos meus pensamentos eu me assustei.
Armin nunca começa com um "oi" ou algo semelhante as conversas por telefone então ele foi direto como sempre.
"Então, antes que grite comigo porque te deixei sozinha com a Bia, me ouve. Deixamos o Castiel e a Ambre na casa do Nathaniel com o Lysandre e--" Eu não deixei ele completar. Sinceramente se lembro das palavras dele é graças a minha memória mesmo, porque eu não prestei atenção em nada.
"Pode me buscar ?" eu falei apática.
Armin ficou em silêncio súbito, eu sequer ouvia sua respiração, até que ele falou "to indo praí" e desligou em seguida.
Armin sabia que tinha algo errado provavelmente pelo meu tom de voz e minha reação a tudo.
Ele não questionava só tomou atitude de vir como prometido.
Avisei pra minha mãe que ia ficar na casa do Armin.
Ela chiou E MUITO. Porque eu tenho passado muito tempo fora.
Mas ela viu que eu estava com olhar perdido . . . E minha mãe sempre me mima, essa é a verdade. É uma coisa que eu dou graças a Deus que tenho, sinceramente. Essa liberade dela.
Até porque se dependesse do meu pai eu nem saía.
Assim que Armin chegou ela me abraçou e me permitiu ir com ele.
Acho que se ela não deixasse ele convenceria ela facilmente, mas eu não me importaria de falar tudo pra ele na minha casa, só que eu queria ficar na casa dele mesmo por conta da casa dele ao todo ter um clima amigável.
Eu e Armin fomos direto pro quarto dele quando chegamos.
Ele não fez nenhuma pergunta no caminho ou me tratou com carinho e forma diferente.
Só se manteve em silêncio e "me obedeceu" me levando pra sua casa.
Eu mal consegui cumprimentar o Alexy quando ele falou comigo enquanto estava na sala.
Eu estava muito avoada.
Eu comecei a fingir que tava tudo bem e brincar com ele.
No fim ele notou como sempre. E provavelmente já tinha notado a tempos, só estava calado e pensativo avaliando a situação se o conheço bem.
"Tá tudo bem ?" Ele perguntou finalmente.
Eu estava muito receosa de contar pro Armin que tinha descoberto que estava gravida . . . Afinal, eu estava com ele . . .Sendo que nós nunca fizemos nada . . . Então esse filho só poderia ser do Nathaniel, e nem ele nem eu somos bobos quanto a isso.
Mas eu não poderia esconder dele, principalmente algo dessa gravidade, era torcer pra ele não se irritar ou me largar por isso . . . Então decidi falar julgando tudo que sei a respeito do Armin.
Armin após me perguntar ele ficou uns minutos me encarando, e logo notou que eu estava mais apreensiva ainda.
Enquanto bufava ele se jogou pra trás na cama e puxou o celular.
Não falou nada além de "quando quiser por pra fora o que tá te incomodando fala."
Armin estava deitado do meu lado na hora, mexendo no celular, eu me sentei na ponta da cama enquanto movia as pernas de maneira impaciente e falei virada pra ele.
"Armin . . . Eu to gravida . . . " em seguida fiquei em silêncio olhando pra ele . . . Minhas mãos suavam muito. Eu sentia um nó na garganta.
Olhar pra ele era muito difícil, mas eu não conseguia desviar o olhar na esperança de receber "perdão".
Pude ver ele se sentando lentamente e olhando espantado pra mim.
Eu estava esperando ele dar uma crise de raiva ou algo do genero, sinceramente estava muito desesperada.
Armin então assustado levantou o dedo e olhou pro dedo falando um "WOW ! EU JÁ ESTOU COM ESSE TIPO DE PODER ?! Peraí . . . Nem o dedo eu usei . . . " então ele levantou o mesmo dedo e apontou pra lateral da própria cabeça.
"WOW ! SÓ DE EU PENSAR EU JÁ CONSIGO TE ENGRAVIDAR ?!" Ele falava com empolgação no timbre.
Sabe . . . Ver ele soltando piada e brincando acabou me fazendo chorar . . . Porque na minha cabeça ele ia gritar comigo, brigar, sei lá.
Qualquer coisa, menos soltar piada . . . Se ele estava fazendo humor em cima da situação é porque não afetou ele . . . Pelo menos não da forma como eu achei que seria.
Eu acabei chorando, confesso.
"Tá . . . Porque tá chorando ?" ele perguntou.
"Eu pensei . . . Eu pensei que você fosse me largar, brigar comigo, sei lá . . . Eu to tão feliz que você aceitou numa boa . . . "
"Ei ! E quem disse que eu aceitei numa boa ??" Armin falou irritado.
Estava bom demais pra ser verdade . . . Eu ali me preparei pra ouvir, porém . . .
"Primeiro de tudo: Eu quero ser padrinho." Quando eu ouvi isso só consegui ficar em silêncio e olhar fixamente pra ele . . . Eu não podia acreditar que ele soltou isso.
Ele ficou olhando pra mim com cara de quem esperava uma resposta . . . As vezes eu não sei identificar o limite do Armin.
Eu então fiquei pensativa sobre o que responder, realmente não sabia o que falar em resposta a palhaçada do Armin.
Ele então colocou a mão sobre a minha cabeça e acariciou ela.
"Você se preocupa demais por pouco" ele dizia.
"Por pouco não . . . Nós dois sabemos de quem é essa criança . . . Você estaria no seu direito de se irritar . . . Eu acho. Mal ficamos juntos e eu já venho com uma noticia dessa . . . Tá uma bola de neve nosso relacionamento . . . "
"Parece que não me conhece. Você já fez um monte de merda e eu fiquei do seu lado não fiquei ?
Além do mais, eu vi a situação toda em que você se encontrou.
Você não fez nada de errado . . . Tá, fez, porque se tivesse se precavido talvez não estivesse gravida agora, mas fora isso . . . "
"Eu to tão feliz de ouvir isso . . . Eu ainda não contei pra minha mãe . . . " eu respondi chorosa.
"Ah pra sua mãe é mais fácil. É filho do queridinho dela." nessa hora fomos chamados pra jantar.
"Bem . . . Daqui a pouco conversamos melhor sobre isso . . . Melhor não nos atrasarmos pra irmos até a mesa ou já sabe." Armin se levantou enquanto me puxava junto.
Ele estava com aquele olhar apático de sempre, mas . . . Eu continuei a sentir desconforto.
Armin custou a ficar comigo e ainda por cima após ficarmos juntos tudo tem dado errado.
Varias pessoas na nossa cola, desde Jade, Diretora e até a organização.
Agora essa gravidez . . . E eu também não colaboro né . . .
"Você nunca comeu a comida do meu irmão né ? Vai ter a chance hoje. E olha, infelizmente devo admitir que é boa." Armin falava no caminho.
Graças a Deus quem cozinhou foi o Alexy, então a comida ia ser boa, acredito fielmente nisso.
A situação era a mesma de sempre.
Cookie lá no canto, o pai do Armin falando pouco mas estava bem mais falante do que as vezes que comeu a comida da Vitoria, e ela e Alexy não se calavam.
"Armin e Boreal estão calados. Digam algo ! Socializem ! Alexy me contou sobre o namoro de vocês ! Olha, eu shippo." a mãe do Armin falou rindo e gentilmente.
Confesso que é engraçado ouvir a mãe dele falar isso.
E ela tinha os trejeitos todos do Alexy pra falar.
Ou seria o Alexy quem pegou os trejeitos dela ?
Armin deu uma pequena risada de canto que acabou me contagiando.
Me senti mais calma e de fato decidi conversar.
Eu comecei a comer, e mesmo sendo saboroso eu senti um enjoo horrível repentino. Porque estão tão frequentes ? Eu realmente não entendo nada disso . . .
"Virou habito já ?" O Arnaud falou brincando.
"Vomitar com a comida da mamãe eu aceito, mas a minha ??? TO OFENDIDO DONA BOREAL" Alexy gritava enquanto batia na mesa
Armin veio até mim no banheiro correndo. Dessa vez ele não fez igual da outra vez que ele ficou rindo e se usando da situação pra sair da mesa . . . Ele se abaixou do meu lado e enquanto segurava meu cabelo pra trás ele perguntou: "Tá . . . Agora não foi porque era comida ruim né ?" eu só balancei a cabeça confirmando que não era esse o motivo.
Armin passou a mão nas minhas costas algumas vezes como quem queria fazer passar a sensação de enjoo em mim e em seguida levantamos.
Ao voltar a mãe do Armin veio em mim da mesma forma da outra vez.
Ofereceu água e tudo mais, porém, as coisas ocorreram diferentes.
"VOCÊS TÃO NOVOS JÁ ME DANDO UM NETO DESSE JEITO ! ONDE É QUE O MUNDO VAI PARAR !" a mãe do Armin gritava.
"Desculpa." Foi a resposta do Armin ainda abraçado comigo tentando me acalmar.
Pude ver todo mundo da sala ficar em silêncio e olhar fixo pra nós dois.
"V-Você não vai me desmentir . . . ?" a Vitoria dizia assustada.
"Não . . . Porque é verdade." eu fiquei sem reação ali.
Eu não sabia o que dizer, não sabia se desmentia o Armin sobre o filho não ser dele, não sabia o que estava passando na cabeça dele.
"Então . . . Vocês estão juntos a mais tempo do que anunciaram ?" Alexy falou espantado enquanto se levantava da mesa de jantar na cozinha.
"Sim." Armin então pegou minha mão e me levou pra fora da casa dele.
A mãe dele e o irmão estavam falando bastante coisas emboladas e em som alto, mas o Armin simplesmente ignorou e saiu comigo enquanto puxava um casaco no canto do sofá.
Era noite já, nem tinha reparado trancada no quarto dele . . . Estávamos caminhando e Armin me levou até um parque que tinha perto da casa dele.
Particularmente era mais bonito que o parque de perto da minha casa.
"Aqui é bem bonito . . . " falei. Apesar de tudo ainda estava sem graça com a situação anterior e sem saber o que falar. Tentei realmente puxar um assunto aleatório.
"Eu não gosto de parques, prefiro ficar trancado em casa, mas devo admitir, aqui é bem bonito sim. Quando discuto com alguém lá em casa e sei que vou ficar ouvindo mesmo trancado no meu quarto porque provavelmente o ser vai invadir meu quarto pra me encher o saco eu venho pra cá com meus portáteis."
Eu então me sentei em um balanço que estava próximo e após alguns segundos o Armin se sentou do meu lado.
Ficamos em silêncio um tempo. Eu tentava tomar forças pra perguntar o que estava me deixando na dúvida.
"Armin . . . Porque mentiu pros seus pais sobre mim ?" Eu finalmente tive coragem de perguntar.
"Meus pais são bem legais né ?" Armin perguntou olhando pra mim.
"Sem dúvidas. Nunca me senti tão a vontade com pais de amigos meus como me sinto com os seus." respondi.
"Então . . . Mesmo eles sendo legais eles iriam te julgar provavelmente. Principalmente minha mãe. Eu não quero isso.
SE VOCÊ quiser contar a verdade eu respeito mas . . . Eu fiz isso por sua causa. Você já tem complexo o suficiente com seu olho, não quero que crie um complexo novo por causa de comentários maldosos, muito menos vindos da minha mãe. Ela não faz por mal."
Eu fiquei sem jeito . . . Eu realmente nunca pensei nisso . . .
Ouvindo o Armin falar eu via que realmente poderia acontecer esse tipo de coisa, e até o momento não tinha caído minha ficha quanto ao problema que eu tinha na visão dos demais. Principalmente se soubessem que não é filho do meu namorado.
"Você é nova e bem . . . Se contássemos tudo que passou 99% das pessoas não acreditariam." Armin apesar de tudo parecia triste.
Penso se esse não foi o sentimento dele desde o inicio e ele só camuflou com piadas . . .
Pensando bem, eu me sentiria péssima de descobrir tem alguma menina por aí esperando um filho dele agora que estamos juntos.
"Armin . . . Eu sei porque fez isso e eu entendo, inclusive, agradeço MUITO. Mas . . . Porque esse desanimo todo ? Eu não to com raiva."
"Se eu fosse você ia estar pensando que eu falei isso porque tenho vergonha de admitir que é um filho do seu ex."
"Armin . . . Eu te conheço o suficiente pra saber que você não iria fazer isso . . . As vezes eu esqueço as coisas que você é capaz, mas 99% das vezes eu tenho certeza que você não é o tipo que liga pra essas coisas "socialmente incorretas" . . . Não tem porque eu ter raiva. Agora você teria porque de ter raiva de mim." Eu estava muito deprimida com a situação . . .
Aquela tristeza profunda de dias voltou com tudo.
Armin então abaixou na minha frente e ficou olhando pra mim.
"Eu já falei, sei tudo que passou. Não vou te largar por isso."
Após longas trocas de olhares melancólicos estávamos pra nos beijar.
Então eu recebi uma ligação do Lysandre.
Ele parecia desesperado. Encostei o celular no ouvido do Armin pra que ele também ouvisse.
"O que houve Lysandre ??" eu falei assustada.
"Castiel !
Ele foi pro cemitério e tá desenterrando o corpo do Castiel ! Ele disse que vai trazer o corpo de volta a vida !!"
Armin então tomou o celular de mim. Eu corri pra me apoiar no ombro dele e ouvir a conversa.
"VOCÊ TÁ ONDE ??" ele gritava.
"Eu to saindo de casa agora pra tentar impedir ele junto com o Nathaniel e a Ambre. Eles que me ligaram avisando que estavam a caminho também."
"OK. Vou encontrar contigo ai e vamos pro cemitério. Acho que lembro o caminho pra sua casa. Qualquer coisa tenho a Boreal de GPS." Armin enquanto falava estava me puxando pela mão em direção da casa dele. A essa altura eu não ouvia mais a conversa dos dois, só as respostas do Armin.
Ele estava apressado.
Chegamos na casa dele e ele já foi pegando a chave do pai que se assustou.
"Armin ! Vocês sumiram sem mais nem menos ! Me deve explica---"a mãe dele falou.
"Agora não mãe. Tenho coisa mais importante pra fazer. Vamos Boreal." Armin então me puxou.
Eu estava confusa, só me despedi sem graça dos pais do Armin enquanto era puxada pela mão por ele.
Logo na entrada do cemitério encontramos com o Nathaniel.
Ele estava chegando ao mesmo tempo que a gente.
Não paramos pra conversar, só corremos pro tumulo do Castiel.
Quando chegamos no tumulo . . . Estava o Castiel cheio de sangue e terra nas mãos, um corpo de um idoso jogado no canto e um rapaz de cabelos ruivos todo sujo sentado do lado dele.
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