As Sombras da Lei

1 01 - Máscaras


Dia 1: Não sei o que escrever nesta porra!

Dia 2: Ótimo... levei porrada pelo que eu escrevi no dia anterior, legal isso feras, mas o que vocês querem?

Dia 3: Mais socos e pontapés em mim...estou ficando com muitas marcas no corpo desta vez...acho que me deixarão sem água e comida.

Dia 6: Acho melhor eu começar a contar algo antes que comece a piorar, irei então falar da minha vida, sei que esse será o fim mesmo, algo muito grande parece que está a acontecer, mas esses caras não acreditam que eu não sei de nada, que eles pegaram o cara errado, apesar do meu trabalho ser um pouco...digamos suspeito.

Bom, meu nome é Rick e irei escrever neste diário como vim parar nesta porra de cela fria e apertada do caralho, feita de pedras ao estilo medieval e com um buraco como sanitário (sim...estou sem a merda de um vaso...imaginem o trabalho...não...não imaginem seus merdas...)

Meu nome é Rick e irei contar minha história pelo dia mais marcante e próximo do dia atual, no dia dezesseis de fevereiro de 2012, às 5:30 da manha, eu levantava de minha cama para mais um dia de trabalho, tomei um banho, escovei os dentes, vesti uma gravata vermelha e um paletó preto, me olhei no espelho e me analisei um pouco, eu não sou tão alto quanto as outras pessoas, o que não me frustra muito, já fui elogiado algumas vezes pelos meus olhos verdes, mas isso não me agrada muito...nessa hora, lembrei-me de passar um protetor, sabia que meu dia hoje seria agitado e o sol estava muito forte.

Peguei minhas chaves e sai do meu apartamento, na garagem do prédio eu entrei no meu carro, nada chamativo, um gol preto que comprei na semana passada, já usado, algo me dizia para não usá-lo hoje, então eu simplesmente peguei minha pistola .32 do porta-luvas, tranquei o carro e fui pegar o metrô algumas quadras dali.

Cheguei ao meu destino, uma rua super movimentada e um dos prédios mais altos da cidade, o edifício Over Sky, apesar de ter varias lojas, elas só serviam de fachada para uma empresa que prestava serviços de espionagem ao governo, seu nome era S.T.E.I. (Serviço Táctico de Espionagem e Inteligência) e...eu trabalhava nessa empresa, vou pular a parte chata dos bom dias alheios e da gostosa da Lisa com suas roupas apertadas, outra hora falo mais dela, o importante é que eu recebi uma ordem básica do chefe, aliás, o nome dele era Carlos...eu acho...enfim, me entregou uma pasta e disse pra eu vigiar aquele homem, não ter contato, manter distancia e ser o mais discreto possivel, somente manter o contato visual até as 17 horas. Tarefa simples.

Peguei um dos carros da empresa e voei até a praça de são Carlos no extremo sul da cidade, o alvo iria aparecer ali, as 10:30 da manhã, e eu me arrependi de ter pego meu terno naquele calor dos infernos, como eu cheguei cedo, decidi comprar umas roupas numa lojinha, algo mais leve e que não me destaca-se, uma bermuda branca e uma camisa azul claro, não me lembro bem os desenhos da camisa, mas eu gostei, ao chegar no local eu me sentei nos banquinhos de uma lanchonete que me dava uma visão ampla do local, então, fiquei aguardando.

Meu alvo chegou, foi fácil identificá-lo, estava vestindo a mesma camisa vermelha com uma estampa com a cara de um tigre bem grande no peito que estava na foto de sua ficha, cabelos bem curtos, uma bermuda bem leve azul clara, um cara bem magrelo, seu rosto seco como uma uva passa e uma cicatriz pequena bem reta na bochecha esquerda dele, parecia ter mais ou menos um metro e sessenta e oito de altura, meu alvo se chamava Bruno, era conhecido como alfinete nas favelas ao oeste da cidade, tem uma pequena ficha policial por furto e tentativa de homicídio, ele se posicionava no momento ha uns 13 metros de onde eu estava, estava conversando com um gordinho, mais ou menos da mesma altura, estava bastante movimentado, eram 11 horas, ele passou algo pequeno ara o gordinho, e virou para a esquina que ha ao lado da praça, o segui a pé até um ponto de ônibus, no outro lado da esquina havia uma daquelas máquinas que você coloca uma moeda e escolhe um dos jornais, perguntei-me, porque não fazer igual nos filmes? Então noutro lado da esquina comprei o jornal e fiquei. Encostado ali na parede fingindo ler a sessão de esportes, se não me engano o Vasco estava na pior naquela temporada...enfim, ao retornar minha atenção ao alfinete, percebi que dois homens altos estavam berrando pela rua, cada um vindo em direções opostas, gritavam "Ei! Alfinete! É hoje que tu roda!", os dois sacaram suas pistolas, meu alvo sequer se assustou, os dois grandalhões se aproximaram do alfinete, ao erguerem as armas para a cabeça dele, um barulho vindo do alto dos prédios ecoou e os dois gigantes caíram, as pessoas que estavam em volta entraram em pânico e começaram a correr, alfinete risonho como uma hiena gritou "Sei que você esta aí, saia!"
Mais quatro grandalhões e um rapaz baixo, com uma mascara e uma roupa social preta apareceu, ele não parecia querer conversa e saiu distribuindo balas em direção ao alfinete, dois grandalhões foram logo derrubados com tiros certeiros na cabeça, seja lá quem for que está atirando tem uma ótima mira, alfinete correu imediatamente para um beco que estava ao meu lado, o grupo restante foi atrás dele totalmente afobados, calmamente esperei todos passaram e andei em passos largos atrás deles, precisava saber o que iria acontecer, ao entrar naquele beco eu joguei meu jornal na primeira lata de lixo que vi e continuei andando, ouvi tiros e mais tiros, alguém berrou e imediatamente já soube que foi alguma bala bem certeira.

Virei a esquerda e logo vi, o mascarado havia levado um tiro na coxa esquerda, um dos grandalhões já estava morto num canto ali perto, o outro por sorte estava atrás da quina de uma parede, rapidamente me abaixei atrás de um amontoado de entulho a esquerda, o rosto do grandalhão estava todo enrugado, parecia que ele estava fazendo muita força na hora, alfinete que estava do outro lado do beco parecia estar feliz com o ocorrido, os tiros cessaram neste momento, Alfinete se aproxima silenciosamente pelo mesmo canto da cobertura do grandalhão e o mata com um corte na horizontal na garganta, mal consegui ver de onde ele havia tirado tal lamina, ele se aproximou do mascarado e nessa hora eu desejava ter uma câmera para registrar o momento, pois algo me dizia que eu estaria envolvido mais tarde com aquela máscara.

Alfinete diz algumas palavras que não consegui entender, havia uma movimentação grande em alguma esquina, ele retirou a mascara do homem, falou mais algumas coisas e simplesmente se afastou, percebi que ele estava com algo pequeno em suas mãos, me encolhi no canto para não ser percebido, quando ele passou por mim eu vi melhor, algo preto, parecia ser um pendrive.

Eu gostaria muito de ver o mascarado, mas minhas ordens ainda era de ficar na cola do alfinete.

Notas finais
Olá pessoas, esta é minha primeira postagem e esse é meu primeiro trabalho também, espero receber vossas críticas e comentários.

Esta obra será lançada em capítulos toda Quarta-Feira, e já peço-lhes desculpas por quaisquer erros gramaticais ou ortográficos, estou tentando ao máximo corrigi-los, caso alguém ache algo ou tenha alguma sugestão de escrita por favor entre em contato.

Muito obrigado caro leitor(a).
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.