As Loucuras com o Uchiha
13 Tequila, música falhada e chuva...
Notas iniciais

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Capítulo Treze.
SAKURA ON
Olhei com uma careta desconfiada do que o Uchiha mais velho tinha acabado de falar, sabe aquele momento em que você acha que até Deus vai descer na terra? Pois é, aqui estou eu achando isso um absurdo daquele tamanho. Dei aquela olhada ainda incrédula para o Sasukemo, isso aí mesmo Sasuke com emo, qual é tem tudo haver. É pelo jeito não é nenhuma pegadinha, por que os olhos de jabuticaba do mais velho estão sérios demais pro meu bom paladar.
– Está falando serio? – Perguntei ainda rezando que meus ouvidos estivessem cheios de cera e que nada do que eu ouvi, eu não ouvi ou será que ouvi? Hum vai saber.
– Sim, estou. E quero os dois cuidando do meu investimento de milhões. – Repetiu na maior tranquilidade do mundo.
Eu acho que se fosse uma bomba que estivesse em sua frente ele jamais falaria nessa tranquilidade, mas como não é eu tenho que acreditar. Juro que se tivesse um trem com certeza eu pularia na frente.
Sasuke suspirou. – Não aceito, nem se fosse a ultima coisa que eu deveria fazer. – Falou indiferente.
Claro eu não posso ficar pra trás. – Muito menos eu. Desculpe-me senhor Fugaku, mas pra mim não dá. Não vou trabalhar ao lado dele. – Falei apontando o dedo pro emo.
Ele me olhou desconfiado. – E quem disse que quero trabalhar ao seu lado Haruno?
Cruzei os braços. – Olha só está com medo de perder o posto de fodão para uma mulher “Uchiha”? – Perguntei vendo os olhares curiosos em nós dois.
– Jamais, sou bom no que faço, e em qualquer s-i-t-u-a-ç-ã-o. – Falou soletrando a última frase.
Qualquer situação? Será que ele é bom... Espera no que eu estou pensando? Oh vida desgracenta essa minha.
Quando eu estava pronta pra responder, o senhor Fugaku bateu a mão na mesa, com certa brutalidade.
– Calem-se os dois, eu não estou lidando com nenhuma creche, por Deus, mas que atitude imatura dos dois, e outra coisa ou vocês trabalham juntos, ou o meu prédio não sobe, afinal não confio em ninguém pra fazer isso pra mim. E ai fica a critério de vocês. Só lembrando que não sou eu que irei privar várias pessoas de ter um trabalho, mais sim vocês, por causa dessa imaturidade que estão assumindo nesse exato momento. – Falou em um tom autoritário.
Suspirei e suspirei, e agora o que fazer? Eis a questão eu não estou a fim de trabalhar com o emo. Mais eu penso nos milhares de pessoas que irão ficar sem trabalhar, e não acho justo de maneira alguma.
SAKURA OFF.
(...)
NARUTO ON.
A vida não é brincadeira não. Ainda me pergunto o que será que eu fiz na vida passada? Será mesmo que fiz bem em casar de novo? Em casar com a Hina?
Coloquei a perna na minha mesa, e olhei meu sofá que estava encostado na parede, meu melhor amigo na ultima semana. Claro isso por que a Hinata resolveu me colocar pra fora de casa, que culpa eu tenho se é verdade que ela não sabe cozinhar? Kuso, o que custa arrumar uma empregada? Eu não me importo se é mais nova ou mais velha, apenas quero jantar, e almoçar algo decente. O que será que acontece com essas mulheres? Será que nasci na época errada?
Ouvi algumas batidas na minha porta, suspirei provavelmente é meu almoço, isso ai mesmo estou comprando de um restaurante todos os dias, apenas pra não morrer de fome.
– Entre. – Falei olhando a tela do notebook.
A porta se abriu e vi minha secretaria com uma sacola em mãos. E pelo jeito não é meu almoço, afinal ainda esta cedo.
– Bom dia senhor Uzumaki. – Falou um pouco envergonhada demais pro meu gosto.
Revirei os olhos. – Bom dia Shion, o que te traz ate a minha sala? – Perguntei um pouco ríspido.
Ela suspirou. – Eu vim lhe trazer esse bolo de cenoura com chocolate. – Respondeu colocando a sacola na minha mesa.
Olhei pra ela e sorri de canto, quanta delicadeza da parte dela. – Obrigado, mais não precisava se incomodar.
– Não é incomodo algum, vejo que o senhor sempre pede almoço no “Ichiraku”, talvez não tenha tomado café da manha ainda, então apenas lhe trouxe um bolo, que eu mesma fiz. – Disse calmamente.
Ela mesma fez? Vixi se ela for como a Hina na cozinha estarei ferrado.
– Está certo, eu só irei terminar alguns documentos aqui, e comerei uma fatia. – Falei voltando a minha atenção para o notebook.
– Espero que goste, agora se me der licença voltarei ao meu trabalho. – Apenas assenti que sim, e ela foi em direção à porta.
Pelo que vejo não é só minha vida que esta um desastre, o que será que esta acontecendo entre o teme e a Saky? Tenho que descobrir isso depois.
Olhei para o bolo na minha mesa, pelo menos o cheiro esta agradável, e o gosto? Não custa tentar, abri a sacola e peguei uma fatia que estava cheia de chocolate.
NARUTO OFF.
(...)
AUTORA ON.
O dia estava radiante naquela manha, ate os pássaros estavam cantando animadamente. Hinata olhava tudo atentamente estava feliz, finalmente conseguiu arranjar uma empregada do seu gosto, sabia o quanto isso era importante para o seu marido, não concordava com a opinião do loiro sobre sua comida, mais sabia que não era boa cozinheira, o que mais ele queria a mesma sempre teve tudo em mãos nem se quer precisou fritar um ovo em sua vida inteira, afinal tinha empregados pra isso, mais sabia que com uma empregada no seu dia-a-dia tudo poderia ser mais fácil, quem sabe ela poderia aprender também algumas coisas, suspirou por não entender o porquê das brigas excessivas que estava cercando o casal nos últimos dias.
Estacionou o carro em frente à empresa do loiro, estava entusiasmada, ajeitou seu cabelo pelo vidro do carro, assim como o batom que destacava seus lábios rosados. Seu vestido delineava seu corpo perfeitamente. E sua maquiagem destacava seus olhos perolados. Abriu um sorriso ao ver o carro do amado estacionado na vaga preferencial.
– Espero que de tudo certo. – Cruzou os dedos pegou sua bolsa, e se dirigiu ate o hall do prédio.
Ao entrar no prédio muitos olhares caíram sobre a morena, realmente estava linda e mesmo não querendo chamaria a atenção de qualquer pessoa que fosse, mesmo que estivesse apenas de camisola.
– Bom dia. – Falou a recepcionista.
A mesma abriu um breve sorriso. – Bom dia senhora Uzumaki.
– Me chame de Hinata, Naruto esta? – Perguntou apenas pra ter certeza.
A mesma olhou no computador. – Sim, provavelmente em sua sala.
– Obrigado. – Falou saindo de perto da mesma e indo a direção ao elevador.
A decoração ainda era a mesma, sabia que em menos de um ano de casada raramente aparecia no escritório. Uma das maiores brigas do casal.
Apertou o botão do andar aonde era localizada a sala do loiro. Suspirou de ansiedade ao ver que cada vez estava mais perto do amado.
O elevador se abriu ao mesmo tempo em que seu olhar parou nos olhos azuis da secretaria de Naruto, o que ela estaria fazendo saindo da sala do seu marido? Ainda mais com esse sorriso no rosto? Era a pergunta que rondava os pensamentos da morena no exato momento que a loira lhe lançou um olhar malicioso seguido de um sorriso de satisfação.
Hinata fingiu que não viu nada, porem aquilo estava lhe atormentando internamente.
– Bom dia senhora Uzumaki. – Falou com a voz um pouco sarcástica.
Hinata apenas deu um breve sorriso. – Bom dia, Naruto está muito ocupado?
– Não, eu acabei de vir da sala dele, acho que deve estar se deliciando com o bolo que eu fiz. – Falou fingindo não ter segundas intenções.
A morena apenas revirou os olhos. E colocou as duas mãos na mesa da secretaria de seu esposo.
– Olha aqui, eu sei muito bem o que você quer, conheço bem tipos como o seu, então se mantem longe do meu “marido”. – Falou dando ênfase na palavra marido.
Shion apenas soltou uma risada. – Ou o que? Que eu saiba é você que não esta cuidando bem dele, e olha só hoje foi apenas um bolo, mais amanha quem sabe não é minha calcinha. – Falou e no mesmo momento recebeu um tapa que foi dado por Hinata.
– Não ouse chegar perto dele, senão você ira conhecer um lado meu, que não é nada bonzinho. – Falou dando as costas. – E não precisa informar que estou indo ate a sala dele.
– Você me paga Hyuuga. – Falou Shion vendo à morena abrir a porta da sala do seu patrão.
Hinata nem se quer bateu na porta, já chegou abrindo de uma vez. O loiro quando a viu quase engasgou com o pedaço de bolo que estava comendo.
– Hinata? O que faz aqui? – Perguntou confuso.
– Que eu saiba ainda sou sua esposa, então posso vir te visitar sempre que eu quiser não?
Naruto se levantou. – Ora se lembrou desse detalhe? Só que na hora de me colocar pra fora você se quer se lembrou que se casou comigo. – Falou encostando-se à mesa.
Hinata suspirou quando passou os olhos perolados, pelo corpo do loiro, se ele soubesse que fica tão sexy de terno, não ficaria assim tão marrento, lhe da um ar de maturidade, não que seu esposo não fosse, longe disso, mas era diferente do Naruto de todos os dias.
– Está certo, mais eu não te coloquei pra fora de casa, foi você que resolveu sair.
O loiro abriu um sorriso fraco. – Lógico, eu já não estava mais aguentando ficar no mesmo teto que você. Mais você ainda não me disse o que veio fazer aqui? Em anos namorando você sequer pisou os pés aqui. Então não vejo motivos pra sua visita.
Hinata mordeu o lábio inferior. – É que eu consegui arrumar uma empregada, então vim te falar pra voltar pra casa, é ruim ficar sozinha. – Falou de cabeça baixa.
Naruto coçou a nuca. – Hina não é bem assim que as coisas funcionam você sabe disso. Até parece que nos dois estamos brincando de casamento, cadê a maturidade de ambas as partes? Eu não entendo o motivo de tanto ciúme bobo. E olha, só eu posso parecer bobo às vezes, mais pode ter certeza que eu não sou, gosto muito de brincar, mais na hora de falar serio, com certeza eu falo. – Respondeu.
– Você já se olhou no espelho? Então tente entender o que sinto toda vez que alguma mulher te olha com malicia, Naruto acorda, você é o sonho de consumo de qualquer uma. – Não pôde terminar, pois o loiro a interrompeu.
– Eu me casei com você não foi? Então quer dizer que eu sou mais como um premio, pra provar a qualquer outra que foi você que conseguiu? – Sorriu sem graça.
– Não tire palavras da minha boca, não foi isso que eu quis dizer. – Respondeu ainda de frente com o loiro. – Eu te amo coloca isso na sua cabeça, desde o momento em que te vi sentado naquela mesa na faculdade eu sonho com você, lembro ainda do nosso primeiro encontro, do nosso primeiro beijo, de tudo que tem haver com você, eu apenas estou querendo cuidar do que de fato é meu, por que só eu sei como foi difícil te conquistar. – Falou sentindo que a qualquer momento iria desabar em lagrimas.
Naruto saiu de sua mesa e foi de encontro com a morena, quando chegou perto a abraçou bem forte.
– Larga mão de paranoia, eu sou apenas seu. E você é minha. – Falou colocando a mão no queixo da morena e erguendo seu queixo.
Olhos azuis foram de encontro com os perolados, nesse momento nada mais importava, toda a mágoa que o loiro estava sentindo parecia que em questão de segundos havia desaparecido, poderia se perder na imensidão dos olhos de Hinata sempre.
– Estou com saudade de você. – Falou a morena quase em um sussurro.
Naruto esboçou um sorriso tanto que malicioso.
– Então por que não a matamos?
– Perguntou.
Hinata o olhou surpresa, não estava entendendo muito bem.
– Aqui na sua sala?
O loiro foi até a porta e a trancou. E não demorou muito chegou abraçando a morena por trás.
– Sempre tive vontade de fazer amor com você na minha sala, você sabe que gosto de coisas diferentes. Lugares diferentes. – Falou mordendo o lóbulo dela.
– Não devíamos fazer isso aqui, alguém pode nos ver? – Perguntou com um pouco de preocupação na voz.
Mas se calou quando sentiu os lábios de Naruto em seu pescoço e encostou-se a mesa para não cair.
– Quero estar profundamente dentro de você agora. – Falou Naruto enquanto mordiscava o pescoço da morena.
Hinata corou e se distanciou de Naruto que a olhou com olhos ardentes de desejo.
– Não é melhor fazermos isso em casa?
– Vem aqui sua garota malvada – Disse Naruto puxando Hinata novamente.
AUTORA OFF
(...)
SAKURA ON.
– Tudo bem senhor Uchiha. Mais faço isso pelo senhor e não por ele. – Falei por fim apontando o dedo pro Uchiha mais novo.
Olhei pro Sasuke e nessa hora vi que seu olhar era de surpreso, não é por que eu o odeio que irei deixar várias pessoas desempregadas. Espera aí eu não o odeio, bom isso é uma coisa que ele não precisa saber.
– Agradeço a sua compreensão Sakura. E você Sasuke? – Perguntou o CEO foda.
Sasuke passou a mão pelos seus lindos fios negros e sedosos, lembrando que são cheirosos também.
– Pelo que vejo, não tenho outra escolha. – Falou tomando um copo de água.
Sakura 1 x 0 Uchiha, chupa essa, ira ter que me aguentar por... Espera quanto tempo isso vai demorar?
– Senhor Uchiha me bateu uma curiosidade, quando tempo a construção ira demorar pra ser concluída?
Ele me olhou e depois pro Sasuke. – Se tudo ocorrer bem dois anos, por quê? – Falou como se aquilo fosse normal.
Oh vida desgracenta, essa minha terei que aturar o Sasuke por dois anos, todos os dias, tomando café juntos, almoçando juntos, tomando café da tarde juntos e dormindo juntos. Balancei a cabeça no que estou pensando? Acho que estou ficando louca.
– Por nada. Precisa de mim pra mais algo?
– Não esta dispensada. – Falou o Uchiha mais velho.
Apenas assenti que sim com a cabeça. E me levantei, sai pela porta e fui em direção ao elevador, antes de poder apertar o botão. Eis que sinto uma mão me puxando.
Quando me virei fiquei centímetros longe da boca do Sasuke, tão convidativa, mais não vou ceder ele não merece.
– O que você acha que esta fazendo? – Perguntei
Ele apenas deu um sorriso de canto. Sorriso esse que me mata a anos. – Se eu fosse você ficaria atenta, por que um erro seu e várias pessoas perderam um emprego.
Suspirei- Qual é Sasuke, acha mesmo que sou tão incompetente a esse ponto?
– Eu não acho nada, apenas estou falando. Agora se me der licença tenho mais o que fazer. – Falou se virando e indo em direção a sua sala a qual era do Kakashi antigamente, eu sinto falta de trabalhar aqui, sinto falta das vezes que o Kakashi aparecia de surpresa na minha sala, apenas pra colocar pressão, por que eu não tinha terminado um esboço ou talvez por que estava atoa mesmo.
Suspirei melhor eu ir embora o dia vai ser longo e meus próximos meses e anos também.
(...)
– Não brinca vadia isso é mesmo sério? – Perguntou Sai sentado em cima do balcão.
Olhei pra ele com uma careta enfezada. – Imagina, é só uma brincadeira. – Fui cortada.
– Ufa que bom.
Balancei a cabeça mais uma vez. – Me deixa terminar de falar. Eu quero dizer que é uma brincadeira de muito mau gosto do destino e que sim é verdade, e isso está me deixando com fios brancos. Eu não estou a fim de trabalhar dez horas do meu dia ao lado do Uchiha. – Falei enquanto colocava um pedaço de limão com sal na boca.
– Antes de qualquer coisa, por que esse limão?
Dei um sorriso maroto. – Oras pra adoçar a minha vida, já que ela anda azeda demais. – Falei dando de ombro.
– Sua vida sempre está azeda, e falando em limão, ainda me lembro daquela vez que você e o Uchiha apostaram quem virava de uma vez só o copo de tequila. Éramos todos de menores, mesmo assim foi fácil comprar uma garrafa já que o Shika tem a aparência de um idoso. – Falou calmamente.
Olhei com uma interrogação enquanto caminhava até a varanda – Ei nem me lembra dessa história, passei mal uma semana, maldita tequila. Mas de uma coisa eu concordo, aquele dia foi muito louco, mesmo trapaceando não ganhei. — Falei me lembrando desse dia.
SAKURA FLASH ON
Arrumei mais uma vez meu tênis, acho que já é a milésima vez que faço isso e nada dos meninos, o que será que eles vão aprontar dessa vez?
– Saky aonde será que os meninos se meteram? – Perguntou Ino.
Dei de ombros. – Como é que eu vou saber de uma coisa dessas? – Retribui a pergunta.
– Humildade te mandou lembranças. Afinal por que você e o Sasukenerd apostam tanto? E por que você aceita todas mesmo sabendo que ira perder?
Minha filha hoje a senhora está fazendo perguntas difíceis demais.
Olhei pra ela. – Nem eu mesma sei, mas quando eu descobri com certeza irei te contar.
A mesma suspirou. – Eu ainda acho que “as loucuras com o Uchiha” ainda vai dar casamento.
Olhei pra ela com cara feia. – Vai nessa.
Observei os meninos se aproximando cada qual com duas sacolas, e pelo jeito não tem apenas tequila, olha tem limão também. Adoro fruta ácida.
– Que demora de vocês oras, até achei que tinham desistido. – Disse Ino.
O Uchiha deu um sorriso de canto. –Desistido? Eu tenho uma aposta a ganhar. – Falou todo convincente.
– Menos Uchiha. Você só vai ganhar quando eu cair.
Ele olhou pra mim com a careta divertida, mas não falou nada.
– Sakura vira de uma vez e pense em algum suco que você gosta que funciona. – Disse Naruto.
Mandei joinha pra ele e me sentei na beirada da mesa, embaixo da arvore de macieira que estava cheia de flores.
– Que problemáticos vocês, não quero ver ninguém passando mal depois. – Disse Shikamaru tomando suco de alguma coisa que não consegui identificar.
– VAI VADIA! MOSTRA QUEM TEM O PODER! – Gritou Sai para me apoiar.
Sorri de canto pelo menos a minha torcida estava maior.
– Ainda continua a mesma aposta, ou esta a fim de mudar Uchiha?
Ele me olhou enquanto arrumava os copos de dose. — Continua a mesma aposta Haruno. Se eu ganhar, você faz o meu dever de matemática por um mês, e se você ganhar, te ajudo a passar na matéria de química, fazendo os trabalhos pra você. – Falou dando de ombros.
– Por mim está mais do que fechado. – Falei olhando o sol se por.
Mal sabe ele que hoje estou com algumas cartas na manga. E que com certeza me fará ganhar pelo menos dessa vez.
– Quando você quiser meu bem. – Falou um pouco irônico.
Suspirei e peguei uma banda do limão que já estava cortado em cima de uma bandeja prateada. Suguei de uma vez só, e logo em seguida virei o primeiro copo que estava cheio. Senti o liquido descendo na minha garganta e do nada cuspi tudo fora. Merda.
– Eita já começou mal Sakura. – Falou Shikamaru.
Sasuke apenas olhou e do nada virou o copo, e percebi que ele ficou pálido de uma hora pra outra. Chupa que é de uva.
– Pronto. – Falou por fim balançando os fios negros.
Mas como? Ainda acho que ele está tomando agua, já que é tudo da mesma cor, da próxima vez irei verificar se é a tequila mesmo.
– Um a zero. Vamos que vamos por que está apenas começando. – Falou Shikamaru.
– Sakura relaxa ainda temos seis garrafas de tequila, você ainda tem chance de ganhar. – Disse Naruto tentando me convencer que talvez eu pudesse ganhar mesmo.
1 Hora depois.
– Quem derá eu fosse um peixe para em seu lindo aquário mesgulhar e fazer bosbulhas.- Fui cortada.
– Mulher de Deus você está pior do que o Agnaldo Raiol cantando essa musica. – Disse Ino sentada na mesa com as pernas cruzadas, espera ai eu estou vendo duas.
– Que problemático esse povo que não aguenta beber quase nada. – Falou o Shika tomando cerveja.
Olhei com cara feia para ele. – Quem disse que eu não aguento beber nada?
– Não aguenta bebe leite Haruno. E Ino quem canta a música é o Fagner. – Falou a voz que me perturba.
Virei para trás bem a tempo de ver um sorriso maldoso brotar em seus lábios.
– Eu não estou bêbada Uchiha?
Vi ele virar quase um litro de agua na boca. – Não? – Balancei que não com a cabeça, será que ele vai pedir para eu fazer um quatro com as pernas? – Então anda no meio fio apenas em uma perna.
Filho de uma p, espera ai dona Mikoto não merece ser chamada de puta em nenhuma ocasião.
– Não mesmo, eu ainda quero entender por que você ainda está de pé depois de três garrafas de tequila, se aquilo que você estava tomando era mesmo tequila. – Falei imaginando que seria agua mineral o tempo todo.
O mesmo se aproximou de mim. – Eu não sou caloteiro e você perdeu, mas olha como sou um anjo na sua vida, irei te ajudar na matéria, para que não reprove, por que senão irei ficar com a consciência pesada depois. – Falou quase em um sussurro.
– Quer, quer casar comigo. – Começou o loiro a cantar essa musica de fundo.
Olhei de cara feia pro Uchiha e logo em seguida para o loiro. – Cala essa boca Naruto, nunca que irei casar com essa pessoa sem coração.
– Eu quero ser madrinha vadia. Já estou até imaginando minha roupa. – Disse Sai empolgado.
Suspirei minha vontade é de arrancar todos os fios negros do meu cabelo, o que eu fui arrumar pra minha vida? Que amigos são esses? E por que eu ainda aposto essas merdas de apostas com o Uchiha? Senhor me dá uma luz, seria pedir demais?
– Chuva? Salve-se quem puder, adeus chapinha. – Disse Sai entrando embaixo da mesa.
– Progressiva nos vemos no mês que vem novamente. – Disse Ino passando a mão pelos fios loiros.
Olhei para o céu e realmente vi varias nuvens carregadas, até que estavam bonitas, a maioria negras e outras mais claras.
– O que faremos agora? – Perguntou Shika preocupado.
Olhei de relance para o emo. – E referente a você. – Apontei o dedo. – Não preciso da sua ajuda para nada, não quero ficar te devendo o resto da vida. – Falei receosa, mesmo sabendo que era mentira e que eu precisava sim da sua ajuda, mas não vou dar o braço a torcer nunca.
Vi um sorriso surpreso. – Você é quem sabe, mas ainda assim minha tarefa é por sua conta por um mês.
Massageei minhas têmporas, eu queria me livrar dele e agora terei que fazer a tarefa dele por um mês, como eu disse o que eu fiz para merecer isso?
– E agora o que iremos fazer? Sasuke só te lembrando que eu ainda não cai. – Perguntei vendo a chuva engrossar.
– Eu vou embora. – Disse o loiro. – Não estou a fim de ficar doente.
– Somos dois, eu também estou indo. – Disse Shikamaru.
Sasuke também se levantou. – Eu sei que não, mas olha seu estado duvido muito que conseguira caminhar ate a sua casa. – Me desafiou
– Com certeza eu consigo. – Falei me pondo a frente de todos, e do nada senti minhas pernas fraquejar e minha visão escurecer.
** PENSAMENTOS CRUZADOS.
Tentei correr até a Sakura, antes mesmo que ela caísse, mas não consegui apenas vi o estrondo do seu corpo frágil ao chão, enquanto algumas gotas caiam sobre seu pequeno corpo.
– E agora o que iremos fazer? – Perguntou Shikamaru olhando ela caída no chão.
Eu não posso dar bandeira e mostrar que me importo, mas também não posso deixa-la ai no chão úmido e frio.
– Vamos deixar ela aí mesmo, quem sabe assim deixo de ver a cara feia dela por alguns dias. – Disse Sai.
Olhei pra ele que belo amigo que ele estava sendo nessa hora.
– Jesus, o que aconteceu com a Saky? – Perguntou Ino se aproximando da gente.
– Ela apenas caiu devido a bebida. – Falou Naruto. – E acho que isso é macumba do teme, por que só foi ele falar e ela cair.
Ino colocou a mão no meu ombro. – Em qual encruzilhada você colocou a cabeça do porco com a maçã na boca?
Olhei pra ela e arqueei a sobrancelha, é acho que ela levou a serio a historia da macumba.
– Não fiz nada disso, e muito menos joguei praga na Haruno. – Falei indiferente.
– Já que é assim Uchiha nada mais justo que você carregue a Sakura até a casa dela. – Disse Sai
Olhei pra ele desconfiado eu fazer isso?
– De jeito nenhum, tenho varias coisas pra fazer. – Falei olhando a Haruno deitada no chão.
O dobe chegou e colocou a mão em meu braço. – Teme não custa nada, afinal mesmo você odiando a Sakura sei que no fundo se preocupa com ela. Bom isso foi meio clichê, mas você entendeu. – Falou na calma.
– Isso ai Sasuke não custa nada, aliás, você mora perto dela, então nenhum de nos precisara cortar caminho ou aumentar. – Falou Shikamaru.
– Que amigos da onça vocês são heim? – Falei com desdém.
– Nem somos. – Falou Ino. – Bye galerinha ate segunda na escola.
E do nada todos sumiram me deixando sozinho com a Sakura, caminhei e quando me aproximei dela caída no chão, abaixei e retirei a mecha do seu cabelo de seu rosto.
– O que eu faço com você heim? – Perguntei mais pra mim do que pra ela.
E sim na minha garrafa só tinha agua, mas não achei que iria tomar as três garrafas, isso é estranho ainda bem que eu tenho você para me animar quando estou triste, se você soubesse que logo essa vida nossa de apostas vai ter um fim, se você soubesse que eu não quero me afastar de você, que eu nunca quis.
Suspirei e dei um beijo em sua testa, pegando logo em seguida ela em meus braços.
Comecei a caminhar, bem que ela podia fazer uma dieta, esta gordinha.
A chuva só piorava conforme os quarteirões passavam e até parecia que nossas casas estavam cada vez mais longe uma da outra, caminhei por quase vinte minutos uma hora ou outra parando em algum lugar coberto e que não estava gotejando, para descansar meus braços.
– Quer ajuda meu filho. – Me disse uma senhora parando o carro no meio fio.
Olhei e abri um sorriso em agradecimento. – Não precisa, já estamos quase em casa.
– O que houve com sua namorada? – Perguntou a velha curiosa.
Cocei a nuca. – Ela desmaiou, acho que não almoçou direito hoje. – Falei um pouco sem jeito.
A mesma sorriu. – Não precisa ficar vermelho, o amor é assim é quando a pessoa que amamos está mal, ficamos vulneráveis a certas coisas, e da para perceber em seu olhar que a ama muito, então cuide desse amor para que ele possa desabrochar como uma linda rosa. – Falou olhando a chuva pelo vidro. – Tem certeza que não quer uma carona?
Olhei para ela e depois para o tanto de quarteirão que ainda faltava. – Obrigado pelo conselho, e agradeço, mas não é necessário.
A mesma sorriu e acenou dando partida logo em seguida.
Suspirei nem sei se fiz certo em recusar a carona, mas nunca se sabe o que essas pessoas têm em mente.
Ouvi um baita trovão e o meu medo só aumentou, melhor agilizar os passos. Suspirei ao me aproximar da casa da Haruno, toquei a campainha por cerca de cinco minutos e a empregada atendeu.
Informei pra ela que Sakura estava desmaiada e a mesma abriu o portão imediatamente, apenas escondi o fato de que ela tinha bebido.
– Senhor Uchiha leve a para o quarto, irei preparar um banho quente para o senhor e para a senhorita. – Falou me acompanhando.
Apenas balancei que sim com a cabeça, era rara as vezes que eu vinha na casa da Sakura.
Depois que tomei um banho quente, me senti mais aliviado de diversas coisas, afinal eu estava encharcado por causa da chuva.
– Onde ela está? – Perguntei olhando a empregada na porta do quarto de hospedes.
– No quarto dela, a segunda porta a direita. – Me falou arrumando uma coberta em cima da cama. – Deseja comer, ou beber algo?
Apenas acenei que não e sai do quarto apenas de roupão mesmo. Fiz o trajeto conforme ela me explicou e logo cheguei a uma porta marrom.
Abri lentamente e lá estava a Sakura deitada com no mínimo umas três cobertas e do nada me lembrei do que a velha disse “cuide desse amor para que ele possa desabrochar como uma linda rosa”, isso é estranho eu nunca deixei nada explicito do amor platônico que sinto pela Haruno, suspirei umas cinquentas vezes e me aproximei me sentando ao seu lado na cama.
Abaixei-me e dei um beijo em sua bochecha. Ah como eu adoro o cheiro de morango que emana do seu cabelo.
E assim fiquei por vários minutos observando ela, como seu anjo da guarda afinal é isso que eu sou em sua vida, mesmo que ela não assuma.
Olhei pela janela para o céu que estava meio nublado, é estranho por que esse pensamento veio em minha mente do nada? E logo agora?
Mas depois disso eu tive a conclusão que eu já sei o que irei fazer e a Haruno que me aguarde, por que mesmo que ela jamais tenha notado, sempre fui eu que dei a mão quando ela mais precisava.
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