As Surpresas do Amor

9 Férias e Curtições II


Notas iniciais
Continuando as férias... Ah! Finalmente nesse capitulo novos casais se formarão e não é difícil de saber quem são.

Em Vasouras, Shiryu e Fleer estavam caminhando pelo jardim, quando acharam um balanço. Eles sentaram e juntos balançavam.

– Ficar aqui é tão bom. Você esquece totalmente da cidade.

– Pensei de você não vir Fleer, pois sua mãe é tão exigente.

– Mesmo assim eu viria, só para ficar perto de você.

– É tão bom saber que você se importa comigo.

– Você nunca percebeu os meus sentimentos?

Shiryu ficou quieto e Fleer continuou:

– Shiryu eu te amo! Eu te adoro! Desde que eu te conheci, fiquei apaixonada.

– Não sei o que dizer... – disse Shiryu muito sem graça. (1)

– Não diz nada. Só me beija. – disse Fleer parando o balanço.

Fleer puxou Shiryu pela camiseta e o beijou.

June e Shun resolveram parar de andar de charrete e caminhar até a margem do lago. Chegando lá, encontraram Shunrei e Hyoga no maior amor.

– Você ficou chateada Shunrei?

– Não, imagine! Você quase me assassinou. – ironizou Shunrei.

– O que aconteceu, o pedalinho virou? – perguntou Shun.

– Foi esse menino teimoso, quase me afogou.

– Não foi por querer, Shunzinha, eu não queria te afogar. Sabe por quê?

– Diga!

– Porque você é muito especial para mim.

– Ai que lindo! – disse Shunrei beijando Hyoga.

– Tchau! – se despediu Hyoga indo embora com Shunrei.

– Tchau! – respondeu Shun, sem entender nada – Vai com Deus!

– Nossa, eles estão grudados mesmo! – exclamou June – Eu gostaria de estar assim com alguém. E você?

– Eu também gostaria de estar assim, com a garota que eu gosto.

– Ah! Você ainda gosta da Esmeralda, né?

– Não, é com você, que eu gostaria de estar.

– Serio? E a Esmeralda, como fica nessa história?

– Depois que nos separamos, eu e ela nos tornamos só amigos. O principal motivo de nossa separação foi porque eu e a ela descobrimos, eu estava apaixonado por você e ela pelo Ikki.

– Mesmo?

– É. Talvez a Esmeralda e o Ikki, deem certo. Mas, nós dois eu não sei se vai dar, porque você só me vê como um amigo.

– Não! Você que só me considera como a sua melhor amiga. Eu sempre gostei de você, só que você gostou da Esmeralda. No início eu fique muito triste, mas depois eu acabei superando tudo, com a ajuda do Ikki.

– Você ainda sente algo por ele?

– Não, Shun. É de você que eu gosto.

Shun ficou pensativo.

– Shun, você ouviu o que eu falei?

– Ouvi, mas não entendo. Como eu nunca percebi?

– Você só tinha olhos para a Esmeralda.

– Tá bom. Vamos deixar isso para lá. Que a Esmeralda seja muito feliz com o Ikki. Você me perdoa por eu não ter recebido seus sentimentos e ter te magoado tanto.

– O importante é o agora.

– Verdade! Agora eu tenho que recuperar o tempo perdido. Eu não aguento mais.

– Não aguenta o que?

– Não aguento mais ficar perto de você, sem poder te beijar.

Shun se aproximou de June e a beijou com todo carinho. (2)

Em Ipanema, Esmeralda já se sentindo melhor. E falava ao telefone com Ikki.

– Que bom que você melhorou Esmeralda.

– Não precisava você ter se preocupado tanto comigo e até ter vindo embora do acampamento por minha causa. Muito obrigada! – agradeceu Esmeralda.

– Que isso! Não precisa me agradecer.

Voltando ao acampamento, Hyoga e Seiya ficaram sabendo de uma festa caipira e rodeio no centro da cidade e animarão a galera para todos irem. Mais tarde eles estavam se arrumando.

– Meu amor e Bone, vocês sabem onde se localiza este rodeio? – perguntou Shunrei preocupada.

– Não se preocupe, meu bem. É aqui pertinho.

Ao lado...

– Sabia, Shiryu, que você ficou lindinho com chapéu de cowboy? – suspirou Fleer.

– Que isso, querida! São seus olhos! Foi o Seiya que me emprestou. Ainda bem que esse e discreto, pois o outro e de estampa de oncinha.

Eles congraçam a rir.

– Seu amigo é uma comedia!

– Ele gosta de ser o centro das atenções.

Mais ao lado...

– Seiya que chapei é esse?

– Por quê? Não gostou! Sou original, darlin.

– Que mico! Mas fazer o que, né? Namorar com maluco da nisso.

Então Shun chegou e perguntou:

– Eire, onde está a June?

– Está na barraca acabando de se maquiar. – respondeu Seiya – Por quê?

– Por nada.

– Falavam sobre mim? – interrompeu June.

– Estávamos sentindo sua falta. – comentou Seiya.

– Eu sei que a minha presença é indispensável.

– Principalmente para mim, que te adoro. – disse Shun abraçando June.

– É impressão minha ou vocês estão tendo algo? – indagou Eire.

– Não, impressão sua! Nós estamos normais. – respondeu June.

Todos foram ao rodeio. Chegando lá, Shunrei esganou Hyoga.

– Porque você não avisou que o rodeio era distante? – perguntou Shunrei sacudindo Hyoga.

– Porque eu achei que era perto.

– Perto?!?

– Foram quatro quilômetros andando.

– Poxa Bone! Porque você fez isso? – indagou Eire – Tá querendo me matar de tanto andar?

– Não! Imagine, my darlin! Desculpe-me achei que fosse mais perto.

– Ta bom!

– Para aonde nós vamos agora? – perguntou Shiryu.

– Vocês eu não sei. Mas eu vou até a barraquinha de tiro ao alvo, pegar um ursinho para June – respondeu Shun puxando June pelo braço.

– Eu não sei, não... Tenho certeza que tem algo entre esses dois. – desconfiou Eire.

– Concordo com você, my love. – concordou Seiya.

Eire e Seiya foram para o parque de diversões. Shiryu e Fleer foram até a barraquinha de maçã do amor. Hyoga e Shunrei foram até a barraquinha de pipoca.

Uma hora se passou, e a galera se reuniu na frente do palco onde aconteceria o show de Daniel, mas uma discussão se transformou numa grande pancadaria.

– Hyoga, cadê você? – gritou Shunrei.

– Venha comigo. – falou Shiryu puxando-a pelo braço.

– Bone, onde você está? Não me deixe sozinha. – choramingou Eire.

– Eire! Ainda bem que eu encontrei você! Vamos! – chamou Shun.

Passada a confusão, todos estavam em lugares diferentes.

Shunrei e Shiryu estavam sentados em uma calçadinha. Ela estava com o braço dolorido e Shiryu fazia uma massagem para aliviar a dor.

– A sua pele é tão macia, parece uma seda!

– Ah! Que isso! É exagero seu!

– Você que é muito especial para mim!

– Eu?!

– É claro! Você é tão especial quanto a Fleer.

– Por que você está falando isso?

– Nada, não! Não queria me entender.

De repente o papo foi interrompido por Hyoga e Fleer.

– Meu amor, como você está? – disse Hyoga beijando Shunrei.

– Mais ou menos. Meu braço está doendo, mas te prometo que vou sobreviver.

– Ah, minha bobinha, estava tão preocupado com você. – disse Hyoga abraçando Shunrei.

– Shiryu muito sem graça com a cena que estava vendo, resolveu falar com Fleer.

– Fleer, e com você? Está tudo bem?

– Sim, só estava preocupada com você.

– Eu com você. – disfarçou Shiryu acariciando o rosto de Fleer.

Enquanto isso, June e Seiya procuravam Shun e Eire e vice-versa.

– Cadê você meu querido, Shun?

– Meu querido, Shun?!

– Por favor, não fale pra ninguém. É segredo ainda.

– Tá comigo, tá com Deus!

– Você gosta muito da Eire, não gosta?

– Você ainda tem dúvidas. Ta morrendo de preocupação. Às vezes ela é forte como pedra e às vezes sensível como uma flor. Será que ela está bem?

– Se ela estiver com o Shun, ela está bem.

– Com aquele magrelo! Não sei como.

– E você, não tem espelho em casa em não? Você está falando que ele é magro, mas você também é, tanto que o seu apelido é osso.

– Não é porque sou magro, é porque sou osso duro de roer. Além do mais ele não tem músculo, coisa que eu tenho. Se ela precisar de alguém para protegê-la, não vai ter.

– E você vai me proteger?

– Claro que...

Seiya foi interrompido.

– Olha aqui! Seu Seiya Ogawara! Você dobre a língua para falar de mim, se não vou te mostrar quem é magrelo aqui. – brincou Shun.

– Ha! Você não se atreve! Tem medo de mim!

– Time, vocês dois! – pediu Eire separando os dois — Bone, pro seu governo, o Shun cuidou de mim muito bem. Não fale assim dele, tadinho. – disse Eire abraçando Shun – com todo respeito, tá June.

– Respeito?! De quê?

– Não precisa esconder de mim, eu sei de todos os seus babados. Sempre soube. Por que não saberia dessa vez?

– Tudo bem. Mas, amizades, amizades garotos à parte. Pode largando o meu namorado por que eu já estou com ciúmes. – brincou June.

– Também acho! – concordou Seiya puxando fortemente Eire para junto de si – Como que você esta, amorzinho? – perguntou com uma doçura na voz.

– Nossa! Que mudança brusca de astral. Primeiro você fala com raiva e depois docemente.

– Sabe o que é? Se eu estiver com muita raiva e você chegar perto de mim, logo fico derretido do jeito que estou agora. Louco para te beijar e sentir o calor do seu corpo.

– Stop, menino!

– Eu mereço com esses dois. – ironizou June.

– Vamos comer, gente. Com essa confusão, me deu uma fome! – chamou Shun.

Eles foram até uma lanchonete, chegando lá, Seiya pediu dois hambúrgueres e dois milk shakes, Eire pediu uma torta de chocolate enquanto Shun e June pediram uma pizza para comerem juntos.

– Você não engorda de ruim, Bone! – brincou June.

– Me deixe, sou um menino que estou em fase de crescimento. Preciso me alimentar. (3)

– Só se for pros lados. – afirmou Shun.

– Gente, deixa o meu bebê em paz. – pediu Eire.

Duas mãos vendaram os olhos de Eire.

– Adivinhe quem é? –falou em seu ouvido.

– Hyoga. – ela respondeu.

– Como você adivinhou?

– Sua voz é inesquecível em qualquer momento. (4)

Shunrei entrou na frente dos dois.

– Como vai Eire?

– Muito bem, obrigado. E você?

– Me machuquei, mas o Hyoga cuidou de mim e agora estou melhor.

– Cuidou nada! Quem cuidou fui eu. – revoltou-se Shiryu.

– São pequenos detalhes. – ironizou Shunrei.

– Pessoal, já é uma hora. O nosso acampamento é longe, melhor nós irmos. – alertou Fleer.

– Puxo, eu ainda nem comi! – reclamou Hyoga.

– Então, senta e come. – convidou Seiya – O hambúrguer está uma delícia, por que você não pede um?

– Boa idéia, Bone.

– Você vai comer pelo caminho, pois ele é longo. – avisou Shunrei.

– Assim não tem graça.

– Ah, e o show do Daniel? – perguntou June.

– Hi, minha filha ele já foi embora com a confusão. – comunicou Fleer.

– Ah, que pena! Será que não tem um carro para nos levar? – indagou Shun.

– Olhe a sua volta, só tem mato. – consolou Shiryu.

– Vamos! A caminhada é realmente longa e até chegar ao acampamento já fiz a minha digestão. –chamou Seiya.

Eles voltaram os quatro quilômetros, chegaram mortos no acampamento e nem repararam que os casais dormiram juntos.

No outro dia, foi um susto total.

– Shiryu, o que você está fazendo aqui?

– Eu te pergunto o mesmo, Fleer.

Em outra barraca...

– Acorda meu docinho de coco, já está na hora de levantar.

– Hyoga. O que você está fazendo do meu lado. – perguntou Shunrei toda sonolenta.

– Dormimos juntos.

– Foi é? Por isso que eu me sinto no céu, a noite toda.

Em outra barraca...

– Eire! Eu estou vendo bem, ou você está parecida com o Shun?

– Você não está vendo mal. Sou eu o Shun.

– Shun?!

– É. Eu fiquei a noite toda cuidando da minha pedrinha de diamante.

Ao lado...

– Ahhhhhhhhhhh!

– Calma Eire! Sou eu, Seiya.

– O que você está fazendo aqui! Seu sem graça.

– Sei lá o que eu estou fazendo aqui! Cheguei tão morto que eu não me lembro de nada. Acho que dormimos juntos.

Passou-se uma semana e todos vão embora do acampamento, com boas lembranças e muitas saudades.

Na van, todos comentavam sobre suas aventuras.

– Como deve está a Esmeralda? – questionou Shun.

– Bem, pois notícia ruim chega rápido. – falou Fleer.

– Pena que nem ela nem o Ikki aproveitaram nada. Foram tão bons esses dias. –comentou Eire.

– É. Deixa para a próxima. Oportunidades não irão faltar para nós nos divertimos. –disse Shiryu.

Todos foram para casa descansar. No fim da tarde, Esmeralda e Shunrei conversavam no portão. Shunrei comentava tudo o que aconteceu.

– Puxa! Eu perdi tanta coisa. Por que eu fui ficar doente? – reclamou Esmeralda.

– Como Shiryu diz, não vai faltar oportunidade de nós nos divertimos juntos.

Nisso a conversa foi interrompida por Ikki, que chegou com a sua bicicleta.

– Oi Esmeralda, oi Shunrei. Eu estou sabendo que foi uma zoação total, no acampamento. Me aguarde na próxima, pois irei bagunçar com vocês. – comunicou Ikki – Mas sabe como é...Essa menina ficou doente e eu tive que cuidar dela.

– Pelo jeito, cuidou muito bem. – brincou Shunrei.

– Claro! Quando eu faço uma coisa, faço perfeita. Mas mudando de assunto... Esmeralda, você não quer dar uma volta comigo de bicicleta?

– E a Shunrei? Vai ficar sozinha.

– Não se preocupe o Hyoga daqui a pouco, estará por aqui.

– Quando eu sai de casa, ele estava se arrumando. Vamos Esmeralda?

– Já que está insistindo, eu vou.

Na praia, Ikki e Esmeralda pedalavam na ciclovia. Ikki era o centro das atenções, onde ele passava as meninas olhavam. Esmeralda pensava.

“- Meu Deus! Eu tenho que agir logo, antes que eu perca ele, para alguma dessas garotas.”

Ikki interrompeu o pensamento de Esmeralda, perguntando:

– Esmeralda, vamos sentar na beira da praia e ver o pôr do sol?

– Tudo bem. Vamos aproveitar e beber uma água de coco?

Após a resposta de Esmeralda, Ikki pensava:

"- Chegou à hora, minha princesinha, agora eu vou te ganhar."

Eles encostaram as bicicletas e sentaram em cima de uma pedra, para apreciarem o por do sol.

– É tão bom estar com a natureza, não é Esmeralda?

– É muito bom estar de bem com a natureza. Eu adoro apreciar a praia, principalmente no final de tarde.

– Eu também. Posso te fazer uma pergunta? É meio pessoal.

– Pode. Qual é a pergunta?

– Por que você e o Shun se separaram?

– Porque nós não combinávamos muito bem. Shun precisava de uma garota frágil e eu preciso de um rapaz forte. Acho que nós dois não entendemos nossos sentimentos, pois o que parecia amor era apenas uma boa amizade. E você por que terminou com a June?

– Pelos mesmos motivos, e também eu estou apaixonado por outra pessoa.

– Você pode me dizer quem é essa pessoa? Eu posso te ajudar. – desfarçou.

– Você não precisa ter tanto trabalho assim.

– Por quê?

– Porque essa pessoa é você.

– Ué?! Eu?

– É. Desde a primeira vez que eu te vi na Rádio Bar, fiquei muito interessado em você. Quando eu soube que você estava namorando o Shun eu fiquei muito triste assim como June. Decidimos namorar para ver se conseguíamos esquecer vocês, mas nossos sentimentos por vocês foram mais fortes. E quando vimos que você e o Shun se separaram, nós não hesitamos e corremos atrás das pessoas de quem amamos. Você ficaria comigo?

– Você já deve saber a resposta.

Ikki sorriu e beijou Esmeralda. (5)

Então as férias terminaram e a rotina voltaria na segunda-feira.

Notas finais
(1) Momento constrangedor. Imagine a cara de paisagem do Shiryu. (2) Finalmente!!!! Soltem fogos de artifícios....kkkkkk (3) Gota na cara. (4) Ai, ai, ai, ui, ui, ui.... Ela deve ter sentido um certo arrepio percorrer suas costas. (5) Viva!!!! Mais fogos de artifícios, por favor! Gente, para quem não sabe, Vassouras e um município estado do RJ, fica no interior. Tá tudo muito bom, tá tudo muito bem. Mas não tá não... Próximo capitulo reviravoltas aconteceram. Agora que a história vai esquentar