As Três Guerras: O Templo dos Guerreiros
5 Capítulo 5
Notas iniciais
A Sra. Mason me levou até o meu novo quarto no segundo andar do Covil 17. Ele era bonito, as paredes tinham um tom branco quase cinza, o piso era de carpete branco, havia uma cama no lado esquerdo e uma porta azul do lado direito. Não tinha janelas e a luz de teto era um pouco fraca.
—Para onde vai aquela porta? — perguntei curiosa.
—Para o banheiro. — respondeu a Sra. Mason dando um sorriso.
Houve um silêncio.
—Bem, acho que é só isso. — disse a Sra. Mason. — Daqui a pouco é hora do jantar. Se você quiser ficar um pouco aqui fique. Você vai conseguir achar a sala de jantar depois?
—Eu tenho que aprender os caminhos. — falei. — Eu vou ficar um pouco aqui e depois nos encontramos lá.
—Tudo bem. Até lá. — ela saiu e fechou a porta do quarto.
Fui até a minha cama, sentei-me e observe a porta azul. Olhar para a porta me deixou calma e curiosa. O que será que havia no banheiro? Seria um banheiro como os outros ou um especial?
Levantei-me e fui até a porta. Não havia nada de especial nela. Toquei a maçaneta e entrei.
Não havia nada de interessante. Parecia ser um banheiro comum como todos os outros. As paredes e o piso eram de ladrilho preto e branco, tinha uma privada, uma banheira e uma pia.
O que me chamou a atenção foi um espelho comprido ao lado da banheira. Finalmente saberei como sou e como estou.
Quando me aproximo do espelho, vejo uma garota de cabelos escuros curtos, até os ombros, bagunçados, pele pálida, roupas brancas e olhos roxos. Aqueles eram os meus verdadeiros olhos?
Ouço uma música estranha vindo de fora do quarto. De repente a voz do presidente ecoa pelo banheiro:
—Senhoras e senhores pacientes, aqui quem fala é o seu presidente. O jantar irá começar em dez minutos. Hoje será o dia das novas apresentações. Espero a presença de todos. — a música tocou novamente e depois se silenciou.
Sai do banheiro e fui até o quarto. Sentei-me na cama e comecei a pensar. Eu não sei muito bem quem eu sou ou de onde venho e agora estou em um lugar que pode entrar em guerra a qualquer momento, mas seguro. Será que eu sobreviveria novamente a uma guerra igual a primeira?
Me levantei e sai do meu quarto para encontrar a sala de jantar.
O corredor branco estava vazio. Havia somente portas numeradas. A minha tinha o número vinte e cinco pintado de azul.
Segui para o lado direito do corredor e depois para o esquerdo. Parecia que eu estava dando voltas.
Dessa vez fui para o lado esquerdo e despois para o direito. Nada.
Comecei a ficar desesperada. Eu estava a ponto de voltar quando esbarrei em alguém.
—Desculpe, eu não te vi. — desculpei-me.
Olhei para ele. Tinha cabelos castanhos caju e olhos verdes.
—Sem problema. — disse ele. — Mas o que você está fazendo aqui?
—Eu meio que estou perdida. Estou procurando a sala de jantar. — respondi.
—Eu estava indo para lá agora. Venha, levarei você até lá.
Seguimos caminho até a sala de jantar, sem dizer nada.
Fale com o autor