As Renegadas

11 As Renegadas: O Dia se Aproxima...


Notas iniciais
Esse é o capítulo final do final de semana! Logo voltarei com mais, esperando a inspiração.

Havia-se passado três meses, Sakura estava trabalhando no hospital e se desenvolvia rapidamente nas técnicas ninjas, o que impressionou Tsunaide, pois toda sua facilidade era visível.

Ino continuava na floricultura, mas agora havia voltado a participar de missões ao lado dos companheiros e Asuma.

Hinata também voltou ao antigo time, que havia ficado contente com sua volta, ainda mais feliz pela gravidez de Kurenai.

Tenten havia se recusado a entrar para o antigo time, ficava a maior parte do tempo em sua casa, mas o que ela fazia enfurnada em seu quarto, era o que ninguém sábia.

Era uma tarde calma em Konoha, ninjas em missões, outros de plantão, demais de folga.

—Sakura, precisamos de você no centro cirúrgico, o caso do paciente é grave. –Pediu Shizune aflita.

—hai Shizune-san. –Disse Sakura tentando manter a calma. – qual o problema?

—o paciente foi envenenado, você é a melhor que já tivemos nesse hospital, precisamos de sua ajuda.

—okay, irei agora mesmo.

Shizune afirmou, Sakura então saiu correndo, preparou-se para entrar no centro cirúrgico e assim que entrou viu o paciente com os batimentos a um fio.

—Sakura-chan... –Os enfermeiros estavam aflitos, pela primeira vez.

—tudo bem. –Sakura se aproximou do paciente, deu algumas ordens e todos acataram.

Então Sakura começou o processo. De primeira todos estranharam pela Haruno ficar em silêncio e apenas encarar algumas áreas do corpo do paciente, e após a análise, ela pegou o bisturi e o aproximou do peito do ninja, foi estranho de primeiro, ela fez um corte fundo e o sangue começou a descer, com um equipamento especial, Sakura abriu o peito do homem, deixando o coração dele visível, e aquilo assustou a todos os presentes na sala, incluindo Shizune que resolveu dá um apoio.

—o coração dele... está apodrecendo... –Pronunciou Shizune com os olhos arregalados.

—hai...

Um brilho verde tomou conta da mão de Sakura onde se encontrava o bisturi, e com o mesmo perfurou o coração do paciente.

—SAKURA ESTÁ LOUCA? –Gritou Shizune apavorada ao ver o ato da ninja médica.

—silêncio Shizune. –Pediu Sakura autoritária.

Quando Sakura retirou o bisturi, uma espécie de sangue preto começou a escorrer, o brilho verde então que se encontrava na mão direita de Sakura, tomou a coloração rosada, e com a mudança de densidade do chakra, Sakura segurou firmemente o coração do ninja, que se encontrava dopado pelo veneno.

Todos os ninjas médicos que assistiam aquilo estavam impressionados, o chakra era mais forte que o normal de todos os ninjas médicos, até mesmo que a lendária Sannin. O que deixou todos apavorados foi ao ver o coração do paciente tomar a coloração normal novamente, aquilo causou espanto em todos sem exceção.

Longos minutos foram preciso para que o coração do ninja voltasse a bater novamente, e quando Sakura, que estava de olhos fechados concentrada, sentiu o mesmo pulsar em sua mão, o soltou com cuidado e desfez o ninjutsu. Passou a mão pela testa e sorriu, retirou o objeto que mantinha o peito do homem aberto e olhou para Shizune.

—agora pode fechar o peito dele, estou sem chakra para isso... –Disse sorrindo e saindo logo em seguida do centro cirúrgico.

Todos olhavam o caminho do qual Sakura percorreu, e Shizune não pode deixar de admirar as habilidades dela. Mais como aquilo era possível, passou longos anos em cativeiro para adquirir tal habilidade, e aquele ninjutsu não era do modo que se aprendia em poucos meses ou dias de treinamentos.

Shizune despertou dos pensamentos assim que um dos enfermeiros presentes chamou sua atenção, para fechar o ferimento do ninja. Com rapidez fecharam o ferimento do ninja e o enfaixaram, os batimentos haviam voltado ao normal e pela feição do ninja, ele agora estava aliviado por não sentia mais tanta dor, agora ele se encontrava longe da morte, graças a Haruno Sakura.

Tenten encontrava-se em seu quarto, estava tudo escuro apenas com um abajur iluminando os documentos, sua mesa estava repleta de pergaminhos e em sua mão um pincel molhado que escrevia símbolos com toda a pressa possível.

Pela quantidade, percebia-se que aquilo estava sendo feito á dias, e sem interrupção alguma.

—Ninja āto: Shinseina shīru no kassei-ka.

Pronunciou em um sussurro. De imediato os símbolos escritos no pergaminho foram ativados, causando um brilho forte, em sinal de que havia sido completada a técnica.

Com um meio sorriso, Tente deposita o pincel em um potinho com tinta, e fechou o pergaminho cuidadosamente, o colocando em cima da cama, onde se encontrava diversos pergaminhos de variadas cores e tamanhos.

Quando por fim terminou, caminhou até a janela de seu quarto e abriu a cortina, abriu logo em seguida a janela e respirou o ar puro que se vinha do lado de fora de seu quarto, com um sorriso divertido, calçou suas sandálias ninjas e resolveu sair um pouco para fora.

Ao abrir a porta dos fundos, observou bem o gramado verde e úmido que havia em seu jardim, viu o espaço amplo e bonito do qual anos não via. Resolveu então andar pela floresta que se encontrava logo atrás de sua casa, afinal de contas a casa da morena ficava um pouco mais afastada do vilarejo, quase não se tinha casas naquele local, devido a isso escolherá aquele lugar para morar a muito tempo.

—lembranças demais desse lugar... –Disse a si mesma enquanto andava por cima de umas raízes grandes e compridas.

Realmente aquele ambiente todo fez falta a Mitsashi, que sempre nos dias de folga visitava ou treinava por aquelas bandas.

Andou Tenten por quase todo aquele lugar, e quando o sol estava para se pôr resolveu dá uma pausa em meio a um riacho com diversas pedras.

Fitou por um tempo aquele riacho, em seu reflexo ficou fitando por um tempo, sentia algo ruim ao ver sua imagem, uma sensação que a incomodava sempre. Na casa da Mitsashi não se encontravam espelhos, pois ela detestava por si mesma, olhar-se no espelho, sentia profunda tristeza quando via sua própria imagem. Agora saber o porquê, ninguém sábia.

Tenten presa aos pensamentos, não havia notado a aproximação de algum ser pela água, ele com sua espada nas costas ria do comportamento distante e indecifrável da Mitsashi.

—estamos cansando de vocês, garota... –Disse a voz sarcástica.

Tenten olhou com um olhar calmo para o akatsuki que andava de um lado par ao outro – calmo – sobre a água.

—vocês eram as melhores, porque de repente nos abandonou? -Perguntou o akatsuki se aproximando da margem, ficando frente a frente com a kunoichi.

Tenten permaneceu calada, apenas ouvindo o que mais ele estava pronto a dizer.

—a vingança estava próxima, não aguentaram esperar por tanto tempo assim?

—não sabe o que fala homem-peixe...

O akatsuki riu baixo.

—homem-peixe... – Repetiu com certa saudade no tom – vocês correm mais perigo longe da akatsuki do que imaginam, isso é apenas o início de suas dores.

—nada será tão ruim comparado ao que fizemos... permanecer por lá... nos fez fortes, fortes o suficiente para tentarmos detê-los.

O akatsuki riu abertamente.

—você são corajosas, admitimos isso. –Confessou o mais velho. – mais fracas para detê-lo.

—tentaremos ao máximo, independente do que aconteça... os protegeremos.

—essas simples pessoas não merecem compaixão... vocês são ingênuas, na primeira oportunidade que eles tiverem, virarão as costas para vocês. São pessoas sem honra, não vivem a ponto de defenderem as pessoas das quais mais amam.

Tenten analisou em silêncio por um tempo o que o akatsuki lhe dizia.

—ela... acredita que a uma esperança...

—ela acredita... mais e quanto a você?

O silêncio reinou. Até que...

—sei que você não pensa da mesma maneira, toda sua vida viveu sozinha, sem o direito de conviver com os pais, pois foram mortos, sem direito a nada, a não ser ficar forte, esse foi o único direito da qual recebeu... e foi o melhor... Kurosuna... não é muito diferente.

—tentamos viver... apenas isso... nem que seja para vivermos recebendo ordens, o que nos importa é quando partimos, termos feito algo da qual venhamos ser lembradas.

O akatsuki deu uma gargalhada estrondosa.

—onde já se viu vilões terem sua marca no mundo?... apenas são lembrados da vergonha, e acredito sinceramente que não é bem isso do qual vocês procuram... pense bem Mitsashi, a um lugar único para você.

E aos poucos o akatsuki foi desaparecendo no meio da neblina.

Tenten caiu de joelhos, socou o chão diversas vezes, enquanto todo o seu braço começava a sangra, deixando a faixa na tonalidade vermelha.

—maldição... o que estou fazendo?

Logo grossas lágrimas começam a descer, a fazendo se odiar mais do que devia.

—preciso... acabar com isso.

Se levantando, limpou as lágrimas e saiu correndo de volta a sua casa, ao abrir a porta logo a fechou em um estrondo. Mais uma noite se passou e Tenten presa em seu quarto, sem querer receber a visitar de ninguém, nem mesmo de seus companheiros de equipe.