As Melhores Coisas Da Vida
8 Capítulo 7
Notas iniciais
O dia do jogo havia chegado. Fui cedo para a escola pra pegar um bom lugar na arquibancada. Fazia exatamente dez anos que os Hawks, não ganhavam a liga. Tínhamos a vantagem de a final ser na nossa casa e estávamos apostando tudo nos meninos. Vários olheiros de várias Universidades estavam lá para observar os jogadores.
– Só eu que estou ansiosa? – perguntou Tanya.
– Não. Estou uma pilha de nervos. – comentou Bella.
– Isso é péssimo para o bebê. – observei. – mas estou nervosa também.
– É o nosso último ano. Se eles não ganharem, será uma vergonha! – disse Mike, que estava na nossa frente com Angela e Jessica.
– Vai começar, calem a boca! – disse Jacob.
– Você por aqui? – perguntou Tanya.
– Vim pra apoiar o time.
– Você deveria estar lá, jogando. – eu disse.
– Não me encha o saco, Rose. – ele riu.
– Vá se ferrar então. – ri também.
O narrador apresentou os times e o jogo começou muito tenso, por sinal. Os times eram grandes rivais então, aconteceram várias confusões durante a partida.
O jogo estava empatado e nos minutos finais. Emmett acabava de ser substituído por Edward. Numa lançamento preciso de Tyler, Edward pegou a bola e marcou um touchdown e em seguida, o juiz apitou o fim do jogo. Depois de dez anos, nosso time era campeão da liga. Não sabíamos se chorávamos ou comemorávamos. A torcida invadiu o campo e foi comemorar juntos dos meninos.
– Parabéns, campeão. – disse abraçando Emmett por trás.
– Oi Rose. – ela disse tirando o capacete e me beijando.
– Foi uma ótima partida. Você jogou muito bem. – sorri.
– Obrigado. Devemos a vitória ao seu irmão.
– Falando nisso, onde ele está?
– Ali, conversando com o treinador do time da Universidade de Nova York.
– Jura?
– Sim. – Edward terminou a conversa e caminhou em nossa direção.
– Parabéns Ed! – disse dando-lhe um abraço. Ele me tirou do chão e me rodou.
– E te amo, irmãzinha. – ele falou me colocando no chão.
– Eu também te amo. – sorri.
– É menina.
– Como?
– O bebê. É menina. – ele sorriu.
– Ah! Sério? Fico tão feliz!
– Ela vai se parecer comigo. – disse Bella o abraçando.
– Já escolheram o nome? – perguntou Emmett.
– Já. Conversamos muito e decidimos que nossa filha se chamará Renesmee.
– Renesmee?
– Sim, a junção do nome das nossas mães. – explicou Edward.
– A mamãe vai ficar feliz. – comentei.
– Vai. – concordou. – Ai galera! – Edward gritou e todos olharam pra ele. – Festa lá em casa depois do jogo!
– Oba! – todos comemoraram.
– Ed, você ficou louco?
– Relaxa, Rose. Eu conversei com o papai e ele disse que tudo bem.
– Ok. – suspirei. Sabia que aquilo seria uma péssima idéia, pois nossos pais estavam viajando.
O time recebeu o troféu de campeão e depois, foram todos para nossa casa. Edward tinha preparado tudo com a ajuda de Jake. As bebidas já estavam geladas os equipamentos de som já estavam no jardim. Não estava animada, mas fiquei na festa mesmo assim.
– Você não me parece legal, Rose. O que foi? – perguntou Emmett.
– Nada. Não foi nada, estou legal.
– Eu te conheço. Esqueceu que eu te observo desde o primeiro dia que te vi?
– Ah, você estava me espionando?
– Um pouco. Quer uma bebida?
– Não bebo.
– Um refrigerante?
– Não, estou bem assim. – eu sorri e fui para o meu quarto. Passei pelo quarto dos meus pais e Tyler e Jane estavam se agarrando lá dentro. – hei! Vocês dois! Minha casa não é motel. Podem sair daí.
– Como você é careta, Rosalie. – Jane disse.
– Porque você não vai se ferrar? Saiam do quarto dos meus pais. – eles saíram e eu tranquei a porta.
Deitei na minha cama e o som alto vindo lá do jardim aumentou minha dor de cabeça. Eu não gostava dessas festas porque sabia que o pessoal não tinha controle. Todos estavam bêbados e ainda nem era meia noite. Ouvi baterem na porta e fui abrir.
– Oi Emmett.
– Posso entrar?
– Entre. – eu disse e fechei a porta.
– Que bonitinho o seu quarto. – ele riu.
– Como você é bobo!
– Foi mal. O que você tem?
– Eu não tenho nada, já disse.
– Não está confortável com a festa?
– Não.
– A Irina está caída lá no sofá, só de calcinha e sutiã.
– Que desastre.
– Você está linda hoje, sabia?
– Só hoje? – brinquei.
– Não. Todos os dias. – ele me beijou intensamente e nós caímos na cama. Senti que alguma coisa a mais estava pra acontecer.
– Emmett, por favor.
– Desculpe-me.
– Eu não estou pronta ainda. – disse abaixando a cabeça.
– Eu sei. Tudo bem, não fique triste, eu entendo.
– Eu só não sei como agir. Nunca estive com alguém...
– Você é virgem?
– É. Essa é a palavra certa. – suspirei.
– Não precisa ter vergonha disso, Rosalie. Isso mostra o quanto você é especial. Não vou te largar por causa disso, porque senão, você também teria que me largar.
– Você também é virgem?
– Sou.
– Eu não esperava por isso.
– Por que não? – ele riu.
– Não sei. Eu só não esperava.
– Olha, não vou te obrigar a nada, Rose. Fica tranqüila, ok? Quando você estiver pronta, eu também estarei.
– Eu te amo, Emmett. – disse dando-lhe um beijo.
– Eu também te amo. Quer fugir daqui?
– Fugir pra onde, hein?
– Sei lá. Vamos ver o nascer do sol lá na floresta.
– Vai demorar pro sol nascer, Emmett.
– Não importa. Levamos café e dois cobertores.
– Tudo bem. – peguei em sua mão e quando estávamos saindo do quarto, ele parou. – o que foi?
– Não sei. Estou me sentindo um pouco tonto.
– Nossa! Você está pálido, sente-se um pouco. – eu o ajudei e ele se sentou em minha cama.
– Eu não sei o que está acontecendo comigo...
– Desde quando está sentindo isso?
– Sei lá, faz uns três meses.
– E você não falou para os seus pais?
– Não quis preocupá-los.
– Emmett!
– Foi mal.
– Você precisa procurar um médico.
– Eu só estou me sentindo enjoado. É normal.
– Ok. Vamos ficar aqui. – ele se deitou e eu me deitei ao seu lado. Demorei um pouco pra dormir, pois estava preocupada com ele. Acordamos na manhã seguinte com Edward batendo na minha porta.
– Mais que merda é essa? – disse Emmett.
– Ah, é o Edward. Já vai! – gritei e fui até a porta. – o que foi?
– Nossos pais estão chegando e a casa está um lixo. O que você está fazendo deitado na cama da minha irmã?
– Nós dormimos aqui. – Emmett disse.
– Eu não acredito que vocês dois...
– Edward, preste atenção nas coisas que as pessoas lhe dizem. A gente dormiu. Não fizemos nada mais do que isso. – expliquei.
– Há. Tudo bem. Agora me ajudem a arrumar essa bagunça. Por favor.
– Não. Você quem quis a festa, você que organiza a casa. Eu disse que isso iria ser uma péssima idéia. Se vira. – fechei a porta e ri.
– Não sabia que você era tão ruim.
– Não sou ruim. E você está melhor?
– Me sinto mais forte que um cavalo.
– Ok, mas precisa procurar um médico.
– Rose, isso não é necessário. Não se preocupe, ta?
– Faça o que achar melhor. – cruzei os braços e olhei feio pra ele.
– Não fique brava comigo. Eu estou bem, é sério. Agora, vamos lá ajudar seu irmão.
– Não.
– Ele precisa da gente. Senão, você também vai levar bronca dos seus pais.
– É, você tem razão. – suspirei e nós descemos. Realmente, a casa estava um nojo.
– O que fizeram aqui? – Emmett começou a rir.
– Um furacão. – Bella disse tentando abaixar.
– Deixa que eu pego isso. – disse Emmett a ajudando.
– Valeu. – nós quatro arrumamos a casa e a deixamos brilhando. Acabamos de nos sentar e papai e mamãe chegaram.
– Nossa! Como vocês quatro estão quietos. – surpreendeu-se mamãe.
– Estamos assistindo Glee. – eu disse.
– Coisa de mulherzinha. – comentou Edward.
– Concordo plenamente. – disse Emmett.
– Eles nem cantam tão bem assim.
– Dá pra vocês calarem a boca? – brigou Bella. – só ficaram reclamando desde a hora que o episódio começou, que merda!
– Nossa! – disse papai. – você está bem irritada, hein?
– Hormônios. – mamãe, eu e Bella dissemos juntas.
– Vamos garotos. Ganhei quatro ingressos para o jogo dos Wizards contra os Knicks.
– Sério? – perguntou Edward. – vai ser um belo jogo.
– Então se aprontem.
– Vou pra casa tomar um banho e venho logo. – disse Emmett. – tchau Rose. – ele me deu um beijo e foi embora.
– Eles vão nos trocar por um jogo de basquete? – perguntou Bella, indignada. – puta merda, eu estou grávida, meus pés estão inchados e eu já comi uma caixa de bombons sozinha! Preciso de atenção. – ela começou a chorar.
– Calma, Bells. – eu disse a abraçando. – estou aqui.
– Você não é o pai dela!
– Dela? – mamãe sorriu. – é menina? Porque não me contou?
– Descobri ontem, Sra. Cullen.
– Ah, que alegria! Já escolheram o nome?
– Renesmee. Ela vai se chamar Renesmee Carlie.
– Que nome diferente.
– É a junção do nome dos avós dela.
– Oh, querida! – mamãe abraçou Bella e começou a chorar.
– Meu Deus! Que choradeira! Vamos prestar atenção em Glee e dar um pouco de risada, por favor.
Terminamos de ver tevê e Bella foi embora. Ajudei mamãe com o almoço e depois nós fomos ao shopping. Assistimos a um filme e compramos algumas coisas. Chegamos em casa e papai e Edward já estavam lá.
– Como foi o jogo? – perguntei.
– O Emmett é um pé frio. Os Wizards perderam. – reclamou Edward.
– Eu o achei um pouco estranho hoje. Estava quieto. Parecia que não estava bem. – observou papai.
– Ontem ele sentiu um pouco de náusea. Falei pra ele procurar um médico, mas ele disse que não era necessário.
– Fale para ele tomar cuidado. – foi só o que papai disse.
Algum tempo depois, Emmett e eu estávamos fazendo trilha na floresta. Nós adorávamos passear ao ar livre, na verdade, eu tinha aprendido a gostar com ele.
– Tem uma cachoeira linda deste lado. – ele disse apontando.
– Sério?
– Sério! Rosalie, eu moro a menos tempo nesta cidade e sei de mais coisas do que você.
– Ah, não me enche. Eu não saia de casa antes de te conhecer.
– Eu fui um milagre na sua vida. – ele riu.
– Puta merda! Como você é convencido, cara. – disse dando-lhe um soco no ombro. Ele segurou meu braço e me puxou para perto.
– Não sou não. – ele me prensou contra uma árvore e me beijou.
– Sabia que você não tem noção da força que tem? Está machucando meu braço. – disse quando descolei meus lábios dos dele.
– Foi mal. – ele sorriu e me soltou.
– Vamos continuar? Quero ver esta tal de cachoeira. – comecei a andar na sua frente, mas logo ele me passou. Uns quinze minutos depois, chegamos à cachoeira. Me amaldiçoei por nunca ter ido àquele lugar antes.
– O que acha? – ele sorriu e colocou as mãos na cintura.
– Eu não sei o que dizer. Esse lugar é simplesmente incrível, Emmett. Como o descobriu?
– Foi meu pai que me mostrou. Ele trazia minha mãe aqui quando ainda eram namorados.
– Vamos comer agora? Estou faminta.
– Você sempre está faminta, Rosalie.
– O que quer dizer com isso? Que eu sou gorda?
– A gorda mais linda do mundo. – ele disse me dando um beijo na bochecha. Nós sentamos em algumas pedras e fizemos nosso piquenique, depois, fomos nadar, pra aproveitar o raro dia ensolarado que fazia em Forks. Por volta das oito, voltamos para a cidade, pois o sol já estava sumindo. Emmett estacionou seu carro na porta de casa. Nós descemos e paramos na varanda. Ele ficou me olhando por um tempo, em silêncio.
– O que foi? Estou com a boca suja?
– Não. – ele riu. – estou apenas te admirando.
– Está me deixando sem graça.
– Não fique. Você é linda. – ele se aproximou pra me beijar, e percebi que seu nariz estava sangrando.
– Emmett? Seu nariz está sangrando.
– Jura? – ele passou o dedo e limpou. Percebi que estava ficando muito pálido e me preocupei.
– Você está... – não consegui terminar a frase, pois Emmett havia caído, desacordado, bem na minha frente.
Tudo o que eu senti foi minhas pernas tremerem.
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