As aventuras de uma Docete Ciclope

132 As aventuras de alguém que não devia estar escrevendo aqui


Notas iniciais
Boa leitura c:

Os relatos a seguir serão de extrema importância, por favor, leia cada palavra com cuidado.

Toda historia começa do inicio, então, serei breve.

Hoje de manhã eu saí para comprar o pão da manhã como todas as manhãs.

Poderia ser uma simples manhã de sábado, entretanto, o meu destino mudou naquele dia ensolarado.

Saí para comprar pão, um simples pão.

Vitória estava irritadiça por conta da cólica e talvez principio de menopausa.

Eu saí sem pestanejar para não irrita-la.

E foi ai que minha saga começou...

Quando eu estava me aproximando da padaria eu encontrei com o Castiel.

— Bom dia Castiel. O que faz por aqui? — Perguntei surpreso.

— Oi. Eu? Vim comprar pão. — Ele respondeu.

— Mas Castiel, essa padaria é bem longe da sua casa, porque veio aqui? — questionei novamente.

— Porque o pão daqui é mais gostoso e eu vim de moto. — Ele respondeu.

Eu devo concordar.

O pão daquela padaria era divino.

Eu nunca havia experimentado um pão tão bom.

Pelo visto Castiel pensava da mesma forma que eu.

Entramos juntos conversando sobre varias coisas.

Inclusive conversamos discretamente sobre a situação atual ao todo.

As confusões com a Boreal, professores, Jade...

Então finalmente chegou nossa vez na fila do pão.

O atendente, gentil como sempre, começou a nos atender.

Assim que o atendente olhou para o Castiel ele tomou um susto, não entendemos bem, mas estava tudo sobre controle.

Acreditávamos que poderia ter tomado um susto com o visual punk de Castiel, mas no fim, não soubemos de imediato o que era.

Pagamos o pão e estávamos de saída, conversando normalmente.

Foi quando, na saída da padaria, dois homens nos abordaram.

Ambos estavam encarando o Castiel e crescendo mais e mais pra cima dele.

Rapidamente Castiel e eu corremos pra outra porta da padaria derrubando uma senhora que entrava.

Não entendiamos bem o que estava acontecendo, só sabíamos que nos abordaram.

Castiel e eu corremos para um beco, apressadamente esperando os rapazes irem embora.

Silenciosamente, sinalizamos um para o outro perguntando o que houve.

Antes que pudêssemos por a mente no lugar um homem surgiu atrás de nós e segurou o Castiel.

No susto eu andei pra trás e fui pego por outro homem.

Castiel gritava alucinadamente tentando se soltar.

Eles puxaram a gente, deixando o pão cair, e levaram até os fundos da padaria.

Lá, havia uma pequena sala, parecia sala de interrogatório de filmes.

Repentinamente o padeiro surgiu.

Ele sempre tinha um sorriso muito gentil e terno, mas naquele momento meus caros...Seu sorriso era rasgado e assustador.

— Ora ora, finalmente. — Ele dizia se aproximando com um fouet em mãos enquanto girava.

— ME SOLTA AGORA SEU FILHA DA PUTA! — Castiel gritava com raiva, eu? Só observava a situação e tentava entender o que estava acontecendo.

Então o padeiro aproximando o fouet do rosto de Castiel olhou para casa parte de seu rosto.

Castiel rosnava para ele como um animal irritado.

— Então você é o vampiro...- O padeiro dizia.

— DO QUE TÁ FALANDO PORRA?! TÁ VINDO PRO TRABALHO BÊBADO?! — Castiel gritava sem medo.

— Nós caçamos vampiros feito você e sabemos que você possui super força. Um dos rapazes entrou em uma briga contigo ontem a noite, além de dizer que você tinha super força ele disse que viu você sugando energia vital de um homem que após ele verificar o corpo, estava morto.

E você ainda olhou pra ele friamente antes de ir embora, não se importando com o corpo morto. — o padeiro dizia encarando o Castiel.

— Eu não fiz NADA! Você tá me confundindo! — Ele gritava.

Aquela altura eu já sabia que se referiam ao Azriel.

— EU TE VI! NÃO MINTA PRA MIM!! VOCÊ OLHOU BEM PROS MEUS OLHOS!! — um homem grande tomou frente.

Ele tremia de medo.

— Nós sabemos o que você é. Inclusive, o corpo de um dos rapazes com o qual você teve contato nunca foi encontrado. Ele falou sobre você. Ele falou que você deu poderes, imortalidade e super força pra ele. Você transformou ele em vampiro e agora matou ele simplesmente! — O padeiro então bateu com o fouet no rosto do Castiel, deixando ele marcado.

— Amigo. O Castiel está falando a verdade. Ele não é um vampiro. — Eu me meti respondendo.

— Não? ME EXPLICA TUDO QUE VIMOS! E DIGO MAIS! CASTIEL É NOME DE VAMPIRO! VOCÊ É UM GHOUL DELE NÉ?! IGUAL NOSSO FALECIDO COMPANHEIRO!- O padeiro virou agressivamente.

— Não. Se o Castiel fosse vampiro e tivesse super força ele não estaria vermelho como ficou por conta do fouet que você bateu no rosto dele.- completei.

Os rapazes começaram e se encarar e concluir que eu tinha razão.

E de fato, eu tinha.

Mas continuaram insistentemente com a situação desconfortável.

Então, repentinamente, Castiel se levantou com a cadeira, com tremenda dificuldade e curvado, e começou a bater em todos com a própria cadeira amarrada em seu corpo.

Eu só segui seu fluxo.

Nenhum deles esperavam nossa atitude.

Começamos a bater em todos enquanto tentam nos parar.

Mas por fim conseguimos nocautear.

Eram apenas 5 rapazes.

Nos viramos de costas um para o outro e desamarramos nossas mãos, apressadamente corremos de lá.

Um dos funcionários nos viu e mandou capangas atrás de nós.

Aquela padaria no fim das contas era faixada.

Eram pessoas que queriam se vingar por seus amigos mortos por Azriel.

Foi um pouco chocante descobrir que Azriel havia matado pessoas.

Castiel e eu corremos desesperadamente.

Passamos por toda a cidade até chegar em um litoral.

Era um beco sem saída.

Castiel e eu nos encaramos e começamos a procurar uma solução rápida.

Os rapazes se aproximavam e as pessoas no local se afastavam, elas achavam que era briga de gangue.

Castiel então rapidamente pegou uma galinha que passava no local e atirou em cima deles.

Era tudo que tínhamos de arma.

Eles riram da situação e debocharam de nós.

— Acho que ele não é vampiro mesmo não. Olha que decadente. — Um deles comentava.

Mas se tem algo que aprendi com vídeo games meus caros, é que galinhas são poderosas.

Nunca bata em uma galinha.

E um dos caras, bateu em uma galinha...O que ocasionou sua morte...

Quando vimos o ato do homem, eu expressei um singelo "fodeu".

Castiel e eu nos abaixamos apressadamente.

De repente, só ouvimos aquele bater de asas intenso que se multiplicava ao horizonte.

Eram milhares de galinhas vindo defender sua pequena irmã.

Elas atacavam sem piedade os homens.

Castiel e eu queríamos sair de lá, mas era impossível.

Se levantássemos poderíamos ser as próximas vitimas.

Quando galinhas começam a atacar, elas só param após destruir sua presa.

Galinhas são seres mais demoníacos do que vespas.

Foram minutos eternos.

Aguardamos pacientemente, assustados e com medo de perdermos nossas vidas.

Quando finalmente o número de galinhas começou a diminuir, alguém bateu em nossa cabeça por trás e ficamos inconscientes.

Acordamos em uma sala escura, branca.

Eu estava amarrado em uma cadeira e Castiel em uma maca.

Ele se movia desesperadamente e gritava.

Então, um rapaz entrou.

— Finalmente dissecarei um vampiro. — ele dizia mostrando uma pequena caixa com a imagem de um crucifixo.

Dentro da caixa havia uma adaga em forma de cruz.

Ele mergulhou a adaga em um copo de água benta com alho e se retirou rindo.

Castiel incansavelmente tentava se soltar.

— EU VOU MATAR O AZRIEL! OLHA MINHA SITUAÇÃO! ELE ACHA QUE PODE FAZER O QUE QUISER USANDO MEU ROSTO POR AI?! — Castiel gritava.

Eu comecei a avaliar a sala para ter alguma ideia.

Então, eu vi um pequeno palito de dente e um clip de papel em uma mesa a minha direita.

Fiz todo o esforço para derrubar ambos em meu colo, foi difícil, mas eu consegui.

Meus braços estavam presos nos braços da cadeira, mas eu conseguia alcançar meu colo.

Apressadamente, comecei a criar uma bomba caseira.

Era arriscado, mas era tudo que tínhamos no momento.

Quando acabei de criar a bomba, eu avisei pro Castiel que usaria para acionar o sprinkler.

Castiel ainda não tinha entendido minha lógica, mas ele confiava em mim.

Então eu comecei a esfregar a ponta da bomba caseira ate esquentar e acender, e atirei longe, próximo a porta.

Assim que ela explodiu os sprinklers foram ativados e a porta foi barrada, o que nos daria tempo.

Era muita água.

Aos poucos as juntas de ferro que me prendiam começaram a enferrujar e quando estavam bem fragilizadas eu as quebrei.

Rapidamente soltei o Castiel e corremos de lá.

Ali, antes de ir, vimos o pão.

O pão estava ali, parado.

Pegamos ele antes de sair e corremos para a pequena janela que tinha no local.

Estava com muita fumaça, muita mesmo. Era difícil respirar e até enxergar a saída, mas com esforço, conseguimos passar por toda a fumaça e água lameada do local.

Haviam seguranças na parte de fora e foi muito complicado passar sem ser notado.

Corremos muito, até achar uma saída.

O local era enorme.

Foi terrível a perseguição, parecia que não tinha fim.

E inclusive alguns dos seguranças perseguiram a gente até o lado de fora, o que fez com que a perseguição fosse mais duradoura ainda.

Notamos que estávamos em Saint-Malo, local onde o Nathaniel morava, provavelmente a base onde estávamos para a dissecação era em Saint-Malo, um tanto quanto longe.

Castiel reconhecia o local.

— A casa do Nathaniel é aqui perto! Vamos!! — Ele dizia.

Apressadamente corri com ele.

Derrubávamos lixeiras e varias coisas para impedir o caminho dos homens que nos perseguiam, em vão.

Então chegamos na frente da casa no Nathaniel.

— Da próxima vez não vamos ser piedosos, vamos disseca-los assim que capturarmos vocês! — UM dos homens gritou.

Estávamos certados.

Não tínhamos para onde correr.

Um homem então levantou uma arma e colocou uma bala que el havia mergulhado em um pote com água benta.

— Guardei isso por anos. Não acredito que usarei finalmente. — Ele sorria de maneira sádica.

Era tudo muito divertido para ele.

Castiel e eu estávamos prontos para a morte.

Mas então, o portão do Nathaniel se abriu.

De dentro, saiu o Azriel com um olhar sonolento e cabelo um pouco bagunçado do qual ele arrumava com a mão enquanto esfregava o olho com a outra.

— O que está acontecendo? Castiel? Arnaud? O que fazem aqui? — Azriel falava surpreso.

A cabeça de Castiel havia encostado no interfone e ligado ele.

— Eu ouvi uma confusão lá dentro através do interfone...O que está acontecendo?- Azriel falava gentilmente com aquele seu jeito inocente de sempre.

Os homens começaram a ficar em pânico.

Dois Castieis.

— PORRA AZRIEL! VOCÊ MATOU MAIS GENTE ?! ESSES CARAS ESTÃO ATRÁS DE MIM PENSANDO QUE EU SOU VOCÊ ! — Castiel gritava puxando a blusa do Azriel.

— PERDÃO CASTIEL! É que o Louis não cumpriu o acordo e matou uma senhora inocente. Então eu fui "cobrar" nosso acordo.

Terminou que um dos caras da gangue viu minha cobrança.

Eu pensei em matar ele, mas sei lá, achei que se eu deixasse vivo poderia usar mais tarde. — Azriel falava naturalmente tudo e parecia triste.

Repentinamente um som de tiro tomou conta do local.

Azriel então se virou e viu que havia uma bala presa em seu braço.

Ele sangrava, mas estava tratando tudo naturalmente.

— Nossa, isso arde. -Azriel dizia tirando a bala e assoprando o ferimento como se fosse um simples machucado no joelho.

O homem começou a atirar desesperado, Azriel então cobriu nós dois com seu corpo tomando os tiros.

Quando a bala acabou o homem começou a gritar.

O demais homens estavam desesperados e se afastavam aos poucos.

— Vocês sabiam que quase mataram meus amigos? — Azriel falava irritado.

Seu olhar mudou de doce para assassino repentinamente.

Um homem gritava.

Azriel então puxou dois dos homens ao mesmo tempo.

Castiel apressadamente pego o que estava sem balas enquanto ele corria.

E eu, imobilizei o que estava atrás de mim, assustado com a situação.

Os homens se debatiam, mas Azriel sem esforço adormeceu eles com apenas um toque no ombro.

Ele então empilhou os corpos e começou a levar para dentro.

— O que pretende fazer? — Eu perguntei.

— Eles são perigosos e quase mataram vocês dois. Então acho justo eu me alimentar deles. Eu havia deixado eles viverem quando o Louis disse que manteria o controle da gangue e não mataria inocentes. Mas ele matou uma senhora por que queria a neta dela. Eu não aceito isso.- Azriel parecia possesso de ódio.

Ele iria matar aqueles homens.

Confesso que senti certa pena.

— Vai matar eles mesmo?- Castiel perguntou.

— Vou. Não gosto muito de fazer isso, mas...É lei da selva. Além do mais, não aceito o que fizeram com a senhora. Se um fez, todos vão fazer. Basta ver como arriscaram sua vida.- Azriel estava falando friamente.

Ele estava tratando a vida daqueles rapazes como se fosse nada.

Não insistimos para que ele não fizesse, ele sabia o que fazer de sua vida, e ele precisava se "alimentar".

Entretanto, antes de ir, eu falei apenas uma frase para Azriel.

— Cuidado para não perder sua humanidade e para não se arrepender depois. — E saímos em seguida.

Já era tarde, estava anoitecendo.

Castiel foi comigo até Plerguer buscar sua moto e se despediu.

— Apesar de estranho foi um dia divertido. — Castiel dizia sorrindo.

Olhávamos o por do sol enquanto nos despedíamos com uma sinalização das mãos.

Ele então subiu em sua moto e foi embora.

Eu fui para casa, com aquele pão frio.

Assim que cheguei, Vitória reclamou horrores.

Ela falava que estava atrasado, brigava e dizia que eu não ia dormir debaixo do mesmo teto que ela após eu ter contado tudo que aconteceu.

Ela falou que só iria voltar a falar comigo quando eu contasse a verdade...

Então, eu decidi ir para a casa atual em que meu filho, Armin, tem vivido.

Ao chegar lá, ele não estava em casa.

Nem ele nem Boreal, só meu filho Alexy.

Expliquei a situação toda e Alexy foi para casa acalmar sua mãe e explicar tudo.

E eu? Estou aqui, escrevendo nesse diário que achei aberto na mesa da sala enquanto meu filho e minha nora não chegam.

O dia foi emocionante...

Notas finais
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