Notas iniciais
Esse capitulo veio bem rapido mas o proximo deve demorar um pouquinho.
Espero que gostem,boa leitura!

A mãe dos garotos já havia se livrado das roupas quentes e pesadas e vestia um vestido azul de seda que lhe batia nas canelas.Ela estava conversando com Maryanne e disse aos filhos que tio Arthur os esperava no jardim.Os quatro foram em direção á porta mas ao cruzar com o saboroso aroma que vinha da cozinha decidiram passar primeiro por lá.

Dessa vez somente Violeta e Rosa estavam na cozinha pois Margarida que subira para limpar um quarto desabitado e viera de lá se queixando do cheiro de mofo fora tomar banho.Assim que viu o pôr-do-sol através da janela da cozinha Lucia ficou maravilhada. A vista ali sempre fora lindíssima mas da ultima vez que estivera la era tão pequenina que não se lembrava direito.Só se lembrava disso:Desse magnífico pôr-do-sol.Susana colocara a mão em seu ombro e acompanhava a irmã quanto ao deslumbre da paisagem.Enquanto isso Edmundo importunava Rosa sobre o cardápio já que o cheiro estava maravilhoso.Rosa negava e negava:

-Não Edmundo- disse rindo do menino que se espichava para olhar dentro da panela onde ela mexia- quando for a hora do jantar você vai saber e ponto final.

-Ah!-disse ele já desistindo.

Pedro sentara-se a mesa e conversava com violeta que lhe lançava olhares maliciosos e mexia de maneira tentadora com os cabelos embora ele nada percebesse.Susana sim percebeu e sentiu um ciúme imenso do garoto.

-Hum,hum- disse ela – Nos não tínhamos que ir a algum lugar Pedro?

-O que? Ah sim,sim.Tio Arthur, claro.-Ele respondeu sem prestar atenção no que Susana dizia.Ela o puxou com força pelo braço e assim todos foram para fora deixando as duas irmãs sozinhas na cozinha.

Já lá fora os quatro irmãos andaram um pouco entre as arvores frutíferas de maçãs á jabuticabas ate que encontraram tio Arthur.Ele estava de costas para os meninos,sentado em um banco de madeira aonde gostava de ler o jornal e observar a paisagem embora desta vez não houvesse jornal algum.Ele demorou alguns instantes para perceber a presença dos sobrinhos que permaneceram calados ao avistarem-no.O tio parecera serio ao pedir que o encontrassem ali.Quando os viu tio Arthur abriu um largo sorriso e fez um gesto para que se aproximassem.Pedro se sentou no banco ao lado do de seu tio juntamente a Edmundo enquanto Lucia e Susana se sentavam ao lado do tio.

-Pensei bem meus queridos.Vou mudá-los de quarto.Já mandei Margarida limpa-lo e vocês podem mudar pra lá amanha mesmo.Vocês podem dar uma volta na casa e o que encontrarem sejam móveis ou qualquer outra coisa é de vocês esta bem?-Perguntou ainda sorrindo á Lucia.

-Que legal tio muito obrigado!-Disse a mesma.

Então Susana perguntou intrigada ao tio:

-Mas não foi por isso que nos chamou aqui não é tio?

Ele pensou um pouco antes de responder.Não tinha certeza do que estava fazendo mas sentia na alma que era a hora certa de mostrar-lhes o segredo que guardava a tanto tempo com os irmãos já que,da primeira vez,tinham exatamente a idade dos garotos respectivamente Ele,Helena, Eduardo e Luciana.

-Não minha querida,não foi pra isso então vou mostrar-lhes pra que os chamei mas já que o dia esta agradabilíssimo,que tal um passeio pelos jardins?

Ele estendeu o braço á Susana e á Lucia estendeu a mão.Ambas aceitaram o gesto e foram,tio e sobrinhos,caminhar por entre o florido jardim da casa. Foi passeio muito alegre e prazeroso.Todos riram e conversaram bastante até que conseguiram dar a volta a um canto da enorme casa em um lugar onde a hera,a vegetação e a relva cobrira grande parte da parede.Tio Arthur parou em frente ao amontoado de hera e se virou para os garotos.Já devia ser cerca de cinco horas e eles precisavam se apressar para não levantar suspeitas.

-Agora falarei serio com vocês meus sobrinhos.-Ele mudou de feições- e o que vou mostrar-lhes agora é um segredo que carrego sozinho desde que meus irmãos morreram somente dividindo-o com sua tia Helena,e agora que ela se foi mantenho esse fardo sozinho.

Os garotos ficaram extremamente curiosos mas nada disseram para que o tio continuasse.

-Ninguém nessa casa sabe esse segredo e quero que não contem a ninguém.Vocês prometem guardar esse segredo?- Tio Arthur ficou em silencio e aguardou a resposta dos sobrinhos.

-Eu prometo.-Disseram todos um após o outro.

Então tio Arthur colocou o braço para dento do casaco e puxou de lá uma chave de bronze extremamente ornamentada daquelas de filmes antigos que abriam baús ou cofres.Ele estendeu-a na mão e ergueu a mesma para os sobrinhos observarem.

-Essa é a chave do meu segredo.Segredo que vocês disseram estar dispostos a guardar.Vocês tem certeza disso?

A fala de tio Arthur começara a assustar Lucia e ela apertou a mão de Pedro com força para ter um pouco mais da segurança que ele lhe transmitia.

-Estamos certos disso.-Respondeu Pedro embora não tivesse a mesma firmeza de sua voz em sua escolha.

Tio Arthur deu um simples e rápido aceno de cabeça e se virou para o muro.Se podia distinguir claramente janelas lá no alto mas não tão grandes quanto as da casa.Ele afastou grande parte das folhas,galhos e cipós que encontrou e finalmente se deparou com uma porta qual os meninos puderam ver era muito antiga,tal como a chave e possuía uma maçaneta de bronze. A madeira estava já bastante enegrecida pelo tempo e tinha um certa quantidade de lodo.Os meninos se aproximaram e então tio Arthur colocou a chave na fechadura e girou-a vagarosamente produzindo três estalos ressonantes.Ele girou a maçaneta do mesmo modo.Abriu a porta e entrou;os meninos o seguiram e ao entrar se depararam com um pequeno hall que possuía em seu todo uma enorme escada circular de pedra muito antiga.Sem qualquer explicação sobre aquilo tudo ou sinal de que havia reparado nas caras surpresas de ambos os meninos e ambas as meninas,tio Arthur começou a subir as escadas e os jovens fizeram o mesmo.

Subiram e subiram.O mais estranho era que as escadas pareciam não ter fim e a que,a qualquer momento, eles se deparariam com um abismo gigante como nos filmes de terror.Bom,não foi o que aconteceu.Ao fim da escada existia uma porta.Muito mais nova e bem cuidada do que a primeira.Ela não possuía cadeados.

Tio Arthur fez uma indicação e Pedro encostou-se á porta para empurrara pois imaginava que estivesse emperrada mas para a sua surpresa a seu toque ela cedeu facilmente.Tio Arthur ficou imensamente aliviado e contente mas logo recuperou as feições serias.Ele empurrou a porta entreaberta e imediatamente uma claridade enorme saiu de dentro da aparente sala o que fez com que os meninos recuassem inseguros e desacostumados com a claridade extrema já que a escada de pedra pela qual subiram era muito pouco iluminada.

Quando se acostumaram com a claridade os garotos perceberam que o tio havia entrado no recinto á frente e eles entraram também.A sala era muito iluminada pois era alta e o sol da manha e da trade entrava sempre pelas muitas janelas.Tio Arthur os esperava próximo á uma janela do meio mas os garotos só repararam nele depois de observar a sala.Era uma sala curiosa,diferente e surpreendente.Havia um grande armário eu,aberto continha roupas da era medieval.Havia varias armaduras em suportes e objetos de ouro espalhados pela sala.Havia um enorme espelho emoldurado na parede e uma escrivaninha abarrotada de lindos objetos colares e perfumes.Havia também espadas e elmos por todos os lados,objetos imensamente lustrosos e magníficos tanto que não é possível descrever-lhes todos os objetos nem todas as suas características.Só estando lá ,você poderia ver imensa beleza.Os garotos ficaram deslumbrados embora não fizessem idéia do que era aquela sala ou porque possuía tantas armas e coisas antigas.Eles esperaram por um pronunciamento do tio.

-É esse o meu segredo -Disse em meio a um sorriso- toda um vida de anos em menos de um segundo-agora sorriu interiormente pelo trocadilho.Vou contar-lhes tudo mas agora quero que se sentem aqui.-E indicou quatro cadeiras defronte a janela.Eles se sentaram.Tio Arthur se levantou e pegou quatro embrulhos ao redor da sala e os colocou no parapeito da janela.Se sentou novamente e se preparou para falar.

-O que vou contar a vocês agora e estou certo de que vão escutar-me é algo alem do possível imaginar da mente de alguns adultos.

Os garotos ficaram confusos, mas permitiram ao tio prosseguir.

-Eu,o pai e vocês,a tia Helena e Luciana fizemos uma viajem.Uma viajem a outro mundo.Lá vimos Aslam e mudamos o rumo de nossa vida totalmente e acho que isso vai acontecer com vocês.Não vou contar tudo agora pois logo vão se perguntar aonde estamos e nem a mãe de vocês sabe deste lugar.Antes de deixarmos esta sala maravilhosa- Disse olhando com carinho para a sala e fazendo com que os meninos se sentassem novamente.

-Tudo isso aqui será de vocês um dia e muito mais, mas agora o que lhes cabe desse segredo é uma ínfima parte.

Ele se levantou e apanhou o menor embrulho que era uma pequena caixinha de madeira e pediu para que Susana se levantasse.Ela o fez e ele abriu a caixa.Um lindo colar de ouro escurecido ,em um tom de bronze,com pedras de rubi foi o que ele tirou de lá e pôs no pescoço da sobrinha mais velha.Ficou maravilhoso nela.

-Esse colar Susana, — disse com a voz um tanto embargada-era de sua tia Helena. Ela gostaria que ficasse com ele.

Muito obrigado tio.-Disse ela admirada e lhe deu um abraço.Ele chamou Lucia logo que Susana se sentou.

-Ah,minha querida...-Ele pegou o segundo menor embrulho- isso era de sua tia Luciana.A mais novinha de todos nós...-Disse com olhar sonhador e estendeu á Lúcia o presente.Uma escova de cabelos de prata extremamente bela e macia.Ela tinha pequenas inscrições que Lucia ainda não conseguia ler e lindos desenhos de estrelas,anjos e flores.

-Para as duas- disse ele pegando mais dois embrulhos, desta vez na escrivaninha abarrotada- Suas tias deixaram isso aqui.Ele estendeu duas caixinhas pretas para as meninas uma incomparavelmente maior que a outra.- Abram.

Elas abriram a maior e dentro encontraram uma coleção de pequenos animaizinhos e pessoas muito delicados que elas não sabiam dizer ao certo se de cristal ou diamante.A segunda era uma caixinha de musica.Tinha dois dançarinos com roupas de gala antigas e,quando a caixa estava aberta eles rodavam e rodavam sem parar.

Lucia deu um enorme beijo no tio e se sentou novamente.

-Para você Edmundo,tenho dois presentes meus e de seu pai como também os de Pedro.-Ele apanhou somente um embrulho um tanto volumoso no parapeito.-Veja.

Dentro do pacote havia vários mapas e um enorme em particular com pequenas esculturas talhadas em madeira.Parecia um daqueles jogos de tabuleiro de guerras.Ele agradeceu.

-Edmundo,quero que escolha um elmo daquela parede.Ele será seu.Quero que leve-o pro quarto juntamente com seu outro presente e que todos façam o mesmo sim?

Edmundo escolheu um elmo belo mas indescritível aqui.Entao foi a vez de Pedro.

-Pedro,quero que escolha um escudo daqueles.-Ele apontouy para os escudos –mas antes que lhe dar isto.

Ele apanhou o maior embrulho da agora inexistente pilha e entregou-o a Pedro.

Ali havia uma espada muito boa,dinâmica e ,embora ele não soubesse,feita por anões que eram ótimos trabalhadores artesanais.Ela era cravejada de rubis e tinha gravado na lamina as palavras:O grande rei.

Depois de Pedro escolher um escudo tio Arthur disse:

-É melhore nos apressarmos.Já esta quase na hora do jantar.Fiquem tranqüilos que os explicarei melhor mais tarde agora levem isto para o quarto e desçam para o jantar.estou tão orgulhoso de vocês.

E sem mais palavras ele foi embora.Os meninos a principio pensaram se tratar de uma enorme brincadeira mas depois ficaram muito surpresos e confusos.Juntos todos desceram a escadaria de pedra,não sem antes fechar a porta,e foram guardar os presentes como o tio pedira.

Notas finais
Rewies?criticas?segestoes?Espero que tenham gostado.Comments pliis? *-*