As Soul At War
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3 MESES DEPOIS
(Seis meses de gravidez)
Acordei soada no meio da noite pra variar o bebê se mexia de novo, ele me chutava girava o corpinho de um lado para o outro, isso estava acabando comigo, sempre quando eu consigo pegar no sono ele me acorda, eu pareço uma tartaruga zumbi, sem dormir com aquela barriga enorme, não nega de forma nenhuma o pai que tem, inquieto, eu sentei na cama passando a mão pelas costas, quando ele se mexe assim eu sempre tenho dores, eu pus as mãos na barriga tentando acamá-lo ele se mexia como se fosse a última vez, eu disse baixinho pra não acordar o Damon:
– Dorme filho, a mamãe está cansada, tira um cochilo, um cochilinho só!
E nada aquele moleque tava achando que hoje é dia de balada por que ele estava dançando dentro da minha barriga, eu chacoalhei a barriga o que só aumentou os movimentos dele, olhei no relógio era duas horas e vinte e três minutos eu suspirei tentando não ficar irritada, levantei da cama já que eu sei que ele não vai dormir tão cedo e se ele não dormir eu também não durmo, calcei os chinelos de pano que estavam do lado da cama, abri a porta do quarto, e a luz do corredor estava acesa, eu fechei a porta com cuidado pra não acordar o Damon,hoje é a folga dele e ele se ele acordar agora vai ficar com um mal humor ferrado, eu andei pelo corredor até chegar nas escadas, as luzes estavam todas apagadas, desci as escadas com um certo receio, mas cheguei bem lá em baixo, acendi a luz do corredor, caminhei até a cozinha, a janela tinha ficado aberta e a neve invadia o balcão que ficava ao lado dela, eu fechei a janela, com um pano de louça tirei todo o gelo dali, mas estava muito frio então na parede do lado da porta ao lado do interruptor da luz estava o interruptor do aquecedor, eu aumentei e fui pra geladeira, peguei a garrafa de leite, enchi um copo com ele e coloquei no microondas, eu ouvi umas batidas na porta da sala, aquilo fez o meu coração gelar, ninguém nunca entra na casa sem a permissão, eu atravessei a sala no escuro, me aproximei da porta meio receosa, abri um cantinho bem devagar e uma garota loira muito bonita estava parada ali com uma menininha no colo e um menino segurando na camiseta dela, eu olhei meio duvidosa e abri um pouco mais a porta, me fazer mal com a menina no colo ela não iria conseguir, eu olhei interrogativa e disse:
– Quem é você?
Ela sorriu ajeitando a menininha em seus braços, disse meio encabulada:
– Eu sou Rebekah, Rebekah Mikaelson!
– A irmã do Klaus?
Ela assentiu meiga, eu abri a porta a dando passagem, ela entrou meio cambaleando por causa do peso da garotinha. Se aquela era a irmã do Klaus agora eu sei o porque eles a colocaram pra fora, ela tem filhos, mas é claro por isso a Esther fica tão mal quando o assunto é criança, por isso o Elijah faz viagens procurando alguém, é claro, claro, claro, como eu não pensei nisso antes o tal do Mikael era completamente chato com essas coisas e um filho de uma filha adolescente seria o fim e dois então era pra acabar. Eu olhei pra ela colocando a menina no sofá, eu disse:
– Eles são seus filhos?
Ela assentiu tranquila e disse:
– Esses são a Judith e o Richard, meus bebês!
Eu sorri olhando para o menino que estava sentado inquieto no sofá, eu disse:
– Vocês estão vindo da onde¿ Está meio tarde aconteceu alguma coisa¿ Vocês estão bem?
– Nós acabamos de chegar de viajem, nós moramos no Texas, e viemos conversar, eu queria que o Elijah convivesse um pouco com a Judy e o Rick, ele foi tão prestativo quando eu precisei!
– Nossa que falta de modos a minha, vocês devem estar morrendo de fome, eu vou preparar alguma coisa pra vocês comerem!
Ela sorriu e negou com a cabeça e disse:
– Não precisa se incomodar conosco!
–Não é incomodo, eu não vou dormir mesmo!
Ela olhou com compaixão pra mim, e depois pra minha barriga e disse:
– O neném chuta muito?
– Vai ser um jogador de futebol!
Ela riu e Richard sentado no sofá disse com uma voz meio sonolenta:
– Eu to com uma fominha!
Eu ri e segui até a cozinha, pude ouvir a Rebekah o repreendendo, eu peguei uma torta de maçã que estava na geladeira, uma caixa de suco de tangerina e coloquei em uma jarra, coloquei tudo sobre uma bandeja coloquei três pratos e os garfos também, eu andei de volta a sala, coloquei a bandeja sobre a mesa de centro o menino olhava feliz pra torta, eu cortei um pedaço e dei pra ele, eu comecei a puxar conversa com ela:
– Então Rebekah...
– Você deve estar se perguntando o porquê eu to aqui é... Que... Eu queria falar com o Stefan!
– Claro, eu vou chamá-lo, você espera aqui?
Ela assentiu meio envergonhada, pressinto uma bomba estourando, literalmente se eu acordar o Stefan a terceira guerra mundial vi começar, eu subi as escadas e bati na porta do quarto dele, ouvi a sua voz rouca pelo sono:
– Sai fora... Me deixa dormir porra!
Eu bati mais forte dessa vez, ouvi de novo:
– Espero que seja muito importante ou eu vou atirar na sua cara!
Vi Stefan abrir a porta de cara amarrada, eu olhei com desdém e ele disse:
– O que foi Elena, a casa ta pegando fogo pra você me acordar?
– Não Stefan, você tem visitas, é melhor descer!
Virei as costas e ouvi ele reclamando, nem dei atenção, quando descia as escadas vi a menina a Judith subindo as escadas correndo e chorando, eu a vi subindo como uma flecha, Rebekah estava na beirada da escada com cara de preocupada, eu desci ainda sem entender e disse:
– O que houve com ela?
–Ela me perguntou quando vamos voltar pra casa e eu disse que vai demorar aí ela...
Rebekah estava meio cabisbaixa quando eu ouvi Stefan dizendo do topo da escada:
– Eu achei uma princesinha perdida lá em cima!
A garotinha estava no colo dele, e a cabeça dela estava enterrada na curva de seu pescoço, ele vestia uma bermuda branca de jeans e segurava a camiseta cinza na mão, ele desceu as escadas e quando chegou lá em baixo por um segundo a menina olhou pra a mãe dela e logo depois voltou a posição antiga, quando Stefan olhou pra Rebekah eu vi o susto no olhar dele, ele colocou a menina no chão ainda com o olhar fixo nela, a menininha ficou parada e Stefan disse:
– O que você faz aqui Rebekah?
– Eu vim conversar, tenho algo importante á dizer!
Ele olhou incrédulo e disse:
– Agora, depois de quatro, quatro anos Rebekah...
– Stefan, por favor, só me escuta...
Eu me intrometi depois de ver a carinha de assustados daquelas crianças, eu disse:
– Rebekah, não sei se era sua intenção dormir aqui mas eu vou colocar as crianças pra dormir, eu não quero vê-los assustados!
Ela assentiu nervosa, eu segurei na mão do Richard que nem hesitou mas Judith não quis vir direto comigo, depois de ver a expressão da mãe dela ela segurou em minha mão tranqüila e eu os guiei até um dos quartos de visitas, tirei os sapatos estilo princesa dela, ela vestia uma calça leggin florida e uma camiseta de manga comprida roxa, ela deitou no travesseiro e se aninhou rapidamente, eu a cobri com o cobertor, Richard tentava tirar o sapato sozinho e estava tendo problemas, eu tirei os sapatinhos dele, ele vestia uma calca de jeans e uma camiseta pólo de manga comprida, eu ajudei ele a deitar, e o cobri, assim que terminei me levantei com a intenção de sair do quarto, mas ouvi a voz doce da Judy dizendo:
– Qual o teu nome?
–Eu sou a Elena- eu disse e ela me olhava meio assustada, ela meio que sentou na cama e disse:
– Tia Elena, o que vai acontecer com a minha mãe, eu to com medo!
Eu me sentei na cama colocando ela do meu lado e disse:
– Não vai acontecer nada, ela vai ficar bem!
– Você cuida dela pra mim?
– Cuido, eu cuido sim!
Desta vez eu fui pra porta e apaguei a luz sussurrei um “boa noite” e sai da porta, como Stefan e Rebekah estavam conversando e eu não queria atrapalhar voltei para o meu quarto, abri a porta bem devagar, Damon dormia com a barriga pra cima e com a mão pousada sobre ela, eu tirei os chinelos e deitei ao lado dele, finalmente o bebê dormiu então peguei no sono.
Acordei com o choro desesperado de uma criança e gritos tanto do Stefan como de Rebekah , Damon estava ao lado da cama em pé vestindo uma bermuda cinza, ele abriu a gaveta do criado mudo ao lado da cama e pegou uma arma pequena, eu levantei meio assustada e o segui através da porta, ele não andava corria pelo corredor, eu tentava seguir no mesmo ritmo mas com aquele barrigão fica difícil, ele entrou no quarto de supetão, entrei atrás, Stefan gritava com Rebekah:
– Você não podia ter me escondido isso, como você pode me deixar longe deles!
As lágrimas escorriam pelas bochechas dela, e nas de Stefan também, eu fiquei completamente sem entender, não sabia o que estava acontecendo, ela disse:
–Eu achei que era o melhor, achei que era o melhor para eles!
Ele sugou as lagrimas ressentido e disse rude:
– É mentira, você está mentindo!
Damon falou alto assustando as crianças que estavam abraçadas deitadas na cama:
–Mas que merda ta acontecendo aqui?
–Essa maluca da Rebekah, ela ta querendo que eu acredite que essas crianças são minhas filhas!
Então a minha ficha caiu, é claro, claro que era isso por isso ela veio direto pra cá, eu sabia que aquelas crianças me lembravam alguém, era Stefan, os olhos de Judith eram os mesmos que os dele, o Richard era a cópia dele, mas é claro... Rebekah disse:
– Eu não to mentindo Stefan, eles são sim seus filhos!
Eu me intrometi e disse:
–Eu acredito nela, olha pra eles, são a sua cara são idênticos a você a Judith tem os seus olhos e o Richard, bem ele é como uma mini cópia sua!
Ele sentou na cama, olhou para a menininha que olhava pra ele assustada e amedrontada, já o garoto era como se quisesse abraça-lo.
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