As Memórias De Grace.
4 Capítulo 4: Pretores Parte 2.
Notas iniciais
Depois do almoço, eu e Reyna tínhamos que arrumar nossas coisas para levar para a casa dos pretores, estávamos livres das atividades dessa tarde. Primeiro passamos no dormitório de Reyna, ajudei-a a fazer as malas, organizar o tudo, e depois ela me ajudou com minhas coisas. A casa dos pretores era grande e confortável. Organizamos tudo, mas faltava dar um toque só nosso na casa, o que faríamos de acordo com o tempo.
-Rey, não acha melhor nós organizarmos tudo depois? Ainda tem a festa hoje a noite, já escolheu a sua roupa?
-Não estou preocupada com a roupa, nem sei o que vestir.
-Vamos fazer assim, eu te ajudo e você me ajuda, pode ser?
-Fechado.
Fomos ao quarto dela, tiramos todas as roupas, pegamos os vestidos de festa, peguei um roxo, e falei para ela provar. Ela foi ao banheiro se trocar e voltou, ficava lindo nela, era rodado, no busto era justo, tinha uma faixa azul na cintura e a saia era rodada.
-Ficou linda.
-Não sei Jason, acho que roxo não, já não basta todo dia ter que usar roxo.
-É verdade. Então põe esse aqui. – E peguei um vermelho.
Quando vi no corpo dela, meu queixo caiu, era justo e tinha um decote, e no corpo de Reyna ficava lindo, ela ficava linda, valorizava suas curvas.
-Jason, acho que esse é um pouco vulgar. Acho que não seria bom para essa festa.
-Mas ficou linda. Agora põe esse.
Era um rosa, a cara de Reyna estava muito engraçada quando ela saiu do banheiro, era uma expressão de “que porra de vestido é esse?”.
-Que merda é essa Grace? Sem condições.
-Realmente. Ficou bonito, mas rosa não tem nada a ver com você.
Ela provou mais alguns vestidos, todos ficaram lindos nela, mas ela achava algum defeito. Ai eu peguei um azul escuro e dei para ela, ela provou e ficou bom, ela gostou.
-Finalmente um vestido que eu gostei, bela escolha Jason.
-Obrigada, ficou lindo mesmo.
Era sem mangas, simples, mas nela ficava elegante, a parte de trás era mais longa, e na cintura tinha um cinto. Não era vulgar, nem muito social, era perfeito.
-Agora falta o sapato Jason, mas acho que vai ser mais rápido.
-Da onde você tirou tanto vestido?
-Minha irmã, Hylla, me deu os que não servia mais nela, ela disse que um dia eu iria precisar, nunca levei a sério, mas guardei mais por recordação.
-Entendi. Acho que este combina. – Era um dourado de salto alto que tinha umas tiras parecida com a que os romanos tinham, combinava com Reyna.
-Se a senhorita me permite... – Peguei o sapato e o pé dela, ela sorriu mas depois recuou.
-Jason, você me deu um choque.
-Perdão mi lady, isso acontece quando estou perto de garotas bonitas.
-Vai com calma faísca.
-Ótimo, mais um apelido.
-Eu sei que você ama seus apelidos. – Coloquei os sapatos.
-Ficou bom mesmo faísca. Gostei, agora vou me trocar e vamos escolher a sua roupa.
-Vou te esperar no meu quarto.
Aproveitei e separei algumas roupas. Depois Reyna chegou, deu uma olhada em tudo e disse:
-Já sei, pega essa camisa social branca, calça jeans preta, esse sapato aqui e uma gravata azul. Agora vá se vestir pra eu ver como fica.
-Decidida você hein?
-É, acho que vai ficar bom.
Fui me trocar, sai do banheiro, Reyna ficou me avaliando.
-Dobra as mangas da sua camisa social e põe a camisa pra fora da calça, e arruma essa gravata.
Fiz o que ela mandou, eu só não sabia como ajeitar a gravata, nunca tinha feito antes.
-Rey, eu não sei fazer nó de gravata.
-Ai Santo Júpiter, vem cá que eu ensino. – Ela pegou a gravata e fez umas voltas, não consegui aprender, mas fingi que sim. Ela deu um puxão e estava pronta. Estavamos realmente muito perto um do outro, o que me deixou nervoso.
-Pronto faísca, aprendeu?
-Sinceramente? Não. — Rimos
-Viu? Ficou legal em você. O azul realça seus olhos e combina com o meu vestido.
-É verdade.
Já estava escurecendo, parece que passamos a tarde toda fazendo isso.
-Rey, já esta quase na hora, melhor tomarmos banho e nos arrumarmos.
-Ta, te vejo daqui a pouco.
Tirei a roupa e deixei em cima da cama, fui tomar um banho, essa ia ser a nossa noite. Sai, prendi a toalha na cintura e nisso abre a porta no meu quarto e entra Reyna, ela imediatamente ficou com uma expressão do tipo “foi mal”.
-Desculpa, eu deveria ter batido antes de entrar.
-Da nada, eu to de toalha, e como você já está pronta?
Reyna, me assustava com a rapidez dela, ou eu era muito lerdo, mas ela estava muito linda, de cabelo solto, as ondas do cabelo dela cor de chocolate caiam pelas costas, sua maquiagem era leve, pois ela já tinha uma beleza natural. (N/A: Roupa da Reyna: http://www.polyvore.com/festa/set?id=67078389)
-Faísca, você é muito lerdo, anda.
-Reyna, você está muito linda, sério mesmo.
-O-obrigada Jason. – Ela corou um pouco. Peguei a calça e fui pro banheiro, coloquei, e voltei para o quarto.
-Deixa que eu te ajudo.
Reyna pegou a camisa, coloquei meus braços dentro, ela abotoava, enquanto ela pegou a gravata já fui dobrando as mangas da camisa, ela fez o nó da gravata, me puxou para perto dela pela gravata, deu um sorriso e me deu um beijo, podia ter sido só na bochecha, mas mesmo assim, não pude deixar de sorrir.
-É faísca, você está bem bonito também, agora vamos que esta é a nossa noite.
-Vamos minha Rainha.
-Rainha?
-É, Reyna em espanhol é Rainha, achei que combinava perfeitamente com você, vamos. – Nossos braços estavam laçados.
Chegamos ao lugar em que foi organizada a festa, e a festa estava bem bonita. Os campistas nos aplaudiram, cumprimentamos todo mundo. De vez em quando algum engraçadinho cantava a Reyna.
-Nossa Reyna, que gata hein.
E comentários que a deixavam sem graça:
-Como a Reyna é gostosa.
A minha vontade era de espancar esses caras. E não eu não estava com ciúmes. Talvez só um pouco. Começou a tocar as músicas, nos divertimos bastante. Até que começou a tocar uma música lenta.
-A Rainha me concederia uma dança?-Perguntei me curvando.
-É claro Grace.
Ela colocou seus braços em meu pescoço e os meus estavam em sua fina cintura, meus olhos azuis encaravam os olhos negros dela e vice e versa, mas durou pouco pois um de meus amigos chegou para atrapalhar:
-Com licença. Jason, preciso de uma ajuda aqui. – Xinguei ele mentalmente.
-Rey já volto.
-Tudo bem. — Mas seu olho tinha uma ponta de decepção.
Depois a musica já tinha acabado, eu procurei Reyna em todo o salão e não a achei, fui ao Jardim de Baco, minha intuição me disse que ela estaria lá, ela gosta de ficar sozinha observando a vista.
Rey estava em pé vendo os cachos de uva que caiam, peguei uma flor e me ajoelhei:
-Perdão minha Rainha, estou lhe devendo uma dança. – E entreguei a flor pra ela, que sorriu.
-Obrigada faísca.
-Vamos dançar sem música mesmo. – Ela assentiu e ficamos dançando, até que agente se aproxima mais e eu selo nossos lábios em um beijo rápido, mas que significava muito.
-Obrigada por tornar essa noite especial cabeça de vento.
-Por nada rainha.
-Acho que já está tarde, mas meu pé está doendo e temos que descer, o caminho é longo...
-Então deixa que eu te levo. – E a peguei no colo, ela começou a protestar.
-Jason me larga, eu consigo andar.
-Quieta. Eu consigo. — Desci a colina andei até a Linha Pomeriana com ela no colo, demos boa noite a Términus, as pessoas que viam se perguntavam o que estava acontecendo.
-Sobe nas minhas costas que fica mais fácil. – Ela subiu e fomos nos dormitórios dar boa noite a todos.
-Boa noite pretores. – Disse Dakota com um jeito brincalhão.
Fomos pra casa e eu não conseguia parar de pensar no beijo e na minha Rainha.
~Flashback off~
Agora eu me lembro do beijo, então rolou algo, poderíamos não ter namorado sério, mas tinha sentimento e agora eu conseguia sentir ele dentro de meu coração, lembro da sensação que tive quando beijei ela, agora posso dizer a ela que lembro, o problema é Piper e como vou falar isso, mas acho melhor esperar até o fim da guerra. Vou ter que me contentar com as minhas poucas memórias que tenho dela. A saudade da minha Rainha é grande.
POV. Reyna
O dia em que eu e o faísca nos tornamos pretores foi inesquecível, me diverti tanto com ele, arrumando a casa, vendo as roupas e mais tarde na festa quando dançamos, e ele me beijou, foi simplesmente incrível, penso se ele ainda pensa naquele beijo como eu, será que ele lembra? E se lembra, será que ele pensa como eu penso?
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