As Manias De Cada Um!
34 Tecimania
Notas iniciais
No passado, Yao era conhecido por ter as mais belas sedas.
As suas sedas eram vistas pelos outros como um material de comercio e de luxo; para o chinês era algo com textura.
Sim, a textura da seda o encantava. Assim como todas as outras.
Sempre que chegava a casa, cansado de um dia de trabalho, ia para a cama feita e brincava com o lençol.
A textura era-lhe tão familiar e ao mesmo tempo especial.
Eram todas especiais, alias.
Tão distintas, tão desejadas. Era um facto. O chinês queria sentir desde das mais simples até às mais complexas.
Mei sabia disso e aproveitava.
Ela o obrigava a ir com ela, para comprar roupas.
– Mei, porque estás sempre a obrigar-me a vir, aru?- perguntou o chinês aborrecido, apesar de que estava encantado com os tecidos daquele lugar.
– Mas eu sei que gostas, sensei!
– Pára de falar em japonês, aru!
– Obriga-me!- Ela cantarolou e preparou uma roupa, de bom tecido, só para agradar ao chinês.
Yao bufou corado e aborrecido.
Ele só desejava uma coisa: que Sukhe nunca descobrisse, pois poderia usar contra ele.
– Olha quem são! Olá!- falando no demónio...
– Oh, Sukhe, olá!- cumprimentou Mei.- Sensei, cumprimenta-o!
– Pff... Oi.- Yao respondeu mau humorado.
– Eh, ficou mau humorado.- comentou o mongol, rindo do outro.- Como sempre.
– Não bastava a Mei ter-me arrastado para aqui, que tive encontrar-te aqui, aru.
– Sensei!
– Não fales em japonês, aru!
– Eu falo como eu quiser! Agora, vai vestir isso!
– Isso é um vestido de empregada, aru!
– Por isso mesmo! Ele não iria ficar bem nessa roupa, Sukhe?
– Iria pois! Ele parece mais uma mulher...
– Não pareço nada, aru!
Eles olharam para ele, com uma expressão “tens a certeza disso?”.
– Ok... Talvez eu tenha... Mas sou homem, aru!
– Certo, certo, mas veste!
A formosana entregou o vestido ao chinês, que rendido, foi para os provadores vestir. Ficou encantado com o tecido, mas mesmo assim era um vestido.
Naquela tarde onde fora obrigado a vestir diversos vestidos por Mei, que tirava fotos como uma louca a ele, o chinês sentia-se humilhado. O lado positivo é que exprementou vários tipos de tecidos.
Suhke nunca tinha rido tanto como naquela vez.
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