As Psicopatas do Vira-Tempo
12 Capítulo 12
Notas iniciais
POV Kayla
Chegamos em Hogwarts no domingo à noite, hoje já era sábado e tudo estava ocorrendo as mil maravilhas!
Eu estou saindo da sala da professora Minerva, onde fiz os NON’s (eu sei que as pessoas geralmente fazem eles no 5º ano, mas, não estávamos aqui no 5º), e acho que fui muito bem!
Estava quase cantando:
“Livre estou, livre estou Com o céu e o vento andar Livre estou, livre estou Não vão me ver chorar”
A Elise e Cassie ainda não terminaram, porém tenho certeza que elas vão ir bem!
Como tenho que esperá-las, para conhecermos Hogsmede juntas, vou para a biblioteca ler um pouco, vai que acho algum livro maravilhoso! Combinamos de nos encontrar no Grande Salão, porque Elise sempre insiste que a biblioteca é longe demais! Eu preciso urgentemente falar com elas sobre as vozes de ontem, pois não deu tempo...
—Cartter! – Uma voz extremamente irritante rompeu o silencio dos corredores — Precisamos conversar! – Disse Belatriz Black me fazendo parar e.… espera ai! O que eu disse? “Uma voz extremamente irritante” é claro, como não pensei nisso antes? Era ela que eu tinha ouvido na biblioteca
— Oi? – Eu disse completamente sem interesse e com muita pressa
— Não se faça de desentendida, Cartter, só vou te avisar uma vez: VOCÊ É DA SONSERINA, E NÃO DEVE ANDAR COM OS PERDEDORES DA LUFA-LUFA, NERDS DA CORVINAL OU OS METIDOS DA GRIFINORIA! Entendeu o que eu disse? Ou você precisa que eu desenhe? Você realmente é uma sangue ruim! – gritou ela com um aspecto de nojo e um ar de superioridade
Meu primeiro pensamento foi dizer: querida, até virgula é importante, mas a sua opinião, não!
Mas, respirei fundo... E não consegui me acalmar mesmo assim, então só troquei as palavras:
— Eu entendi sim, mas, simplesmente não ligo! E além disso, vou ser amiga de quem eu quiser e conversar com quem eu quiser! Porque não existem pessoas mais leais e verdadeiras do que as da Lufa-lufa, e sem estas pessoas o mundo seria puro caos e guerra! Também não existiria um mundo onde não houvesse pessoas inteligentes como as da Corvinal, para desenvolver tecnologias e melhorias! E por fim, um mundo sem pessoas corajosas e de certa forma bagunceiras, como as da Grifinória, seria sem vida e nem liberdade de expressão! A Sonserina tem grande importância sim! Mas não maior que as outras casas, e não vai ser você que vai me impedir de fazer amigos tão incríveis simplesmente por ignorância! – Respirei fundo, e continuei – Não sou um sangue ruim! Até porque, sangue todo mundo tem, com plasma, leucócitos, hemácias e plaquetas. E o “bom” e o “ruim” são relativos, acho que “As pessoas não nascem boas ou ruins. Talvez nasçam com tendência a um caminho ou outro, mas é a maneira como se vive a vida que realmente importa. ” (N/a: esta frase é da saga Instrumentos Mortais, que pertence a autora Cassandra Clare)!
Belatriz estava... não sei como ela estava, surpresa, eu acho, por alguém ter respondido ela desta forma e...
— É assim que pensa, ótimo! Então, não vai se importar em...quer saber?- disse ela interrompendo os meus pensamentos enquanto pegava a própria varinha- Sectumsempra!
Eu, comecei a sentir dor, muita, muita dor, e cai, ao olhar para o meu corpo eu vi uma poça de sangue se formar ao redor de mim.
— Já se arrependeu? – Perguntou ela de maneira retórica. — Acho que precisa de mais um pouco... Crusius!
E a dor me invadiu novamente, muita, muita, muita dor, era como se os meus ossos estivem se rompendo e quebrando. Parecia que facas estavam sendo enterradas em meu corpo...
— Mais um pouco? Sim! Crusius! – Disse ela novamente
Uma agonia tomou conta de mim e tudo começou a ficar escuro, só tive tempo de ver um garoto, um garoto que entrou na minha frente e gritou:
— Protego!
POV Henry
Ouvi algumas vozes, uma delas era extremamente irritante e a outra era bela e suave, mas ao mesmo tempo, forte e imponente.
Então, eu as segui, e encontrei Belatriz Black discutindo com uma garota que estava caída no chão, aparentemente desarmada, ela estava rodeada de sangue e tinha cortes extremamente profundos, ela parecia estar com dor, e tremia enquanto respirava com dificuldade.
Quando me aproximei o suficiente para escuta-las, o que ouvi foi a Black dizendo:
— Mais um pouco? Sim! Crusius!
A única coisa que consegui pensar naquele momento foi que a garota, independente do que tivesse feito não mereceria aquilo, ninguém merecia, então, eu me coloquei (da forma mais rápida possível) entre as duas e disse:
— Protego!
— Owww – disse Belatriz com cara de nojo — o Príncipe Encantado veio salvar a Bela Adormecia?
— Estupefaça! — Eu disse tentando ganhar algo que eu não tinha: tempo
— Protego! – Disse ela com ar de deboche – Agora o principezinho quer ser um herói? Pena que você não vai sobreviver para contar esta história, e nem para virar um...
— Estupefaça! – Eu repeti. – Só para constar, eu não sou um herói! E "heróis nem sempre são os que vencem. Algumas vezes, são os que perdem. Mas eles continuam lutando, continuam voltando. Não desistem. É isso que faz deles heróis." (N/a: está frase é do livro Cidade do Fogo Celestial, que pertence a autora Cassandra Clare), e não a vitória ou derrota!
— Estou me cansando de vocês e suas frases de efeito! A princesa já adormeceu, agora só falta o príncipe para fazer companhia! — gritou ela desviando — Avada Kedavra!
— Estupefaça! – Eu falei desviando, por pouco, da minha morte (literalmente)
— Avada Kedavra! Crusius! Sectumsempra! – Disse ela zangada
— Estupefaça! – Eu falei desviando novamente dos feitiços, mas desta vez eles passaram muito próximos, quase como se eu pudesse sentir. E por mais bobo que possa parecer, ela não fez o mesmo, então foi atingida e caiu no chão, desmaiada. — Petrificus Totalus!
Após imobilizar Belatriz, eu fui até a garota que ela havia machucado, estava respirando com ainda mais dificuldade, e sangrava muito. Quando tirei o cabelo castanho ensanguentado do rosto dela me assustei, não era uma garota qualquer, era a garota da biblioteca, aquela que brigou comigo pelo simples fato de eu ter derrubado os seus livros, aquela que me chamou atenção no primeiro momento que vi, com seus cabelos de pontas cor-de-rosa, os olhos verdes, o sorriso brilhante e a incrível capacidade de me fazer esquecer de tudo.
Eu a peguei no colo e tentei leva-la com o maior cuidado possível até a enfermaria, porém, quando levantei ela do chão os ferimentos pareceram ficar maiores e mais ensanguentados. Isso teria que ser rápido.
Quando cheguei lá Madame Pomfray, que estava sentada em sua mesa veio ao meu encontro. E perguntou preocupada:
— Sr. Lightwood? O que aconteceu?
— Longa história, mas resumindo a Srta. Cartter precisa de cuidados médicos! -Eu disse enquanto colocava ela em uma das macas.
Eu sei, é um momento trágico e eu poderia falar o nome dela, deixar a formalidade de lado, mas eu não sei o nome dela! Porque ela me odeia!!
—Preciso falar com o professor Dumbledore – continuei – Mas volto logo, por favor, me avise quando ela acordar e...
— O senhor não vai a lugar nenhum! Está sangrando, Sr. Lightwood! Deite agora mesmo! – Argumentou ela
Eu olhei para baixo, vi o sangue que manchava minhas vestes, ia dizer que o sangue não era meu, mas não deu tempo, eu já estava na cama, tonto.
Então me lembrei: “desviando novamente dos feitiços, mas desta vez eles passaram muito próximos, quase como se eu pudesse sentir”.
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