As Súplicas De Um Vagabundo
2 O Desespero de um Idiota...
Notas iniciais
As notas finais sempre contêm alguma informação do livro, ok?
Mizuki é outro nome de um livro meu. Já estava decidido este capítulo à um tempo... :p
Existe alguém mais fudido do que eu?
Se existir, parabéns... Você deve estar aguentando mais do que eu...
- O que você quer que eu faça para não mostrar esse vídeo?
Ela riu e passou as mãos no meu cabelo.
- Volte para mim e me obedeça...
- Nunca! — falei sem emoção.
Ela demorou a perceber e logo desfez a cara de vitória.
- Você está ferrado, Pedro! Todos saberão do seu segredinho.
- Ótimo! Vai ver é porque você é tão fraca e inútil pra mim que não causou efeito e eu tive que recorrer à isso. — a minha facada eu dei sem muita emoção, andando e me arrumando — Vamos, moleque! Você é da minha turma!
- PEDRO!!!!! — gritou a puta lá de dentro enquanto eu e o garoto saíamos rapido para a sala de aula.
...
- Porque foi atrás de mim? — perguntou ele depois de um tempo.
- Afe. Você é da minha sala. Não sei porque correu tanto... Eu sou o líder, então tive que te buscar, já que sou responsável em apresentar os novatos.
Mais uma vez houve um longo silêncio. Estava ótimo...
Mas o filhote de doninha tinha que perguntar!
- Você... É gay?
- QUE, SEU FILHO DA PUTA?! — me desconcertei e dei-lhe um murro, lançando-o contra a parede — NUNCA MAIS REPITA ISSO!
Ele ia chorar. Que foda. Tinha que ser comigo, Deus?
- Desculpe... — falei desconcertado.
Voltei a andar e logo ele me alcançou.
- Me desculpe você...
- Você não é muito de falar... Qual seu nome?
Ele demorou e respondeu:
- Yuuri. Yuuri Masakishi.
Que porra de sobrenome, velho...
Andamos e logo estávamos quase na frente da sala, onde os Barraqueiros se reuniam em volta de sua pobre vítima gay.
- Po-po-por fa-fa-fa...
- Não gagueje, seu merda! — falou um dos brutos mais velhos jogando Mizuki contra a parede. Um japonês da minha sala que era constantemente vaiado e apanhava pela sua disfunção da fala e pelos problemas mentais.
- Vai bater na cabeça pra esqueçer de novo, franguinho?
- Não deviam zoar dele assim... — falei enquanto jogava meu material nos braços de Yuuri.
- Olha lá, seu protetor veio te salvar, bixinha?
- Pa-pa-parem...
- Vocês deviam bater em alguém do seu tamanho. Gays são vocês! E aliás, onde está o terceiro de vocês? Passando o dia do sexo com a mãozinha dele?
Os dois trogloditas se viraram furiosos ao ouvir falar de seu lider.
Vieram com tudo pra cima de mim, mas eu apenas dei um chute no estômago de um e logo soquei-lhe o nariz, enquanto o outro veio com uma barra de ferro pra cima de mim.
Agarrei na barra e saltei, chutando-lhe as bolas. Enfim, a porra dos cursos de artes marciais serviam para algo. Dei-lhe um tapa surdo no ouvido e quebrei o nariz também. Quando menos esperei, fui agarrado pelas costas pelo outro.
- E agora, mãos de fada?
- Foda-se! — falei enquanto ele me deu um soco nas bolas, me encostando na parede.
Dei uma cabeçada na testa dele e consegui me cortar. Ele me soltou no impacto e eu peguei a barra, batendo-lhe com força e, para vingar meus filhos, dei-lhe um chute infernal.
- Filho da é...
Soquei-lhe os dentes para que não continuasse.
Me virei e disse parta os dois que assistiam...
- Vamos para aula.
- VOCÊ É FODA! — falou o moleke — Mas tá com uma hemorragia na cabeça.
Tapei o corte que logo parou e limpei.
Hemorragia teu cú, moleque!
- Nada a ver.
Entramos na sala e o professor virou-se para mim com cara de poucos amigos.
— Até que enfim. Onde estava, Pedro? — perguntou o professor mal-humorado.
"No inferno, beijando um menino e salvando um gay com problemas mentais"
- Procurando um professor e recepcionando um novato da turma.
Apresentei a peste e fomos todos nos sentar.
O menino me dava raiva! Não parava de me olhar!
- O-o-o-obri-ga-ga-do — falou Mizuki e eu sorri.
- De nada!
Eu sorria com ele, mas estava triste. Aqueles brutalhões abusavam dele... Mizuki sofrera uma vez um acidente enquanto saía de carro com seu namorado... Sim ele é mesmo gay. O namorado dele, Hiashi morrera brutalmente e Mizuki sofrera uma baita lesão na cabeça que, qualquer batida forte fazia-o esqueçer até 24 horas de sua vida, como se nada ocorresse.
As vezes ele usava isso para se safar dos problemas. Eu acho muito retardado, mas ele é assim... Morrerá assim...
Estava quase no final da aula quando a TV da sala apitou e ligou o jornal da escola.
- Desculpem a intromissão, mas temos dados muito importantes a serem revelados...
Senti meu coração parar por um momento e eu acordei totalmente quando o link do vídeo apareceu...
- Suspeitas de que Pedro Gillbert, aluno da sala 3-B do ensino médio, segundo ano, tenha abusado de um novato na escola, Yuuri Misakishi. Como mostra o vídeo em flagrante — narrava a Alice. Esta era uma boa hora para cair uma bomba na escola e matar todos... — Estavam esta tarde no chão do laboratório, agarrados e em um beijo apaixonado...
Não consegui escutar a porra...
Me senti o centro de tudo ali.
Sussurros indicavam que o video acabara e a TV apagara, mas eu não consegui me mecher...
- Pe-Pedro? — falou Mizuki espantado.
- Ele é gay — riam os meninos sussurrando.
- QUIETOS! — ordenou o professor em tom autoritário — Senhor Pedro, não sei o porque deste vídeo, mas sugiro que o senhor....
Não deixei-o terminar de falar. Me levantei, batendo na mesa e jogado minhas coisas no chão...
- Filha da puta!
- O que senhor Pedro? — perguntou o professor jurando ouvir a porra do meu palavrão.
Olhei para o garoto com ódio. Ele queria chorar.
- SEU FILHO DE UMA PUTA! — apontei ele — FOI UM ACIDENTE E OLHA SÓ! AGORA EU QUE SOU O GAY?
Sai correndo da sala e deixei o menino lá, com medo dos alunos e quase chorando.
EU MATO AQUELA VADIA!!!
Cheguei na sala de vídeo e abri a porta num estrondo, assustando Alice que estava com Bernardo, seu antigo amante e novo peguete.
- SUA PUTA! VADIA, BISCATE E PIRIGUETE! SUA MÃE NÃO MERECIA UMA FILHA DESGRAÇADA COMO VOCÊ!
- Não vou permitir que fale assim com ela! — falou Bernardo se levantando. Azar o dele! Quebrei seu nariz e o derrubei no chão, pisando em suas bolas com força.
- AGORA VAI PAGA BOQUETE PRA ELE, VADIA!
Peguei o suco de groselha e joguei no vestido branco dela e no cabelo.
- SEU FILHO DA PU-
Não a deixei terminar a frase. Nunca havia maltratado uma mulher, mas me descontrolei tanto que peguei uma porção dos peixinhos de aquário e juro, nunca soube porque fiz isso com os pobres peixes. Soquei-os na bocarra dela e tapei com força, encostando-a na parede e peguei o outro suco e enfiei-lhe goela abaixo para fazê-la ter que engolir os peixes com o suco.
Ela tossia. Joguei o copo ta testa o maldito que me ajudou com um chifre a mais e sai bufando.
Me escondi na sala azul, sala da depressão, do Host Club até a hora do recreio. Má idéia!
Todos se reuniram lá.
- Você por aqui, Pedro? — falou Gabriel ao me ver sair da sala — Você... É verdade?
Ele estava confuso. Minha raiva almentou muito e eu quis voltar para a sala, mas ele me proibiu.
- Se não é verdade pare de ficar assim, cara! Tme gente querendo te ver!
Respirei fundo e andei lentamente até o salão de chá.
Pensei nos diretores, imprenssa, pais da Alice, ams NUNCA pensei aquilo.
Todas menininhas do clube em seus vestidos de uniforme me olhando estranho com aqueles olhinhos brilhando, parecendo cachorrinhos famintos ao verem uma salsinha no hot dog.
- É ele!
- Lindo!
- Fofo!
- ME POSSUA!
Ri com o último comentário.
Me rodearam e eu não entendia mais nada.
- Você é homo?
- NÃO! Briguei, mas as retardadas pareciam robozinhos de filme japonês, fazendo um Ooooowwwnt e me bagunçando os cabelos.
- Vocês são lindos e tchucos juntos!
- Quero você!
Eu não entendia, mas todas meninas me atacavam, me dando beijinhos, uma coisa estranha que eu nunca entendi.
- Cara, você tá desejado! — falaram os gêmeos juntos — Está com as nossas clientes!
- Gatinho!
Senti uma mão pegar minha bunda, mas não vi de quem era.
- Eu quero um selinho!
- Eu dois!
- Me beija!
- E nós? — perguntaram os gêmeos se abraçando de um jeitinho gay e quase colando os lábios beijando as bochechas um do outro.
- AAAAAHHHHHHHHHH LINDOOOOOS!
Metade da minha clientela do momento correu e começou a abraçar eles.
- Sério? — perguntei para as menininhas ao ver o que falavam.
- Sim! Você é muito lindooo!
Elas tinham chiliquinhos e fizeram fila. Nunca fui tão desejado.
- Hora do trabalho! — disse Gabriel me estendendo o paletó.
Começei a secção de selinhos e mordidinhas nas orelhinhas perfumadas.
- Por que não trás seu amiguinho kawai?
- Que? — perguntei. Já era a viségima vez que falava EU NÃO SOU GAY!
- Pooor favooor! — disse ela tocando o umbigo com os braços cruzados, mostrando os seios.
Beijei-a e disse não! Não sou gay!
Mas se bem que nunca o Host foi tão movimentado...
De repente chegou Mizuki correndo e arfando.
- Pe-pe-pedro se-sense-sei! O-o di-di-diretor está te-te cha-a-a-mando.
- Porque?
- É é o-o pa-pai do-do Y-Yuuri!
FUDEU!
NEM ME LEMBRAVA DISSO!
Depois de tanto tempo no clube beijando e abraçando as menininhas...
Porque eu só me ferro?!
Notas finais
Kawai = fofo
Comentem!!!
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