As Marcas Do Rato

3 Sequestro (final)


Notas iniciais
Yo, gente! Depois de aproximadamente infinitas revisões, aí está: o novo e último capítulo, e finalmente Lemon. Uhul! Espero que vocês gostem, mas lembrem-se de que é o meu primeiro Lemon, portanto eu quero que vocês peguem MUITO no pé, digam exatamente o que éstá bom e não está. Agradeço desde já!

Demorando-se no tórax e no peito do garoto mais velho, Shion parecia querer explorá-lo por inteiro, absorver pelo tato cada detalhe daquele corpo bem definido, e ao mesmo tempo tão maltratado, do garoto.

Tocava-o com ternura, um pouco de desejo, e principalmente, carinho. Um carinho que até então Nezumi, bem como grande parte dos moradores do Distrito Oeste, não conhecia. Um carinho que seu corpo necessitava sem querer, mas que ao mesmo tempo era tão incomum que o fazia se arrepiar por dentro, debaixo daquela pele branca e daquela forte armadura de orgulho.
Como aquilo era novo!

Shion vivia uma experiência tão nova quanto, quando o rato, que antes beijava sua boca, começou a descer com lambidas, chupões e mordidas por toda a extensão de seu pescoço, passando pela clavícula e se estendendo um pouco na direção dos ombros nus, com cuidado, mas ao mesmo tempo com urgência, deixando algumas marcas pelo caminho. Mas o albino não ligava. Queria aquilo, queria que o garoto o desejasse, queria tê-lo por perto, queria que o outro o queresse por perto. Shion era tão inseguro, e Nezumi também, ao jeito dele, que sabia que era a única forma de demonstrarem o que sentiam e então, que assim fosse.

Afinal, aquele era Nezumi. E mesmo sabendo que não estava preparado, que nunca estivera, Shion não podia resistir à ele, não com todo o amor que sentia pelo garoto, não depois da falta que sentira dele, queria que o garoto estivesse por perto.

O mais perto que desse. E, naquele caso, estava gostando mais do que nunca de tê-lo por perto.
Terminando de seguir seu caminho pelo braço, o garoto moreno desceu novamente com suas mordidas pelo pescoço, mas dessa vez continuou o caminho de forma diferente, descendo e descendo, passando pelo seu peito até chegar ao mamilo, que ganhou um pouco mais de atenção.

Nezumi decidiu brincar com aquela parte do corpo em particular.

Envolveu-a com a língua por algum tempo, mordeu, passou os dedos pelo outro. Sondou por todas as artimanhas que sabia, até encontrar aquilo que mais excitava o garoto.

Passou a língua por sua extensão, ouvindo o garoto abaixo dele soltar seu nome na forma de gemidos. Shion agarrou suas costas com mais força, chegando a arranhá-las um pouco. Sentiu-se tentado a pedir desculpas por isso, mas viu o sorriso malicioso se formando no rosto do mais velho e se calou. Ele não parecia se importar. Na verdade...

O que aquele rato mais queria, era ver que Shion estava gostando daquilo. Vê-lo enlouquecido, exatamente como ele estava. Ouvir seu nome mais uma vez... Sentira falta de Shion, tanta falta, que não podia evitar agora o que fazia com ele, sabia o quanto era errado e o quanto era contra o que queria... Mas sabia que não ia parar com aquilo.

Lutar contra si mesmo soava a ideia mais ridícula do mundo naquele momento.

Fechou os olhos por um instante, absorvendo a cena. Seu nome, entre gemidos. O mamilo rijo de Shion, que estremecia sob ele, de forma perceptível. Nezumi sentia perfeitamente o garoto tremendo abaixo dele, como se houvessem duas forças dentro de si que já se tornassem incontroláveis. Mais uma coisa nova. Aquele sabor quente que ele sentia a cada vez que o chupava... Doce, doce como o garoto.

Exatamente como o esperado.

- N... Nezumi... o garoto soltava. O rato sentia-se até culpado por querer tanto ouvir de novo. Aquele era apenas seu nome; nome que todos estranhavam e que ele mesmo nunca entendera. Mas ele ouvia, no tom de Shion, desejo, luxúria, e algumas outras coisas que ele era incapaz de identificar direito, por não estar exatamente acostumado. Mas, se fosse para chutar...
Preferiu não pensar nisso.

Voltou a chupá-lo com ainda mais força.

- Nezumi! o garoto quase gritou, tapando a boca com a mão em seguida. Droga, e se alguém ouvisse? Era engraçado que esse tipo de pensamento passasse por sua mente, mas passava. Shion não podia simplesmente deixar o seu lado objetivo agora.

O moreno levantou o rosto, o sorriso que nele surgia tão alargado agora, exibindo não apenas seus dentes, mas também um forte desejo, e ainda certa perversão, que Shion se arrepiou por inteiro novamente.

Tremia de calor.

Gentilmente, e sem se livrar daquele sorriso por um único momento, o moreno tirou a mão dele de onde estava.

- O que foi, Sua Majestade, está envergonhado? disse um pouco sarcástico, como sempre. Sabia que o tom sádico em sua voz às vezes magoava Shion, mas não conseguiu se desfazer dele, mesmo quando falou a verdade: — eu quero ouvir... Quero ouvir você gritar meu nome de novo, Shion.

De repente, o rosto alvo de Shion se tingiu fortemente de vermelho. Nezumi apenas sorriu, da mesma forma de antes. Mas o menor não negou o pedido.

Ele sentia tantas forças dentro de si lutando enquanto Nezumi fazia aquela brincadeira, que tentar se controlar chegava até mesmo a doer, deixando um gosto amargo em sua boca.

E o maior, ao ter seu consentimento, simplesmente se abaixou, dessa vez usando suas mãos em um mamilo e a boca no outro, chupando com avidez, apertando com delicadeza, mordendo, circundando... Em questão de instantes, Shion estava em um estado ainda pior que antes. Ele gemia, quase gritando, o nome do maior, entre algumas bufadas, como se lhe faltasse ar, como se estivesse completamente cheio por dentro.

E a cada vez que o mais novo gemia seu nome, Nezumi tremia.

Tão doce...

- Ah... Ah... Nezumi, isso não é justo... — ele começou, mas o rato o ignorou, como normalmente fazia. Estava entretido demais no momento.
O menor rapidamente percebeu que falar não ia adiantar, mesmo porque sua voz mal saía. Provavelmente estava perdida no mar de novas sensações que o atacava no momento. Então, ele decidiu agir. Mas sua ação surpreendeu inclusive a si mesmo. Ele agarrou o cós da blusa de Nezumi, com força, os dedos em forma de garras, como se ele estivesse sendo atacado por ela, e puxou-a para cima, arrancando-a do corpo de Nezumi e se livrando dela como se esta o estivesse matando.

O que muito provavelmente era verdade.

Não queria ser o único a sentir prazer ali. Ou talvez o certo fosse dizer que ele queria mostrar a Nezumi o mesmo que ele estava mostrando. Sabia que nunca seria tão bom naquilo quanto o maior, mas ele finalmente estava de volta, e Shion queria mostrá-lo um pouco do paraíso que era estar com ele. Mais do que isso, queria pelo menos uma vez, sentir que não estava enchendo o maior.
Agora, ele queria preenchê-lo.

Não perdendo tempo e aproveitando que Nezumi parecia não estar conseguindo reagir à algo tão inesperado, ele levantou seu tronco, levando os dedos um pouco trêmulos de excitação e expectativa à calça do moreno, agarrando o primeiro botão e tirando-o de sua casa. Fez o mesmo com os outros, com uma velocidade espantosa, apesar de isso o ter levado a se atrapalhar em alguns momentos, corando e se confundindo. Mas Nezumi não reagia, parecia incapaz de fazê-lo.

Aquela determinação que fluía de seu olhar, apesar de estar quase fechando os olhos... As maçãs do rosto levemente coradas, o cabelo grudado na testa pelo suor, a boca entreaberta de expectativa, salivando e soltando sons sem nexo, mas com algum significado... Ele nunca havia visto Shion tão sexy. E aquela visão, por si só, levou-o a sentir seu membro pulsar, cada vez mais rápido, em um ritmo intenso, absorvendo cada outra sensação que seu corpo tinha, passando a se concentrar apenas naquele incômodo palpitante que parecia uma bomba-relógio prestes a explodir.

- Ah! o grito que ele soltou sem querer foi de choque, prazer e até certo alívio. Não havia reparado, mas Shion havia rapidamente se livrado de sua calça e sua box, jogando ambas no chão do quarto de uma forma descuidada que não lhe era típica, e abocanhado o membro que palpitava visivelmente, e fechou os olhos, se concentrando em sugar, passeando com a língua por toda a sua extensão loucamente, mordiscando com cuidado e chupando com volúpia, trazendo-lhe ao mesmo tempo alívio e mais palpitação no membro, que já estava começando a tomar toda a força vital de seu corpo, criando vontade própria.
Pendendo a cabeça para trás e fechando os olhos, Nezumi sorveu cada segundo daquela sucção lenta, lenta como uma pequena, e incrivelmente doce, prazerosa tortura... Seu membro latejava cada vez mais forte, uma via de duas mãos que se chocavam dentro dele, mais prazer, mais vontade, tudo estava ali, em uma confusão cheia de loucura, de luxúria, de tantas coisas indecifráveis que não adianta tentar descrever.

Agarrou a nuca de Shion, puxando-o mais para perto, sem saber se fizera isso conscientemente ou não, querendo acabar logo com aquilo, ao mesmo tempo querendo que não acabasse. Mas já estava se tornando insuficiente... Mais do que isso, ele não conseguia ficar mais tempo tão passivo, gemendo e suando, logo ele, que sempre fora tão controlado... Era como ser dominado por alguma força, algo maior e menos racional que ele.

Algo que, naquele momento, palpitava na boca de Shion.

Já... Ah... Já chega... Shion... ele tentou falar. Mas o menor não o ouviu, e pedir ficava a cada instante mais difícil. Tomando um pouco de ar e se concentrando enormemente, o maior conseguiu: — Shion! Chega!

O menor o encarou um pouco triste, mas soltou-o. O corpo de Nezumi já estava completamente coberto de calor, ele suava, seu membro latejava como uma enxaqueca.

- Não está gostando, Nezumi? Shion perguntou envergonhado.

- Ah... ele murmurou, tentando controlar o calor que dominava seu corpo e aquela sensação de que algo lhe faltava gostando demais para o seu próprio bem... Shion... ele murmurou entre arfadas, procurando por ar. Quando é que ele havia se tornado tão rarefeito? Nunca precisara tanto assim de oxigênio quanto agora, e mesmo assim não o encontrava em lugar nenhum.
Sabia que não ia mais conseguir se controlar. Não naquele ritmo, não daquele jeito.

- Eu vou... ele murmurou, desistindo de falar e simplesmente estendendo sua mão um pouco suada na boca entreaberta de Shion, que entendeu o recado e fechou-a sobre três de seus dedos, sugando com volúpia, encharcando-os com a sua saliva, enquanto ao mesmo tempo removia a própria calça e cueca que ele milagrosamente ainda estava vestindo.

Quando achou que já estavam lubrificados o bastante, Nezumi retirou seus dedos da boca de Shion e desceu com eles até a abertura do garoto, inserindo ali o primeiro dedo. Shion mordeu os lábios, tentando controlar a dor. Após algum tempo massageando, Nezumi colocou o segundo dedo, e o menor agarrou suas costas, encostando a cabeça em seu ombro e soltando alguns sons sem sentido. O rapaz mais velho esperou ele se acalmar. Não conseguia machucá-lo, e sentia-se culpado por estar fazendo isso. Mas depois de um tempo, o garoto se acalmou, a respiração suavizando. E Nezumi por fim colocou o terceiro e último dedo, abraçando Shion, que arfava, com a mão livre, ainda massageando.

- Calma... Me desculpe... Está quase lá... ele sussurrou em seu ouvido, tentando acalmá-lo. O garoto assentiu com a cabeça, mas Nezumi sabia que ele ainda não estava bem, a julgar pelos Ghh... que ele soltava vez ou outra.
Algum tempo depois, o aperto do menor em suas costas atenuou, e ele parou de arfar. Aqueles dedos não o machucavam mais tanto, e ele parecia até sentir certo prazer com eles. O que realmente estava. Nezumi, percebendo isso, tirou os dedos de onde estavam, deitando Shion novamente na cama com algum cuidado. Ele via, ao mesmo tempo, medo e impaciência no olhar de Shion, e se perguntou se deveria realmente fazer. Mas logo percebeu que o olhar do garoto estava mais para... Implorante.

Ele então levantou uma das pernas do garoto, deixando o joelho na altura do quadril, e segurando-as, ele começou a penetrar com cuidado. Shion arfou um pouco com a surpresa. Nezumi sentia-o se contrair, o espaço se tornando ainda mais apertado do que antes, e soltou um pequeno suspiro. O menor ainda estava com medo. Esperou por algum tempo, para que ele se acostumasse, sorrindo com paciência. Quando ele adentrou até estar lá completamente, Shion parecia estar se sentindo mais calmo, mas mesmo assim ele penetrou lentamente, apesar de a vontade de estar totalmente lá estar quase fazendo-o perder a sanidade. Acabou entrando totalmente rápido demais, e o albino arfou de dor, as pernas dele tremendo como se desmoronassem por dentro.

Sabendo que a culpa era sua, Nezumi decidiu se redimir. Segurou a coxa de Shion, puxando-a mais para perto, o toque dos seus dedos ásperos na pele macia inexplicavelmente criando um toque carinhoso e aconchegante, e começou a beijá-la e mordê-la em toda a sua extensão, chupando um pouco e descendo cada vez mais com aquelas carícias, beijos. Abaixo de si, o prazer começava a tomar de novo conta do albino, principalmente quando ele começou a se aproximar da virilha, a região mais sensível, na qual cada mínimo toque do garoto enviava correntes elétricas por seu corpo, que estremecia.

Sentindo-se muito melhor, ele agarrou as costas de Nezumi, puxando-o mais para perto. Este entendeu o recado e começou a estocá-lo devagar, agarrando o membro também latejante de Shion com a mão e masturbando-o no mesmo ritmo em que o invadia repetidamente, sentindo aquele espaço apertado contrair-se ao redor do membro pulsante e soltando um gemido baixo, enquanto Shion, de olhos fechados, retorcia-se abaixo dele, movendo os quadris em sincronia com os do maior, gemendo seu nome. Aquela visão era simplesmente excitante demais para o moreno, que teve que acelerar, passando de um ritmo lento para um que aumentava gradativamente, até estar no limite de sua velocidade.

- Nezumi! Ah! Nezumi! o albino gritava, se movendo em sincronia e puxando-o mais para perto, suando, gemendo, bufando...

Aquele espaço apertado em torno de si, os gritos e gemidos, seu nome, repetidamente, seu nome, Shion retorcendo-se de olhos fechados, tudo aquilo levava Nezumi à loucura cada vez mais.

As estocadas, as mãos hábeis de Nezumi masturbando-o, aqueles toques, suas regiões mais sensíveis pulsando, aquilo enlouquecia todos os sentidos de Shion até que ele não soubesse mais o que estava gritando, o que estava fazendo.

Eles sentiam o calor dentro de si fervendo em diferentes direções, enclausulados em um pequeno espaço, sentiam que iam explodir.

O primeiro a se desfazer foi Shion, derretendo-se naquele líquido branco que terminou por sujar o tórax de ambos. Seu corpo esfriou e uma exaustão rapidamente o tomou. Três estocadas depois, foi a vez de Nezumi, que se derramou dentro do albino como se se livrasse de um grande incômodo. O líquido quente se espalhou ao seu redor e o mais velho, cansado, saiu de dentro de Shion um pouco rápido demais, sentindo ele tremer de dor com isso, e puxou sob re ambos o cobertor. De repente, estava com muito frio.

Os braços pálidos de Shion o envolveram, e subitamente ele se sentiu melhor.

- Lembre-se... Você...

Nezumi sorriu e retribuiu aquele abraço quente.

- Vou cumprir a promessa. Agora durma.

Shion obedeceu, fechando os olhos e apoiando-se no peito de Nezumi,respirando calmamente.

Nezumi não se mexeu. Ia cumprir a promessa. Mesmo se não quisesse, era obrigado por si mesmo.

Que ironia. Fora lá para salvá-lo de um sequestro, e no fim, fora ele o sequestrado. Porque ele sabia, que nunca mais ia conseguir se domar e fugir dali, a única casa que tinha.

Mas quem disse que ele se importava a respeito?

Calmamente, ele fechou os olhos e dormiu, entrando no primeiro de muitos futuros sonhos alegres ao lado de Shion.

Notas finais
Bm, gostaria de agradecer à todas vocês por terem lido, obviamente. Foi realmente muito bom e muito importante para mim ter escrito essa fic. E, caso alguma de vocês queira continuar me acompanhando, apesar de eu duvidar, eu tenho uma outra fic de No.6 em andamento, chamada As Crônicas Shakesperianas, e em breve lançarei uma long sobre... SEM SPOILERS MUAHAHAHA.
Enfim, aqui tá o link: https://www.fanfiction.com.br/historia/208159/As_Cronicas_Shakesperianas
Espero que tenham gostado desse capítulo, que peguem no meu pé nos comentários e que aproveitem. Muito obrigada ovalmente a quem acompanhou, mesmo que fantasmamente hihi.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!