As Manias De Cada Um!
7 Filopatridomania
Notas iniciais
Em cada século, década, ano, mês, semana, dia, hora, minuto ou segundo, Toris desejava voltar para sua casa e não estar preso naquela casa tipicamente russa.
Preso numa casa onde os inverno são tão rigorosos, capazes de matar alguém não era-lhe agradável. Sem falar dos maltratos que recebia do Ivan.
Ele somente estava à espera de uma oportunidade de voltar à sua terra, nem que demore mais um século para isso.
Ele neste momento, estaria a pensar em sua casa, olhando pela a janela a intensa neve que caria. Ele nem notara as batidas na porta...
– Hey Toris...- a Natalia entrou e o chamou friamente.
– Ah... Natalia.- ele se alegrou.- Precisas de algo?
– O meu брат mandou-me chamar-te contra a minha vontade.- falou numa forma tão fria, que se dava à perceber que ela o queria morto.
– Agradeço então!- e ele pensou que ela estava preocupada.
Saíram juntos, mas a Natalia estava um metro mais à frente. Chegaram à sala de jantar, com todos na mesa à espera dele.
– Porque demorastes tanto, da?- o Ivan perguntou.- Fiquei preocupado, da.
– Estava a pensar numa coisa, e perdi a noção do tempo. Ha ha ha.- disse ao rir um pouco.
– Está bem, da! Obrigado Natalia, da!
– Por ti, eu faço tudo брат! Se casares comigo, eu farei muito mais!- Ela persistiu com a ideia do casamento.
– GYAH! FICA LONGE DE MIM, DA!
O russo fugiu e a Natalia foi atrás dele. Os outros riram baixinho, não queriam ter problemas com isso. Talvez fosse por isso que o Toris ainda estava ali. No entanto, em seu pensamento só havia a vontade de voltar para o seu país e a Natalia.
Talvez, quando conseguisse sair dali, fosse visitar Feliks.
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