As Três Guerras: O Templo dos Guerreiros
3 Capítulo 3
Notas iniciais
—Como assim a verdade? — pergunto, olhando diretamente em seus olhos.
Ele começou a rir.
—Como você a matou. — respondeu ele.
—Eu matei alguém? — pergunto confusa. Eu sei que tive a visão da menina que foi enforcada em uma árvore, cujo o nome fosse Missy, mas não lembro de ter matado alguém.
—Não banque a inocente. — disse o homem. — Eu vi o sangue em suas mãos. — ele fez uma pequena pausa. — Você matou a minha irmã.
—Está enganado. — disse uma voz feminina atrás de mim.
Quando me viro, vejo que é a linda mulher loira.
—Sra. Mason, quantas vezes eu já lhe disse para não entrar aqui sem a minha permissão?
—Várias vezes senhor mas...
—Não me interrompa, Sra. Mason! — exclamou o homem. — Você é a vice presidente mas não significa que pode ir à qualquer lugar sem a minha permissão!
—Na verdade, senhor presidente, estou aqui por ordem de seu irmão. — disse a Sra. Mason, calmamente. — Ele quer que eu defenda a garota.
Eu não queria que alguém me defendesse. Eu podia resolver sozinha.
—Defende-la? Ele nem conhece a garota! — exclamou o presidente. — Tinha que ser o meu irmão para querer defende-la!
—Você fala como se a garota não estivesse aqui. — disse a Sra. Mason.
Houve um silêncio.
—Se você quer defende-la, defenda. A escolha é sua. — disse, por fim, o presidente.
A Sra. Mason abriu seus lábios em um sorriso.
—Ótimo. Obrigada. — agradeceu ela. — Continuando, ela não matou a sua irmã. Mesmo se tivesse ela não lembraria.
—E por quê diabos ela não iria lembrar? — perguntou o presidente.
A Sra. Mason chegou perto do presidente e sussurrou no ouvido dele mas consegui ouvir o que ela disse.
—Eliminamos a maior parte das memórias dela. Ela não se lembra de quase nada.
—Por que vocês fizeram isso? Ainda mais sem a minha permissão? — perguntou o presidente.
—Era necessário senhor, se não ela teria morrido como os outros sob pressão da guerra.
Ocorreu um silêncio.
—Espera, que guerra? — perguntei. — Como assim "se não ela teria morrido como os outros"?
A Sra. Mason e o presidente trocaram olhares.
—Garota, existem coisas que foram apagadas de sua memória que não conseguimos explicar. — disse o presidente.
—Que tipo de coisas? — perguntei.
—Coisas que você terá que descobrir sozinha. — respondeu a Sra. Mason. — Presidente, ela não matou a sua irmã. Quem a matou está morto já faz vinte anos.
O presidente bateu com a mão na mesa, parecendo furioso.
—Depois nós conversamos sobre isso, Sra. Mason.
—Sim senhor. — concordou a Sra. Mason.
Eles ficaram em silêncio.
—Como assim eu terei que descobrir sozinha? — perguntei.
—Não sabemos quem você é ou de onde você é. Isso é uma parte que você terá que descobrir. — respondeu a Sra. Mason.
—Também não sabemos seu nome. — disse o presidente. — Mas iremos chama-la de... — ele olhou para a Sra. Mason. — Do que iremos chama-la?
A Sra. Mason pensou um pouco.
—Que tal, Emilly? Eu adoro esse nome.
—Não é um nome ruim. — concordou o presidente. — Garota, a partir de agora o seu nome será Emilly.
—Ok, mas onde estou? — eu tinha várias perguntas para fazer.
—Você está no Covil 17. — respondeu o presidente. — Uma localização secreta e segura para pessoas que sobreviveram a Terrível Guerra.
—Venha Emilly. — chamou a Sra. Mason. — Explicarei tudo em seu novo quarto.
Levantei-me da cadeira, indo em direção à saída.
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