As Melhores Coisas Da Vida
13 Capítulo 12
No dia seguinte, acordei muito disposta e mais feliz. Passei minha roupa para o show, que começaria às nove da noite e fui lá para baixo, tomar café da manhã. Mamãe e Emmett já estavam lá numa conversa animada.
– Bom dia. – eu sorri para os dois e me sentei.
– Bom dia Ursinha. Dormiu bem? – Emmett me perguntou, beijando minha testa.
– Dormi sim. Que horas você chegou ontem, mãe?
– Ah, era uma e meia da manhã, mais ou menos.
– Hum.
– O que querem fazer hoje antes do show hoje?
– Não sei. Podemos fazer compras. – sugeri. Emmett revirou os olhos e nós rimos.
– Não vai ser ruim, Emmett.
– Tenho certeza que não. – ironizou.
– Vamos então. – mamãe sorriu e nós fomos para fora do hotel. Pegamos um táxi e fomos a um shopping da 5ª Avenida. Compramos alguns presentes para Nessie, para Claire e para o resto do pessoal e voltamos ao hotel. Me arrumei para o show, coloquei um vestido florido rodado e um sapato de salto e desci para encontrar-me com Emmett no saguão. Ele estava com uma calça jeans, uma camisa azul e all star. Ele estava lindo!
– Demorei? – perguntei.
– Sim, mais valeu a pena. – ele sorriu e me beijou.
– Você está muito elegante, Sr. McCarty.
– Você está espetacular, Sra. Cullen. – ele me deu o braço e nós caminhamos para fora do hotel.
– Se cuidem. – mamãe gritou lá de dentro. Olhamos para trás e sorrimos.
Emmett acenou para um táxi e nos entramos.
– Para onde? – o taxista perguntou.
– Madison Square Garden, por favor. – Emmett disse, educadamente.
– Ok. Se importam se eu ligar o rádio?
– Não. – eu respondi e então ele ligou o rádio numa estação qualquer.
– Vocês são de Nova York?
– Não. Somos de Forks. – disse Emmett.
– Forks... Cidade gelada. A mãe da minha falecida esposa morava lá.
Ele ficou em silêncio e dirigiu até o ginásio. Pagamos e ficamos e Emmett foi caminhando para a fila, que não estava grande.
O show foi espetacular. Thom Yorke conseguia arrancar lágrimas dos meus olhos sem que eu quisesse. Emmett estava feliz, e isso era o que importava para mim.
– Obrigado por tudo isso, Rose. – ele disse em meu ouvido quando o show terminou.
– Você merece.
– Acho que vou poder morrer feliz agora.
– Não diga a palavra morrer perto de mim, bebê.
– Foi mal. Vamos jantar?
– Ok. – ele pegou em minha mão e seguimos para um restaurante italiano. Escolhemos uma mesa ao fundo e nos acomodamos. O garçom nos entregou o menu e se retirou.
– O que vai comer? – ele perguntou.
– Hum, acho que espaguete com almôndegas.
– Ótima escolha. – ele chamou o garçom e pediu o mesmo para nós dois
– Foi uma noite muito agradável, Emmett.
– Concordo plenamente.
– Depois que sairmos daqui tenho uma surpresa pra você.
– O que é?
– Uma surpresa.
– Não gosto de ficar curiosa, você sabe disso.
Ele deu um sorriso torto e piscou. O garçom logo chegou com o nosso jantar e com vinho.
– Não pedimos vinho. – Emmett disse.
– Por conta da casa. – ele sorriu e se retirou.
– Ok. – eu sorri e comecei a comer.
Terminamos nosso jantar e andamos pela Times Square, sem preocupações. Emmett me guiava pela multidão. Enfim, chegamos a uma pequena porta.
– Onde estamos? – perguntei, sem saber.
– Você vai ver. – ele pegou em minha mão e nós entramos. Ouvi sons de vários instrumentos e percebi que se tratava de uma escola de música. Um homem sorridente veio ao nosso encontro.
– Emmett McCarty, quanto tempo! Olha só o seu tamanho. Está malhando, não está?
– Tio Bernie. É bom te ver também.
– E quem é essa jovem adorável ao seu lado? – ele perguntou.
– Essa é a Rosalie, minha namorada.
– Muito prazer, Rosalie. Sou Bernie. – ele pegou em minha mão e a beijou suavemente.
– O prazer é todo meu. – sorri.
– Venha, as crianças vão começar a tocar.
– Não estou entendendo, Emmett.
– Terapia. Isso é terapia.
– Pra quem?
– Crianças e idosos com câncer. Eles ensinam música à eles.
– Ele é seu tio?
– Irmão de minha mãe. Ele é psicólogo.
– Nossa, que lindo. – sorri ao ver as crianças e os velhinhos.
– Lembra-se de que um dia você prometeu tocar piano pra mim?
– Lembro.
– Esse dia chegou.
– Mais eu não preparei nada.
– Confio no seu talento, Ursinha.
– Pessoal! Vamos nos sentar que agora a Rosalie vai tocar piano pra gente. – disse o tio Bernie. Eu corei e Emmett me deu um empurrão.
– O que foi, Rose?
– Eu estou com vergonha.
– Não precisa. Imagine todos de roupas de baixo.
– Hã?
– É, imagine todos com roupas de baixo que a vergonha desaparece.
– Ok. – sorri e me sentei ao piano.
– O que você vai tocar, tia Rosalie? – uma menininha de olhos pretos me perguntou.
– Hum... Celine Dion. Pode ser?
– Vai ser maravilhoso. – disse uma das senhoras.
Comecei a dedilhar Because You Loved Me e as pessoas mais velhas começaram a cantar. Foi a primeira vez que eu me apresentava para um número significativo de pessoas e me senti muito bem. Terminei a canção e algumas pessoas estavam chorando. Fui para perto de Emmett e ele sorriu.
– Essa música foi para alguém especial? Pra mim, talvez?
–Convencido você... – dei-lhe um tapa no ombro e em seguida um beijo.
Ficamos lá por um bom tempo, cantando e conversando com as crianças e com os idosos. Chegamos ao hotel e entramos no elevador.
– Me diverti muito, Emmett. Obrigada.
– Eu também Ursinha. – ele me prensou contra a parede e beijou, com paixão. Era impressionante nossa conexão, e como nossos corpos entravam em chamas, apenas com um simples beijo. Ele parou de me beijar e sorriu maliciosamente pra mim. Finalmente, chegamos ao nosso andar. Tirei meus sapatos altos para não fazer barulho e fui para o quarto de Emmett. Ele trancou a porta e voltou a me beijar. Ele colocou as mãos em meu quadril e timidamente, desceu até minha bunda. Sorri e me sentei na cama. – bonito esse seu vestido.
– Obrigada.
– Mais você fica melhor sem ele. – Emmett, com calma colocou meu cabelo de lado e desabotoou meu vestido. Logo, eu estava apenas de calcinha e sutiã. Corei e ele passou levemente os dedos em minha bochecha. – eu te amo, Rosalie Cullen.
– Eu também te amo, Emmett. – beijei-o suavemente e nós nos entregamos, um ao outro.
– Você é uma garota sensacional. Sou um cara sortudo.
– Também tenho sorte, Emmett.
– Pena que eu não vou poder te fazer feliz.
– Como?
– Isso que você ouviu.
– Nunca mais diga isso. Você me faz feliz desde o primeiro dia em que eu te vi.
– Eu não vou agüentar muito tempo, Rose.
– Não vou ficar aqui ouvindo isso. – me levantei e coloquei minhas roupas. – você acaba comigo quando diz isso. – sai com raiva e fui para o meu quarto. Mamãe estava lendo e se assustou quando eu entrei.
– Oi querida, algum problema?
– Nada.
– Eu te conheço, Rosalie.
– É o Emmett. Ele está dizendo que não ria agüentar e isso me deixa com muita raiva.
– A depressão é um efeito colateral do câncer... A maioria dos meus pacientes adquire depressão conforme o tempo passa.
– Na verdade, mãe, a depressão não é um efeito colateral do câncer. É um efeito colateral de se estar morrendo.
– Você leu isso onde?
– A culpa é das estrelas.
– Ah, eu deveria imaginar. Não se preocupe. O Emmett vai ficar bom. – ela sorriu. – como foi a noite de vocês?
– Excelente.
– É, deu pra ouvir. – ela sorriu.
– O quê? – arregalei os olhos e fiquei vermelha.
– Não fique com vergonha.
– Você ouviu o quê exatamente?
– Não se preocupe com isso. Fingiremos que nada aconteceu, ok?
– Tá.
No dia seguinte, nosso vôo saiu às oito da manhã. Entramos no avião e Emmett segurou em minha mão.
– Desculpa, não queria te magoar.
– Mais conseguiu.
– Eu estou pedindo desculpas.
– Tá. Mais não fale mais essas coisas, ok?
– Tudo bem.
Chegamos em Forks de tarde. Emmett foi para sua casa e eu fui para a minha. Sentia que ele estava me escondendo alguma coisa, ele estava um pouco estranho na viagem de volta, quase não brincou, não comeu, ficou olhando para a janela quase o tempo todo. À noite, peguei o carro de papai emprestado e fui ver como ele estava.
– Oi Erika. – disse quando ela abriu a porta.
– Rose! Como foi de viagem?
– Muito bem, obrigada. Posso ver Emmett?
– Claro, ele está lá em cima. – sorri e subi. Bati na porta e entrei. Ele rapidamente desligou a tevê e sorriu.
– Oi Ursinha.
– O que foi?
– Nada.
– O que estava assistindo? – fui para cima para tentar tirar o controle de sua mão.
– Nada. – ele me agarrou e eu consegui tirar o controle dele. Liguei a teve e estava passando Glee.
– Você está assistindo Glee?
– Estava, por quê?
– Porque você diz que é programa de mulherzinha!
– Eu prometi que iria assistir. Está na lista.
– Hum, você estava chorando?
– Claro que não.
– E porque os seus olhos estão vermelhos?
– Estava fumando um baseado.
– Há há.
– The Quarterback. É o episódio mais triste que eu já vi na vida. Mais triste do que aquele de CSI que o Warrick morre...
– Não precisa ter vergonha. – sorri.
– Esse câncer me deixou muito sentimental. Credo.
Sorri e o beijei.
– Vamos. Tenho uma surpresa pra você.
– O quê?
– É surpresa.
– Ok, vou pegar as chaves do carro.
– Não precisa. Vim dirigindo o meu.
– Ai Jesus. Isso é seguro mesmo? Não quero morrer antes da hora...
– Deixe de ser besta. Vamos logo. – peguei na mão dele e fomos para fora. Dirigi uns quinze minutos e estacionei o carro.
– Onde estamos?
– Você vai ver. – sai do carro e ele me seguiu. Entramos num estúdio de tatuagens, que era do irmão de Tanya.
– Rose! – ele disse me abraçando.
– Oi Aro. Então esse é o Emmett.
– É um prazer. – ele sorriu.
– O que estamos fazendo aqui?
– Hum é um dos itens da sua lista não é? Fazer uma tatuagem?
– É verdade. – ele sorriu. – mais não sei se eu posso fazer uma tatuagem, quer dizer, eu tenho câncer e...
– Não se preocupe, querido. Já conversei com sua médica. Ela disse que tudo bem.
– Se é assim... – ele sorriu e escolheu o desenho. Um símbolo de infinito no pulso esquerdo.
– Ótimo. Vou fazer a mesma coisa. – eu disse, me sentando na cadeira.
– Jura?
– Juro.
– Você não gosta nem de tomar injeção...
– Eu agüento. Por você.
Foi a uma hora mais dolorosa da minha vida, mais valeu a pena. Ao final, Emmett e eu tínhamos tatuagens iguais. Aquilo poderia ser meio clichê, mas representava muito pra nós. Entramos no carro e ele sorriu.
– Pra sempre?
– Pra sempre, Emmett.
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