As aventuras de um héroi chamado Preguiça

3 Três anos depois, numa galaxia muito distante..


Notas iniciais
Boa Noite, Desprezivel Publico...que, produção? Não é esse? ah, ta...Boa Noite, Respeitavel Publico...kkk enfim, caras, comentario não mata, ah, ola May, estou contando com você, hein?! caras, se tiver algum beta ou revisor ai no meio da minha vasta(olha o sarcasmo) quantidade de leitores, por favor comenta ai ou chega no privado que ta foda e eu não tenho tempo pra revisar. Ah, sim, antes que ele venha me enche de porrada( de novo) eu ja adianto: apesar de eu ter escrito cada palavra disso aqui eu ainda peguei uma ou outra ideia do meu amigo e sensei: Tronos. Ou seja, eu so estou dando os devido meritos aqui( pra ele não me encher de porrada de novo) pra alguem que contribuiu pra caralho e apesar de eu não cita las ele me deixou trabalhar com alguns detalhes originaise registradas dele. Sim, cara, no cartorio mesmo, então os meritos tão ai. Ok, boa leitura pessoal. PS: Meus titulos podem ser meio viaje, não reparem.

Preguiça se abaixou, desviando por alguns milímetros da espada, os olhos dele ainda nublados de sono mesmo naquela situação. Seu oponente tentou outra vez. E mais outra. E mais outra. E mais outra. E só conseguiu ficar muito irritado com a aparente facilidade que o demônio tinha em desviar mas tudo bem, tudo bem.. o demônio estava no lugar exato.

Na arvore logo atrás de preguiça, escondido em meio a folhagem, Handy encaixou uma flecha no arco, seu magia fluindo para fora do corpo e circulando pela flecha, aumentando a densidade da flecha em si, a ponta da flecha ficando mais e mais afiada.

Ele disparou a flecha, que foi cortando o ar sem fazer barulho. Ele foi se aproximando do Pecado, mirada bem onde ele sabia ser a primeira vertebra da coluna, se aproximando incrivelmente rápido. Por um momento, só por uma fração de segundo, Hendricksen ficou subconscientemente aterrorizado com a ideia que a flecha realmente acertasse Preguiça, que estava imóvel no mesmo lugar. Aquilo não mataria um demônio, mas poderia ferir bastante, sangrar bastante.

Não. Preguiça era Preguiça, não se esqueçam disso.

A seta de seu aprendiz vinha rápido como...bem...uma seta e Preguiça nem teve que virar a cabeça pra perceber, por mais silencioso que fosse a flecha ainda era barulho demais pro gosto dele. O Pecado simplesmente começou a emanar magia, muito magia, uma quantidade realmente absurda, o suficiente para cobrir e abraçar toda a clareira, o ar ganhando uma coloração pálida de cinza e de repente Ugo sentiu como se o tempo não passasse mais.

Era como se as moléculas estivessem quentes demais pra continuar vibrando, e o vento estivesse sem folego pra continuar soprando e a flecha estivesse cansada demais pra continuar voando. Tudo correu mais lento, assim como o próprio tempo, tudo excerto Preguiça, que lentamente, contrariando tudo ao seu redor que estava perfeitamente estático, moveu a cabeça, só o suficiente pra sair da trajetória da flecha, e tão rápido quanto aquele efeito veio ele passou, e a flecha se cravou no chão, forte o suficiente para fazer uma pequena cratera, mas deixando o grande demônio incólume.

Handy saltou da arvore, seu arco derretendo em tinta e subindo seus braços, se recostando como duas tribais. Em seguida uma outra tribal, em preta e em paralelo as marcas do arco, se remexeu ao reagir com a magia crescentes do garoto, se deslocando e ignorando as leis da física saindo do seu braço no mesmo momento que começava a se descontruir e se reconstruir. Ao fim de tudo um sabre repousava na mão dele.

Ele firmou o pé e deu uma arrancada, entrando na primeira posição da esgrima e estocando o Pecado que virou para encara-lo. E mais uma vez. E mais uma vez. E de novo. Em seguida mudou pra um corte transversal, e em diagonal e depois de alguns movimentos encontrando o fluxo do adversário e se igualando. Corte em esquerda, corte em direta, estocar, estocar, arco com a espada, corte de cima a baixo.

A pior parte é que Preguiça rebatia todos os golpes sem dar um passo.

Simplesmente se abaixando ou aparando com a mãos cada um dos golpes o demônio não teve o mínimo problema em acompanhar a velocidade, por mais que fosse desconfortável. Aquele ponto Ugo já tinha sumido das costas de Preguiça e o próprio sorria orgulhoso.

Cara, Handy cresceu muito naqueles três anos. Ele se lembra vá de quando tinha entregado a primeira espada pro garoto cabeça quente, que chiou dizendo que era muito pesada e a largou no chão. Agora olha o pivete, todo animado e tentando mata ló com uma arma magica. Era tão tocante que Preguiça quase teve pena de dar uma surra nele...neh, ele ia apanhar do mesmo jeito.

Numa outra estocada o demônio cobriu a palma da mão com magia e segurou a lamina, com a magia simplesmente transformando o atrito em zero e cegando o sabre completamente , encaixando uma joelhada no estomago do garoto.

Ele foi arrastado por quinze metros, tateando um pouco onde ele sabia que ficaria roxo. Não importava. Naquela luta ele tinha que pelo menos conseguir o que tinha combinado com Ugo.

Ele estendeu os braços e sua magia começou a fluir circundando seu corpo e fazendo suas marcas reagirem. Ele brilhou em vermelho mais uma vez-aquele ponto Preguiça tinha certeza que essa era a cor da magia dele-, sua tatuagens escorrendo para o ar e se materializando numa armadura....adivinha a cor....pois é.

Ele deu uma arrancada, muito mais rápido que o normal, pondo a espada, antigamente uma lamina curta de 45 cm de cabo a ponto da lamina e só um lado de corte, agora uma espada com mais de um metro de comprimento e pesando mas de cinco quilos de aço condensado.

Não era só isso. Também é valido lembrar do Ugo, o tímido Ugo, caindo em alta velocidade com seu florete em riste, sua magia agora transmutada em uma corrente elétrica que envolvia todo o corpo.

Hummm..um ataque bem combinado, e ainda com esse nível....ok, era justo. Agora ele iria bater nos pivetes usando um pouquinho de magia, como ele fazia quando via algum avanço mais substancial.

O demônio respirou por um segundo, sentindo seus músculos relaxarem e ate mesmo sua circulação de magia ficar menos densa. Ele deu um passo e uma imagem residual dele perfeitamente estática ficou no lugar. Ele mesmo apenas apagou sua presença e desviou toda a luz que iria bater e refletir, o tornado invisível.

Seus dois pupilos foram se aproximando da copia, 5 metros...2 metros... 1 metro..perto demais para mudarem a trajetória. A imagem se apagou e eles se viram batendo um com o outro. Ugo se estatelando na armadura completa de Handy e o próprio Hendricksen sentindo-se chocado...literalmente...pelo raio do amigo.

E cara, aqueles dois eram tão monstruosamente fortes que poderiam ter se levantado e continuando a briga se Pecado não tivesse aparecido atrás deles, acertando os pés descalços na cabeça dos dois, enterrando ate a boca no chão, deixando os moleques nocauteados.

Um pouco longe da clareira Gula, com um copo de cerveja e Lene, flutuando que nem ele, caiam as gargalhadas com a porrada que Preguiça tinha a finalizado os dois.

O Pecado simplesmente deixou-se ser levantado por sua magia, os dois garotos nocauteados indo junto com ele direto pros dois expectadores.

— Então, Lene, quanto?

— Humm..-Lene conferiu suas notas mentais- desde três anos atrás o placar é de 1207 vitorias para você e zero pros dois- falou meio triste, meio risonha.

— Mas eles tão melhorando- defendeu Gula.

— Realmente- disse Preguiça soltando um bocejo- eu tive ate que usar magia dessa vez.

— Uhum- assentiu Lene.

O Pecado soltou um ultimo olhar para Helena. Ele ainda se lembrava de quando ele decidiu, meio ano atrás, que numa luta trino Lene poderia ir sozinha contra ele e eles dois lutariam de dupla. Eles ficaram putos, tentaram mata-lo e disseram que iam alcançar Lene então ela que ficasse esperta, por que o Handy era muuuiiiito forte, como salientou Ugo. Ele teve que apagar os dois- sim, isso acontece bastante, cara- foi um dia divertido.

E realmente, Lene era um monstro, pra com quinze anos lutar sozinha com ele.

Isso é, numa luta treino. Se o Pecado realmente quisesse lutar pra vencer...nem os três juntos, e nem se ele estivesse algemado. Numa cadeira. E cego. E surdo. E em coma. E morto.

É.....ele realmente era um monstro.

...

Depois de algumas horas Ugo abriu os olhos. A visão primeiro embaçada foi clareando e ele logo reconheceu o teto da casa.

— Ei, Handy?

— Humm?

— Conseguimos, ne?

— Conseguimos...conseguimos de verdade.

Era a primeira vez em três anos que que ele tinha feito Preguiça sair do lugar durante a luta. Finalmente. Finalmente eles estavam começando a aprender a ser fortes.

— É o zero mais precioso que já tivemos.

— Pois é. Mano?

— Fala.

— Nos...ainda vamos superar o chefe.

— ....Com certeza.

Da cozinha, ouvindo a conversa, Preguiça não pode evitar sorrir.