As Vezes Queria Poder Te Ter
36 Capítulo 36
Eu estava lá, deitada na cama com ele... Estávamos parados, escutando a musica que saía de seu aparelho de som que trouxera na viagem...
Eu o apertei ainda mais contra meu corpo, estávamos de conchinha, eu atrás o abraçando. Nesse instante, colei meu rosto na curva de seu pescoço, sentindo seu aroma másculo, mas doce ao mesmo tempo.
— Pe? – falei ao pé de seu ouvido, vendo que ele foi pego de surpresa e se arrepiou.
— Hum?! – ele falou passando as mãos pelos meus braços que estavam em volta de seu abdômen.
— Você ainda me ama?
Ele me olhou de canto, como se procurasse uma explicação para tal pergunta.
— Mais é claro, Lê! Porque pergunta isso?
— Não sei... Só quis ter a certeza.
— Boba... – ele falou, logo após virando-se e ficando de frente para meu rosto – E você, me ama?
— Eu... É... É claro que sim, Pe! – falei o apertando também.
— Você esta tão estranha, Lê... – ele falou colocando agora as mãos uma em cada lado de meu rosto.
Paralisei por um instante, olhando um ponto fixo na parede do quarto que eu não soube identificar...
— Como assim? – perguntei com a vós falha.
— Você não esta mais tão próxima de mim, sabe? Antes... Antes chegava a ser até grudento e doentio, tanto da minha parte quanto da sua.
— Você achava doentio? – perguntei o olhando curiosa.
— Um pouco, mais isso não quer dizer ruim, apenas doentio.
— Entendi... Mais Pe, eu gosto mesmo de você! E eu não queria que isso acabasse, só estou refletindo um pouco esses dias que estamos aqui... E acho que fomos rápidos demais, sabe? Foi tudo, tudo muito rápido... Deve ser porque eu já gostava de você antes, mesmo sendo aquele amor platônico, em que se ama sozinha, mais mesmo assim, era amor... E acho que isso apressou muito as coisas.
— Eu sei como se sente... E também acho que fomos rápidos demais, acho que foi aquele amor adolescente em que agente não mede muito as conseqüências de nossos atos. Mais mesmo assim, eu não me arrependo, eu continuo te amando e sei que mesmo que esse amor um dia acabe, você será sempre aquela garota que me impressionou na calçada do shopping. Aquela que me olhou nos olhos desde o primeiro contato...
— E eu vou ser sempre umas das primeiras a seguir o fan clube Choose Pedro Lucas – falei dando-lhe um selinho demorado.
— até quando isso vai durar? – perguntei fazendo um carinho com o polegar em suas bochechas.
— Espero que por muito tempo – ele falou me beijando com volúpia.
Sua língua explorava minha boca como há muito não fazia, como se tivesse tirado todo o peso que a segurava, enquanto suas mãos estavam em minha nuca, fazendo carinho, embrenhadas em meus cabelos. Coloquei as mãos em seus ombros, o puxando pra mais perto, logo depois laçando meus braços em torno de seu pescoço.
Ele desceu as mãos pra minha cintura, apertando de um modo muito gostoso a região, fazendo-me arfar entre seus beijos... Ele começou a adentrar a mão por dentro de minha camiseta, fazendo círculos em minha barriga com o polegar, me arrepiando a cada três segundos.
Eu estava morrendo de saudades dos seus toques, daquelas mãos quentes e grandes que me acariciavam tão bem, que sabiam ao certo aonde tocar.
Ele subiu em cima de mim, ficando entre minhas pernas, me olhando logo após de selar o beijo, dando aquele sorrisinho de lado que eu tanto amava... Eu mordi o lábio anterior e também sorri marota, puxando sua camiseta para que ele a tirasse.
Ele fez a mesma coisa, deixando a mostra meu sutiã preto com bolinhas e bordados verde. Seu sorriso se alargou, e eu o puxei para mais um beijo.
Nossas línguas brincavam uma com a outra, eu chegava a suspirar de tão bom que estava, suas mãos já estavam na parte externa de minhas coxas, levantando-as para encaixar direito seu quadril ao meu... Quando senti sua excitação eu soltei um leve sorriso e ele pressionou-se ainda mais sobre mim.
Nos separamos para buscar ar e ele lambeu meus lábios, me levando as alturas, ele sabia que aquilo era o que mais me enlouquecia e ele fazia questão de fazer isso em todas as vezes que estávamos, é... Íntimos.
— Hmm – falei passando minha própria língua em meus lábios logo após ele ter passado a dele.
— Olha... Mesmo que esse amor que sentimos acabe, eu te garanto que você ainda vai continuar a me excitar. – ele disse olhando em meus olhos misteriosamente.
— Digo o mesmo! – falei passando as pontas dos meus dedos em suas costas nuas, que estavam inclinadas conforme ele me beijava, e confessando, adoro vê-las assim, com a coluna por entre dos músculos, quase passando invisível por ali, me deixava louca.
Ele voltou a me beijar, mas, suas mãos agora estavam em meus seios, por cima do sutiã, massageando-os. Eu arfava durante as caricias, ele realmente sabia como me enlouquecer. Ele começou a descer seus beijos para meu pescoço, e eu já arranhava suas costas, suspirando ainda mais, ele introduziu o polegar dentro do meu sutiã, eu sentia a textura do seu dedo acariciar meus mamilos, e eu gemia com isso, estava mesmo excitada como a muito não ficava, e ele percebera isso, quando senti sua respiração se alterar por causa do riso debochado que ele dera... Eu dei um tapinha devagar em suas costas, e ele por sua vez deixou um chupão que ficaria marca em meu pescoço.
— Hey! Eu pretendo usar um biquíni hoje, sabia?
— Pra que? Se a única pessoa que precisa ver você com menos roupa que um short e uma camiseta, sou eu? – ele falou ainda em meu pescoço, me fazendo arrepiar mais uma vez com seu hálito batendo de encontro á pele de meu pescoço.
— Chega! Você quer me enlouquecer ainda mais, é? – perguntei o afastando um pouco e abrindo o fecho do meu sutiã, que era daqueles em que fechava na frente, entre os dois seios.
— Como você quiser Madame! – ele falou já agarrando meus mamilos rígidos de excitação.
— Ai caramba – falei fechando os olhos e inclinando a cabeça para cima.
— Adoro quando você faz isso, sabia? – ele falou me olhando de canto.
— Eu também! – falei rindo.
E bom, nossa tarde continuou bem animada, até a hora em que o pessoal achou meio estranho estarmos demorando tanto dentro do quarto...
A sorte é que só estávamos escutando musica novamente, embaixo das cobertas (claro que ninguém precisa saber que estávamos nus embaixo da mesma).
— Amores – falou Thomas todo sorridente e cantarolante – estamos indo para a praia, desejares ir conosco?
— É CLARO – falei de supetão, dando um susto no Pedro, que estava com o ouvido bem acima da minha boca, já que a minha cabeça estava escorada em seu ombro. Ele tampou os ouvidos de reflexo.
— Caramba, Lê! Quer me deixar surdo ou algo parecido?
— Algo parecido! – falei sorrindo e dando um beijo em sua bochecha.
— Vamos então – Thomas falou fechando a porta.
Coloquei meu habitual biquíni preto, que continha algumas estrelinhas de prata dos lados da calcinha, a parte de cima era simples, sem lacinhos de amarrar nem nada.
— Pe... to pronta – falei saindo do banheiro, deparando com um Pedro de bermuda e camiseta.
— Vamos... – ele falou pegando na minha mão e saindo comigo do quarto.
O mar estava agitado, era fim de tarde e o Sol estava quase se deitando... Tirei a camisa e sentei na areia quente, observando o mar que estava numa mistura de verde esmeralda e azul turquesa, era uma coisa completamente linda, deslumbrante...
— Eai? – ele sentou ao meu lado e também postou-se a observar o mar.
— Hm? – perguntei o olhando de canto – o que foi?
— Nada! A areia é publica, não é?
— Que saco! – falei bufando.
— Calma, Letícia... Eu só quero ficar de boa.
— Tudo bem... eu queria te propor uma coisa.
— O que? – ele me olhou desconfiado e com um sorrisinho de lado que era muito lindo, devo admitir.
— Bom... eu... eu queria que você tentasse alguma coisa com a minha prima, sabe?
— Aquela ruivinha ali? – ele falou apontando o dedo indicador.
— abaixa o dedo, Enzo! – cochichei abaixando seu dedo.
— Ta, ta! Mais porque isso?
Fiquei o olhando, esperando que ele entendesse tudo sem eu ter que explicar.
— Ué! – falei tentando arrumar uma desculpa aceitável – vocês são os únicos sozinhos aqui!
— Não por isso! Eu posso muito bem arrumar qualquer uma aqui na vila, não preciso ficar com a sua prima.
Bufei irritada, será mesmo que ele não entendia que queria que ele namorasse ou pelo menos ficasse com a minha prima para que assim eu não o visse mais com olhos que não deveria.
— Eu sei, Baka! Só acho que ela é muito bonita e que não merece ficar sobrando entre nós.
— Então eu também sou muito bonito? – ele falou me olhando nos olhos, com um sorriso maroto na face.
— O que é que você quer, hem? Porque eu realmente não vim aqui para brigar, não quero passar minhas férias em pura raiva e você, está me fazendo ficar com muita, muita, muita raiva, Enzo... Você não faz idéia!
— Raiva ou insegurança?
— Pára! – falei dando um gritinho de nervoso.
Ele deu uma gargalhada e caiu pra trás na areia.
— LÊ! VEM?! – Pedro falou já dentro do mar, tentando sair da chave da braço que o Thomas lhe dava.
— Já vou! – falei olhando uma ultima vez para Enzo e o fuzilando.
Tirei o short e ele assoviou, sabendo que me irritaria com isso.
— aaaaaaaaarg – revirei os olhos e coloquei minhas roupas em baixo do guarda-sol que colocamos próximo aonde eu estava com o ser descabelado.
— Vai na fé, irmã! — ele falou acenando com a cabeça.
— Pode deixar que eu vou... — falei correndo em direção ao Pedro, que me esperava com os braços arreganhados, eu entrei na água reclamando por causa da temperatura da mesma, mais Pedro logo me pegou no colo, igual uma noiva, e me jogou com tudo pra baixo d'água, quase me fazendo afogar.
Eu não conseguiria abrir mão daquilo, nem se eu quisesse, sem se eu tentasse... aquilo era o que eu sempre sonhara, como abrir mão com uma simples barreira que apareceu em nosso caminho?! Não tem como... E ainda bem que me luscidei, que percebi o que quase estava fazendo, percebi que esse era um caminho que não iria ter mais volta, eu mesma nunca me perdoaria por faze-lo sofrer,
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