As Soul at War - Second Season
8 07X02 I'm sorry, but it took!
Notas iniciais
(Damon)
Marcel falava contente sobre o tal endereço do Silas, Elena estava hipnotizada pela conversa ela estava meio obcecada em encontrar Silas, talvez até mais do que eu.
Marcel encarava descaradamente as pernas de Elena, ela estava meio constrangida e eu a cada segundo que passava mais puto com a falta de noção daquele prego, eu o olhei com o cenho franzido fazendo-o parar de encarar. Eu suspirei e disse demonstrando o quanto eu estava bravo:
– Então vai parar de enrolar ou vai me passar a porra desse endereço de uma vez?
Ele me olhou por um segundo, coçou a nuca e disse com um sorriso constrangido:
– Como eu estava dizendo a casa dele é numa cidade pequena do estado do Wisconsin!
– Mas eu achei que ele estivesse no Brasil?- Ela jogou de leve o cabelo pro lado, eu pude sentir o cheiro do xampu de baunilha dela.
Marcel pressionou os lábios um contra o outro e disse intercalando o olhar entre mim e Elena:
– Eu também achei, mas parece que um dos homens dele foi assassinado e ele se sentiu acuado, então pegou um jatinho e voltou!
Elena me olhou com os olhos arregalados, assim como eu ela sabia quem era o tal cara que fora assassinado, e como eu ela também sabia por medo de quem ela foi embora:
– Nós vamos atras dele, vamos voltar não é amor? — Ela me olhou com uma fofura constrangedora, eu dei um meio sorriso e disse olhando para Marcel.
– Você pode me arrumar um jato pra amanhã cedo?
Marcel sorriu e disse:
– Um jato pro Winsconsin, pra amanhã cedo? — Ele fez uma cara de duvida que me deixou puto- Claro Salvatore!
(Elena)
Eu andava de um lado pro outro do quarto colocando às minhas coisas e de Damon novamente na mala. Estava radiante de voltar para casa, a saudade que eu sentia de todos era inigualável.
Júlia entrou no quarto sorridente e com o telefone na mão, eu sorri para ela e disse:
– Hey Ju, o que houve? — Ela fez uma careta me entregando o telefone branco que estava em sua mão.
– Caroline quer falar com você! — Agora entendi o porquê da careta Júlia e Caroline não se dão muito bem, até hoje não entendo o porquê, segundo Damon uma quer tomar o lugar da outra e por isso se odeiam tanto.
– Obrigada Ju! — Ela sorriu, beijou de leve a minha bochecha e saiu do quarto saltitante.
Eu suspirei olhei para o telefone, a ligação já estava em um minuto e alguns segundos, coloquei o telefone em meu ouvido e disse animada:
– Bom dia amiga! — Eu ouvi a risada gostosa dela ao fundo.
– Bom dia Elena! — A animação dela é contagiante.
– E aí, você não viria para o Brasil? — Ela suspirou e disse.
– Eu preciso te dizer uma coisa... E não me interrompa ensaiei durante alguns dias para te contar. — Eu respirei e prendi o ar dentro dos pulmões — Klaus queria esperar vocês voltarem, mas você é minha melhor amiga e eu nunca deixei de te contar nada da minha vida, principalmente uma coisa importante destas! — Eu não me agüentei e tive que interrompe-lá.
– Por favor diga logo, eu estou ficando nervosa! — Ela suspirou e continuou.
– Eu disse que não era pra me interromper Elena- Ela deu uma breve pausa, parecia que uma bomba daquelas estava a caminho. — Elena, eu... Eu... Eu estou grávida!
Senti um aperto no coração, meu estômago embrulhou e eu não conseguia respirar, meu rosto ardia e senti os olhos ficarem quentes e às lágrimas escorreram num caminho terrível de meus olhos até a boca quando se dissipavam.
Caroline também ficou muda, e sua respiração era pesada no outro lado, eu sabia que não conseguiria dizer mais nada, então num gesto impensado apertei o botão vermelho finalizando a ligação.
Eu comecei a gritar olhando para o teto, estava doendo, doendo muito e eu queria arrancar aquilo de mim, era impossível, impossível sentir tanta dor ao mesmo tempo.
(Autora)
Damon abriu a porta assustado e deu de cara com uma Elena descabelada e com o rímel que usava escorrendo pelas bochechas.
– Sai daqui, eu não quero ver ninguém- ela disse enquanto jogava um travesseiro que acertou no braço direito dele.
Numa tentativa de proteção ele colocou o travesseiro à sua frente aproximou-se sentando no sofá ao lado dela:
– Você tem que parar com isso, eles estão felizes e você sendo egoísta...
Ela o encarou com olhos tomado pela fúria, a expressão da morena não transparecia o quê ela sentia, no fundo, Elena estava magoada ressentida, não por Caroline estar mais feliz do que ela e sim somente por ela não estar feliz.
Elena era completamente realizada em seu casamento, mas, faltava algo, havia um buraco não preenchido tanto em sua vida quanto na vida de seu tão amado Damon, um buraco no qual Daniel se encaixaria, um buraco reservado para o fruto do amor do casal.
Damon revirou os olhos, ele já estava acostumado com estes ataques de Elena, era comum e muito esperado. Ele num suspiro debochado disse:
– Eu não vou mais aturar isso Elena, você tem que se conformar, o Daniel se foi, acabou, temos de seguir em frente! — Ele encarava com frieza os olhos margeados da esposa — Escuta, é difícil eu sei, mas já se passaram três anos, já está na hora de passarmos por cima dessa sujeirada toda!
Elena encarou o teto novamente respirando fundo, uma dor incontrolavel quase explodia dentro dela, e a falta de compreensão ou sincero realismo de Damon à destruía de tal forma que ela tinha vontade de gritar, chorar e brigar, mas ela não daria esse gostinho à ele, ela prometeu a si mesma que não agiria mais como uma menininha assustada. Com um suspiro ela prendeu um soluço dentro de si, piscou rápida e seca, retrucou:
– Você tem razão como sempre! — A resposta fria dela deixou Damon surpreso, ele a amava, sem dúvida alguma a amava, mas a relação estava desgastada, o amor continuava ali, o problema era o contato direto dentre os dois, tudo era confuso na vida de Damon e Elena.
Relaxando os ombros ele disse com um tom mais calmo:
– Elena, eu sei que fiz algumas merdas depois que perdemos o Dan, mas eu queria proteger você, queria que você superasse isso, e agora já deu, eu não vou mais criar um mundo perfeito pra você aonde você vai ser feliz e não valorizar. Eu te amo, amo mais do que a mim mesmo só que estou cansado de você não valorizar isso.
Elena sentiu a dor na voz do marido, por um momento ela pode perceber o quando era difícil para ele também, o quanto deve ter sido dolorido e o quanto ele se culpou pela morte de Daniel.
(Brian)
Daniel sentou-se na cadeira branca do laboratório, ele parecia nervoso e preocupado, talvez até tanto quanto eu, me sentei em frente a ele e Daniel com os olhos arregalados segurou minha mão dizendo:
– Vai doer? — Eu sorri reconfortando-o.
– Um pouquinho, uma picadinha de formiga!
Katherine tinha conseguido um cacho de cabelo que fora de Elena quando era pequena, e nós o utilizaríamos para ter certeza de que Daniel era mesmo Daniel. A enfermeira gorda entrou, me olhou esquisito e disse para Daniel:
– Oi gatinho meu nome é Carie e eu vou tirar um pouquinho do seu sangue! Mas é só pra ter certeza que esse cara é mesmo seu pai!
Eu arregalei os olhos e disse rápido:
– Eu não sou o pai dele!
Ela murmurou um 'tanto faz' e amarrou no braço de Daniel um elástico, ele me olhou apreensivo, e não havia como negar eu também estava e muito nervoso.
Ela pegou uma ceringa e sem nem pestanejar enterrou na curva do pequeno braço de Daniel, ele começou a se chacoalhar e gritar:
– Ta doendo, doendo muito me tira daqui tio Brian! — seu rosto estava coberto de lágrimas.
– Tudo bem Daniel já vai passar! — Ele segurou minha mão e disse encarando meus olhos.
– Eu quero minha mamãe, me leva de volta pra minha mamãe tio Brian!
Antes que eu formulasse uma resposta a enfeira tirou a agulha e anunciou o fim do procedimento.
(Autora)
Lizzie entrou na casa ruidosamente e o mais silenciosamente o possível, ela encarou a grande cozinha em vários tons de cinza e branco, tudo estava consideravelmente em silêncio. Katherine deveria estar em seu quarto, Lizzie não sabia muito sobre ela mas sabia que ela era a coisa mais importante que o tal de James tinha e sendo assim a vingança seria exatamente como a loira havia planejado, dolorosa, muito dolorosa.
Ela subiu pelas escadas, ouviu a televisão ligada na primeira porta a direita do corredor, ao parar atrás da porta para ouvir, ela soube imediatamente o quê passava na televisão, Orange is the new Black, a série favorita de Lizzie, ela não podia negar que a tal Katherine tinha bom gosto.
Elisabeth puxou a arma que estava presa em sua bota, ativou o silenciador, suspirou tomando coragem de quebrar a promessa que havia feito há alguns anos.
Flashback ON
Lizzie estava agarrada a uma boneca de pano que sua mãe havia lhe dado no Natal anterior, Brian insistirá que ele e a irmã deveriam assistir ao filme de terror novo que passará na televisão.
A vilã da trama estava deitada em baixo da cama da criança mais nova da família, ela se levantou apontou para a cabeça da menininha e atirou, um barulho ensurdecedor tomou conta da sala, ele se misturava aos sons de soluços da pequenina menina loirinha e cheia de cachinhos chorava aterrorizada ao lado do irmão, ele olhou para ela nervoso e disse acalmando-a:
– Tudo bem Lizzie, não é de verdade! — Ela o olhou com os olhinhos verdes margeados.
– E-Ela matou a menininha... Por quê Brian? — Ele a olhou sem saber o que responder.
– Por quê ela é má Lizzie, muito má... Você promete pra mim que nunca vai ser uma garota má. — Ela negou com a cabeça rapidamente.
– Eu juro, eu nunca vou matar alguém que não tenha culpa Brian! — Ele abriu um grande sorriso para ela novamente.
Flashback OFF
Ela deu um chute na porta fazendo com que Katherine desse um pulo muito assustado da cama, Lizzie observou o terror nos olhos da morena, mas ela precisava daquilo, ela era simplesmente perfeita para o início da vingança, era irmã de Elena e esposa, namora ou enrosco do James.
Com um estalo ela apertou o gatilho, fechou os olhos mas ouviu o murmuro de dor que Katherine soltou quando foi atingida, os olhos de Lizzie se abriram em um clique, ela viu a cena culpada mas ao mesmo tempo satisfeita.
Ela virou as costas deixando a mulher desfalecida no chão, ela seguiu até a próxima porta a abriu e encontrou uma menina sentada em frente a uma casa de bonecas e penteando os cabelos de uma Barbie, ela ficou em choque não sabia que a tal Katherine tinha uma filha, mas já era tarde, ela não podia deixar aquela garotinha ali.
A menina virou com um sorriso doce e disse:
– Você é a minha nova babá? Mamãe disse que eu teria uma nova babá! — Lizzie sentiu seu coração ser esmagado, ela havia deixado aquele anjinho órfão.
– Eu não sou sua nova babá! — A garotinha deu ombros e continuou olhando para a boneca em sua mão.
– Hum... Você é muito bonita mesmo, minhas babás são sempre muito feias! — Lizzie sorriu com o comentário.
– Obrigada você é muito gentil! — A menina sorriu.
– Você se parece com a minha boneca, o nome dela é Lilly e o seu nome qual é? — Lizzie a olhou suspirou e disse.
– Eu sou a Lizzie e você? — A menina desviou os olhos da boneca e disse a olhando.
– Eu sou a Maggie... Sabe o meu primo o Daniel ele tem duas mamães a tia Elena e a outra chama Lizzie igual a você! — Lizzie prendeu o ar no diafragma, seus olhos se esbugalharam ela ficou sem reação, Maggie continuou — Mas meu papai Elijah disse que ela é muito malvada, e você não é malvada você é minha amiga não é Lizzie?
– Claro Maggie eu sou sua amiga, grande amiga! — Maggie sorriu e disse.
– Então eu vou pegar uma boneca pra você brincar comigo, espera um pouco que eu vou ali no meu armário e já volto!
A menina se direcionou ao armário, assim que ela entrou para pegar a boneca Lizzie fechou a porta e a trancou lá dentro, assim aquela doce menina não corria o risco de ver o corpo da mãe no quarto ao lado
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