As Promessas
1 Capítulo Único - As Promessas
Notas iniciais
Bem, essa é minha primeiro Oneshot :3
Espero que gostem!
É bem profunda...Eu acho...E triste...
Mas, ok!
Nos vemos lá em baixo!
Estava deitada ao lado daquele lago magnífico. Tudo naquele lugar era lindo. As árvores grandes mas esbeltas, os animais que passavam por ali, o lago cristalino, o céu azul, tudo menos um ser inútil que estava deitado lá no meio. Eu.
Não valorizava nem um pouco minha vida, tudo era uma desgraça. Enquanto as outras pessoas estavam por aí com suas famílias ou com as pessoas que amavam eu estava aqui, pensando na minha inutilidade, sozinha.
Tudo é perfeito...até vir uma tempestade e transformar tudo em ruínas. Apenas ruínas de um sonho destruído...
Fechei os olhos e senti o vento batendo em meu rosto. Cheirei calmamente o doce aroma do ar.
-Vai chover.- Falei para mim mesma com a esperança de que minha previsão estivesse errada, mas eu nunca errava. Foi só esperar mais cinco minutos e a chuva começou a cair calmamente. Abri um pequeno sorriso de deboche de mim mesma. Por que eu nunca errava? Talvez fosse uma maldição que vai se aprofundando cada vez mais com o desespero de uma criança indefesa, e como esse sentimento de desespero e inutilidade nunca acabam, a maldição também não acaba.
Inutilidade, inútil, essas palavras me descrevem muito bem...
Quando a chuva começou a engrossar eu me levantei do chão lameado e voltei para casa. Casa? Não...talvez só um lugar onde eu fico enquanto aumento o meu desespero infinito. Abri a porta, limpei os pés, fechei a porta atrás de mim e entrei deixando rastros de lama e de água por onde eu passava. Andei nesse mesmo estado até a cozinha e peguei um copo d'água. Depois de esvaziá-lo subi para o meu quarto. Entrei no meu quarto e tirei a roupa ensopada. Esquentei a água da banheira e tomei um relaxante banho de duas horas.
Poderia me afogar aqui e agora, ninguém sentiria minha falta, meu sofrimento acabaria...Mas por que não consigo? Tinha a sensação de que algo me espera amanhã, e eu nunca erro.
~~No dia seguinte~~
Acordei no mesmo horário de sempre e fiz as mesmas coisas de sempre. Escovei osdentes, coloquei meu uniforme, tomei meu café e me sentei em uma cadeira para escovar os cabelos, de costas para o espelho, sempre. Mas desta vez não, eu me virei para o espelho e me analisei. Uma garota de estatura média, seios médios, poucas curvas, olhos azuis sem vida e o cabelo...os longos cabelos de Rapunzel, mas estes não eram loiros e com vida, e sim pretos cheios de desgraça eminente. Em um dos primeiros dias de aulas, muitas pessoas reclamaram do meu cabelo, por ele ser muito longo, indo até abaixo dos meus joelhos. Desde então eu prendo-o em um coque. Mas por algum motivo não conseguia mexer a minha mão em direção ao prendedor. De repente uma cena veio a minha mente, como se alguém tivesse me mandado uma mensagem.
"Uma mãe escovava os longos cabelos de sua filha, uma pequena e inocente garotinha magnificamente linda, mas que não tem conta do que o futuro a reserva.
-Filha, me promete uma coisa?
-Claro mãe!- Respondeu a filha animada.
-Me promete que nunca irá esconder esse cabelo lindo?- A menina a olhou estranhamente, mas depois acenou afirmativamente com a cabeça."
Fiquei chocada com essa memória. Tinha me esquecido que tinha feito essa promessa. Lágrimas começaram a se formar nos meus olhos, mas enxuguei-as rapidamente. Desisti de prender o cabelo e o deixei solto. Poderiam falar e fazer o que quiser, mas eu não ia mais esconder o meu cabelo.
Quantas promessas você fez eu fazer. Promessas para os mortos são as que valem mais, não é?
~~Quebra de Tempo~~
Cheguei na sala de aula dez minutos adiantada, como sempre. As pessoas começaram a chegar logo depois de mim. Algumas nem notaram minha presença, outras me encararam de cara feia e outras ficaram falando mal de mim, como se eu não estivesse ouvindo. Olhei para o relógio e comecei a contagem.
3...2...1...
-Ai-chan!- Pude ouvir Ami me chamando. Ami era uma garota que simpatizou comigo, mesmo eu sendo tão rude e estranha. Talvez porque temos o mesmo sobrenome, "Misuki". No começo eu a achei muito irritante, e quando ela fala comigo pode-se dizer que ela está falando com a parede. Desde que nos conhecemos nunca trocamos um "oi", por isso não a considero nada minha, nem conhecida e muito menos amiga.
-...
-Ah! Não vai nem me dizer um "Oi"?- Perguntou ela se sentando na minha frente e colocando os braços sobre a minha mesa. Eu apenas virei a cara e fingi procurar alguma coisa na minha mala. -Agora você vai me ignorar? Mas, pensando bem...você nunca fala comigo! Hum...um dia você vai falar comigo! Um dia você vai sorrir! Eu vou fazer isso! É uma promessa, me aguarde Ai!
Realmente aquelas palavras me deixaram um pouco chocada, só um pouco.
Você vai ter que se esforçar muito. E todas as promessas estão guardadas bem aqui.
Eu não devia ter deixado ela fazer essa promessa. Não pelo fato de ela não conseguir manter a promessa, isso também, mas o principal é que normalmente todas as pessoas que me fazem promessas morrem. Mas quando eu faço promessas as pessoas, eu saio ilesa. Bem, quase, a única coisa que acontece é que o buraco onde ficava meu coração vai aumentando.
-Retire o que disse.- Falei calmamente para ela.
-Ha! Viu só? Você já falou comigo! Agora só falta fazer você sorrir!- Falou Ami animada.
-Eu falei...Retire o que disse!- Já não estava mais falando, e sim gritando. Ao mesmo tempo que gritei eu me levantei e bati as mãos na mesa, o que fez todos da sala olharem para mim e para Ami. A mesma me olhou com uma cara de assustada, e por um momento eu pensei que ela retirar o que disse, mas...
-Não!- Ela também gritou e se levantou, e antes que pudesse falar mais alguma coisa o professor entrou na sala.
-Sentem-se todos!- Falou batendo palmas. Todos se sentaram e começaram a cochichar coisas entre eles. Eu apenas os ignorei e voltei a me sentar formalmente, e Ami fez o mesmo, mas antes disso ela me olhou de canto e me lançou um olhar desafiador. Respondi com um mesmo olhar e peguei meu material da aula. Quando coloquei meu caderno em cima da mesa, senti um aperto no peito.
Está perto...Alguma coisa...Não, não é coisa nenhuma...É alguém...
-Alunos!- Falou o professor chamando a atenção de todos. -Hoje, temos um aluno novo! Pode entrar...- A porta se abriu e um garoto de cabelos pretos e olhos roxos entrou. O aperto no meu peito aumentou mais ainda, e eu fui forçada a colocar a mão em meu peito para conter um gemido de dor.
-Olá, meu nome é Tamaki Andou! Por favor cuidem de mim!- Eu tomei coragem e o encarei. Ele olhou discretamente para mim, de um jeito que só eu pudesse ver. Ele deu um meio sorriso e o aperto no meu coração parou, e ele apenas começou a bater mais rápido. Arregalei os olhos.
O-O que é isso?! Essa...Essa sensação...
-Bem, pode sentar-se em qualquer lugar que esteja vago Andou-kun.- O garoto novo olhou pela sala, e parou seu olhar em uma cadeira vaga ao meu lado, e foi lá onde ele se sentou, o que fez meu coração bater mais rapidamente.
~~Quebra de Tempo~~
Durante todo esse tempo que eu passei perto daquele...Andou, meu sofrimento apenas aumentou. Ele nunca entendia que eu queria ficar sozinha, sempre puxava assunto e tentava ser amigável. E além de tudo as garotas ficavam em volta dele, dando gritinhos a cada coisa que Andou falava.
Quando a aula acabou arrumei rapidamente minhas coisas e saí da sala com a esperança de que ninguém, ninguém, viesse atrás de mim. Quando passei pela porta principal, suspirei e fui forçada a parar.
Ele está vindo.
-Hey! Você aí do cabelo comprido!- Ouvi ele me chamar de longe. Apenas o ignorei e fui em direção a minha casa. -Você poderia me esperar?- Disse o moreno novamente. Ele me alcançou e ficou lado a lado comigo.
-Por que eu deveria?- Disse parando e olhando-o. Observando ele bem, até que não é tão feio, talvez seria um dos garotos mais bonitos que eu já havia conhecido. Tudo nele me chamava atenção, seu rosto oval, seus olhos roxos cheios de brilho e de alegria, seus cabelos pretos caindo levemente sobre os seus olhos, o jeito como seu sorriso me deixava mais feliz...
Percebendo o que eu estava fazendo e principalmente, pensando, virei o rosto para o outro lado e pude sentir meu rosto queimando.
Por que? Por que isso está acontecendo comigo? Será que...Não, não pode ser!
-Você não está ouvindo o que eu estou falando não é?- Falou ele parando na minha frente, me impedindo de continuar a andar. Eu nem perdi tempo para olhá-lo, apenas dei a volta e passei ao seu lado. Quando pensei que ele tinha desistido, pude sentir sua mão pegando a minha. Eu tentei me soltar mas ele era bem forte.
-Me solta!- Falei ainda sem olhar para ele.
-Você tem alguma coisa contra mim, não é? Por que você não fala comigo? Eu estou só tentando ser seu amigo!
-Eu não preciso de amigos! Eu não preciso de ninguém!- Gritei me virando para ele. Pude sentir uma lágrima escorrendo pelo meu rosto. Ele arregalou os olhos e soltou minha mão, e nesse momento eu saí correndo em direção a minha casa.
Chegando lá bati a porta atrás de mim e me encostei nela, me sentei, abracei os joelhos e comecei a chorar. Fiquei nesse estado por volta de uns cinco minutos, até me lembrar de outra promessa. Por um momento fiquei estática pensando, mas depois continuei a chorar.
-Não estou nem aí para a merda de promessa nenhuma! Eu não quero saber! Minha vida é inútil! Eu sou uma inútil! Vocês são uns inúteis por me deixarem!- Falei apontando para um quadro de meus pais. Tive um ataque de raiva e comecei a quebrar tudo que estava na minha frente, vasos, quadros, tudo. Uma hora acabei parando e olhei para as minhas mãos, que estavam sagrando devido aos objetos que quebrei. Pensei que tinha acabado, mas ainda faltava uma coisa para eu terminar o meu "desabafo". -E aquele garoto novo! Eu o amo!
~~Na semana seguinte~~
A semana se passou calmamente, sem nenhuma coisa de especial. Ami tentou a semana inteira fazer eu sorrir, mas em nenhuma vez chegou perto disso. Eu nunca mais falei com Andou, mas de vez em quando podia sentir o peso de seu olhar sobre mim, principalmente sobre os cortes na minha mão. Por alguns momentos pensei que não o amava de verdade, meu coração nunca mais acelerou daquele jeito, mas tinha só um problema...Eu nunca errava. Lembra quando eu comentei que a semana passou tranquila? Então, tudo bem até sexta.
Abri lentamente a porta e dei um passo adentrando aquele local cheio de pessoas tão inúteis quanto eu. Olhei para todas aquelas garotas que todo dia ficavam dando em cima do Andou, do outro lado da sala alguns garotos que ficavam reclamando que o Andou era tão popular e outros grupos pequenos que não faziam nenhuma diferença.
Quando comecei a andar para o meu lugar, pude perceber que tinha os olhares de algumas meninas sobre mim, era como se estivessem tramando algo. Apenas as ignorei e coloquei a minha mochila sobre a mesa, arrumei meu material e peguei um dos meus livros preferidos para ler: "A Dança dos Dragões".
-Hey! O que você pensa que você está fazendo?- Falou uma das garotas, na verdade, a líder delas. Ela era uma patricinha certificada, andava sempre de rosa, tinha longos cabelos loiros lisos e olhos azuis.
-Tentando ler. Coisa que provavelmente você não sabe fazer.- Falei em tom ríspido. Quando falei isso, Andou soltou um riso e algumas das outras garotas também, mas a loira ficou roxa de raiva.
-Olha aqui...
-Calmai, estou na melhor parte! É quando tem um bicho do mar gigante no meio de caçadores rindo dele.- Interrompi-a me virando novamente para o livro. A sala inteira começou a soltar várias gargalhadas e eu apenas a olhei com um sorriso de canto. A loira ficou um tempo pensando em uma resposta para aquilo, mas quando percebeu que não havia, saiu da sala correndo com outras garotas atrás dela. Logo depois que ela saiu voltei a minha atenção ao livro. Pude sentir meu coração acelerar a mil e uma presença ao meu lado, e quando me virei pude ver que era...Andou.
-Essa foi boa! Não pensei que você fosse tão divertida assim.- Disse ele rindo. Eu virei o rosto, corada e tentei me concentrar novamente ao livro, mas não conseguia com ele ali. -Você poderia apenas olhar para mim uma vez?- Falou ele se sentando na cadeira de frente para mim, colocando os braços sobre a minha mesa e apoiando a cabeça em sua mão. Olhei para ele discretamente, ele estava sorrindo e eu só acabei corando por causa disso. -Hum...Hoje...Casa...Voltar...Nós.- Ele virou um pouco a cabeça e eu pude perceber que ele havia corado um pouco tentando falar.
-Claro!- Falei para ele sorrindo, e o mesmo respondeu com um sorriso radiante. Isso pode não parecer uma coisa que eu diria, mas era como se ele me fizesse melhor. Era como se...aquele buraco não estivesse tão vazio assim...
~~Quebra de Tempo~~
Arrumei meu material calmamente pensando que eu devia ter dito não para ele aquela vez, mas agora não poderia mais voltar atrás. Quando terminei de arrumar minhas coisas, olhei para a carteira onde o Andou sentava, e ele não estava lá. Por um momento pensei que ele tinha desistido, além de que, que garoto gostaria de voltar para casa com...um ser como eu? Fiquei um pouco triste por isso, por eu não ser uma pessoa normal, com uma família melhor, mas não deixei essa tristeza transparecer. Me levantei e senti alguém tocando o meu ombro levemente.
-Desculpa, fui ao banheiro.- Falou Andou passando a mão na testa para limpar o pouco de suor que havia lá. -Vamos?- Perguntou ele, e eu respondi dando um sorriso e balançando a cabeça em positividade.
Nós ficamos um bom pedaço do caminho sem nem olhar um para o outro, até que ele quebra o silêncio.
-Então...Naquele dia...Você não ouviu o que eu estava falando né?
-Não...- Falei quase como um sussurro.
-Hum...Eu tinha falado que eu moro no mesmo condomínio que você.- Falou o moreno. Eu arregalei os olhos assustada e me virei para ele.
Não...Não...
-É s-sério?- Perguntei parando de andar.
-Sim...e...- Ele parou na minha frente, se abaixando um pouco para ficar na minha altura. -É verdade que você gosta de mim?- Perguntou ele com a maior calma do mundo. Naquela hora, eu pensei que não chegaria em casa, não viva pelo menos. Eu tentei me acalmar, abaixei a cabeça e falei:
-C-Como você sabe?- Perguntei corada.
-Bem...Naquele dia, depois de você sair correndo eu fui atrás de você. Então, sem querer, eu ouvi tudo o que você falou...- Falou ele com um pouco de vergonha. Logo depois pude perceber uma lágrima escorrendo pelo meu rosto, e depois várias ao mesmo tempo. Não havia motivo para mim chorar, apenas deu vontade...
-E-Eu...- Tentei falar, mas a única que saía era soluços e lágrimas.
-Hey! Se...- Andou começou a falar, mas eu apenas corri para cima dele e o abracei, deixando as minhas lágrimas caírem dobre sua camisa. -Está tudo bem...Você não precisa mais se segurar. Pode chorar o quanto quiser...Ai.- Olhei para ele. -Eu também te amo.
~~No dia seguinte~~
Depois daquele acontecimento com Andou, parecia que o meu coração e toda a felicidade que estavam quase acabados, voltaram. Aquela garota infeliz, inútil e estúpida foi embora.
Quando acordei no dia seguinte estava feliz, sempre com um sorriso no rosto. Tomei um banho rapidamente e coloquei uma roupa simples, um enfeite no cabelo e um All star. Antes de sair do meu quarto me olhei no espelho. Minha aparência não havia mudado muito, a única coisa que estava diferente era os meus olhos. Aqueles olhos azuis escuros, sem vida estavam lindos e vivos.
~~Quebra de Tempo~~
-Andou!- Falei batendo na porta de sua casa.
-Já estou indo!- Falou ele detrás da porta. Logo depois ele saiu, e eu me senti estranha por vê-lo em um ambiente diferente. Com esses pensamentos estranhos, meu coração começou a acelerar.
Se acalme...Vai dar tudo certo...
-Então? Aonde nós vamos?
-Em um lugar especial!- Eu respondi. Depois eu falei para ele me seguir, e sem demora nós fomos até o "lugar especial". O caminho para lá era pela floresta que havia ali perto, então o caminho até lá era traiçoeiro. Como já tinha ido para lá muitas vezes, não estava preocupada comigo, e sim com o Andou, mas na verdade quem acabou caindo foi eu. Me distraí por um minuto e tropecei em uma raiz. Naquele momento pensei que o "passeio" foi por água abaixo, mas no último segundo Andou me segura pela cintura.
-Você está bem?
-E-Eu acho que sim...- Falei com o meu coração disparado a mil. Nós continuamos o resto do trajeto de mãos dadas, um ajudando o outro.
Quando chegamos no tão e esperado lugar eu não pude conter um meio sorriso. Aquele lugar onde eu me isolava do mundo e ficava sozinha, agora eu tinha alguém a quem compartilhar aquele lugar.
~~Quebra de Tempo~~
Lá estávamos nós dois, deitados na beira do lago cristalino, de mãos dadas olhando o lindo céu azul e observando as formas das nuvens.
-Aquela ali parece um elefante!- Falei apontando para uma nuvem que passava sobre nós.
-É mesmo! E aquela ali parece uma banana de vestido!- Falou Andou apontando para uma outra nuvem que acabara de chegar ao nosso campo de visão. Tive que rir do comentário, e o moreno fez o mesmo. Quando paramos de dar gargalhadas nós nos viramos um para o outro. -Ai, me promete uma coisa?
-Claro!- Falei focando o meu olhar em seus olhos roxos, esperando ele falar.
-Caso qualquer coisa acontecer, me prometa que não vai me abandonar? E nem me esquecer?
-Só se você prometer também!- Respondi dando um sorriso alegre.
-Tá bom, Rapunzel!- Soltei um pequeno riso. -Ai!
-O que foi?- Perguntei revirando os olhos.
-Eu...te...amo!- Falou ele dando um beijo na minha testa.
-Eu também!
~~No dia seguinte~~
Acordei quase com um pulo. Logo cedo tomei um café da manhã e um relaxante banho de banheira. Estava tão alegre que nada podia acabar com aquele dia.
Me vesti com uma roupa bem despojada, sem nem estar aí com o que os outros iriam falar. Naquele dia eu iria me encontrar com Andou para irmos assistir um filme novo no cinema, mas antes iríamos tomar um sorvete em uma sorveteria perto do condomínio. O ponto de encontro era lá no local, já que Andou tinha umas coisas para fazer antes.
Como estava adiantada e decidi pentear calmamente o meu cabelo e prendê-lo em um rabo de cavalo. Enquanto penteava-o senti um aperto muito forte no meu coração, o que fez o pente cair da minha mão.
Mas...o quê?
O aperto apenas aumentou. Nesse momento um nome veio a minha mente, como alguém me mandando uma mensagem.
A-Andou...
Me levantei da cadeira e corri descalça para fora de casa. Usei todas as minhas forças que me restavam, passando correndo por entre a multidão de pessoas. Todos me olhavam com certa estranheza e desprezo, mas eu nem ligava. Só uma coisa importava naquele momento.
De tanto correr meus pés já estavam doloridos e provavelmente super machucados, ma seu continuei a correr, atravessando ruas, passando por lojas e olhando para todos os lados. Acabei chegando em um cruzamento de avenidas, olhei para todos os lados e o encontrei. Lá estava ele, atravessando calmamente a avenida.
-Andou!- Gritei para ele. Tentei sair correndo até ele, mas meu cabelo estava preso em alguma coisa. Fiquei tentando soltá-lo o mais rápido possível, mas tinha enroscado. Olhei novamente para a avenida e ele estava no mesmo lugar parado olhando para os lados, com apenas algumas pessoas ao seu redor. Enquanto tentava soltar o meu cabelo pude ver um carro vindo em alta velocidade em direção aonde Andou estava. -Andou! Cuidado!- Berrei com todas as minhas forças, mas foi tarde demais. De onde estava só pude ver o carro passando por cima dele e ele caindo com força no chão.
Lágrimas começaram a escorrer descontroladamente pelo meu rosto. Puxei meu cabelo e ele finalmente soltou. Fui em sua direção e me ajoelhei do sei lado. Ele estava completamente acabado. Sangue escorria de sua cabeça e por muitas outras partes de seu corpo, além de vários outros machucados.
-Andou, acorda, por favor!- Falei para aquele corpo sem vida. -Você me prometeu...- Eu pensava que nada mais podia estragar aquele dia. Eu errei pela primeira vez.
~~Quebra de Tempo~~
Eu estava de volta, aquela menina inútil que não serve para nada, pensando em como seria morrer.
Depois do acidente, a ambulância chegou e eu fui para o hospital com Andou. Eles tentavam de tudo para fazê-lo voltar a vida, mas ni fim eles não conseguiram. A família de Andou foi chamada e eu não podia fazer nada para trazê-lo de volta. Quando o médico pediu para eu sair, eu fui para o telhado do hospital, um lugar calmo e sem grades. Pelo o que eu pude perceber, aquele lugar era proibido para qualquer pessoa, mas eu não estava mais nem aí com a vida.
Fui para a beirada e olhei para baixo. Para um hospital aquilo era bem alto, morte na certa se uma pessoa caísse daqui. Uma lágrima escorreu pelo meu rosto e eu fechei os olhos.
-Bem...- Falei para mim mesma e abri um enorme sorriso. -Nós prometemos.- Falei novamente e escorreguei prédio abaixo.
~~Fim~~
Notas finais
Final bolado né?
Vcs nunca saberão o que prendeu o cabelo da Ai!
MUAHAHAHA!
Mds, sou mt malvada :P
Eu fiquei SEIS dias escrevendo isso!
Então, ajudem-me, pfvr!
Se gostaram, comentem! Bjks :3
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