As Sete Jóias de Uaset

19 Capítulo 19: A filha de Menefer e Uaset


Depois da pequena discussão o grupo dispersou. Akhenaton na companhia de Atena foram até a sala onde Nefertari estava. Encontraram com MM na porta.

- Está aqui até agora? — indagou Akhenaton surpreso por vê-lo lá.

- Nem pense em me tirar daqui. — disse ríspido.

- Ele não tem essa intenção. — disse Atena. — vá Akhenaton eu fico aqui com ele.

- Está bem.

Apenas um sacerdote se encontrava no recinto, ao centro Nefertari dormia.

- Meu senhor. — o sacerdote o reverenciou.

- Como ela está?

- Graças a Ré, fora de perigo, mas já devia ter despertado.

- Não se preocupe com isso. Vou permitir que o cavaleiro de Atena entre.

- Como quiser.

Do lado de fora...

Atena e MM estavam sentados. O canceriano nervoso não parava de bater o pé no chão.

- Fique calmo MM, Nefertari está bem.

- Eu sei Atena. Eu sei.

- Gosta dela não é?

Ele a olhou imediatamente.

- Está equivocada.

- Está na cara que gosta dela, sua preocupação nos mostrou isso. Você tem um genio forte e não consegue esconder seus sentimentos, bons ou maus.

- Talvez tenha razão. — disse refletindo.

Interrompendo a conversa Akhenaton apareceu.

- Como ela está? — indagou MM.

- Bem, só está desacordada.

- Isso é normal?

- Não, mas..

- Mas...

- Senhor Akhenaton. — disse o sacerdote de Ré que acabava de chegar. — como o senhor está?

- Estou bem. A ankh está com você?

- Sim, devolva-a a portadora de Toth.

- Pode deixar que eu entrego. — disse MM. — Ishitar a ajudou.

Atena olhou surpresa para ele. Não imaginava que seu cavaleiro tivesse mudado tanto.

- Não vai achá-la. Vá ver Nefertari.

- Posso?

- Sim.

O cavaleiro de câncer entrou indo direto ao leito, podia ouvir a respiração dela, mas sua aparência era mórbida.

- Nefertari. — tocou o rosto dela. — precisa acordar.

A sala silenciou-se.

- Nefertari... — sussurrou no ouvido. — precisa acordar. Sabe que não vou desistir de você.

MM a olhou, foi reclinando até seus lábios tocarem os delas.

- Eu te amo.

Tornou a beijá-la, mas desta vez foi correspondido.

- Tari?

- Oi.

- Como se sente?

- Bem e você?

- Ank curou meus ferimentos.

- Que bom. — o olhou, tivera medo de nunca mais torna-lo a vê-lo. — Graças a Ré. — o abraçou. — tive tanto medo que a ilusão de Isoke tornasse verdade.

- Isso não vai acontecer. — a acariciou. — seu irmão está lá fora.

- Como ele está?

- Bem.

- Quero vê-lo.

MM a ajudou a levantar.

- Apóie-se em mim.

- Giovanni...

- Sim?

Ele a olhou, Tari aproximou e o beijou. Um beijo tímido no começo, mas que foi ganhando ardência.

Akhenaton tinha levado Atena até o seu quarto e disse que depois voltaria, tinha um assunto a tratar, quando MM e Tari saíram só encontraram o sacerdote.

- Senhorita Nefertari, não devia está de pé.

- Estou bem sacerdote. Obrigada por tudo.

- Foi uma honra.

- E meu irmão?

- Foi acompanhar a deusa Atena até seus aposentos.

- Pode me levar até lá? — indagou a MM.

- Claro.

Os dois saíram sobre o olhar temeroso do sacerdote.

- \"Parece que a história da sacerdotisa de Ísis está se repetindo. Queira os deuses que termine de forma diferente.\"

Saga acabava de juntar suas coisas quando ouviu alguém bater a porta. Gritou um \"entre\" imaginando ser seu irmão, mas ficou surpreso ao ver quem era.

- O que faz aqui?

- Quero saber por você o que aconteceu.

- Não há nada a saber, — virou-se colocando as ultimas coisas. — não queria que eu e sua irmã ficassem separados? Pois então.

- Por que discutiram? — indagou ignorando o comentário e sentando.

- Por nada Akhenaton.

- Diga cavaleiro de Atena.

- Trocamos ofensas. Não quero falar sobre isso.

- Tudo bem, me acompanhe, precisa de um lugar para ficar.

Seguiram pelo caminho silenciosos, passaram pelos portões do palácio ganhando as ruas. Saga olhava tudo surpreso, fazia tempo que não via a população local, ora estava em batalha ora dentro do palácio.

- \"Parece Rodoria.\" — pensou.

Pararam em frente a uma pequena casa.

- Como não quer ficar dentro do palácio.

- Aqui está ótimo.

- Terá criados, não precisa se preocupar com nada.

- Sim.

O deus estava saindo...

- Saga... Nunca quis que ficasse separado de Ishitar, só queria o bem para ela, minha irmã não merece sofrer mais.

O geminiano apenas limitou a olhá-lo.

Ishitar caminhava sem rumo certo, foi se afastando da cidade até parar na torre, ao sul da cidade. Por sorte, ela estava vazia e sem problema foi para o topo. No palácio todos a procuravam.

Menefer...

Os guerreiros de Seth estavam na sala do trono aguardando as novas ordens, foi com muita surpresa que viram seu deus: Seth tinha os cabelos avermelhados, os olhos num amarelo escuro quase vermelho e uma tatuagem de escorpião na testa.

- Ficaram surpresos? — sorriu. — em breve terei minha aparência definitiva.

- Estamos aguardando suas ordens meu senhor. — disse Akin.

- Vão para Uaset, os cinco, querem que só provoquem um estrago enquanto Akin pega a jóia.

- Sim.

- Vão.

Uaset...

Saga da janela olhava para o palácio, se soubesse que sua vinda traria tanto problemas tinha ficado no santuário ao lado do mestre. Torcia para que essa batalha acabasse o mais rápido possível para ir embora e esquecer que a conhecera.

Fechou os olhos por um momento, os olhos âmbar apareceram.

- \"Por que tinha que ser assim? — indagava-se. — por que no pouco tempo que nos resta não poderíamos ficar juntos?\"

Na torre Ishitar fitava o palácio, tudo de ruim que acontecera na sua vida, acontecera naquele local.

- \"Eu odeio Uaset, odeio Menefer, odeio Seth, odeio meu irmão, odeio todos, principalmente ele. Odeio! — as lagrimas apareceram. — Saga eu te odeio... odeio... eu... Saga... eu não quero ficar sozinha.\"

- Mas infelizmente vai.

- Hiso-ka? — indagou surpresa.

Hisoka apareceu diante dela.

- Como... como subiu aqui?

- Ishitar. — aproximou dela. — É uma pena que não nos veremos mais. — disse com os olhos cheios de maldade. — não dessa forma. — acariciou o rosto dela.

- Do que está falando?

- Logo saberá minha cara. — aproximou ainda mais.

- Hisoka...

Nem houve tempo. Ele a beijou com volúpia e dos lábios dela brotaram dois filetes de sangue.

- Adeus Ishitar.

Hisoka sumiu. Ishitar colocou a mão na boca e depois a fitou cheia de sangue. Deu um sorriso maléfico e provava o próprio sangue. Os olhos brilharam em vermelho rapidamente.

No palácio, já estavam preocupados pelo sumiço dela.

- Akhenaton precisamos encontrá-la.

- Fique calma Ankhesenamon.

- Estou tentando. — ela andava de um lado para o outro.

- Ank acalme-se. — Mu a abraçou.

- Hisoka? Cadê ele?

- Desapareceu também. — disse Isi. — deve está com ela.

- Cadê o Saga?

- Está fora do palácio. — respondeu o príncipe.

- Ank o que está havendo? Nunca a vi tão nervosa. — disse Akya.

- Não sei... tenho um mal pressentimento... — parou de falar.

- Ank?

A Tefnut sentiu um aperto no peito no exato momento que Hisoka beijava Ishitar.

- Ank? Pressentimento do que? — indagou Tite.

- Está prestes a acontecer alguma coisa.

Os dourados a fitavam temerosos, Ank sempre fora calma e o estado em que se encontrava era preocupante. As portadoras olharam entre si, da ultima vez que ela ficara desse jeito, Uaset quase fora destruída.

- Alguém chama o Saga aqui, por favor.

- Está bem. — disse Kanon, o geminiano ascendeu seu cosmo. — ele está vindo para cá.

- Ank porque precisa do Saga?

- Não sou que preciso é a Ishitar, vai acontecer alguma coisa a ela.

A portadora de Toth ainda mantinha os olhos vermelhos quando desceu da torre.

- \"Vou acabar com tudo.\" — pensou.

- Olhe quem está sozinha.

- Isoke? — os olhos voltaram ao normal.

- E nós também. — apareceram diante dela Kaimah, Sadiki, Hadimi e Akin.

- O que querem? — estava se preparando para pegar a ankh, mas lembrou que ela havia ficado no palácio. — \"maldição.\"

- Não me diga que perdeu a ankh. — disse Hadimi notando o pensamento dela. — está desprotegida.

- Não me subestime. — disse tomando posição.

- Ela quer lutar mesmo assim. — Sadiki tomou a frente. — posso Akin?

- Nós dois. — sorriu o guerreiro da traição. — já que está sem a jóia.

- Será um prazer matar a traidora.

Sadiki começou a elevar seu cosmo, assim como Akin e Ishitar. A portadora tinha consciência que estava sem a ankh e a armadura, mas mandaria aqueles dois para Anúbis.

- Suprema Intervenção!

O golpe dela explodiu indo em direção a eles.

- Presas da serpente!

- Mar do caos!

Os dois ataques combinaram atravessando o golpe de Ishitar. Ela foi atingida em cheio.

- Sem a ankh seu poder é grotesco. — sorriu Hadimi.

A portadora de Toth levantou encostando na parede. Estava ferida.

- Já disse para não me subestimar. — seu cosmo queimava ao redor. — não vou ser derrotada por lixos como vocês. — deu um passo.

- Viu do que ela nos chamou? — sorriu Kaimah.

- A hora da diversão começou. — os olhos de Hadimi eram de pura crueldade.

Os cinco avançaram contra ela, Ishitar se defendia como podia, mas cinco contra um era impossível. O ultimo golpe aplicado por Sadiki a jogou de forma violenta contra a parede fazendo-a afundar.

No palácio, Ank só se acalmou ao ver Saga.

- Mandaram me chamar? — o geminiano estava sério.

- Saga, por favor. — Ank correu até ele. — tem que achar a Ishitar.

- Ela não quer mais me ver e vou respeitar isso. Alem do mais é só perguntar para o Hisoka.

- Eu sei que ela te disse coisas terríveis, mas... mas... — Ank estava nervosíssima.

- Mas o que Ank? — Akhenaton começara a ficar preocupado. — Ankhesenamon fale. — a voz do príncipe saiu grave, indicando que ali estava Osíris.

- A Ishitar corre perigo.

Na torre a Toth apoiava-se na parede.

- Ela ainda está viva. — disse Hadimi.

- Ela daria uma boa guerreira sith, mas já que escolheu Uaset tem que morrer. — disse Akin.

- Vamos atacar os cinco?

- Por que não.

Ishitar tentava se mexer, mas o esforço que fez para sair de dentro da parede sugara todas as suas forças.

- \"Eles estão mais fortes...preciso fazer alguma coisa.\"

- Diga adeus a esse mundo Ishitar. — os cinco elevaram seus cosmos. — Paralisação!

- Presas da serpente!

- Laminas de areia!

- Mar do caos!

- Destruição da alma!

Os cinco golpes combinaram formando um poderoso ataque, Ishitar ainda tentou se defender com uma barreira, mas foi inútil a portadora recebeu toda a energia, indo ao chão.

- Está morta?

- Se não estiver falta pouco. Vamos, tenho que pegar a ankh.

Sumiram. No palácio, Mu tentava acalmar Ank.

- Sinto muito Ank, mas não vou, se precisarem de mim para outra coisa, me chamem. — reverenciou Atena e o príncipe e estava saindo.

- Vai deixar que Hisoka a tire de você?

- Ele já tirou. — respondeu sem se virar.

Ank ia retrucar quando sirene foi ouvida.

- Seth.

Todos correram para a entrada do palácio. Do lado de dentro dos portões estavam os cinco guerreiros de Seth.

- Como ousaram entrar aqui. — disse Akhenaton.

- È uma honra ter nos recebidos alteza. — Isoke fez uma reverencia irônica.

- Só queremos a ultima jóia. — disse Akin. — a ankh de Ré. Entregue-a.

- Não está conosco. — disse Akya.

- Está sim. — sorriu. — se estivesse com Ishitar ela tinha durado mais.

- O que quer dizer? — Saga tomou a frente.

- Há essas horas a nossa conterrânea deve ter virado comida.

- O que fez a ela? — gritou Akhenaton.

- Só brincamos. — Hadimi começou a sorrir de maneira mesquinha.

Saga não pensou duas vezes correu para procurá-la.

- Não vão sair vivos daqui. — Kanon elevou seu cosmo. — Triangulo dourado.

O ataque de Kanon não surtiu efeito algum neles.

- Não é possível... — murmurou Akya.

- Eles estão mais fortes. — disse Shaka.

- Isso mesmo cavaleiro de Atena. — disse Kaimah. — graças ao nosso deus, nossos poderes aumentaram. Não terão a menor chance contra nós.

- É o que veremos.

Enquanto isso Saga procurava desesperadamente por Ishitar, nada tirava da cabeça dele que Hisoka era o responsável.

- \"Quando encontra-lo terá uma passagem só de ida para Anúbis.\"

O geminiano olhou em todos os lugares, só faltava um lugar: a torre e para lá dirigiu-se.

- Onde você está... — parou de falar ao ver algo estendido no chão.

Ishitar estava numa situação critica, sem armadura seu corpo havia sofrido vários ferimentos.

- Ishitar. — o geminiano a colocou no colo. — Ishitar!

Ela não respondeu.

- Ishitar. — elevou seu cosmo por instantes.

A portadora abriu os olhos porem não eram amarelos e sim vermelhos.

- Ishitar... — murmurou surpreso.

Ela o olhava fixamente, Saga fez menção de tocá-la.

- Não... — começou a chorar. — não me mate, por favor.

Ficou surpreso pelas palavras dele.

- Por favor, não me mate.

- Jamais faria isso a você. — Saga limpava o rosto cheio de areia, lagrimas e sangue. — Jamais.

- Não...? — seus olhos voltaram ao normal.

- Não. — sorriu.

- Por que...?

- Por que... por que eu... — foi aproximando. — nunca vou te deixar sozinha.

Ele foi para beijá-la, mas foi interrompido por um estrondo.

- Os guerreiros de Seth.

- Apoie-se em mim.

Enquanto na entrada do palácio, portadoras e dourados travavam uma batalha, que estava a favor dos guerreiros de Seth.

- Esses caras estão mais fortes, muito mais. — disse Miro.

- Precisamos tomar cuidado. — Shura aproximou.

- Temos que fazer alguma coisa. — disse Tite.

- Vocês vão proteger Akhenaton e Atena. — Kamus segurou o braço dela. — não quero você aqui.

- Sou uma portadora.

- Então, seu lugar é ao lado do príncipe. — disse Miro. — Hatshe vá com ela.

- Você também Akya.

- Não me dá ordens.

Do outro lado.

- Que tal combinarmos nossos ataques e mandar todos para Anúbis. — sugeriu Sadiki.

- Boa idéia.

Os cinco ascenderam seus cosmos.

- Isi, leve Ank e Tari e protejam Akhenaton e Atena. — Shaka pegou seu rosário.

- Shaka...

- Vá.

- Está bem.

As portadoras fizeram uma barreira humana ao redor dos dois deuses. Os cinco dispararam.

- Hon! — Shaka criou uma proteção para eles.

- Parede de cristal!

Porem, por mais forte que fosse os poderes de Shaka e Mu não eram o suficiente para deter cinco ataques.

Foram atingidos, Mu e o virginiano de forma mais forte.

- São resistentes. — disse Akin.

- Não terão chance alguma.

- Eu não teria tanta certeza.

Olharam para o dono da voz: era Ishitar apoiada em Saga.

- Ishitar. — Ank foi até ela. — está machucada.

- Estou bem. Minha ankh.

- Tome. — Akhenaton entregou a ela. — mas não vai lutar.

- Quero ver quem vai me impedir. — se soltou de Saga. — vocês dois tratem de sair daqui. — referia-se a Atena e Akhenaton. — a coisa vai ficar feia. — sorriu de forma maldosa.

- Concordo com ela. — sorriu de forma igual MM. — é melhor saírem daqui. Tari vá cuidar de seu irmão.

- É hora da vingança. — Ishitar liberou o poder da ankh.

- Vou lutar no seu lugar. — Saga segurou o braço dela.

- Não vai, essa luta é minha, não se meta.

- Mas..

- Já me ajudou, vai.

Saga ainda tentou retrucar tudo em vão. O palco estava armado, deu um lado Akin, Isoke, Hadimi, Kaimah e Sadiki do outro Ishitar, MM, Kamus, Miro e Shura.

----- Ishitar----

- Vai precisar se esforçar mais para me derrotar Akin.

- Estou vendo que sim.

Os dois começaram a lutar.

------ MM ---

- Sua Ísis conseguiu sobreviver.

- Teve sorte Isoke, se ela morresse, você teria uma morte rápida, mas agora posso mata-lo devagarzinho.

----- Kamus -----

- Há quanto tempo cavaleiro de Atena.

Kamus o fitava.

- É de falar pouco. Gosto de pessoas assim. Será rápido em garanto, quero tirar logo os olhos de Nefertite.

O ar começou a ficar frio.

----- Miro -----

- Desta vez não vai fugir, covarde. — disse Miro.

- Não preciso, vou matá-lo mesmo.

----- Shura-----

- Vai se arrepender por usar a imagem de Hakor.

- É mesmo? — sorriu com desdém. — estou morrendo de medo.

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Os combates começaram ferozes, o nível dos guerreiros tinham aumentando muito mais que tinham imaginado.

- Por que eles estão mais fortes? — Ank não tirava os olhos da batalha.

- Porque o poder de Seth aumentou. — disse o príncipe. — de posse das seis jóias, ele conseguiu liberar parte do seu poder de deus.

- Quer dizer que se Seth pegar a ankh, seus guerreiros ficaram mais fortes? — indagou Afrodite.

- Sim.

- Isso não é bom. — disse Aldebaran.

---Miro----

O escorpião já havia atirado seis agulhas escarlates, mas nenhuma tinha atingido Kaimah.

- Suas agulhinhas não funcionam mais em mim.

- É o que parece. — ironizou. — terei que ser drástico.

- Drástico?

- Quer fazer um pedido ou uma oração antes de morrer?

- Não me faça rir. Acha que com esse cosmo vai me derrotar?

- Acho. — sorriu.

- Atrevido. Vai pagar com a vida. Reflexão da alma.

- Miro cuidado! — gritou Hatshe.

- Tempestade escarlate!

Os dois golpes se chocaram, mas Miro foi acertado. Ao redor do escorpião formou uma redoma.

- Onde você está?

- Me procurando? — Kaimah apareceu na frente dele.

- Vou acabar logo com você. Tempestade Escarlate.

Fora da redoma...

- Vai ser mais fácil que pensei. – sorriu.

Dentro...

Mesmo com os ataques de Miro, Kaimah continuava de pé. O escorpião perdendo as forças caiu de joelhos.

- “Esse cara não morre. Droga. A não ser que... esses guerreiros têm golpes ilusórios... isso só pode ser uma.” Preciso sair daqui.

Miro elevou seu cosmo disparando contra a barreira. Kaimah que sorria parou a ver sua redoma ser destruída.

- Não é possível!

- Surpreso? – estava ajoelhado.

- Como se sente sendo atingido por seu próprio golpe?

Miro olhou para si, sua armadura continha algumas perfurações.

- “Então o golpe dele prejudica o inimigo que pensa que está atacando.” Até que você é inteligente.

- Como?

- Devolvo a pergunta: como se sente sendo atingido pelas agulhas?

- Agulhas?

Kaimah notou quatorze perfurações em sua armadura, que sangravam.

- O que? Como me atingiu?

- Pouco antes de me acertar. – sorriu. – logo vai morrer por causa da hemorragia. Não tem a menor chance. – levantou, mas sua perna esquerda estava um pouco paralisada. – Renda-se antes de receber a Antares.

- Nunca! — disse, mas sua visão já estava ficando turva.

Isoke que lutava contra MM parou ao ver o irmão.

- \"É um imprestável. Já estou cheio dele.\" — começou a andar na direção do irmão.

- Onde pensa que vai? Nossa luta ainda não acabou.

- Já volto, não se preocupe, só tenho que acertar as contas com o meu irmão.

- Irmão?

Os demais guerreiros pararam de lutar ao ver Isoke aproximando do irmão.

- Kaimah, mesmo com os poderes que Seth lhe deu não consegue derrotar esse cara?

- Não se meta.

- É um desperdício.

Os demais guerreiros se olharam.

- É a vergonha da família.

- Você está atrapalhando nossa luta. — disse Miro já de pé.

- Cale-se.

Isoke disparou uma bola de energia, Miro tentou defender, mas foi atingido em cheio, batendo de forma violenta numa arvore.

- Miro! — gritou Hatshe indo até ele. — Miro!

- Essa doeu... que cara forte.

- Você está bem?

- Sim.

Kaimah olhava com ódio para o irmão.

- Essa luta é minha Isoke. Eu que irei derrotá-lo.

- Vai morrer daqui a pouco maninho.

- Isoke...

- Vamos nos livrar do estorvo. Proponho que fiquemos com a energia dele. — disse a Sadiki a aos outros que tinham parado suas lutas.

- Não seria má idéia. — sorriu Sadiki. — uma pessoa a menos para dividir a energia de Seth.

- Vocês não estão falando sério? — Kaimah recuou.

- Claro. — sorriu o irmão. — faz as honras Hadimi?

- Será um prazer. — sorriu de maneira maléfica.

As portadoras e os dourados, não entendiam nada, eram cúmplices e mesmo assim teriam coragem de matá-lo?

- Não teria coragem. — Kaimah recuava.

- Se seu irmão não importa, eu que vou importar?

- Isoke. — Kaimah o olhou suplicante. — somos irmãos. Sei que temos nossas diferenças, mas..

- Somos? — disse irônico. — está na hora de dizer adeus a esse mundo irmãozinho.

Grãos de areia começaram a envolver Kaimah, ele olhou desesperado para Isoke. As portadoras e os dourados ficaram temerosos, o guerreiro do ciúme estava apavorado.

- Não Hadimi, por favor, eu suplico.

- Odeio gente covarde. — ele estendeu o braço abrindo a mão.

- Não.

Os grãos de areia se juntavam formando uma grossa camada que envolvia o corpo de Kaimah. Ele tentava escapar golpeando a areia, mas era inútil. A camada o envolveu por completo formando um casulo.

- Sepultamento.

Os dourados e as portadoras ficaram chocados com o que viram, o casulo estorou de dentro para fora, sangue espirrou para todos os lados e não sobrou nem um pedaço do corpo dele.

- Dê lembranças a nossos pais, irmãozinho querido.

Ficaram estarrecidos com a cena.

- Ele.. matou o irmão? — indagou Aiolos.

- Eles são malucos. — disse Dohko.

- Saga. — chamou Kanon.

- O que...?

- Você não me odeia não é?

- Não diga bobagens.

Tite olhava desesperada para Hadimi, ele era o adversário de Kamus e poderia fazer o mesmo com ele.

- Agora somos apenas quatro. — disse o guerreiro da inveja. — e modéstia parte os quatro mais fortes.

- Quem vamos eliminar agora.. — Hadimi olhava-os.

- Que tal... — Sadiki escolhia seu alvo. — você...

Ele ia apontar quando sentiu um cosmo conhecido. Uma poderosa energia negra encobriu o local.

- Esse cosmo... — murmurou Atena.

- Ele está aqui. — disse Akhenaton.

Uma sombra negra apareceu sobre o portão principal do palácio, a sombra materializou revelando sua forma.

- Que interessante, estão todos reunidos.

Olharam para cima: era Seth.

- Seth?! — exclamaram surpresos ao vê-lo.

- Gostaram da minha nova aparência?

- Akhenaton, por que ele está assim? — indagou Akya.

- Com o poder das jóias, Seth está liberando seu real poder e com isso sua forma original.

- O que quer dizer?

- Ele está assumindo sua forma imortal.

- Isso mesmo. Só me resta uma jóia para a minha vitória.

- Se depender de mim, nunca vencerá. — disse Ishitar.

- Ao contrário, já venci mesmo dependendo de você. — sorriu.

Saga não gostou da forma que ele falara.

- Por que mataram Kaimah? — indagou aos seus subordinados.

- Ele era um estorvo senhor. — disse Isoke.

- Estorvo ou não ele me trouxe uma jóia, mas tudo bem, quatro guerreiros serão suficiente.

- Sabia que entenderia meu senhor.

- Venham para cá.

- Como?

- A luta será apenas entre Akin e Ishitar, vamos só assistir.

- Como quiser.

Sadiki, Hadimi e Isoke apareceram ao lado do deus.

- Não quero interferências. — apontou o dedo para Saga e os outros. — ficaram quietos. — liberando seu poder criou uma barreira que deixou de fora apenas Akin e Ishitar — que o divertimento comece.

- Há muito esperava por isso. — Akin tomava posição.

- E sem interrupções.

- Que vença o melhor.

Saga dava murros na barreira. Usou o \'explosão galáctica\', mas não adiantou nada.

- \"Esse cara está mais forte e Ishitar machucada, ela não vai agüentar.\"

- Akhenaton não podemos deixá-la lutar sozinha. — disse Tari.

- Eu sei...- olhou para Seth. — \"qual é o seu objetivo, o que está tramando Seth?\"

O combate teve inicio com luta corporal, Akin levava vantagem, pois fisicamente estava melhor que Ishitar, mas a portadora não ficava muito atrás conseguia acerta-lo as vezes.

- Mesmo ferida luta muito bem Toth.

- Disse para não me subestimar.

- Eu sei. — sorriu. — por isso vou te eliminar rápido.

Akin partiu para cima dela e com golpes rápidos a atingia, Ishitar ainda tentou revidar, mas devido aos machucados não conseguiu.

- Diga adeus Ishitar. — elevou seu cosmo. — mar do caos!

Um poderoso ataque partiu.

- Ishitar! — gritou Saga.

A portadora tentou criar uma barreira, contudo a intensidade do golpe fora muito mais forte. Ishitar foi jogada contra os muros do palácio, com o impacto, desmoronou por completo.

- Ishitar! — gritou Ank.

Seth sorria, ver a luta dos dois dava-lhe um prazer indescritível. Seria um teste para ver se ela era digna de fazer parte de seus planos. Se conseguisse ter os descendentes de Amen-hotep, o mundo seria seu.

A poeira aos poucos abaixava no meio dos escombros a portadora estava desmaiada, com vários ferimentos e partes sem armadura.

- Ishitar... — Saga cerrou os punhos, seu cosmo aumentava rapidamente. — primeiro vou matar você. — olhou para Seth.

Saga abriu os braços, concentrando todo seu poder.

- Explosão Galáctica!

O golpe dele chocou com a barreira, mas não se dissipou.

- Saga...- murmurou Kanon.

Seth do alto sorria.

- É inútil, jamais conseguirá quebrar a barreira.

- Cavaleiro idiota. — disse Isoke.

Akin também sorria. Dentro da barreira os dourados mandaram as portadoras se afastarem dela. O geminiano continuava a despejar seu cosmo, que ao contrario não esmorecia. No meio dos escombros a portadora dava sinais de consciência.

O cosmo dele continuava a crescer e para a surpresa de todos a barreira começou a trincar.

- Como...? — Seth não acreditava.

Akin o olhava surpreso.

- \"Como ele tem tanto poder?\"

Os trincos aumentaram e segundos depois a barreira despedaçou.

- \"Ele destruiu a barreira de um deus?\" — Isoke estava perplexo.

- \"Quem ou o que é esse homem?\" — Akin estava estarrecido.

- \"Não sabia que os cavaleiros de Atena pudessem ter tanto poder.\" — pensou Akhenaton.

- \"Conseguiu quebrar a barreira de Seth?\" — pensou Ishitar.

Para mais surpresa deles, o golpe ao invés de dissipar foi na direção de Seth, sem perder a intensidade.

- Idiota. — Seth elevou seu cosmo.

As duas energias se chocaram provocando um grande clarão.

- Saga matou Seth? — Isi olhava perplexa.

- Não... — murmurou Shaka. — Seth ainda está vivo, mas se fosse um dos guerreiros...

- O golpe dele foi poderosíssimo. — disse Akya. — talvez...

- Seth é um deus, não se esqueça disso.

O clarão dissipou, revelando que Seth e seus guerreiros estavam intactos.

- Estou impressionado cavaleiro de Atena. — Seth sorriu. — seu poder é incrível.

- Ainda não viu nada.

- Quer lutar comigo? — desafiou.

- Quero, mas antes preciso eliminar alguém. — olhou para Akin.

- Ficarei esperando. — o deus sentou.

Saga foi caminhando na direção de Akin.

- Tem um esplendido poder. — disse o guerreiro.

- Não terá a mesma sorte do seu senhor.

Estava prestes a atacar quando sentiu um cosmo vindo dos escombros.

- Ishitar...?

- Como? — Akin olhou para trás. — ainda está viva?

Suja de terra e sangue, a portadora estava de pé.

- Ishitar. — o príncipe suspirou aliviado.

- \"Não me decepcionou.\" — Seth sorriu.

- Não morro tão facilmente. — sorriu. — Saga fique fora disso.

- Mas...

- Se quiser brincar com Seth pode ir, mas Akin é meu.

- \"Mulher teimosa.\" Está bem. — afastou.

- Pensa em lutar desse jeito? Está quase morta. Se eu fosse você pediria ajuda dele.

- Não preciso da ajuda de ninguém. Ainda mais para derrotar um fraco como voce.

- Insolente.

- Agora é minha vez de atacar.

O cosmo dela começou a queimar ao redor e crescia a cada minuto nem parecendo que estava machucada.

- Como ainda tem cosmo para lutar?

Ela riu de maneira sádica.

- Mande lembranças a Kaimah. Suprema Intervenção.

Sua energia explodiu indo na direção dele. Akin tentou para-lo, mas foi atingido em cheio. Caiu com vários ferimentos e com partes da armadura rachada. A portadora respirava com dificuldade.

- Agora sua vez. — olhou para Seth.

- Terei o maior prazer de lutar contra você minha cara, mas antes precisa derrotá-lo. — apontou para uma direção.

Ishitar olhou para trás, Akin estava de pé, entretanto seu estado era critico: seus ferimentos sangravam e tinha um braço quebrado.

- Desgraçada. – seu olhar era de ódio. – dessa vez vou te mandar para um lugar que nunca mais poderá voltar.

- Será?

Akin deu um sorriso irônico. Saga que o olhava temeu. O guerreiro juntou as mãos e começou a entoar um cântico.

- Seth, Akin vai mandá-la para...

Isoke nem terminou a frase, Seth nem o ouvira, estava concentrado na luta.

- “Não contava que ele fosse usar isso, Ishitar pode ou não voltar, vai depender do sangue misturado que ela tem.”

O cosmo de Akin aumentou, em torno dele uma luz negra girava em especial.

- Akhenaton... – murmurou Nefertari.

- Não pode ser. – o deus ficou alarmado. – ele não pode ser descendente do...

A energia emanada dele só crescia. Separava as mãos lentamente, a luz negra concentrou entre elas formando uma bola.

- Ishitar saia daí! – gritou Akhenaton.

A portadora o olhou sem entender, mas voltou à atenção para Akin.

- Esses truques não funcionam em mim. – elevou seu cosmo.

- “Antigos poderes de Toth, destruição e vida, traga a esse mundo, o nada e sele o destino de todos.” Desapareça Ishitar. Destruição do Caos!

- Suprema intervenção!

Os dois dispararam porem o golpe da portadora foi totalmente engolido pelo golpe de Akin, um furacão de destruição avançou sobre ela, tudo ao redor era sugado. O chão começou a tremer de forma violenta.

- Ishitar!! – gritou o príncipe.

A portadora foi absorvida.

- Ah!!!!

O furacão transformou-se numa torre de luz que foi até os céus, segundos depois desapareceu, não se ouvia barulho algum, tudo ao redor de Ishitar num raio de 500 metros estava destruído.

- O que... – murmurou Tite ao abrir o olhos. – o que...

O que havia restado do muro, tinha evaporado, o jardim não existia mais, parte do palácio e das casas estavam em ruínas e no meio de tudo uma cratera.

- Que força destruidora. – disse Afrodite.

- Ishitar. – Saga a procurava. – Ishitar!

Akin apesar de exausto sorria, há essas horas a traidora estava no ‘nada’.

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- Será que morri? – Ishitar abriu os olhos e não via nada, tudo era escuro.

- Não cara Ishitar. — apareceu diante dela, um homem com vestes egípcias usando um elmo de íbis. – Akin não a matou.

- Toth? — ela ajoelhou abaixando ao maximo a cabeça.

- Não precisa se curvar Ishitar. Fostes muito leal a mim quando defendeu minha honra perante o cavaleiro de Atena.

- Perdoe-o senhor. — continuou ajoelhada. — ele não teve intenção. Puni a mim no lugar dele.

- Não vou punir ninguém. Ele não disse uma insanidade, no fundo, a história tem sua parcela de verdade. Mas não foi sobre isso que vim. Vim para alertá-la.

- Sobre? — indagou confusa.

- Quando a escolha das novas portadoras estava se aproximando me perguntava quem seria a mais preparada para receber a ankh de Ré. Seth também reencarnaria e uma nova batalha se iniciaria. Não poderia escolher uma pessoa qualquer. Consultando os oráculos estava previsto o nascimento de uma criança especial.

- Amaldiçoada o senhor quer dizer. Tenho o sangue dos sitis.

- Uma criança que teria o sangue dos dois reinos. — disse sem dar ouvido a ela. — uma pessoa que poderia unir de uma vez por todas Uaset e Menefer.

Ishitar ouvia calada.

- Depositei em você todo o conhecimento do nosso mundo, o controle do tempo e a esperança que depois de milênios a nação voltaria a ser uma só. Passou a ser portadora de Toth.

- Senhor...

- Mas era uma faca de dois gumes. Tendo os dois sangues poderia inclinar mais para um lado, subjugando o outro e é o que está acontecendo.

- Como?

- Criada em Uaset tomou as dores do lugar esquecendo que tem sangue sith só que...

- Sim.

- Seu sangue sith não desapareceu ao contrario está mais vivo do nunca. A aproximação com Seth naquele dia que a portadora de Tefnut perdeu a jóia o fez \'despertar\'.

- Quer dizer que...

- Pode voltar — se contra Uaset.

- Jamais faria isso!

- Tem o poder de destruir Uaset, destruir Menefer, destruir os dois ou uni-los.

- Vou destruir Menefer, é de lá que vem todo mal.

- Menefer nunca foi totalmente à vilã da história e nem Seth. No principio dos tempos Seth era um fiel seguidor de Ré, mas isso não vem ao acaso agora. Diz que vai defender Uaset porque não sabe a verdade sobre esses acontecimentos.

- Que verdade?

- Olhe. — virou-se para o lado, mudando de assunto. — onde acha que estamos?

- Não sei.

- Estamos no caos, ou o \'nada\'. Akin a mandou para cá. O mundo foi criado a partir do \'nada\' e é sustentando por ele. Poucas pessoas conseguem abrir uma passagem para esse local.

- Saga consegue.

- Não. Ele não manda a pessoa para cá e sim para outras dimensões que também são circuncidadas pelo \'nada.\' Esse conhecimento que era meu exclusivamente foi passado para um sacerdote, Amen-hotep e vem vindo de geração em geração para pessoas exclusivas. Akin é uma dessas pessoas, assim como você.

- Quer dizer que consigo abrir uma fenda para cá?

- Consegue. Por isso é uma faca de dois gumes. Pode usar esse golpe em qualquer uma dessas ocasiões. Vai aprender esse golpe, pois está no seu sangue, só peço a Ré que saiba usa-lo com sabedoria.

- No meu sangue...? Eu não entendo...

- Entenderá quando chegar o momento. Confio em você Ishitar.

- Não vou decepcioná-lo Toth. — ajoelhou.

- Vá, Osíris está muito preocupado com você.

Ishitar desapareceu. O deus deu um suspiro.

- Não sei por que fui dar ouvido a você Toth

- Sou seu conselheiro Ré.

- Ishitar lembrará de tudo? — indagou um homem de olhos roxos, usando um elmo na forma de falcão.

- A conversa ficou gravada na mente dela, mas ela só vai se lembrar de que aprendeu o golpe. Quero que ela faça as próprias escolhas. Acho que fiz bem ao escolhê-la como portadora.

- Todos nós fizemos.

Apareceu ao lado deles: uma mulher trajando um lindo vestido dourado tendo como coroa uma cabeça de leão. Outra com o mesmos trajes portando na cabeça uma pluma, uma com os mesmos trajes tendo uma cabeça de vaca como elmo, um homem com roupas semelhante a Toth, com um elmo de falcão e no olho esquerdo um amuleto, outro com as mesmas roupas e uma pluma de avestruz na cabeça.

- Que surpresa em vê-los. — disse Toth.

- Queria ouvir a conversa. — disse Hathor. — como disse Tefnut, todos fizemos uma boa escolha.

- Mas a sua portadora renegou o amor. — disse Ré.

- Renegou, mas descobriu a força que ele tem. Era isso que eu queria. Isi com seu jeito \'descontraído\' trás alegria ao grupo.

- Akya. — iniciou Chu. — trás a racionalidade e junto com Ishitar protege as demais.

- Ank, — disse Tefnut. — com sua ingenuidade, faz que todos não percam a esperança, que ainda existem pessoas boas.

- Hatshe. — disse Maet. — consegue equilibrar o racional com o emocional.

- Nefertite. — disse Hórus. — mesmo nas piores situações consegue manter o otimismo.

- Nefertari ou Ísis. — disse Toth. — é a ponte entre elas e nós. Não poderíamos ter escolher melhor grupo. Será ele que trará a paz a todos.

- Tenho minhas duvidas quanto a Ishitar. — disse Ré.

- Não tenho. — disse Tefnut. — Ishitar contará com a ajuda delas. Ela tem um jeito meio explosivo, mas gosta de todas. Quando ela mais precisar terá o apoio delas e esse apoio será decisivo.

- Que assim seja. — disse o deus supremo.

- Alem do mais... — Hathor sorriu de maneira maliciosa. — se todos falharem em pará-la, ainda temos o cavaleiro de Atena.

- Aposto que está metida nisso. — sorriu Maet.

- Penso em tudo querida. Uni o útil ao agradável. O geminiano tem poder suficiente para não deixar que o outro lado de Ishitar aflore, alem de ser um belo rapaz.

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No campo de batalha...

- Akin para onde levou Ishitar?

- Ela ficará presa no \'nada\' para sempre. — gargalhou.

Todos procuravam pela portadora, mas ela parecia ter evaporado, dando falsas esperanças a armadura dela apareceu formando a figura de íbis, a ankh também apareceu parando em pé sobre a armadura.

- A Ishitar... — murmurou Ank.

- O que houve com ela Akhenaton? — indagou Isi. — cadê ela?

- Não... — Tari caiu de joelhos.

Saga olhava estático para a armadura, não era possível que ela...Akin a passos lentos foi em direção a armadura.

- Finalmente a ankh de Ré.

- Maldito. — Saga cerrou o punho. — vai paga caro por isso. — começou a elevar seu cosmo.

- Espere Saga.

Surpreso o geminiano recuou. Akin olhava assustado para onde vinha a voz. Os guerreiros e os demais não entendiam. Seth sorriu.

- \"Não me decepcionou.\"-pensou.

- I-shitar? — Saga olhava para os lados.

- Estou aqui.

Uma luz vermelha envolveu a armadura que se desfez cobrindo o corpo de uma pessoa.

- Co-mo...? — Akin estava pasmo. — como... conseguiu sair?

- \"Ela... — murmurou Isoke. — voltou do caos?\"

- Tenho que admitir que é uma excelente técnica. — sorriu. — um grande poder.

- Não tinha como ter voltado... — Akin recuou.

- Sabe o que é mais impressionante? — sorriu, mas seu sorriso era maléfico, seus olhos ganharam momentamente à coloração avermelhada. — é que eu aprendi.

Osíris ficou alarmado, Seth e os guerreiros não acreditavam, Saga não gostou da expressão do rosto dela e os outros a fitavam intrigados.

- \"Aprendeu?\" — pensou o deus.

- Não tem como ter aprendido. Está blefando! — gritou Akin. — essa técnica, somente descendentes do sacerdote Amen-hotep sabem utiliza-la.

- Essa técnica veio de Toth e se não tiver esquecido sou sua portadora.

- Mesmo assim! Toth só passou os conhecimentos, a técnica do domínio foi feita por Amen-hotep.

- Golpe de sorte. — sorriu. — vou testá-la em você.

- Não Ishitar! — gritou Osíris. — pare! Vai destruir tudo!

Nem o ouviu. Ishitar uniu as mãos em paralelo e dizendo os mesmos ritos foi afastando-a. Criou uma pequena bola negra.

- Ela... — Seth levantou. — sabia que ela podia aprender esse golpe, mas tão rápido? Ela é um tesouro.

- Pare Ishitar. — disse Saga, preocupado, a julgar pela expressão de Akin e de Osíris, aquilo não poderia ser boa coisa ainda mais com os olhos vermelhos.

- Por quê? — sorriu. — olhe que poder, posso fazer o que quiser. — ela o fitou.

Saga a olhava sério e diante do olhar dele, Ishitar recuou, desfazendo o golpe.

- Tem sorte Akin. — voltou o olhar para ele. — não usarei contra você, por enquanto. — seu olhar era demoníaco. – mas... Suprema Intervenção.

Akin como estava meio pasmo por ela conseguir recriar seu golpe recebeu o ataque. Foi ao chão.

- Vamos acabar com isso. — Ishitar criou uma faca de fogo, e foi até ele.

Saga estava preocupado pelo estado dela, parecia que ninguém havia notado, mas o cosmo dela tinha alterado.

Akin continuava no chão. Ishitar ajoelhou diante dele e encostou a faca no peito dele.

- Onde prefere? No pescoço ou no peito?

- Acabe logo com isso.

- Bravo! — gritou Seth aproximando. — que cena mais maravilhosa. Digna a mim.

- Você será o próximo Seth. — disse Ishitar fitando-o.

- Nem eu quando matei Osíris, foi tão cruel. Irmão matando o outro já é um sacrilégio, mas filha matando o pai é uma aberração.

Silencio. Ninguém conseguia dizer nada. Akin olhou imediatamente para o deus e depois para Ishitar. Ela fez o mesmo.

- Poderia ter inventado história melhor Seth. — sorriu. — essa é péssima. — aproximou a faca.

- Vá em frente e o mate então. Depois conto tudo e se conseguir viver com esse remoço...

- Seth que brincadeira é essa? — indagou Osíris.

- Não é brincadeira. Akin é o pai de Ishitar. A princesa Huni e o sacerdote Akin são os pais de Ishitar.