08:00 PM

Como combinado, Dyllan apareceu em casa. Me surpreendi ao ver que ele era pontual.

Estava com um vestido preto longo, salto e batom vermelho, cabelos levemente cacheado. Sim, eu costumo ser ousada, se não for para chamar atenção eu nem vou.

Ele abriu a porta da sua caminhonete extremamente cara por sinal, nunca conheci e nem sabia que existia esse lado do Dyllan.

— Você está maravilhosa!

Ele estava com uma jaqueta de couro e cabelos bem alinhados, isso é um milagre.

Sorri.

— Você também não está mal.

— Pra onde vamos?

— Você é muito curiosa hein.

— Faz parte de mim — Brinquei.

Alguns minutos depois estávamos no estacionamento de um dos restaurantes mais caros da região, frequentado por vários artistas.

Pessoas extremamente chiques e bem vestidas estavam ali, homens engravatados....

— Senhor Dyllan Carte?

— Eu mesmo.

— Seu lugar está reservado, me acompanhe por favor.

Subimos até o andar de cima, o restaurante era cercado por paredes de vidro. De lá dava pra ver as luzes de grande parte da cidade era deslumbrante.

— Gostou da surpresa? — Perguntou tocando em minha mão.

— Amei — Sorri em seguida.

Havia uma vela e vários talheres em cima da mesa, isso me fez lembrar das aulas de etiqueta que eu era obrigada a fazer quando criança, odiava aquilo. Mas hoje em dia me interesso bastante sobre coisas à respeito...

Comemos, conversamos e rimos por horas. Juro que nunca conheci esse lado de Dyllan.

Quando deixamos o restaurante, paramos em uma rua qualquer que estivesse deserta.

Saímos do carro e nos sentamos no capô para observar as estrelas. Uma brisa suave balançava meu cabelo e fez com que eu sentisse um pouco de frio.

— Pega minha blusa! — Disse colocando-a em meus ombros.

— Não sabia que era assim — Comentei surpresa.

— Assim como? — Perguntou me encarando.

— Legal e cavalheiro.

Ele sorriu.

— Sou isso e muito mais.

— Para de ser convencido — Empurrei seu peito levemente.

A lua brilhava em meio as árvores e iluminava um dos lado de sua face.

O silêncio foi interrompido por um beijo longo.

Porra, que beijo!!

Entramos no carro em seguida e assim que chegamos no portão de casa, me surpreendi mais uma vez.

— Tenho isso aqui...

Era um cartão para entrar em uma suíte de motel.

Dei um tapa na cara dele.

— Você acha que sou suas putas? Não sei como pude me enganar com você.

Entrei em casa, joguei o salto e minha bolsa no meio da sala e subi para o meu quarto.

Eu não estava acreditando no quanto fui trouxa em acreditar nele.

10:45 PM

Brenda chegou minutos depois bufando de raiva, gritando meu nome como uma louca.

— Amy, Amy! Vem aqui.

— Que foi? — Perguntei d escada.

— Minha viagem foi adiantada para amanhã às 06:00 PM, me ajuda a arrumar minhas malas.

Revirei os olhos e fui até seu quarto.

— Vai mesmo ficara na casa da Emma? — Perguntou em meio a um amontoado de roupas.

— Sim!

— E os pais dela?

— Eles me ama, e a mãe dela era melhor amiga da mamãe, lembra?!

— Sim, eu lembro! — Deu um sorriso sincero.

— Ela estaria muito orgulhosa de você! — Comentei.

— Será?! — Perguntou desanimada.

— Tenho certeza!

— Obrigada — Me deu um abraço longo e apertado em seguida — Vou sentir saudades — Completou.

Brenda não fazia a linha carinhos, nunca foi de demonstrar seus sentimentos.

— Sempre que der, irei pra lá — Sorri.

— Também vou vir, quando possível. Vou depositar uma quantia em dinheiro todo mês para ajudar com as despesas na casa da Emma.

Fomos deitar, pois o dia seguinte ia ser longo, ainda tinha algumas coisas para comprar e algumas papeladas para colocar em dia! E é claro que eu ter que ajudar com tudo isso.