As Viagens De Andrew, Pelo Fim Do Mundo.

1 Capítulo l - Os ventos do Norte.


Notas iniciais
- Espero que gostem, não xinguem, afinal não sou experiente nisto.

- Comente, favorite, e acompanhe. Boa leitura a todos.

" Por Nárnia! E, por Aslam! "

Está é a história de Andrew Stuart, o menino que era tão magro que foi levado pelo vento, até as terras ocidentais.

Andrew é filho de um militar Inglês que constantemente está em operações especiais e acaba esquecendo de seu filho. Sua mãe veio a óbito assim que ele nasceu, assim o garoto não passa um dia sem se lembrar que sua mãe se foi por sua culpa, se fosse possível ele voltaria no tempo e teria impedido seu nascimento – mas ele não sabe como até hoje -, então Andrew é forçado a viver em um internato no norte da Inglaterra. Lá tudo é tão repugnante, pensa o garoto que vê apenas o pai no final do ano.

O filho do militar tem um grande buraco em seu coração devido há falta de carinho, então sempre que possível apronta confusões, porém não é o suficiente para seu pai ter que visita-lo, seu melhor amigo é Mike. Mike é oriental, e gordo, então ele é corpulento de olhos puxados, cabelo negro e pele pálida, algo anormal. Já é Andrew é loiro de olhos esverdeados, e bem magro, bem magro mesmo.

Aquele era o dia, o dia em que Andrew voltaria ao internato. O garoto estava sentado sob sua maleta negra, de terno e gravata – algo que ele detestava -, esperando o trem que vai para o norte e este veio. O garoto subiu na locomotiva demasiadamente triste e se esgueirou até o último vagão, lá encontrou um gorducho devorando um sanduíche de atum.

- Mike – Perguntou com um ar estranho. -, você comendo atum? Achava que não comia isso! – Completou enquanto colocava a mala em cima do banco e se acomodava.

Zhang (Mike Zhang), de súbito se engasgou. Olhou com seus olhos estreitos ao amigo e sorriu em deboche. – Claro que não Stu! É frango, mas a cor está estranha. – Disse o garoto abrindo sua mandíbula e agarrando mais um pedaço do lanche, em seguida o ofereceu ao amigo que rejeitou.

O resto da viagem foi bem tranquila, os garotos raramente conversavam, pois estavam cansados demais e a maior parte do trajeto dormiram. Quando acordavam, conversavam e comiam e depois caiam novamente no sono. Aquilo era perfeitamente normal para uma viagem de nove horas de duração, constantemente uma mulher passava para checar os alunos. Quando finalmente a locomotiva parou os garotos acordaram, e saíram. Estavam numa estação de uma cidadela pacata, logo foram até a frente onde havia dezenas de carroças pronta para levar os alunos, Mike e Andrew sentaram juntos e conversavam agora sobre a virada do ano. Pouco tempo depois chegaram ao internato, um prédio antigo cheio de grades e portas. Quando subiram para seus quartos desfizeram as malas e suspiraram aliviados.

- Finalmente chegamos! – Suspirou Andrew pulando na cama. Mike Assentiu. O silêncio foi irrompido por um garoto muito mais alto que os dois que chegou no quarto, ele tinha olhos esbugalhados e cara de poucos amigos. Era Sam Osborn um malandrinho que se aproveitava dos mais fracos.

- Ora, ora. Oque temos aqui? O magricelo e o gorducho, sabe Andrew teria cuidado para este aí (Mike) não lhe devorar a noite! – Disse em tom de deboche, os garotos reviravam os olhos e suspiravam irritados. Mike estava assustadiço e começou a choramingar. – Ah, coitado está chorando! – Murmurou o malandro para si mesmo, enquanto se aproximava de Mike.

- Cara qual é seu problema? – Bradou o Stuart se levantando da cama e ficando vermelho de raiva. Sam ignorou. – Todo santo ano, desde a nossa chegada vocês nos atazana.

Sam virou-se para Andrew que se encolhera devido ao tamanho do outro, quando Abby a inspetora chegou. Era uma mulher rabugenta, e velha. Olhou para Sam e abriu o berreiro.

- Samuel Osborn! Quantas vezes vou ter que dizer para ir para o seu quarto, ande vá! Rápido, mais depressa. – Samuel seguiu as regras e foi de cabeça baixa até a porta antes de sair, murmurou “eu te pego mais tarde, Stu!” quase inaudível, depois desapareceu. Mike pigarreou e secou seu rosto com um lenço de bolso.

- Viu? Não aguento mais, vou dar um jeito de fugir deste lugar. – Murmurou Andrew, o Zhang desaprovou a ideia mas não foi o suficiente para impedir seu amigo, ele havia planejado tudo, tinha que ser de noite e ele sairia pela porta de carga. Ao entardecer o tempo fechou, a chuva fustigava as janelas do quarto, dando início há um temporal. Mas nada que parasse Andrew. O toque de recolher fora tocado e todos estavam na cama. Andrew apenas fingiu estar dormindo, quando o relógio marcava onze horas, levantou. Colocou uma capa de chuva e se estreitou até a porta em silêncio.

- Você não vem? – Perguntou há Mike, ele apenas fez que não e permaneceu na cama. Mas o Zhang estava curioso levantou-se assim que o amigo saiu e se debruçou na janela. Não dava para ver nada, exceto um pontinho negro no pátio alagado. Eram Andrew sem dúvida, a chuva de súbito aumentou, o vento ficou mais forte, dificultando muito a visão. Mike limpou as janelas na esperança de ver seu amigo, mas nada. Após minutos o viu, ele estava caído no chão havia escorregado, mas nada demais. De repente algo indescritível aconteceu, os pés de Andrew saíram do chão, o Stuart começou a voar, sim voar. O garoto ficava cada vez mais alto alcançado o céu cada vez mais, depois outra coisa estranha aconteceu. Um vórtice do tamanho de um campo de futebol surgiu, de lá saia uma luz alaranjada – o sol, e logo Andrew foi sugado. O vórtice sumiu, e a tempestade voltou. Mike ainda no parapeito desmaiou, talvez fosse adrenalina demais, até para um cara daquele tamanho.

Notas finais
- Até mais, comentem!