Notas iniciais
Boa leitura, meus amores ♥

O dia do jogo havia chegado. Fui cedo para a escola pra pegar um bom lugar na arquibancada. Fazia exatamente dez anos que os Hawks, não ganhavam a liga. Tínhamos a vantagem de a final ser na nossa casa e estávamos apostando tudo nos meninos. Vários olheiros de várias Universidades estavam lá para observar os jogadores.

– Só eu que estou ansiosa? – perguntou Tanya.

– Não. Estou uma pilha de nervos. – comentou Bella.

– Isso é péssimo para o bebê. – observei. – mas estou nervosa também.

– É o nosso último ano. Se eles não ganharem, será uma vergonha! – disse Mike, que estava na nossa frente com Angela e Jessica.

– Vai começar, calem a boca! – disse Jacob.

– Você por aqui? – perguntou Tanya.

– Vim pra apoiar o time.

– Você deveria estar lá, jogando. – eu disse.

– Não me encha o saco, Rose. – ele riu.

– Vá se ferrar então. – ri também.

O narrador apresentou os times e o jogo começou muito tenso, por sinal. Os times eram grandes rivais então, aconteceram várias confusões durante a partida.

O jogo estava empatado e nos minutos finais. Emmett acabava de ser substituído por Edward. Numa lançamento preciso de Tyler, Edward pegou a bola e marcou um touchdown e em seguida, o juiz apitou o fim do jogo. Depois de dez anos, nosso time era campeão da liga. Não sabíamos se chorávamos ou comemorávamos. A torcida invadiu o campo e foi comemorar juntos dos meninos.

– Parabéns, campeão. – disse abraçando Emmett por trás.

– Oi Rose. – ela disse tirando o capacete e me beijando.

– Foi uma ótima partida. Você jogou muito bem. – sorri.

– Obrigado. Devemos a vitória ao seu irmão.

– Falando nisso, onde ele está?

– Ali, conversando com o treinador do time da Universidade de Nova York.

– Jura?

– Sim. – Edward terminou a conversa e caminhou em nossa direção.

– Parabéns Ed! – disse dando-lhe um abraço. Ele me tirou do chão e me rodou.

– E te amo, irmãzinha. – ele falou me colocando no chão.

– Eu também te amo. – sorri.

– É menina.

– Como?

– O bebê. É menina. – ele sorriu.

– Ah! Sério? Fico tão feliz!

– Ela vai se parecer comigo. – disse Bella o abraçando.

– Já escolheram o nome? – perguntou Emmett.

– Já. Conversamos muito e decidimos que nossa filha se chamará Renesmee.

– Renesmee?

– Sim, a junção do nome das nossas mães. – explicou Edward.

– A mamãe vai ficar feliz. – comentei.

– Vai. – concordou. – Ai galera! – Edward gritou e todos olharam pra ele. – Festa lá em casa depois do jogo!

– Oba! – todos comemoraram.

– Ed, você ficou louco?

– Relaxa, Rose. Eu conversei com o papai e ele disse que tudo bem.

– Ok. – suspirei. Sabia que aquilo seria uma péssima idéia, pois nossos pais estavam viajando.

O time recebeu o troféu de campeão e depois, foram todos para nossa casa. Edward tinha preparado tudo com a ajuda de Jake. As bebidas já estavam geladas os equipamentos de som já estavam no jardim. Não estava animada, mas fiquei na festa mesmo assim.

– Você não me parece legal, Rose. O que foi? – perguntou Emmett.

– Nada. Não foi nada, estou legal.

– Eu te conheço. Esqueceu que eu te observo desde o primeiro dia que te vi?

– Ah, você estava me espionando?

– Um pouco. Quer uma bebida?

– Não bebo.

– Um refrigerante?

– Não, estou bem assim. – eu sorri e fui para o meu quarto. Passei pelo quarto dos meus pais e Tyler e Jane estavam se agarrando lá dentro. – hei! Vocês dois! Minha casa não é motel. Podem sair daí.

– Como você é careta, Rosalie. – Jane disse.

– Porque você não vai se ferrar? Saiam do quarto dos meus pais. – eles saíram e eu tranquei a porta.

Deitei na minha cama e o som alto vindo lá do jardim aumentou minha dor de cabeça. Eu não gostava dessas festas porque sabia que o pessoal não tinha controle. Todos estavam bêbados e ainda nem era meia noite. Ouvi baterem na porta e fui abrir.

– Oi Emmett.

– Posso entrar?

– Entre. – eu disse e fechei a porta.

– Que bonitinho o seu quarto. – ele riu.

– Como você é bobo!

– Foi mal. O que você tem?

– Eu não tenho nada, já disse.

– Não está confortável com a festa?

– Não.

– A Irina está caída lá no sofá, só de calcinha e sutiã.

– Que desastre.

– Você está linda hoje, sabia?

– Só hoje? – brinquei.

– Não. Todos os dias. – ele me beijou intensamente e nós caímos na cama. Senti que alguma coisa a mais estava pra acontecer.

– Emmett, por favor.

– Desculpe-me.

– Eu não estou pronta ainda. – disse abaixando a cabeça.

– Eu sei. Tudo bem, não fique triste, eu entendo.

– Eu só não sei como agir. Nunca estive com alguém...

– Você é virgem?

– É. Essa é a palavra certa. – suspirei.

– Não precisa ter vergonha disso, Rosalie. Isso mostra o quanto você é especial. Não vou te largar por causa disso, porque senão, você também teria que me largar.

– Você também é virgem?

– Sou.

– Eu não esperava por isso.

– Por que não? – ele riu.

– Não sei. Eu só não esperava.

– Olha, não vou te obrigar a nada, Rose. Fica tranqüila, ok? Quando você estiver pronta, eu também estarei.

– Eu te amo, Emmett. – disse dando-lhe um beijo.

– Eu também te amo. Quer fugir daqui?

– Fugir pra onde, hein?

– Sei lá. Vamos ver o nascer do sol lá na floresta.

– Vai demorar pro sol nascer, Emmett.

– Não importa. Levamos café e dois cobertores.

– Tudo bem. – peguei em sua mão e quando estávamos saindo do quarto, ele parou. – o que foi?

– Não sei. Estou me sentindo um pouco tonto.

– Nossa! Você está pálido, sente-se um pouco. – eu o ajudei e ele se sentou em minha cama.

– Eu não sei o que está acontecendo comigo...

– Desde quando está sentindo isso?

– Sei lá, faz uns três meses.

– E você não falou para os seus pais?

– Não quis preocupá-los.

– Emmett!

– Foi mal.

– Você precisa procurar um médico.

– Eu só estou me sentindo enjoado. É normal.

– Ok. Vamos ficar aqui. – ele se deitou e eu me deitei ao seu lado. Demorei um pouco pra dormir, pois estava preocupada com ele. Acordamos na manhã seguinte com Edward batendo na minha porta.

– Mais que merda é essa? – disse Emmett.

– Ah, é o Edward. Já vai! – gritei e fui até a porta. – o que foi?

– Nossos pais estão chegando e a casa está um lixo. O que você está fazendo deitado na cama da minha irmã?

– Nós dormimos aqui. – Emmett disse.

– Eu não acredito que vocês dois...

– Edward, preste atenção nas coisas que as pessoas lhe dizem. A gente dormiu. Não fizemos nada mais do que isso. – expliquei.

– Há. Tudo bem. Agora me ajudem a arrumar essa bagunça. Por favor.

– Não. Você quem quis a festa, você que organiza a casa. Eu disse que isso iria ser uma péssima idéia. Se vira. – fechei a porta e ri.

– Não sabia que você era tão ruim.

– Não sou ruim. E você está melhor?

– Me sinto mais forte que um cavalo.

– Ok, mas precisa procurar um médico.

– Rose, isso não é necessário. Não se preocupe, ta?

– Faça o que achar melhor. – cruzei os braços e olhei feio pra ele.

– Não fique brava comigo. Eu estou bem, é sério. Agora, vamos lá ajudar seu irmão.

– Não.

– Ele precisa da gente. Senão, você também vai levar bronca dos seus pais.

– É, você tem razão. – suspirei e nós descemos. Realmente, a casa estava um nojo.

– O que fizeram aqui? – Emmett começou a rir.

– Um furacão. – Bella disse tentando abaixar.

– Deixa que eu pego isso. – disse Emmett a ajudando.

– Valeu. – nós quatro arrumamos a casa e a deixamos brilhando. Acabamos de nos sentar e papai e mamãe chegaram.

– Nossa! Como vocês quatro estão quietos. – surpreendeu-se mamãe.

– Estamos assistindo Glee. – eu disse.

– Coisa de mulherzinha. – comentou Edward.

– Concordo plenamente. – disse Emmett.

– Eles nem cantam tão bem assim.

– Dá pra vocês calarem a boca? – brigou Bella. – só ficaram reclamando desde a hora que o episódio começou, que merda!

– Nossa! – disse papai. – você está bem irritada, hein?

– Hormônios. – mamãe, eu e Bella dissemos juntas.

– Vamos garotos. Ganhei quatro ingressos para o jogo dos Wizards contra os Knicks.

– Sério? – perguntou Edward. – vai ser um belo jogo.

– Então se aprontem.

– Vou pra casa tomar um banho e venho logo. – disse Emmett. – tchau Rose. – ele me deu um beijo e foi embora.

– Eles vão nos trocar por um jogo de basquete? – perguntou Bella, indignada. – puta merda, eu estou grávida, meus pés estão inchados e eu já comi uma caixa de bombons sozinha! Preciso de atenção. – ela começou a chorar.

– Calma, Bells. – eu disse a abraçando. – estou aqui.

– Você não é o pai dela!

– Dela? – mamãe sorriu. – é menina? Porque não me contou?

– Descobri ontem, Sra. Cullen.

– Ah, que alegria! Já escolheram o nome?

– Renesmee. Ela vai se chamar Renesmee Carlie.

– Que nome diferente.

– É a junção do nome dos avós dela.

– Oh, querida! – mamãe abraçou Bella e começou a chorar.

– Meu Deus! Que choradeira! Vamos prestar atenção em Glee e dar um pouco de risada, por favor.

Terminamos de ver tevê e Bella foi embora. Ajudei mamãe com o almoço e depois nós fomos ao shopping. Assistimos a um filme e compramos algumas coisas. Chegamos em casa e papai e Edward já estavam lá.

– Como foi o jogo? – perguntei.

– O Emmett é um pé frio. Os Wizards perderam. – reclamou Edward.

– Eu o achei um pouco estranho hoje. Estava quieto. Parecia que não estava bem. – observou papai.

– Ontem ele sentiu um pouco de náusea. Falei pra ele procurar um médico, mas ele disse que não era necessário.

– Fale para ele tomar cuidado. – foi só o que papai disse.

Algum tempo depois, Emmett e eu estávamos fazendo trilha na floresta. Nós adorávamos passear ao ar livre, na verdade, eu tinha aprendido a gostar com ele.

– Tem uma cachoeira linda deste lado. – ele disse apontando.

– Sério?

– Sério! Rosalie, eu moro a menos tempo nesta cidade e sei de mais coisas do que você.

– Ah, não me enche. Eu não saia de casa antes de te conhecer.

– Eu fui um milagre na sua vida. – ele riu.

– Puta merda! Como você é convencido, cara. – disse dando-lhe um soco no ombro. Ele segurou meu braço e me puxou para perto.

– Não sou não. – ele me prensou contra uma árvore e me beijou.

– Sabia que você não tem noção da força que tem? Está machucando meu braço. – disse quando descolei meus lábios dos dele.

– Foi mal. – ele sorriu e me soltou.

– Vamos continuar? Quero ver esta tal de cachoeira. – comecei a andar na sua frente, mas logo ele me passou. Uns quinze minutos depois, chegamos à cachoeira. Me amaldiçoei por nunca ter ido àquele lugar antes.

– O que acha? – ele sorriu e colocou as mãos na cintura.

– Eu não sei o que dizer. Esse lugar é simplesmente incrível, Emmett. Como o descobriu?

– Foi meu pai que me mostrou. Ele trazia minha mãe aqui quando ainda eram namorados.

– Vamos comer agora? Estou faminta.

– Você sempre está faminta, Rosalie.

– O que quer dizer com isso? Que eu sou gorda?

– A gorda mais linda do mundo. – ele disse me dando um beijo na bochecha. Nós sentamos em algumas pedras e fizemos nosso piquenique, depois, fomos nadar, pra aproveitar o raro dia ensolarado que fazia em Forks. Por volta das oito, voltamos para a cidade, pois o sol já estava sumindo. Emmett estacionou seu carro na porta de casa. Nós descemos e paramos na varanda. Ele ficou me olhando por um tempo, em silêncio.

– O que foi? Estou com a boca suja?

– Não. – ele riu. – estou apenas te admirando.

– Está me deixando sem graça.

– Não fique. Você é linda. – ele se aproximou pra me beijar, e percebi que seu nariz estava sangrando.

– Emmett? Seu nariz está sangrando.

– Jura? – ele passou o dedo e limpou. Percebi que estava ficando muito pálido e me preocupei.

– Você está... – não consegui terminar a frase, pois Emmett havia caído, desacordado, bem na minha frente.

Tudo o que eu senti foi minhas pernas tremerem.