As Nove Flores

5 Novas Amizades


Notas iniciais
Conheça seis das Nove Flores e suas habilidades extraordinárias.

Já haviam passado três meses desde que Violeta deixou a casa de sua avó e chegou ao Jardim das Flores, onde conheceu outras cinco jovens. Ela, que tinha acabado de completar quinze anos, era a mais nova do grupo.

Era surpreendente como havia aprendido a controlar seus poderes. Ela não fazia idéia que era capaz de evoluí-los também. Agora podia não só ouvir e falar com as plantas mas também controlá-las até certo ponto. Podia elevar raízes do fundo da terra e usá-las para agarrar e lançar coisas. Podia envolver-se em um casulo de folhas e galhos para proteger-se de algo. Realmente estava aprendendo muito sobre si mesma e isso a mudava completamente. Não sabia bem ao certo se era de dentro para fora ou de fora para dentro mas ambos estavam em mutação. Seus cabelos cresceram rapidamente até o final de suas costas e continham agora um pigmentação púrpura, similar aos seus olhos. Olhar para ela era como olhar para um quadro recém pintado com a tinta ainda fresca, onde se pode ver o brilho glaceado das cores mais vibrantes.

Quando não estava no centro de treinamento ou na biblioteca, estava com as suas novas companheiras. Era primeira vez que sentia-se totalmente à vontade com pessoas da sua idade e estava feliz por não ter de esconder delas os seus poderes, afinal, eles faziam parte de quem ela era. As outras jovens também possuíam habilidades excepcionais e Violeta estava encantada com elas.

Alpinia tinha traços asiáticos, exceto pelos cabelos avermelhados. Era a perfeita combinação entre alguém extremamente centrada mas com um lado rebelde. Violeta achava que era por isso que Alpinia criava e controlava o fogo proveniente de raios solares. Sem seu temperamento caloroso jamais teria forças para criá-lo, ao mesmo tempo em que sua racionalidade o mantinha sob seu controle. Era bela e tinha 17 anos.

Angélica tinha apenas um ano a mais do que Violeta e por ambas estudarem a flora, passavam muito tempo juntas. Angélica conseguia extrair as habilidades medicinais ou venenosas das plantas, criando armadilhas diversas, desde nuvens ácidas a gosmas pegajosas como proteger a si e seus aliados ao curar feridas e usar aromas para despistar inimigos. Era difícil saber o que ela poderia fazer, algo extremamente ruim ou extremamente bom. Ao olhar para ela, você via uma beleza tão serena e angelical que era difícil não suspeitar. Aqueles cachos dourados podiam ser demasiadamente perigosos.

Rosa e Petúnia tinham 18 anos e foram levadas juntas ao Jardim por Nico anos depois de que seu pai Teodoro levou Alpinia e Angélica. Rosa possui cabelos castanho cumpridos e ondulados, corpo volumoso bem acinturado. As outras meninas brincavam que ela tinha um corpo de pêra. Ela não se aborrecia, afinal, ela gostava de ter todas aquelas curvas côncavas e convexas. Atraia muitos olhares, em especial porque sempre desfilava com um sorriso estampado em seu rosto e uma flor presa ao cabelo na altura da orelha. Sua empatia com as pessoas ia além de um dom, era também sua habilidade principal. Rosa sentia os sentimentos das pessoas, mesmo depois de morrerem. Era normal entrar em algum lugar e dizer se ali tinha uma energia positiva ou não. Ainda estava aprendendo a lidar com todas as emoções, afinal, além das suas próprias tinha de lidar com os sentimentos alheios e isso era muito difícil de controlar. Mesmo assim, Rosa esbanjava carisma e se tornou a conselheira informal daquele grupo. Sempre sabia o que dizer pois entendia os outros e se colocava no lugar deles.

Petúnia era da cor da terra, elemento que ela controlava razoavelmente bem. O que ela não controlava era sua língua. Gostava de falar francamente e expor sua opinião, mas tinha dificuldades em escolher as palavras certas e por vezes passava por rude. Estava aprendendo a lidar com seus poderes e também com sua personalidade e ambos estavam evoluindo muito desde que havia chegado ao Jardim. Agora seu corpo era alto, o mais alto de todas as Flores, mas seu cabelo era curto. Seus poderes era magníficos. Podia mover e transformar o solo em diferentes formas, duras paredes de pedras, areia movediças ou mesmo um campo para um divertido jogo na lama. Era o que mais gostava de fazer, sujar a si e suas amigas com lama.

Gérbera era uma artista. Costumava desenhar tudo e todos e estava sempre com o rosto, mãos e cabelos cobertos de tinta. Algumas vezes você não sabia qual era realmente seu tom de pele, que de tão clara se tingia da cor da paleta que estivesse usando no momento. Ela tinha a habilidade ideal para sua personalidade. Podia reproduzir qualquer espécie, não em forma de matéria física, mas de uma forma de projeção ou holográfica, não se sabia ao certo. Bastava ela imaginar e pronto, ali estava sua obra prima bem na sua frente ou onde mais ela quisesse. Estudava como expandir o alcance de suas criações na distância e tempo de duração.

Das Nove Flores, o grupo já contava com mais da metade delas. Apesar do treinamento constante, Nico sabia que nada poderia prepará-las para o que estava pro vir. Ele precisava se apressar, o tempo era curto e ainda faltavam três delas para encontrar.

Nico decidiu acelerar as coisas e chamou as meninas para uma conversa. Ele não poderia mais fazer todo o trabalho sozinho e precisava da ajuda delas. Os inimigos batiam à sua porta, os planetas se alinhavam rapidamente e o planeta entrava em um colapso silencioso que só ele podia ouvir e como era estrondoso o pedido de socorro.

Ele daria a primeira missão para o grupo.

Notas finais
Não perca a primeira missão do grupo em uma aventura perigosa e reveladora.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.