Notas iniciais
-Capítulo de apresentação, espero que gostem.-Abraços sinceros.Srta Áurea Sidus.

E aquele episódio se repetiu novamente, em lugares diferentes e circunstancias também, mas aconteceu, o céu ficou escuro e a chuva caiu sobre a terra, lavando o que restava de sangue e suor, e carregando junto com a enxurrada rastros de uma guerra, que ainda não chegara ao fim, mais uma guerra, pois elas jamais acabariam. Guerras são alternadas com tempos de paz, mas um dia ou outro as chamas iram se reacender e o combate retornará.

E naquele dia chuvoso a guerra imperava, o exército da fada Rainha, ajudada por forças malignas, contra o exercito do Mago Soberano, sangue jorrava impetuosamente do corpo sem vida dos soldados mortos, e o caos reinava naquele campo de batalha, barricadas eram quebradas com feitiços que fragmentavam em pedaços as tentativas de proteção, labaredas de fogo cruzavam o céu na tentativa de acertar o alvo, e ninguém estava a salvo.

Foi quando o céu mudou de cor, e a luz que restava do sol se escondeu atrás das nuvens carregadas, e tudo se tornou escuro. E a batalha cessou por um momento, soldados olhavam atordoados querendo enxergar um raio de luz em meio aquela escuridão, estavam confusos, atormentados e curiosos, tropeçavam e caiam em cima de corpos que jaziam no chão do recém-combate. Então, dos céus vieram às respostas. Águias. Imensas no tamanho e no esplendor, águias de fogo, espécie rara e jamais vistas naquelas terras, as enormes asas produziam rajadas de fogo, iluminando o céu escuro, assim como o restante do corpo. Havia duas águias maiores que guiavam os menores pássaros em voos rasantes sob a colina e não muito distante dos soldados.

Um brilho mais forte chamou a atenção dos soldados para a terra, uma carruagem era conduzida por cavalos, e em pé, uma mulher extremamente branca com um longo cabelo vermelho chicoteava os cavalos para que andassem mais depressa. Ao se aproximar do que restava dos exércitos a mulher, que possuía longos chifres negros que saiam da testa se dirigiu a multidão:

–Aonde estão os líderes de vocês? – Questionou a forasteira.

O silêncio imperou naquele momento, nenhum daqueles soldados, com a consciência que ainda lhes restava ousou responder, e a falta de respostas aborreceu a mulher que questionou mais uma vez:

–Acredito que o esplendor de minhas águias tenha deixado os boçais ludibriados e sem sentidos, correto?

Sem esperar resposta à mulher se aproximou de um homem ao acaso, ele era jovem, certamente foi convocado pela guarda real do exército vermelho, pois suas vestes eram de um vermelho vivo, inconfundível até mesmo com o sangue sobre os retalhos, e trazia o brasão real do Reino Sul. A dona das águias reluzentes rondou o soldado como se estivesse o analisando, e sem ponderar as palavras disse:

–Vestes vermelhas, brasão real – Fez uma pausa para olhar o homem mais de perto – Asas. O boçal é soldado do Reino Sul. Acertei dessa vez?

–Sim, senhora. – Respondeu o homem.

–Um boçal educado. É lindo saber que a educação no Reino Sul anda bem. Agora coopere comigo, aonde está seu líder?

–Não posso lhe informar senhora.

–Ah, eu entendo você meu querido. A pátria em primeiro lugar não é mesmo? Pois bem, vejamos, seus serviços não são mais necessários.- Disse a mulher em um tom autoritário e superior, logo em seguida tirou uma pequena adaga da bainha que estava presa ao cinto, o soldado levantou a espada, como reflexo, mas antes que pudesse dizer a palavra sul, a mulher estava atrás dele cravando a adaga no meio de suas costas, e o pobre soldado caiu morto no chão se juntando aos vários companheiros que já haviam perdido a vida na batalha.

–Mais algum candidato?- Indagou a mulher, e imediatamente os outros soldados abriram caminho até o líder deles. E do meio das sombras surgiu um homem.

–Diga o que deseja, e suma daqui.- Disse o comandante.

–Ah meu caro, vamos com calma, mal diversão começou e você já quer que encerremos?

–Diga logo o que quer, criatura das trevas.- Disse o homem impaciente, e preocupado com um possível ataque surpresa como acontecera a pouco com o colega.

–Ousado, de fato não deve saber quem sou! Caso contrário jamais se dirigiria a mim de tal forma. Devo ter me enganado quando disse que soldados reais vermelhos são educados.- A mulher se aproximava do comandante da mesma maneira que fez com o soldado, como se estivesse indo abater outra vitima, e encarando-o nos olhos prosseguiu. – Leve-me até sua Rainha Sr. Comandante.

Indeciso, mas sem coragem alguma para contestar, o comandante então decidiu levá-la até seu destino, mas quando faziam o caminho para sair do campo de batalha, a mulher se volta ao exército azul para dizer uma última coisa:

– Comandante e soldados do exército azul. Avisem o rei de vocês que em breve eu irei ao encontro dele.

Antes que pudesse ver a reação dos “boçais”, a mulher, ainda sem nome, vai ao encontro de seu alvo. Em direção ao castelo vermelho. Sem esperar ser bem recebida pela rainha, que além de surpresa ficará muito irritada com a visita inesperada. E aquilo era um ponto final na guerra, os exércitos estavam fracos e haviam perdidos muitos soldados na batalha, quando um acordo de paz foi feito as pressas no meio do campo de batalha, um acordo de paz temporário, mas que não demoraria muito a ser invalidado.

Notas finais
-E aí, gostou? Se sim pode comentar ou favoritar ♥Mas se não gostou deixe uma crítica também, vai ajudar bastante.-Abraços sinceros.-Srta Áurea Sidus. ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.