As Surpresas do Amor
1 A Chegada
Notas iniciais
Início de Janeiro...
Ikki um rapaz americano chega ao Rio de Janeiro e encontra seus tios Mary e Ronaldo no aeroporto internacional. Sua tia Mary era americana e seu tio Ronaldo era brasileiro. Os dois se conheceram numa viagem de trabalho de Ronaldo aos Estados Unidos. Depois do primeiro encontro, se casaram e Mary veio morar com Ronaldo no Brasil.
- Tia Mary, tio Ronaldo!
- Oi meu querido. – diz a tia abraçando o rapaz.
- Nossa! Tá mais forte. O que aconteceu?
- Apenas me apaixonei por musculação, tio.
- Mas ta bonito, meu sobrinho!
- Obrigada tia.
- Vamos para casa, pois você deve está cansado. – falou Ronaldo pegando uma das malas de Ikki.
No carro eles continuaram a conversa.
- Acho que você fez uma boa escolha em fazer este intercambio cultural, aqui no Brasil. Minha terra tem seus problemas, mas é um bom lugar.
- É, tio, eu gostei muito daqui, nas férias passadas. Tenho certeza que vou gostar de morar aqui durante este ano.
- Eu, pelo menos, desde que vim morar aqui com seu tio, há cinco anos, me apaixonei pelo clima, pelas pessoas, pelos lugares e principalmente pelo calor humano. O povo brasileiro é um muito receptivo.
- Você vai gosta muito da escola Mário de Andrade. Eu estudei lá e posso dizer que é uma ótima escola e esta cada vez melhor com o passar do tempo.
- To ansioso para começar.
- Quando seu amigo chega?
- Ainda não sei bem, pois ele esta resolvendo as coisas dele, mas até o final de janeiro ele ta por aqui, tia.
- Até lá, você vai ficar na nossa casa, né?
- Se não incomodar, tia... Será até melhor para mim.
- Então fechou! Você e seu amigo vão gostar das carioquinhas. – disse sorrindo.
- Ah, tio, não queremos estórias amorosas por enquanto. Ainda estamos sentindo uma dorzinha aqui dentro.
- Pare com isso. O que passou, por mais triste que seja, passou. Vocês são jovens e precisam continuar a vida de vocês.
- É isso ai, rapaz. Sua tia tem toda a razão. Vou te levar no meu barzinho, a Rádio Bar. É o point dos jovens de Ipanema.
- Ai você aproveita para conhecer gente nova e quem sabe bons amigos.
- Assim posso começar a treinar o meu português. Fiz um curso intensivo lá nos Estados Unidos, mas na prática tem suas diferenças...
- Logo, logo você se acostuma. Sua tia se acostumou né, meu bem?
- Com certeza. E aproveite para treinar com a gente também.
No dia seguinte Ronaldo e Mary levaram Ikki para conhecer a Rádio Bar. O lugar era mesmo muito frequentado por jovens, que saiam da praia, que passavam para fazer um lanche, para jogar uma partida de sinuca, totó ou entrar na internet. À noite o lugar ficava ainda mais cheio, com musica ao vivo e pista de dança. Enfim, um lugar de encontros e diversões.
Ikki gostou muito de lá e das pessoas que frequentavam esse lugar.
Quatro amigas que estavam no Rádio Bar curtindo as férias, repararam em Ikki.
- Olha aquele rapaz, ele é bonito, né?
- É verdade, Eire. Ele é muito bonito! – concordou June.
- Mas ele não é brasileiro. Tem cara de estrangeiro.
- Com certeza, Shunrei. – afirmou Esmeralda.
Não foram só as amigas que repararam em Ikki, ele também reparou nelas, mas principalmente Esmeralda.
De noite Ikki ligou para seu amigo Shiryu nos Estados Unidos.
- Fala cara! Tudo bem por ai?
- Me aguarde Ikki, estarei chegando nas próximas semanas.
- Que bom! Olha nossa ap já ta esperando por nós. Minha tia já arrumou tudo.
- Muito bom! Morar perto de seus tios vai ser legal para nós.
- Com certeza!
- Deixa eu te contar uma novidade. O Hyoga, o Seiya e o Shun estão arrumando as coisas deles, pois resolveram ir comigo para ai. Tão fazendo curso de português e tudo!
- Serio!
- Eles adoraram a ideia de estudar um ano em outro país. E estão aproveitando para assistir comigo umas aulas naquele curso que você fez.
- Legal! To vendo que vamos nos divertir muito!
Na noite seguinte, no Rádio Bar, Esmeralda, Eire, June e Shunrei estavam conversando, quando chegaram Alberich, Mimi, Isaak, Fenri e Sorento.
- Iiii, olha quem chegou! Alberich, o cara mais marrento da escola. – comentou Esmeralda
- Ai, meninas, eu não gosto desse cara! – revelou Shunrei.
- Ele se sente o poderoso, só porque é popular.
- Pura bobagem, né Eire? Os outros quatro são populares, mas não são chatos, são legais. Não sei como aguentam o Alberich. – falou June.
Nisso Mimi se aproximou de June e da um beijo em sua bochecha.
- Oi Mimi! Você tava sumido.
- Tava aproveitando as férias como meus amigos em Angra.
- Nessas férias, eu fiquei por aqui.
Fenri também se aproximou das quatro amigas.
- Como estão vocês?
- Bem. – respondeu Eire.
- “Shuzinha”, vou te dizer uma coisa: tava sentindo sua falta em Angra, afinal não existe uma garota tão lindinha como você.
- Obrigada, Fenri! Sempre exagerado...
- Que mentira!!! Ficou com muitas garotas na viajem. – brincou Sorento.
- Mesmos assim... Ninguém é igual à Shunrei.
Fleer também apareceu.
- Fala galera!
- Fala, Fleer! – saudou Isaak.
- Oi bonitona!
- Oi Alberich. – respondeu friamente — Estão preparadas para a volta as aulas?
- Nem um pouco... Se eu pudesse não voltava nunca.
- Que exagero, Sorento!
- Estudo é para aquelas CDFs. – falou, apontando para as quatro amigas.
- Com certeza, Alberich. Nós não temos problemas com o estudo. – respondeu Shunrei.
- Vamos dançar, Jú?
- Vamos Mimi.
Então todos foram dançar.
De longe, Ikki só observava.
Uma semana depois, Ikki e os tios foram no aeroporto buscar Shiryu, Hyoga, Shun e Seiya.
- Oi bonitão!
- Oi Seiya! Oi rapazes! Que bom que vocês estão aqui!
- Achei muito legal essa ideia... Por que você não chamou a gente? – perguntou Hyoga.
- Pois é, eu estava com a cabeça tão cheia, me desculpem.
- O importante é que estamos todos aqui.
- É isso ai, Shun. – falou Shiryu.
- Vamos aprontar todas... Essa terra nunca mais será a mesma depois de nós! Uhu!!! – brincou Seiya e todos riram.
- Sejam bem vindos, rapazes. – saudou Ronaldo.
- Espero que gostem do Brasil. – disse Mary.
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