As Quatro Estações da Minha Vida...

9 Capitulo 08: Um passeio & Recaída...?!


Notas iniciais
Iae, bele com 'cês? Boa leitura ^.^

"No inverno, o frio traz o desespero."

Ele bateu na porta, mas não teve resposta, deu um longo suspirou e entrou sem nem mesmo o consentimento dela.

Lucy continuava deitada, o lençol cobria todo o seu corpo, Happy estava deitado no pés dela. Natsu estava preocupado com ela, desde que voltaram da casa daquele cara, desde que ela viu o pai estava assim.

Ele caminhou até a cama e se sentou na beira.

— Luce — chamou ser ter uma resposta — Lucy, por favor, olha pra mim —pediu clamante e preocupado.

Houve um segundo de hesitação, um silencio irritante se formou até que a garota finalmente descobriu o rosto.

— O que foi? — indagou a loira com a voz baixa e tremida.

— Luce, você não comeu nada ainda, serio, isso faz mal — disse preocupado, Lucy se virou pra ele.

— Não tô com fome — fechou os olhos afim de dormir.

Natsu bufou, já estava ficando irritado com essa manha dela, se levantou e deu um sorriso meio deformado, pegou a ponta do lençol e puxou, derrubando tanto Lucy quanto o gato no chão, a loira olhou irritada pra ele.

— Ora...o que pensa que esta fazendo?! — esbravejou.

Rosado estava de costa dobrando o lençol, virou um pouco o rosto, deixando que ela mirasse o seu rosto, vendo o seu sorriso...talvez divertido?!

— Se arrume, vamos sair — disse e caminhou até porta.

— Sair? Pra onde? — perguntou confusa e Natsu se virou com um enorme sorriso, totalmente diferendo do de antes.

— Um lugar que sei que vai gosta — e saiu.

Lucy ficou um pouco surpresa, percebeu que estava encarando a porta e com um longo suspiro se levantou, foi até o guarda-roupas e pegou uma roupa qualquer, o dia estava frio, tinha nevado mais sedo naquele dia.

Ela desceu as escadas e encontrou o rosado na porta, a esperando, quando ele pode contempla-la, deu um sorriso minimo e caloroso, Lucy respirou fundo e caminhou até ele. Natsu abriu a porta e os dois passaram.

A rua estava praticamente vazia, o chão coberto pela neve deixava tudo claro junto as luzes que iam se ascendendo, o ar frio fazia o de cabelos róseos esfregar as mãos, a garota olhou de esgueira pra ele e corando um pouco, pegou uma das suas luvas e deu a ele, Natsu encarou a luva branca por um segundo e com um sorriso de felicidade, a pegou e colocou numa das mãos. Ele encarou a mão com a luva e franziu o cenho.

— Não faz sentido — disse analisando as duas mãos agora, Lucy se virou pra ele.

— O que não faz sentido? — perguntou com a notável confusão

Natsu correu até ela e com a mão sem luva, segurou a dela que também estava sem luva, a fazendo corar muito.

— Na-Natsu, o que...?! — a frase morreu quando ela olhou o olhar inocente dele.

— Assim não vai esfriar — concluiu.

— Mas a sua mão já esta gelada — resmungou baixinho e ele riu, voltando a andar, de mão dadas.

Não falaram mais nada, continuaram a andar no silencio confortante que eles tinham formado, Natsu conduzia Lucy até o tal lugar e Lucy se deixava ser conduzida.

[...]

Os olhos dela se encheram de nostalgia ao ver aquele lugar, tudo estava tão branco e com um brilho especial fornecido pela lua e as estrelas, a água do lago cristalina e reluzente que naquele momento estava com uma fina camada de gelo, os galhos de arvore sem folhas com pequenos pedaços de gelo dependurados, era tudo tão lindo, tão puro. Lucy se virou para o garoto com um enorme sorriso animado.

— Isso é lindo, Natsu — disse nostálgica e Natsu a puxou pra que voltasse a caminhar pela rua.

— Eu sei, mas esse não é tão bonito quanto o outro — comentou deixando a loira mais curiosa.

Um pouco mais a frente das arvores e do lago, tinha um caminho que levava a uma colina, Lucy olhou o topo e pode contemplar uma grandiosa arvore, que ainda não parecia congelado, a loira deixou escapar um sorriso caloroso e meigo ao saber as intenções dele.

Os dois subiram o alto da colina e quanto mais alto subiam, mais o ar se tornava gélido, Natsu olhou-a de soslaio e ela continuava a sorrir, seus olhos estavam fixos nas estrelas, que naquele dia em especifico estavam mais brilhantes, o rapaz pensou que talvez fosse culpa da neve que causava essa impressão, mas o garoto estava equivocado, naquele dia, as estrelas estavam especialmente mais brilhantes.

Os olhos dele voltaram a pousar nela, seu rosto estava corado pelo frio (ou seria por estarem de mãos ainda dadas?!) que ali fazia presença e que só ia aumentando, ele pegou o cachecol branco que usava e envolveu no pescoço desnudo dela, Lucy olhou surpresa pra ele, mas não ousou dizer nada, apenas esperou que o cachecol fosse colocado.

Quando o rosado afastou as mãos dela, sorriu, um sorriso carinhoso, que ela retribuiu, ele desfez o sorriso e ia tocar o rosto dela, mas ela se afastou e correu até o topo da colina, ficou do lada da enorme arvore, ela estava de costa pra ele e quando se virou, fechou os olhos e curvou os lábios pra cima, num minimo sorriso.

— Obrigada, Natsu — o sorriso dizia o quão agradecida e feliz estava, Natsu desfez a expressão surpreendida e correu ao lado da menina, puxando-a pela mão até a arvore e se virou pra ela.

— Vem, vamos subir — disse puxando ela até o tronco e a ajudou a subir num dos galhos mais baixos, em seguida ele se ergueu e sentou ao lado dela no galho.

— Hoje, a noite parece mais clara — disse ela olhando o céu noturno.

— É, parece — ele sussurrou pra ela e beijou a testa dela, ela fechou os olhos e encostou a cabeça no ombro dele.

— Sabe, acho que te devo desculpas — disse meio arrependida, Natsu franziu o cenho sem entender — Ah, sabe, por ter te deixado preocupado, sinto muito — esclareceu e ele suspirou.

— Não precisa se desculpar — disse tirando um peso das costas dela — Só não aja mais daquele jeito — completou serio e Lucy não respondeu, consentindo.

Eles passaram um tempo quietos, aproveitando a companhia um do outro, Lucy encarava a noite cálida e as infinitas estrelas, do alto daquela arvore, era possível ter uma completa visão do céu noturno.

— Obrigada por me trazer aqui — murmurou de olhos fechados.

— Não há de que, Luce — disse baixinho, apenas pra ela ouvir e encostou a cabeça na dela, enquanto observava a noite e ela.

[...]

— Natsu, pode ir — gritou Lucy secando o cabelo e fechando a porta do banheiro.

Ela desceu as escadas, ele não tinha respondido e ela pode ouvir alguém conversando. Ela chegou a sala e la estava ele junto de Erza.

A ruiva olhou pra traz e a viu, deu um largo sorriso com a boca fechada.

— Erza — sorriu e foi até ela, se sentando ao seu lado — Por que veio?

— Ah, bem... — se enrolou um pouco nas palavras — Natsu ligou pra mim e... disse que você não bem, ai eu pensei que... bem, você sabe... — disse um pouco encabulada — Eu meio que me preocupei.

— Erza... — deu um suspiro — Não era nada, nem sei porque ele te ligo — lançou um olhar feio pro rosado e ele engoliu em seco.

A mais velha deu um sorriso malicioso e cutucou o ombro da loira.

— Mas sabe, Lucy, ele parecia muuuuito preocupado — comentou insinuativa e o garoto ganhou uma coloração avermelhada nas bochechas — Ele dizia coisas como, "Ah, eu não sei o que faço, ela ta mal", "Me ajuda, Erza, ela não quer falar comigo", "Será que ela esta brava comigo?!" — disse imitando a voz dele e riu logo depois, deixando ele ainda mais envergonhado e a loira rindo — Você tinha que ver, ele estava tão fofinho, foi hilario.

— Vo-você já pode p-parar, né — pediu ele gaguejando e provocando a risada mais alta por parte da Lucy — Lu-Luce, quer parar — exclamou irritado.

— Foi mal, mas não dá pra segurar — aumentou ainda mais a risada.

A ruiva se levantou.

— Vou pegar um copo d'água — comentou antes de entrar na cozinha.

Natsu desviou o olhar pra loira que continuava a rir, ele inflou as bochechas e cruzou os braços, emburrado, numa atitude infantil.

— Você já pode parar de rir — disse, a voz estava abafada pelo bico que estava fazendo, uma cena realmente fofa aos olhos dela, muito fofo.

— Você ta parecendo uma criança, Natsu — tentou parar o riso, tarefa impossível de se cumprir e o bico do rosado apenas aumentou e fechou os olhos — Ah, Natsu, não fica assim, é engra...?! — parou a frase no meio e o riso cessou ali mesmo.

O garoto estranhou, abriu os olhos e olhou a loira, seus olhos se arregalaram, o rosto dela estava repleto de pavor, a pele ficava cada vez mais pálida, em uma longa espirada, ela puxou muito ar, muito ar mesmo, mas parecia que ela não conseguia respirar, de uma hora pra outra ela ficou ofegante, colocou a mão no peito, tentando ficar calma, mas quem em sã consciência conseguiria ficar calmo quando não se consegui respirar?!

— Ei, Luce — chamou, a voz embargada de preocupação.

Lucy se virou pra ele e tentou falar alguma coisa, entretanto a voz não saia, ela tentou se levantar, mas as suas pernas cederam, antes dela cair, Natsu a segurou.

— Lucy, ei, reponde, Lucy — chamava, a loira estava com os olhos fechados, a respiração irregular, puxando ar freneticamente, ela começava a suar, era muito esforço que não dava resultado, em desespero, Natsu gritou pela ruiva — ERZA, RÁPIDO, TEM ALGO ERRADO COM A LUCY.

A mais velha veio correndo, quando viu o estado da loira, entrou em panico e pegou o telefone.

— Alô, é uma emergência, mandem uma ambulância rápido — falava rapidamente, desligou o aparelho e correu pra junto de Natsu — Calma, Lucy, a ambulância já vai chegar, tenta se acalmar — sussurrou baixinho pra ela.

Natsu desviou o olhar assustado pra ruiva, ela passava a mão no cabelo dela, sussurrando pra que ela aguentasse mais um pouquinho.

— Erza... o que... o que ta acontecendo com ela? — perguntou temeroso e Erza engoliu em seco, com receio de dizer e medo da verdade.

— Ela ta tendo uma crise — resmungou com pesar — E ela precisa ir pra um hospital rápido, ou pode piorar.

Natsu olhou temeroso pra loira, juntou as sobrancelhas e engoliu em seco, ele começava a ficar com medo, e se, por um imprevisto, ele perdesse ela, será que ele aguentaria, será que suportaria?!

Notas finais
Opa, parece que as coisas pioraram, né Comentem viu ^.^