As Noivas Do Drácula: O Despertar Do Caçador
2 The Brides - Part 1: Verona Kittom
Notas iniciais
Lady Verona Susana Marie Kittom era uma mulher muito bonita e educada que vivia na França na Idade Média. Foi casada com o Rei Luís XI, O Prudente, onde reinou ao seu lado até 1479, quando sua vida mudou completamente. Verona era uma moça muito desejada pelos homens da corte, embora eles não a cantassem diretamente, pois o rei era muito severo quando se tratava de sua amada. Ela não era diferente. Dona de longos cabelos pretos e de uma pele muito pálida, essa mulher era muito rígida e não tolerava gracinhas. Parte dessa raiva vinha das grandes responsabilidades de ser rainha, mais a causa maior era sua infelicidade by InstantSavings\">no casamento.
A maior decepção de Verona era não ter tido filhos. A sociedade francesa almejava que todos os governantes tivessem um herdeiro, mas o rei achava isso uma bobagem. Essa tristeza, convertida em severidade, era descontada em cima dos funcionários, que haviam apelidado a rainha de “vadia com o coração de pedra”.
Durante uma manhã, Luís pediu para a esposa sair do palácio porque ele tinha assuntos importantes a tratar e que a presença de uma mulher só atrapalhava. Enfurecida, ela saiu em sua carruagem em rumo à casa de Bridget, sua melhor amiga. No meio do caminho a carruagem começa a oscilar e a roda se desprende. Verona e seu cocheiro desembarcam e ela aguarda o cavaleiro by InstantSavings\">tentar consertar o veículo. Quando sua paciência estava prestes a acabar, surge um homem com ar misterioso, com cabelos muito pretos e pele sobrenaturalmente humana. Ela não o havia tocado, mas sabia que ele deveria ser muito frio.
— Bom dia Majestade — o homem se curvou e beijou sua mão.
A mulher não o conhecia, mas estava hipnotizada com sua beleza. Quando saiu do transe, conseguiu perguntar:
— Desculpa, mas eu o conheço?
— Não. Digamos que eu sou um admirador seu há muito tempo — flertou o homem. — Vejo que sua carruagem quebrou. Gostaria de um passeio enquanto seus súditos a consertam? — ele estendeu seu braço curvado.
— O rei não permitiria isso. — falou o cocheiro. — Quando ele souber que você cantou a noiva dele, irá arrancar o seu coro.
— Ele não precisa saber, precisa? — o homem falou profundamente, com um charme que fez Verona querer esconder tudo do seu marido.
— E-e-e-eu acho que não senhor — respondeu o cocheiro, como se as palavras não fossem dele. — Bom passeio, senhora.
Ela deu um sorriso e passou a mão no braço do homem misterioso.
A mulher tentava entender o ocorrido, mas toda vez que tocava o homem, esquecia-se de tudo o que importava. Eles andavam calmamente numa manhã nublada no meio da sociedade francesa. O rosto dele não expressava nada. Nem alegria, tristeza ou sofrimento. Era vazio. A curiosidade dela começou a ficar aguçada.
— Eu não sei o seu nome.
— Na hora certa, vai descobrir.
— Você é algum tipo de sequestrador? Porque se for o rei vai... — ela foi interrompida pelo olhar dele. Era como um mar profundo.
— Querida, você precisa se acalmar. Vou levar você a um lugar.
Quando voltou a si, Verona percebeu que estava em uma mansão luxuosa. Como havia chegado ali? A rainha tinha um buraco na mente.
— Essa é sua casa? — perguntou.
— É temporária. Estou aqui por um tempo, até achar alguém... especial para viver comigo.
— Você comprou essa casa só para ficar um tempo? Que tipo de pessoa super rica você é?
— Onde estão os meus modos? — falou o homem. — Permita-me apresentar-me. Sou Conde Vladislaus Dragulia. Primogênito de Von Valerius Dragulia. Herdeiro direto do trono de Valáquia.
— Nossa! Isso lhe dá um charme inexplicável.
— Não é isso que me dá charme.
Assim que acabou de falar, o Conde agarrou Verona firmemente e lhe deu um beijo Ela relutou, mas no final, cedeu. Eles fizeram amor na mansão várias vezes. A moça nunca se sentia cansada. Quando estava no auge da felicidade, ela percebe que já é tarde.
— Eu tenho que ir. Meu marido não pode sonhar que eu o traí.
— Não se preocupe. Ele não saberá — falou o conde.
A mulher foi para casa levada por um cocheiro daquele maravilhoso homem. Não conseguia parar de pensar no que havia feito. Foi errado, mas fez com que ela se tornasse uma pessoa mais feliz.
Durante quatro anos foi assim. Verona encontrava-se secretamente com o charmoso Vlad enquanto seu marido cuidava no reino. As pessoas passaram a notar sua mudança de humor. Ela havia se tornado uma pessoa mais benevolente. Estava ganhando seguidores.
Numa noite chuvosa a rainha disse para Luís XI que iria viajar, mas foi se encontrar com seu amante. Porém, depois de uma noite de prazer, ele lhe dá uma triste notícia.
— Minha querida, eu estou partindo.
— Já está indo? Por quê?
— Minha terra precisa de mim. Eu preciso voltar urgentemente.
— E eu voltarei para minha monótona vida — falou ela, tristemente.
— Não precisa ser assim. Lembra do que eu lhe disse no dia em que nos conhecemos? Falei que estava atrás de alguém especial. Eu encontrei, só não sei se ela está disposta a ir comigo.
— Eu não sei, Vlad...
— Você prefere viver na solidão de um casamento mal-arranjado? Prefere ser tratada como nada? Se você for comigo, vou valorizá-la, vai ser a mais importante para mim. Vou lhe dar vitalidade, energia, uma nova vida! — ele falou essa última parte com força. — Poderia lhe dar filhos. Sempre quis ter descendentes.
— Você queria filhos?
— Sim. Minha vida foi destruída antes de eu ter uma prole. Há pouco tempo, iniciei uma nova e diferente vida. Quero alguém para passar a eternidade.
— Eternidade? Você não está exagerando? — falou Verona, com um ar de riso.
— Nem um pouco. O que me diz, Verona Susana Marie Kittom? Você aceitaria deixar de ser rainha da França e se tornar a Condessa de Valáquia?
Ela pensou um pouco. Estava prestes a recusar, mas lembrou de sua vida miserável. Pensou em uma vida feliz que poderia ter ao lado do conde. Com um sorriso, respondeu firmemente:
— Eu aceito. A partir de agora quero me tornar sua fiel e eterna esposa. Dedicarei-me sempre a ti.
— Boa resposta.
Ele avançou para cima dela e beijou sua boca. Foi descendo para o pescoço. Sentiu um repuxo na gengiva e Verona sentiu duas pontadas geladas de dor na sua nuca. Ela gritou de dor, que rapidamente foi substituída pelo prazer.
Do lado de fora, um espião da corte observava pela janela. O rei começara a desconfiar de sua mulher, pois ela o influenciava a viajar e trabalhar cada vez mais. O espião deu um sorriso e correu rumo ao castelo do rei.
Na manhã seguinte a guarda real do rei invadiu a mansão do Conde. Este havia sumido, mas a mulher do rei estava deitada nua na cama com o pescoço sangrando, morta. Ao ver aquela cena, Luís XI sentiu uma pontada de ódio e compaixão. O seu guarda-mor pegou um grande pergaminho e começou a falar:
— “Lady Verona Susana Marie Kittom, filha de Jonathan e Claire Kittom, você foi condenada a forca por causa de sua traição física e política ao rei. Contudo, devido a seu estado gélido, a senhora será apenas desertada e perderá os títulos de rainha e lady. Será exilada para longe e seu corpo não poderá ser enterrado nas terras pertencentes ao reino francês. Severamente, Luís XI, rei da França. Vida longa ao rei.”
— O que fazemos com o corpo? — perguntou um servo ao rei.
— Deixe aí para os vermes comerem.
Alguns meses depois, o rei já havia superado a morte da sua ex-esposa. Entendia os motivos que a levaram a traí-lo e preferiu não se casar mais. Ordenou a queima da casa onde o corpo de sua mulher foi encontrado e tornou-se mais rígido do que antes.
O rei havia dado a seus servos três dias de folga para comemorar a balança comercial favorável. Durante um solitário jantar, Luís começara a pensar em Verona, na vida que eles podiam ter juntos. Quando uma lágrima caiu, ele ouviu um barulho. Olhou para trás e não viu ninguém. Tornou a virar e se deparara com sua ex-mulher, que deveria estar morta. Ela usava um vestido verde, diferente de todos que ele já havia visto. Tinha uma aparência fria e sobrenatural que despertava medo em qualquer um.
— Olá querido.
— Você deveria estar morta! — falou ele, alarmado.
— Eu pareço morta?
— O-o que você quer, demônio? Minha alma?
— Que bobagem, amor. Eu não sou um demônio.
— Não?
— Não — nesse instante ela abriu um sorriso. Suas pupilas de contraíram e seus caninos cobriram o lábio inferior. — Sou algo muito pior!
Ela pulou em cima dele e mordeu seu pescoço, arrancando sua jugular. Quando levantou a cabeça, estava toda suja de sangue. Ela levantou e virou-se. Um homem batia palma na escuridão. Ela sorriu e ele se aproximou, carregando um pano na mão. Limpou o sangue da boca dela, fazendo-a dizer Meu conde. Ele lambeu o sangue do pano e disse:
— Bom trabalho, minha querida.
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