As aventuras de uma Docete Ciclope
175 As aventuras de uma docete ciclope
Notas iniciais

É engraçado acordar numa casa de luxo do nada.
Acordei no quarto do Armin, o mais velho, do futuro né isso? Tanto faz. (nem tanto na verdade)
Tanta informação foi jogada em mim esses tempos.
Minha eu do futuro, eu casada com um nerd do qual eu nem conhecia até então, meu crush me dando bola, futuro destruído . . . E minha mãe morta.
Isso é justo ? Eu sei que fiz muita bosta mas . . . Minha mãe ? Sério ?
Sei lá . . . Ela é a unica pessoa que me faz me sentir "normal". Ela tem um olho só igual a mim além de ser minha mãe né. Aquilo me chocou muito . . .
O importante é que agora eu quero entender o que se passa, quem sabe não posso ajudar a mudar meu futuro . . .
Quando esse povo aleatório surgiu falando essa penca pra mim de coisa eu fiquei meio sem reação e quis fugir disso tudo, mas agora . . . Eu quero entender tudo.
Saber que minha mãe morre pesou mais do que saber que não tenho futuro.
Sabe, o que eu mais gostaria de ter na vida era um futuro normal, e saber que não tenho isso é bem deprimente.
Eu queria ser normal na verdade, com dois olhos e tudo mais, mas já que não tem como . . .Eu queria pelo menos ter uma vida normal.
Sério, não to nem falando mais de uma operação que me dê dois olhos, mas algo como. . . casar, ter filhos e acabou. Vida monótona e normal.
Não casar com um cara que criou uma maquina do tempo, ter um filho viajante temporal e coisas estranhas assim.
Acho que não sei a missa metade, essa é a realidade, ninguém me conta nada.
Mas o que posso fazer afinal ? Nada . . .
Tudo que me resta é aceitar ? Será ?
Não quero aceitar essa merda toda explodindo na minha cara . . .
Sabe, ver meu diário que é tão novo na minha época tão surrado e destruído é mó estranho.
A capa é a mesma, mas tem um fecho que nunca vi com aquelas coisas de digitais todo arrombado, a capa é surrada e com um rosa desbotado, e as folhas estão todas soltas, parecem terem sido colocadas no diário de qualquer forma.
Folheei as paginas e dei uma lida rápida . . . Levando em conta tudo que li posso dizer que minha eu do futuro tá passando uma barra, e digo mais, faltam paginas no diário.
Já esperava isso, o diário acabar mas . . . quanto tempo ela/eu escreve isso ? Claro que não saberia tudo, claramente faltavam paginas.
É tenso pensar que aquela moça mais séria sou eu.
Até que ela é bonitinha, não nego, mas acho que parte minha que acha ela feia é por saber que ela sou eu, talvez se eu não soubesse que ela sou eu a achasse bonita mesmo tendo um olho só, igual acontece com minha mãe.
Eu até que gosto de ver o que me tornei de certa forma.
Pareço mais inteligente e confiante, alem de que confesso que o carinha que ficou comigo é uma graça. . . Ver ele dormindo do meu lado e pensar que nós ficamos juntos foi meio tentador, não nego. Será que se eu agarrasse ele ele me negaria ?
E ele é bem provocativo . . . Nossa tá calor pensar nisso.
Se bem que quando olho pra ele no meu presente eu penso que não tem condições, ele é tão . . . esquisito. É um Ken mais bonitinho basicamente.
Serio que ele vira aquele rapaz lindo ?
Eu só consigo pensar no Castiel . . . Mesmo dormindo do lado desse cara lindo.
E saber que minha eu do futuro tem aquele desespero todo de se imaginar com ele me faz pensar porque eu fiquei assim ?? Será que tivemos um termino ruim ?? Ela não responde nada do que pergunto ! DÁ RAIVA !
Bem, o que fiz hoje foi basicamente acordar e me assustar com tudo a minha volta.
A cama era enorme e macia, tudo ao redor parecia tão luxuoso e caro, e o Armin do futuro dormiu do meu lado, afastado de mim, mas dormiu, e ver logo de cara ele foi um susto, tipo, acordar do lado de um cara estranho é esquisito.
E mais ainda, um cara estranho bonitão.
Tipo, é mó engraçado de pensar que eu caso com ele, e acho que já escrevi isso. . .
Bem, mas fora isso foi tranquilo.
Ele é meio frio comigo . . . Mas com minha eu do futuro ele agarra ela varias vezes, brinca, interage, já eu, fico de escanteio.
Porque ? Porque vai me assustar ?
Não que eu queira que ele me agarre já que estou com o Castiel mas . . . Eu me sinto meio excluida, sei lá.
Se bem que se ele fizesse eu não sei qual seria minha reação.
Eu o afastaria ? Eu concordaria com tudo ? To rindo de nervoso aqui enquanto escrevo.
Bem, quando levantei eu fui comer na mesa como todo mundo, todos estavam na mesa já cedo, pelo menos acho que todos já que não decorei a cara de todo mundo, é engraçado ver 2 versões do mesmo cara(e ainda um irmão gêmeo dos dois).
Boreal do futuro tava discutindo com o Jade no corredor, o jardineiro . . . que é meu filho . . . Mano, que merda de vida é essa que eu to levando no futuro ?
Eu fui até a mesa e me sentei perto de um homem lindo do qual a minha eu do futuro chama de pai . . . deve ser parte das coisas que não me foram explicadas direito.
Eu sei vagamente que ele é meu pai biológico, mas ninguém me deu uma explicação com maiores detalhes.
Bem, eu sei que meu pai Philippe não é meu pai biológico, e sinceramente foi um choque pra mim, mas . . . Foi tudo tão confuso e intenso.
Sinceramente não consigo mais olhar pra ele e chama-lo de pai, na real, olho pra ele e sinto raiva por ele ter escondido isso de mim. Ele e minha mãe.
A raiva da minha mãe só não tá maior porque ela vai morrer, se não . . .Acho que também estaria sem falar com ela. Mas com ele eu não falo mais e foda-se.
Eles vieram falar comigo sobre eu pegar leve e parar com isso tudo, mas eu não quero pegar leve, eles esconderam algo importante de mim !! É minha vida !!
Esconderam que meu pai nunca foi meu pai . . . É um cara que finge que é meu pai.
Não me importa o quanto eles fiquem tristes, nada compensa a tristeza que EU estou sentindo. . .
Bem, eu vi o Jade e ele mal interagiu comigo, na realidade ele parecia me ignorar NO LITERAL.
Mas chamava "mãe" pra cá e pra lá com minha eu do futuro e Vio. . . Odiei ser ignorada pelo meu 'filho".
Vio pelo menos foi educada (como sempre) e interagiu minimamente comigo.
E te falar, ela tá com uma cara de maluca . . . Ela já era esquinitinha, tá pior agora come essas paranoias de morte e cabelo todo bagunçado andando com pijama do Jade.
Inclusive, sério que eu transei com o Nathaniel ?!
Tipo assim, ele é bonitinho e tudo mais, mas mano, ele tem anda a ver comigo.
Na realidade ainda não aceitei a ideia de casar com um nerd, isso também tem nada a ver comigo, não entendo nem como ficamos amigos ainda.(Se fosse ele do futuro pelo menos que é mais extrovertido e bonito, até ia)
Eu mudo bastante no futuro pelo visto, se não nunca teria ficado com eles, no máximo me imagino com o Lysandre, mas o Lys é gay acho . . . ou pelo menos gosta de homem também (se ele gostar de mulher) e tá namorando aquele sósia do Castiel.
Bem, um detalhe irrelevante é que o cabelo verde do Jade estava desbotado e tinha uma raiz consideravelmente grande e loira nascendo, é, definitivamente ele era loiro naturalmente, como o pai dele. . . Que bizarro falar isso e pensar que eu sou a mãe e o Nathaniel é o pai, credo.
Bem, eu tentei falar com o meu "pai", o bonitão que parece o Lys, assim que notei que a mesa esvaziou e só ficou nós dois.
"Você é meu pai biológico ?" perguntei vendo ele comer . . . ração pra cachorro . . .
(???????????????????????????????????????????)
"Sim, e você é a minha filha do passado certo ?" ele falou sorrindo de forma bem simpática até.
"É, tá na cara, literalmente . . . E ai ?" perguntei meio sei lá, tímida, é estranho falar com meu pai biológico que até então eu não sabia que existia . . . Até então eu acreditava ser o Philippe, aquele mentiroso . . .
"O que quer saber ? Já respondi pra sua eu do futuro mas posso responder novamente pra você." ele falava sorrindo. Primeiro ser simpático comigo da casa. (a Vio tá meio doida então não conta tanto)
Se não fosse meu pai eu poderia achar ele bem interessante . . . De outra forma. (já tenho essa opinião sobre o Lysandre mesmo)
". . . Você conheceu minha mãe como ?" perguntei ao pensar nas milhares de dúvidas que eu tinha sobre ele.
Ele me encarou e riu, em seguida olhou pra cima e parecia pensar na situação, imaginar ela sei lá.
"Nos conhecemos na época do colégio. Eramos de salas diferentes mas frequentemente nos víamos.
Sua mãe era meio que valentona e mal encarada no colégio e eu era o trouxa que sofria bullying ." ele dizia rindo.
"Minha mãe ?!" eu fiquei MUITO espantada com essa informação.
"Sim ! Sua mãe !
Ela arrumava briga com todo mundo, era engraçado. E um dia implicaram com o fato de eu estar sem ar, o que era algo bem frequente por conta da minha pele.
Como eu era do time de basquete, ficava muito tempo na Terra e perdia muito liquido, e isso em deixava sem ar depois, eu preciso me hidratar bastante.
E bem, tinha uns meninos no colégio que me odiavam, aquele clichê dos carinhas que fazem bullying porque sim e ponto. Eles achavam que gente da minha especie devia ir pra escolas especiais e não se misturarem com "gente normal", só porque minha especie é aquática e eu insistia em ser do time de basquete.
Então me amarraram no sol depois de uma partida em que eu venci, eles tinham muita raiva de eu ser limitado e jogar bem, sendo que eu sempre precisava beber muito liquido quando saia das partidas, se não eu até desmaiava e eu estava bem fraco quando sua mãe me viu amarrado lá no sol, sozinho com eles.
Ela espancou eles de uma forma que chegou a ser engraçado ver ela baixinha daquele jeito batendo neles todos.
Então ela me levou pra piscina do colégio e me pagou um esporro enorme por permitir que eles fossem assim comigo.
Eu terminei rindo da situação toda e irritei ela bastante. Sua mãe era muito cabeça quente e encrenqueira." ele falava com aquela cara de quem estava tendo boas recordações.
"Não consigo acreditar . . . minha mãe ?" respondi surpresa.
"É sério ! Daquele dia em diante eu fui pro time de natação quase que sendo obrigado por ela.
Tinham poucos seres aquáticos no colégio então eu era o destaque do clube. Na real eu sempre fui bom em qualquer esporte, me saia bem em todos os esportes que eu fazia.
Eu comecei a ter vários amigos, e ser cercado deles, o clube me fez muito bem pois pude passar a usar meus amigos contra os babacas do clube de basquete.
E bem . . . sua mãe começou a me visitar com frequência, sempre reclamando e dizendo que queria ver se eu tava bem. Ela era bem assim, como ela tomava as dores de gente fraca no colégio, ela vivia tomando conta do povo que não sabia se defender, e ela achava que eu era um deles.
Eu comecei a ficar mais treinado e ela começou a insistir todo dia que eu devia ir atras dos caras que me amarraram no sol.
Lembro que uma vez ela incentivou um alien cinza baixinho a ir atrás do pessoal que implicava com ele e o cara parou no hospital com ossos quebrados. Ela era doida, mas sim, ela se vingou por ele.
Um dia concordei e fui atrás, ela veio comigo e cara . . . Apanhamos mas batemos muito também, aquele dia corremos, e sei lá . . . Me senti livre.
Desde então viramos a dupla de encrenqueiros do colégio, ela me achou bom, e passamos a ser meio que justiceiros pelos mais fracos.
Ela sempre pintou o cabelo de rosa como a agatha e eu pintava de vermelho como o Castiel.
Eu ia muito na onda dela mas era divertido.
Cabulávamos muita aula pra nada. Não siga isso inclusive." eu ri quando ele falou isso.
"Depois de meses andando com ela, já tinha pego muito do jeito mal encarado dela, eu então decidi falar pra ela sobre meus sentimentos.
Contei que estava apaixonado por ela, ela riu e debochou de mim inicialmente mas no fim do mesmo dia ela me beijou, e dali pra frente começamos a nos tratar como um casal progressivamente.
Estavamos no fim de ano quando eu decidi pedir ela em casamento, não tinhamos nem 1 mes de namoro, mas os dois eram apressados.
Assim que o ano acabou e passamos direitinho no colégio casamos.
Nossas famílias não tiveram problemas na verdade, e logo morávamos em uma casa juntos.
Pelo menos por 2 anos . . . eramos bem felizes.
Me lembra a relação que você tem com o Armin mas um pouco mais agressiva já que sua mãe é bem temperamental . . . E eu também não sou flor que se cheire.
Posso comparar com dois Castieis namorando , sendo que com cérebro na cabeça de ambos.
Então ela engravidou de você . . .
Não sabíamos quais características você teria, se teria branquias ou se teria dois olhos ou um só, não conseguimos comprar nada pra você, afinal, berço para minha especie é diferente de um berço comum pra sua especie, é complexo demais ser hibrido nessas horas mas era divertido imaginar quais traços de cada um você, teria." ele falava gentilmente me encarando.
". .. No seu plaeta . . . era normal ? Tipo, ter essas coisas esquisitas ?" perguntei bem insegura enquanto virava os olhos.
"Sim ! Claro que existia gente babaca, mas era algo mais comum.
Ninguém ia implicar diretamente com características suas.
Ter 1 olho só era tipo . . .ter olho puxado e ir pra africa. Você só parecia estrangeira, nada de anormal." cada vez que meu pai falava eu ficava mais encantada . . . queria ter vivido no meu planeta natal . . .
Lá eu acho que eu seria mais feliz sabe . . . sem ser julgada ou me sentir um alien . . . um alien como de fato eu sou . . .
Talvez eu me amasse mais se fosse criada nesse planeta . . .
"E . . . como morreu ?" perguntei meio nervosa.
"Ah, você sabe que eu morri né ? Bem . . . depois que você nasceu, tudo ficou ainda mais vivo em casa.
Uma ciclopezinha totalmente terrestre e nada aquatica.
Quando você tinha por volta de 4 anos . . . começou a ter um surto de doenças letais, mas essa doença não pegava na sua especie, durante as pesquisas de cura vocês eram tratados como hospedeiros, mas ninguém tinha certeza se eram de fato, então decidiram isolar todos os que tinham suas características.
Minha especie era a que mais estava morrendo, e bem . . . eu me recusei a me afastar de sua mãe e você durante as pesquisas.
Eu não posso confirmar que vocês transmitiam a bactéria até hoje, mas foi nessa época que eu peguei a doença e comecei a ficar cada vez mais doente . . . Eu poderia já ter pego antes do isolamento de alguém aleatório . . . Eu não sei, ninguém sabia nem como ela era transmitida, se era no ar ou contato.
Um dia, eu senti minhas guelras fecharem completamente com os inchaços da pele causados pela doença . . . e ali eu morri. . . " ele pareceu meio mórbido enquanto falava isso.
. . . Eles pareciam ser um casal feliz . . .
"Sua mãe insistia que eu devia ir embora e me isolar ate o fim das pesquisas . . . mas eu recusei sempre." ele dizia.
"você poderia estar vivo agora se tivesse ido . . . " falei.
"Bem, tecnicamente estou, mesmo que por um milagre. . .
o ponto é que, eu não me arrependo.
Era difícil viver isolado do mundo junto de vocês mas se eu não tivesse me isolado com vocês eu ia morrer de preocupação . . . eu vivi mas vivi perto de vocês, pra mim isso foi o suficiente.
Naquele cubículo de merda mas tá tudo bem" ele então começou a rir como se não houvessem preocupações.
. . . Meu pai morreu . . . e a "culpa" era nossa . . . Eramos hospedeiros . . . Ninguém vai tirar isso da minha cabeça.
Eu fiquei bem pensativa quanto a isso depois sinceramente . . .
Eu fui a culpada ? Minha mãe ? . . . E como eu vim parar aqui ? Tipo, eu sei que não teria como perguntar pra ele, e eu teria que perguntar isso pra minha mãe na real, mas . . . Ahh que merda.
"Meu arrependimento de ter morrido cedo é mais por não ter tido mais tempo pra ficar com vocês, mas . . . agora to compensando !" ele ria.
Aquilo doía muito . . . ver meu pai rindo da situação e saber como foi duro pra ele . . .
Eu pedi licença e fui pra varanda fumar.
Ouvir aquilo tudo me deu um misto de sentimentos ruins. . .
É estranho porque sempre fui contra esse tipo de coisa, fumar e tals, mas . . .desde que Philippe e minha mãe revelaram que eu não era filha biológica do Philippe eu fiquei tão irritada que peguei esse mal habito do Castiel, que inclusive queria me impedir.
Entretanto . . . Isso me relaxava . . .
Puxei o celular e mandei mensagem pro Castiel enquanto fumava na varanda.
Eu . . . não quero ficar com outra pessoa que não seja ele . . . é difícil pra minha mente associar tudo que foi dito a respeito dele.
Eu gosto tanto dele . . . e ele é muito gentil comigo mesmo quando brigamos.
"To na casa dos horrores hoje" mandei pra ele via mensagem.
"E ai ? como estão te tratando ?" ele respondeu rapidamente.
". . . normal . . . falei com meu pai biológico agora . . . ele foi bem legal comigo e me contou o passado dele. Na realidade ele foi o mais legal até agora, todos me ignoram por aqui . . ." Eu dizia.
"Tá onde da casa agora ?" ele mandou.
"Na varanda . . . quer vir aqui não ? Preciso de gente que preste." respondi rindo.
"To sem merda nenhuma pra fazer, beleza, eu lembro o endereço, me espera na porta vou ai de moto" ele dizia.
Apaguei o cigarro e foi o que fiz, desci pra esperar ele.
Engraçado que ninguém perguntou onde eu ia nem algo do gênero . . . Me ignoram.
Eu sinceramente pedi pra ficar pra entender melhor o que se passava, mas eu era tão ignorada la, meu pai foi o único que me tratou bem ate então, todos me ignoravam, estava cansada.
Meu "filho", minha "eu", os Armins . . . eu era tratada igual por todos eles, ou seja, nada do que eu fizesse chamaria atenção deles. Eu definitivamente queria sair.
Desci sem avisar pra ninguém e aguardei ele.
Ele veio, não pensei duas vezes, já tomei o capacete e subi na moto sem cumprimenta-lo.
Eu só queria sair daquele lugar que pra mim era toxico.
"Tá triste ?" ele falou
"O lugar é um saco e ninguém me da informação alguma" falei bufando.
". . .Mas cê ta brava ?" ele falou me olhando vagamente.
"Não enche castiel só me leva pra longe" e ele o fez sem reclamar.
Assim ficamos andando em círculos por hora, só sentindo o cabelo balançar com o vento e por fim fomos ao destino que o Castiel tinha planejado por ali em Dinard, chegamos no destino que ele me levou, era uma rua com varias lanchonetes e lojas.
"Onde vamos exatamente ?" perguntei ao notar ele parando a moto.
Ele me puxou ate uma pequena área entre as lojas, e tinha uma portinha nos fundos de um prédio.
Ele entrou comigo lá e bem, era um deposito.
"O que tem aqui ? E o que é aqui ?" perguntei olhando pros lados.
"É um deposito que eu vinha muito com o Lysandre quando estávamos por Dinard.
É da família dele esse local, ai ficávamos aqui fazendo anda ou ate mesmo treinando musica."
era um lugar até conservado, só era meio escuro.
"Eu não sabia pra onde te levar que não fosse muito longe pros doidos la do futuro não fazerem muito escândalo com seu sumiço ai lembrei desse lugar. É bom pra fugir dos problemas." Castiel ria.
"Eles nem devem notar que sumir . . . eu lá era o mesmo que nada" falei irritada ao me lembrar da situação toda que passei o dia inteiro.
Com o Castiel é pratico, se quero me sentir bem eu simplesmente avanço nele, e foi o que fiz, eu então só quis saber de avançar nele, estava frustrada demais e na real eu adoro a "pegada" dele.
Duvido muito que aquele nerd lá tenha toda essa intensidade do Castiel.
Eu só pedi pra que ele me ajudasse a relaxar e assim o clima começou a esquentar por lá até que já estávamos nus.
Passamos horas lá, eu sabia disso pois ao olhar pra pequena janela a direita eu via tudo escuro.
"Acho melhor eu voltar" eu falei enquanto o interrompia finalmente no meio de um beijo intenso.
"Porra voltar pra aquele lugar chato ?" ele dizia me encarando.
"É . . . tá na hora fingir que eles ligam pra mim." falei rindo.
Castiel bufou mas me levou de volta, caminhamos até sua moto e logo ele me levou pra casa deles . . . Incrivelmente todos estavam na porta com cara de preocupados.
"não acredito . . .saiu com o Castiel ?" minha eu dizia histérica já.
"Porra tu implica muito comigo caolha" ele dizia causando uma breve discussão entre os dois.
Minha eu gritava comigo o tempo todo e criticava tudo que eu fazia, inclusive, a parte que ela mais criticava de todas era chamada "Castiel".
"CARA ! EU VIM AQUI PRA SABER INFORMAÇÕES E ENTENDER O QUE SE PASSA ! MAS FUI IGNORADA O DIA TODO !! CASTIEL NÃO ME IGNORA FEITO VOCÊS !!" gritei irritada.
"DESCULPA SE O MUNDO NÃO GIRA EM TORNO DO SEU UMBIGO !Quer saber ?! quer tanto informação ?? Toma essa merda ! le o que tem ai !!" ela gritou jogando o diário em mim assim que subimos pro prédio . . .Em seguida ela virou as costas full putaça.
É . . . Acho que cheguei na parte em que estou escrevendo isso aqui.
Depois que o Castiel foi embora, fiquei lendo o diário e decidi escrever nele, deixar minha marca, afinal, ele é meu.
Li e estou escrevendo agora . . .será que ela vai ler ?
. . . sabe, depois de ler as poucas coisas que tem aqui posso dizer que . . . é preocupante.
Mas . . .eu entendo porque mudei tanto . . . por mais que não me visualize mudando tanto . . .
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