Notas iniciais
Primeiramente, gostaria de agradecer a Tiago Pereira pelo comentário e me desculpar por não ter postado ontem - a internet deu problema... Agora, Harry e Gina vão ver o Sr. Leonard Thompson e descobrir que têm mais em comum do que imaginam! Boa leitura

Harry e Gina foram até o vilarejo onde os Thompson vivem. Era uma casa simples, envelhecida pelo tempo, com uma decoração que remonta à década de 50, cheia de retratos de pessoas distintas e páginas do Profeta Diário emolduradas, mas bem organizada. Um senhor careca e alto estava esperando ansiosamente.

— Sr. e Sra. Potter, bem vindos! Meu pai está lá no quarto, esperando por vocês.

O quarto do Sr. Thompson seguia o mesmo estilo. Nela havia um grande retrato de uma bela moça, outro de quatro garotos sorridentes, e uma bandeira da Grifinória. Um dos garotos sorridentes do retrato pareceu bastante familiar a Harry, já que também tinha cabelos espetados. Ele logo deduziu que só poderia ser o seu avô Fleamont.

— Harry Potter! Estou muito feliz que tenha aceitado o meu convite! Por favor, sente-se! – disse um homem muito mais velho, quase completamente careca e com uma barba branca bem grande – eu sou Leonard Thompson, como meu filho disse na carta, eu fui um grande amigo de seu avô. Você se parece bastante com ele!

— Obrigado, sr. Thompson.

— E esta bela jovem deve ser a sua esposa! Gina... Potter, não é?

— Sim, sou eu!

— A senhora é uma Weasley, não?

— Ah, sim...

— Claro, claro, uma Weasley! Por acaso é neta de Septimus?

— Sou – respondeu ela, surpresa – o senhor o conheceu?

— Obviamente! Mas que coincidência! Sente-se, minha jovem! O seu avô, o avô de seu marido e eu nos conhecíamos muito bem, fomos colegas de quarto durante nosso período em Hogwarts!

— É mesmo? – perguntou Harry, ainda mais surpreso.

— Sim! Seu avô foi o primeiro amigo que fiz em Hogwarts, Harry. Sou nascido trouxa, e não havia um único bruxo em minha família há gerações. Meus pais ficaram muito surpresos ao receberem uma carta de admissão e quase desmaiaram quando o professor Dumbledore apareceu para explicar mais sobre os meus poderes. Ele ensinava Transfigurações e estava lá há algum tempo. Naquele período era uma figura controversa, afinal tinha sido grande amigo de Gellert Grindewald, que foi o maior bruxo das trevas de minha época da juventude. Mas eu simpatizei com ele imediatamente. Era meu professor favorito, e não me surpreendi ao saber que ele não só foi diretor de Hogwarts como também o melhor que aquela escola já teve. Mas voltando ao seu avô, Harry Potter, eu o conheci no trem. Ele entrou apressado no vagão em que eu estava, e logo notei que havia rasgões em suas roupas. Acreditam que antes mesmo de entrar em Hogwarts ele já recebeu detenção?

Todos riram, e Leonard continuou.

— É, ele já tinha se envolvido numa briga feia com outros bruxinhos que o perseguiam por causa de seu nome diferente e por ele ser filho de Henry Potter, que propôs ajudar os trouxas durante a Primeira Guerra Mundial, bateu de frente com o Ministro da Magia da época e sofreu duras sanções por isto. Quando o vi, com aquele cabelo desalinhado e aquelas roupas rasgadas, achei que tinha sido atacado por um monstro. Ficamos amigos mesmo depois que Abraxas Malfoy e seus amigos vieram me perseguir por conta de minhas origens. Não sei como souberam que meu pai era carteiro e que trabalhei por um período como engraxate. E seu avô foi lá e me defendeu. Fez uma azaração tão grande no Malfoy que o garoto ficou internado por semanas. Corremos como nunca, antes que alguém nos pegasse. E depois, nunca mais desgrudamos.

“Leonard Thompson, um garoto loiro de doces olhos azuis e tão magro que parecia praticamente desnutrido, estava em seu vagão no expresso de Hogwarts, ansioso para a nova realidade que o esperava: Ele era um bruxo. Nunca soube disto, as mágicas que ele fazia – acidentalmente – para ele eram até então pura sorte. Sabia pouquíssimo sobre o mundo bruxo, e o único que conhecera foi o professor Alvo Dumbledore, que acompanhou ele e sua mãe no Beco Diagonal e o ajudou a comprar os materiais que precisaria em seu primeiro ano. Dumbledore foi bastante gentil e amável com ele, o pequeno Leonard gostou do professor, apesar de achar estranhas as roupas que o bruxo usava. ‘Será que todos os bruxos se vestem daquele jeito?’ pensou. Seus pais ficaram muito contentes com isto, fizeram questão de saber junto com Leonard tudo sobre os bruxos e seu pai até saiu no meio do serviço para acompanhá-lo até a até a Plataforma 9 ¾. Enquanto olhava as paisagens, foi surpreendido pela chegada de um garoto magricela de cabelos espetados, joelhos ossudos, roupas rasgadas e um pouco machucado. Leonard se assustou: ‘Será que esse garoto é bruxo também? Será que foi atacado por um monstro? E se ele me pegar também?’ O garoto estava um pouco agitado, e perguntou:

— Posso me esconder aqui? — Leonard acenou positivamente com a cabeça e o garoto se sentou. Leonard o olhava com um misto de medo e curiosidade. O garoto estendeu-lhe a mão e se apresentou:

— Olá. Sou Fleamont Potter. E você? — Leonard o olhou um pouco, ainda assustado, mas depois apertou a mão do outro e respondeu :

— Leonard Thompson. Você também vai para Hogwarts?

— Sim – respondeu Fleamont – E para onde mais um jovem bruxo inglês iria?

Leonard sorriu, sem graça, e indagou:

— Você sempre soube que era bruxo? Porque eu descobri há pouco menos de um mês.

Fleamont o olhou surpreso. Não achava que existisse alguém que não soubesse que era bruxo.

— Óbvio. Se não fosse, aí sim, seria um problema. Meu pai ficaria muito desapontado.

— O Professor Dumbledore, que trabalha em Hogwarts, disse que eu nasci trouxa, o que quer dizer isso?

— Sei lá, que você nasceu trouxa e virou bruxo depois? — Os dois riram e começaram a contar sobre suas vidas. Leonard contou que seu pai lutou na Primeira Guerra Mundial e ganhou uma medalha. Fleamont contou que seu pai trabalhou na Suprema Corte Bruxa e explicou toda a história envolvendo seu nome, narrando as façanhas dos Fleamonts através dos séculos — Meu bisavô Richard Fleamont foi o último homem da família, ele só teve uma filha e minha vó não quis que nossa linhagem se perdesse, por isso papai me deu este nome, e me orgulho bastante dele! — Mas Leonard, diferente de todos os outros, não fez qualquer tipo de chacota com o nome de Fleamont, e isso fez com que o jovem Potter se simpatizasse com o outro. Mais pessoas entraram no vagão e a conversa passou a ser a casa em que o bruxo cairia. Duke Fletcher estava fascinado com a Sonserina, mas Kenneth Cattermole e Fleamont não concordavam e defendiam a Grifinória com unhas e dentes.

— Vários bruxos que foram da Sonserina estão se unindo a Grindewald, o maior bruxo das trevas de todos os tempos. Sou mais a Grifinória — dizia Cattermole, um garoto gordinho de cabelos bem curtos.

— Grifinória é a casa dos corajosos e destemidos! Só os cavaleiros honrados e as damas valentes vão para esta casa! — dizia Fleamont, bastante empolgado. Nada disso parecia convencer Fletcher, um garoto cabeludo e franzino.

— Na Sonserina está o meu vizinho Vernon Crabbe, ele é meu melhor amigo e não gostaria de me separar dele. Mas onde ele está?

Crabbe apareceu logo em seguida, acompanhado por um bruxo pálido de cabelos loiros sedosos e frios olhos cinza, que estava com um corte no lábio inferior e roupas rasgadas.

— Alguém viu Fleamont Potter? — os outros garotos se olhavam assustados, enquanto Fleamont se escondia espremido num canto, fazendo sinal de silêncio com a mão. — Aquele covarde me atacou sozinho e rasgou minha roupa favorita. Leonard olhou para Fleamont, que fazia um sinal indicando ser mentira o que o outro dizia. Duke Fletcher ia dizer algo, mas antes que pudesse, Leonard deu um grande pisão em seu pé e disse:

— Aqui ele não está.

Os outros garotos que estavam em pé riram e o garoto loiro continuou:

— Engraçado. Fui a todos os vagões atrás dele e ele não estava em nenhum! Deve estar se escondendo de mim. Ah, não me apresentei. Sou Abraxas Malfoy, novo estudante de Hogwarts e futuro apanhador da Sonserina!

Os outros garotos disseram seus nomes, e Leonard imediatamente antipatizou com Malfoy. O achou arrogante e presunçoso. Queria ir para a Sonserina, a casa dos bruxos maus, logo não deveria ser boa gente. — E você, garoto? — perguntou ele. — Leonard Thompson, sou nascido trouxa, não sabia que era bruxo.

Abraxas olhou para os outros garotos, que sorriram com escárnio.

— Nascido trouxa, é? Uma pena que Hogwarts aceite pessoas como você. Sabe, já me contaram várias coisas a seu respeito. O pai dele é carteiro, sabiam? — Os amigos de Malfoy riram, enquanto os que estavam sentados no vagão permaneceram sérios — E vocês não imaginam, nosso amiguinho Crabbe aqui jura que te viu trabalhando como... Engraxate!

Mais risadas dos seguidores de Malfoy. Duke Fletcher também achou graça, mas Kenneth Cattermole não gostou da brincadeira, pois ele também vendia jornais para ajudar no sustento da família.

— Qual o problema do Thompson ser engraxate?

— Nenhum... Cattermole, não é? – o garoto gordinho acenou positivamente – Só queria pedir para o sangue-ruim engraxar meus sapatos, pagarei o suficiente para que sua família sangue ruim não morra de fome se você deixa-los brilhando. Malfoy estendeu o pé direito enquanto olhava para os seus e sorria. Neste momento, Fleamont se levantou. Seu rosto estava vermelho de fúria, ele até podia não entender como um bruxo poderia ser nascido trouxa, mas sabia que chamar alguém de sangue-ruim era terrível.

— Retire o que disse! — bradou ele, corajosamente. Abraxas sorriu ainda mais.

— Olhem! Estava aqui o tempo todo o covarde!

— Não sou covarde, seu estúpido! Covarde é você que não pôde comigo sozinho e teve que chamar três idiotas como você para me deter, filhinho da mamãe!

Abraxas Malfoy se irritou, detestava ser chamado de filhinho da mamãe, embora adorasse os paparicos dela, a quem chamava de mamãezinha. Ele empunhou a varinha, mas antes que pudesse murmurar um feitiço, Fleamont já tinha lhe feito uma azaração terrível que fez nascerem bolhas horrorosas em seu rosto. Malfoy saiu correndo com seus amigos. Fleamont Potter recebia ovações dos seus colegas de vagão. Duke Fletcher desejou nunca ser seu inimigo e passou a cogitar a Grifinória. E Leonard tinha um novo herói, que recebeu uma nova missão: passar um mês polindo as pratas da Sala de Troféus sem usar magia”.

— Esse Abraxas não seria o avô de Draco Malfoy?

— Creio que sim, Harry Potter, naquela família todos se pareciam. Abraxas era só um garoto metido que se sentia inatingível por ser sangue puro e estar entre os Sagrados Vinte e Oito. Vocês não imaginam o quanto aquele demônio importunou Flea porque os Malfoy estavam nessa lista e os Potter não. Mas como eu ia dizendo, eu e Flea, que era como os mais íntimos o chamavam, ficamos muito amigos. Estávamos sempre assistindo os treinos de quadribol da equipe da Grifinória, sempre escondidos, e às vezes tentávamos entrar nos treinos das outras equipes para espionar. Felizmente, nunca fomos pegos, pois antes que alguém nos visse, corríamos como flechas. Nunca entramos para o time, não éramos tão bons, mas depois descobri que havia mais uma razão para que Flea insistisse em ver os treinos da Grifinória: sua avó, Euphemia.

— Minha avó foi jogadora de quadribol?

— Sim, a primeira mulher a ser apanhadora da Grifinória! Com ela no time, nunca perdemos um jogo. Era formidável. Também é dela o recorde do jogo de quadribol mais rápido da história de Hogwarts: em 37 segundos, ela capturou o pomo de ouro e derrotou a Sonserina. Abraxas era o apanhador da equipe deles e ficou tão irritado após o final do jogo que sumiu por uma semana. Até hoje ninguém sabe direito onde ele esteve. Flea era apaixonado por ela desde a primeira vez que a viu, mas achava que ela nunca repararia nele, pois ela era mais velha, mais bonita, popular, monitora-chefe e estava sempre perto de Donald McLaggen, que além de ser monitor-chefe e artilheiro da Grifinória, era tudo o que Flea queria ser: bonito, responsável, aluno modelo, o genro dos sonhos. Mas Flea sempre se metia em confusões. Os professores esperavam que eu o controlasse, mas isto eu nunca consegui. Antes que eu visse, ele já tinha marcado outro duelo. Contei que Fleamont era famoso em Hogwarts por seus duelos? Pois é, duelou com metade dos rapazes da escola. Isso explica porque o Sir Cadogan gostava tanto dele. Ambos gostavam de se gabar de sua coragem. Fleamont detestava que criticassem o seu nome, que foi escolhido por sua avó, já que ela era a última dos Fleamont, uma longa linhagem de bravos, corajosos e honrados guerreiros bruxos, e não queria que este nome morresse com ela, por isso insistiu que o seu pai o chamasse assim. Fleamont se orgulhava deste nome e gostava de honrá-lo, creio que os duelos foram a única maneira que ele encontrou. E adivinha quem sempre era o padrinho? Sua especialidade era o expelliarmus, gostava de tomar as varinhas de outros bruxos e depois usá-las para azarar os adversários. Só com o Malfoy ele duelou três vezes, e venceu todas. Ele também lutou com praticamente todos os alunos da Sonserina, mas os lufanos, os corvinos e até mesmo os grifinórios que fizessem alguma piadinha a seu respeito não escapavam, principalmente quando o chamavam de Pulguento, Pulguinha, Monte de Pulgas... Um dos duelos dele foi com o Septimus. No começo, não eram nada amigos. Marcaram um duelo, mas ainda estavam no primeiro ano, não eram lá grandes bruxos e os feitiços não foram muito bons, então partiram para a pancadaria. Aí, o Malfoy apareceu, disse que iria entrega-los para o Dippet, caçoou os Potters e os Weasleys e os dois se uniram para dar uma surra no Malfoy.

“O Chapéu Seletor mandou Fleamont Potter e Leonard Thompson, os novos amigos de infância, para a mesma casa, a Grifinória. Duke Fletcher e Kenneth Cattermole foram para a Lufa-Lufa, e os quatro garotos que haviam ficado amigos no expresso de Hogwarts se separaram. Fleamont e Leonard dividiram o mesmo quarto, juntamente com Howard Prewett, Jonathan Scott e Septimus Weasley. Com os dois primeiros, Fleamont se dava bem, mas o Weasley era a sua pedra no sapato. Os dois brigavam diariamente, e o clima no quarto era insuportável.

— Weasley, poderia, por favor, roncar em silêncio?

— Claro, Potter, assim que você tirar o rato morto de dentro de seus sapatos!

Armando Dippet até interveio algumas vezes, colocou os dois rapazes para fazerem atividades juntos, mas eles pareciam água e óleo, nunca se misturavam. A situação ficou tão grave que Fleamont decidiu dar um basta: desafiou Septimus a um duelo. ‘Hoje, na torre de astronomia, às onze e meia’. Fleamont arrastou um Leonard contrariado junto com ele.

— Podemos pegar detenção, sabia? Eu gosto de ter minhas tardes de sábado livres

— Fica tranquilo — dizia Fleamont, ansioso, coberto por sua capa de invisibilidade — Não vão nos descobrir aqui, e se o Weasley não vier em três minutos, vamos embora. Septimus apareceu, trazendo consigo Howard Prewett, um garoto de cabelos escuros bem curtos que estava com mais medo do que todos juntos.

— Muito bem, Potter, estou aqui! Vamos resolver isto de uma vez por todas!

— Concordo, Weasley. Preparado? — Septimus sorria nervosamente — Nasci preparado!

E os dois empunharam as varinhas. Mas o nervosismo fez com que ambos falhassem. Septimus não conseguiu fazer Fleamont cuspir bolas de pelos de gato, e este por sua vez não conseguiu fazer o adversário ter cara de morcego. Septimus entregou a varinha para Howard e deu um soco que nocauteou Fleamont. Ele desabou no chão, e Leonard pegou a varinha da mão dele temendo que ela quebrasse. Septimus esfregou as mãos, limpando o sangue, e virou as costas, mas só conseguiu dar dois passos, pois Fleamont já tinha pulado em seu pescoço e dado diversos cascudos em sua cabeça. Os dois garotos rolaram no chão e Leonard e Howard se olhavam, se perguntando se deveriam brigar também. Mas antes que decidissem, uma voz arrastada ecoou pela sala.

— Ora, ora, ora! O que temos aqui!

Os brigões pararam e olharam Abraxas Malfoy, que estava em pé com uma expressão triunfante.

— Dois traidores de sangue brigando para ver qual é o mais bobalhão? O Dippet vai adorar ver isto!

— Não se atreva, Malfoy! — respondeu Fleamont, todo rasgado e com o nariz sangrando.

— Eu? Claro que eu me atrevo, Monte de Pulgas, não perderia essa chance. O traidor de sangue do seu pai vai ter ainda mais problemas na Suprema Corte, talvez vocês tenham que morar na rua... Só lamento que você tenha estragado a única roupa decente que o Weasley tinha para vestir, pena que seus outros seis irmãos não deixem nada para você...

— Cale-se, Malfoy! — gritou Septimus, que estava tão machucado quanto Fleamont.

— Calma, Weasley! Quem sabe o engraxate não consiga juntar dinheiro para lhe dar um terno novo?

Leonard olhou para Howard, que já estava descendo as escadas em disparada e encarou Malfoy.

— Não me sinto ofendido quando você me chama de engraxate, Malfoy, afinal posso ganhar meu próprio dinheiro, diferente de você, que tem que pedir tudo à sua mamãezinha! — e antes que este lhe revidasse, desceu as escadas na velocidade de um raio. Mas ele parou no meio do caminho ao ouvir Fleamont dizer em alto e bom som

— Uuuuh! Ficou ofendidinho, Abraxinhas? Vai dizer à sua mãe? — Leonard voltou, pisando como um gato, tentando evitar que o ouvissem, e pôde assistir a uma longa e sangrenta pancadaria que se seguiu, com Septimus segurando Abraxas para Fleamont bater, Abraxas dando cotoveladas em Septimus e chutes em Fleamont, Septimus e Fleamont batendo em Abraxas ao mesmo tempo, e Pirraça vibrando com aquilo tudo:

— Briga! Briga! Briga!

Howard voltou acompanhado do professor Dumbledore, que era mais compreensivo e poderia amenizar as punições aos alunos de sua casa. Mas Dumbledore parecia bravo. Leonard teve medo dele e disse:

— Professor, não fica bravo com a gente, nós já íamos voltar...

— Calma, Sr. Thompson, depois conversaremos sobre isto. Os três subiram e viram Abraxas, Fleamont e Septimus exaustos, mas ainda brigando entre si. Os garotos mal conseguiam se manter em pé, muito menos acertar os socos. Abraxas, que apanhou de dois, estava praticamente irreconhecível e desmaiou ao ver Dumbledore em sua frente. Septimus viu o adversário desmaiar e só conseguiu dizer ‘só podia ser um sonseguino mesmo...’ desmaiando logo depois. Fleamont conseguiu se manter de pé, ainda cambaleante, olhar para Dumbledore e dizer ‘já sei, dedenção’, para depois desmaiar também. Dumbledore sorriu bondosamente e disse para os outros dois:

— Ah, a juventude. Tão impetuosa e inconsequente... Obrigado por me avisar, Sr. Prewett, mas sugiro que acompanhe o Sr. Thompson até a torre da Grifinória e evitem se envolver em mais confusões — Howard e Leonard desceram as escadas, cobertos pela capa da invisibilidade e o segundo perguntou:

— Será que ele nos colocará de castigo?

— Acho que não — respondeu Howard — Afinal, evitamos uma tragédia! — e os dois garotos narraram a façanha no café da manhã no dia seguinte e visitaram Fleamont e Septimus todos os dias no hospital”.

— No fim, o Sep entrou para a nossa turma. Ele é o primeiro da esquerda para a direita.

E os olhos se voltaram para aquele pequeno retrato envelhecido, tão cuidadosamente pintado. O garoto ruivo, narigudo e sardento que se parecia bastante com Rony na juventude estava ao lado de Fleamont, que também se parecia bastante com Harry e Tiago quando tinham a mesma idade. Thompson era o garoto loiro de doces olhos azuis e outro garoto, de cabelos castanhos e bastante bonito completava o retrato.

— Quem era aquele outro garoto da ponta?

— Aquele? Era o James Rockwood, Sra. Potter. Era um ano mais novo que nós, mas fazia muito mais sucesso com as garotas que os outros três juntos. Ele teve muitas namoradinhas em seus tempos de estudante, mas infelizmente acabou morto por seguidores de Grindewald. Tinha apenas vinte e três anos. Uma tragédia. A esposa estava grávida do primeiro filho deles, mas a tristeza foi tanta que ela acabou perdendo o bebê e faleceu pouco tempo depois. Rocky e Flea eram muito ligados, ele salvou seu avô de se afogar no lago, e ajudou a unir ele e Euphemia.

“James Rockwood foi estudar em Hogwarts no verão de 1929 e foi para a Grifinória, mas poderia perfeitamente ter sido da Corvinal. Afinal, era belo e muito inteligente. O Chapéu Seletor demorou um pouco em sua cabeça, mas depois se decidiu pela Grifinória, para a alegria de Fleamont, Septimus, Leonard e muitos outros que assistiam à seleção dos novatos. Donald McLaggen, o monitor da Grifinória, estava contente em ver que um aluno tão aplicado tinha ido para a sua casa e esperava que ele compensasse os pontos que Fleamont Potter perdia com suas confusões. Ele despertou a simpatia de todos, entrou para o time de quadribol em seu segundo ano como artilheiro e também foi monitor e monitor chefe em seu período em Hogwarts. As garotas o disputavam praticamente a tapas, e seus amigos Fleamont, Septimus e Leonard o invejavam secretamente.

— Queria saber qual o feitiço que você faz para guardar tanta informação nessa sua cabeça — dizia Leonard.

— Queria saber como você faz para fazer as garotas caírem aos seus pés — dizia Septimus.

— Queria saber qual poção você tomou pra ficar tão bonito assim — dizia Fleamont. James sorria, era um rapaz modesto, e ficava encabulado quando recebia elogios.

— Infelizmente, não sei, mas você, Leo, também é inteligente e desenha tão bem que beira à perfeição. Você, Sep, pode não ter as garotas aos seus pés, mas sempre me derrota no xadrez. E você, Flea... Pode até ser carente de beleza, mas é excepcional em Poções e tem coragem de sobra! Os garotos riram. James, que era chamado pelos amigos de Rocky, pois havia outro James na Grifinória (James Abbott) gostava de fazer seus amigos se sentirem melhores. Ele se aproximou dos três após ter conseguido salvar Fleamont do afogamento. Ele, Leonard e Septimus estavam fugindo de serem flagrados espionando o treino do time de quadribol da Lufa-Lufa, quando Fleamont tropeçou e caiu no lago. Ele não sabia nadar, e Leonard e Septimus pularam no lago, mas não conseguiam pegá-lo. Então James pegou sua varinha e fez Fleamont levitar até o chão, em segurança.

— Puxa, obrigado, Rockwood! Salvou minha vida!

— Não foi nada — Mas isso não impediu que os outros três se impressionassem com seu feito e o interrogassem sobre o feitiço de levitação, que um garoto do primeiro ano sabia fazer tão bem. E James também os questionou sobre sua corrida desesperada e sorriu com o motivo.

— Felizmente, vocês não foram pegos. Tenham mais cuidado da próxima vez!

Ele desenvolveu uma relação especial com Fleamont, a quem tinha salvado e sempre lhe contava tudo.

— Lucia Greengrass tem me enviado tantos bilhetes que eu nem os abro mais, jogo todos no lixo.

— Por que não lhe dá uma chance?

— Não é dela que eu gosto, Flea. Eu preferia que a Olívia Bulstrode reparasse em mim...

— Mas ela é louca pelo Malfoy... Não sei o que essas meninas tanto veem naquele imbecil. Ainda bem que a Euphemia Prince não gosta dele

— E você é louco por ela, não é, Flea? — Fleamont sempre ficava sem jeito ao falar de Euphemia, não admitia aos amigos que era apaixonado por ela, embora eles já soubessem.

— Ela nem sabe que eu existo. O que iria querer com o garoto que não é do time de quadribol, só vive em detenção, não é bonito, nem inteligente, e ainda faz a Grifinória perder a Taça das Casas? Claro que ela iria preferir o McLaggen..."

Notas finais
Foi complicado inventar apelidos com o nome Fleamont, já que a única menção é justamente a de J.K. Rowling, até que fui ao Google Tradutor e descobri que Flea quer dizer Pulga... Nosso valentão preferido é também um romântico apaixonado, quem não gostaria de ter um Fleamont na sua vida? Gostou? Comente! Gostou muito? Favorite! Gostou demais? Indique! Logo postarei o próximo