As Loucuras com o Uchiha

5 Margarina Quale... Frango com Quaibo e o Segredo do Colar.


Notas iniciais
NÃO ME MATEM POR FAVOR... ANTES DE MAIS NADA, TENHO ALGUMAS PALAVRAS A DIZER... POOOOOXAAAAA SE EU DEMOREI FOI POR QUE ME FALTOU INSPIRAÇÃO, ULTIMO CAPITULO OS COMENTÁRIOS NÃO FORAM INCENTIVADORES... GALERINHA É PEDIR DEMAIS A OPINIÃO DE VOCÊS?? ACHO QUE NÃO, PQ NA MELHOR DAS HIPÓTESES EU NUNCA SEI QUANDO ESTOU AGRADANDO OU NÃO... MAIS ANTES DE MAIS NADA TAMBÉM, ESTOU FELIZ PELOS FAVORITOS, MAIS DE 150, ISSO ME DEIXOU FELIZ... PS: ATE CAPRICHEI NO CAPITULO, E TROUXE PRA VOCÊS O PENSAMENTO DO MORENO, SEI QUE NÃO FICOU GRANDE MAIS PELO MENOS EU COLOQUEI NÉ?? AAAAAAAAAH, EU TÔ DEPRE TAMBÉM POR CAUSA DO MANGÁ 661, SEI QUE O EMO NÃO VAI MORRER, E NEM NADA, MAIS MESMO ASSIM ME DEU UM APERTO NO S2... CHEGA DE ENROLAÇÃO BOA LEITURA A TODOS O/ KISSUS DE MELANCIA :*

°.¸¸.·´¯`» As Loucuras com o Uchiha «´¯`·.¸¸.°

Capítulo Cinco

Nem fui dormir ainda e já estou sofrendo por ter que acordar amanhã cedo. Nem sei por que minha querida e poderosa mamis faz questão que eu vá a esse almoço, nem sei onde a casa desse povo fica, e olha deve ser uma daquelas mansões de cinema, ou coisa parecida, nessas horas me sinto tão impotente, ah como eu queria ser um passarinho pra poder voar livre por ai. Já sei vocês querem saber como a noite entre eu e o Uchiha acabou certo? Pois é eu deixarei todos na curiosidade, bando de curiosos, e eu não beijei ele, pois saí de lá com caroço de azeitonas até nos meus seios falsos de tantos cachorro-quente que eu comi.

Enquanto eu pareço uma baleia rolando de um lado pro outro no meu lençol caro e bege que eu comprei em uma liquidação do shopping, até que o lençol é bonito, tem tudo haver comigo. Eu sei que estou tentando ter muita calma, mas sabe eu queria fazer yoga igual a Ino me aconselhou, mas não dou conta de ficar fazendo, “”auuuuun, auuuuuuun””, isso parece mais um lobo uivando, quando está atrás da sua fêmea pra acasalamento.

Eu ainda quero entender por que eu e o emo nos aproximamos, nunca vi graça alguma nele, sei que o mesmo agora está mais gato, melhor falando, mais gostoso, mas sinto que falta alguma coisa.

Já que não consigo dormir o jeito é relaxar os ossos debaixo da água quente. Vamos tomar um banho de banheira quem mais aí aceita?

Assim que resolvi me levantar a minha campainha toca, por Deus passa das 04h00 da manha, quem é o capeta que ousa a interromper meu sono de beleza, ou melhor dizendo meu banho.

Me levantei apenas de conjunto da joaninha, é o que eu uso pra dormir na maioria das vezes, e cambaleando fui até a cozinha, é hoje que eu mato alguém. Abri uma das gavetas e peguei uma faca de serra, sei que não corta nada, mais essa é a intenção antes assustar do que matar. Me dirigi ate a porta da sala, abri a porta já com a faca em modo de ataque, mais para na metade do caminho.

– Hinata? — Perguntei assustada.

HARUNO OFF

(...)

UCHIHA ON

(Haaaaa, ha ah ah, haaa aaaaah)

Sei que não posso controlar o tempo
Tão pouco posso controlar meus sentimentos
Mas fico feliz, só de te ver
Palavras certas podem consertar um erro
Mas são os erros que fazem as palavras,
Viverem para sempre...

Tudo bem que quando se está na fossa até comercial de “margarina qualy” tem potencial para fazer chorar até o mais durão dos homens, mas cá entre nós, no que eu estou pensando? Eu Uchiha Sasuke, só posso estar ficando louco, culpa daquela rosada que me deixa assim.

O tempo passa depressa demais, essa é a verdade, falando nisso ainda não achei meus projetos, será que eles criaram asas e voaram?

Claro que não, isso é uma coisa impossível.

Será que ainda tem tomates? Aonde será que está o sal? E o Paçoca? Tenho que dar comida pra ele. E comer meu tomate.

Saí do meu quarto, apenas de cueca boxer, afinal a essa hora da madrugada ninguém vai aparecer de supetão na minha casa. Abri a porta do meu quarto e acendi a luz da sala, me dirigi ate a cozinha e vi o Paçoca deitado em frente a minha geladeira, ainda bem que ele é apenas um cachorro, imagina se fosse um amigo nessas horas minha geladeira já estaria vazia.

– Mas que porre, Paçoca isso não é lugar de se fazer necessidades... — Falei olhando o chão todo amarelado e molhado.

Passei direto e fui ate a lavanderia e peguei um pano, balde e o rodo, e a água também. Molhei o pano, assim como a empregada faz, mas de que lado eu coloco o rodo, do lado da espuma, ou da madeira? Pergunta difícil, que se dane estou com pressa.

– Arghh!! Se fizer isso de novo te deixo sem bife, ouviu? — Falei acariciando sua cabeça.
Coloquei o pano novamente no lugar, e voltei até a geladeira, peguei um pedaço de bife, e coloquei no prato do Paçoca, o mesmo deu apenas uma lambida, será que ele não está com fome?

– O que você tem campeão? — Perguntei enquanto alisava seu pelo.

Ele apenas ergue a cabeça e uivou fraco, será que ele está doente? Tenho que levá-lo ao veterinário com urgência. Deixei o bife no mesmo lugar, mais cedo ou mais tarde ele vai comer. Acho melhor eu voltar a dormir, meu tomate com sal fica pra outra hora.

Já estava na porta do meu quarto quando a minha campainha tocou. Mais que depressa peguei meu bastão de beisebol ate autografado ele está, e calmamente fui ate a porta, vai que é algum ladrão.

Quando abri, arregalei os olhos, como poderia uma coisa dessas acontecer?

– Naruto?! — Perguntei ainda não acreditando.

– Teme preciso de um lugar pra dormir. — Falou ele com aquela cara pidona.
Juro que quase senti pena dele, aliás quase. Ele tem a casa dele, e a cama dele, nem a pau que ele fica aqui.

– Por que eu faria isso?

Ele me olhou e encostou-se à porta. — Porque você é meu brother, e com certeza não me deixaria na mão.

Isso não me convenceu, mas o que eu posso fazer... — Tudo bem Dobe entra ai.

Rapidamente ele entrou, suspirei e entrei logo a seguir, meu queixo nessa hora foi ate o chão.

– O que você pensa que esta fazendo?

Ele me olhou com a boca cheia de bolo... — Estou assaltando sua geladeira, estou varado de fome.

Quem olha até pensa que esse infeliz está passando fome, o que eu fiz pra merecer isso?

– Isso eu percebi, alias na sua casa não tem comida?

– Até que tem só que eu não arrisco a comer a comida da Hina, então enquanto não temos uma empregada, eu vivo apenas de pizza e refri.

Balancei a cabeça... — Daqui uns dias você vai estar é voando isso sim.

– Isso vai ser mal, mas mesmo assim obrigado... — Falou ele.

– Não tem problemas, mas sua mãe sabe disso? — perguntei na curiosidade.

Ele arregalou os olhos..- Pra começo de conversa ela nem queria que eu tivesse me casado, agora imagina ela saber que eu mal estou me alimentando, por que a comida da minha esposa é estranha. Cara se você visse o arroz dela, não acreditaria, acho que se eu jogar no teto ele fica grudado. — Falou ele colocando a mão na testa.

– Hm. Isso é um problema dobe, está mais do que na hora de arrumar uma empregada não acha?
– Eu sei disso, mas a Hina quer uma senhora de idade, e eu quero uma mais nova, ai nós dois vive discutindo, e nisso eu fico boiando que mal tem em ter uma empregada mais nova?

É mesmo tapado, conhecendo as mulheres como eu conheço isso me cheira a ciúmes”, mulheres, complicadas como sempre.

– Hm.- Falei sem muita animação.

– Teme aproveitando que estamos aqui, por que não aproveitou a noite de sexta-feira? Aliás por que não deu um trato na Sakura?- Me perguntou ele

– Er... Isso é coisa minha então esquece, porquê eu não faço a mínima questão de lembrar. — Falei tentando fugir do assunto.

– Tudo bem então, mas que você está estranho isso é verdade. — Disse ele colocando geleia de morango no meu bolo salgado.

Lembram-se do bolo que aquele índio levou pra Sakura? Pois é é esse ai mesmo que o Dobe está comendo com geleia, alias o que essa geleia está fazendo ai?
Ainda mais de morango? Eu não gosto de doce porra.

– Mais você ainda não me explicou o que aconteceu, pra sua ilustre visita ser tão repentina... — Falei um pouco irônico

Ele se virou pra me encarar. — Ah é mesmo. Nada demais, digamos assim de passagem que estávamos de boa na casa do Shika, dançando e bebendo, ai rolou um Harli Shake”, e nessa onda entrou o Gaara que, aliás, se separou da Matsuri, ainda não sei por que. O Shika e o seu irmão, e nisso me juntei a eles, no meio da pista começamos a dançar, ai tem aquelas assanhadas de plantão, chegaram perto da gente, e começaram a se esfregar, na hora a Tema tirou o Shika do meio, aliás, nem sei por que, isso é estranho. O Gaara continuou dançando, e eu também, então nem vi a hora que a Hina sumiu, só sei que quando cheguei em casa me lembrei que as chaves estavam com ela. Como eu não podia ir pra casa dos meus pais, vim pra cá. — Falou ele como se isso fosse a coisa mais simples do mundo.

Gaara se separou? Mas por quê? Que eu me lembre ele até iria pedir a Matsuri em casamento, isso está me cheirando a confusão. Agora a Tema e o Shika, já está na hora desses dois assumir que rola algo entre eles. Era só o que me faltava.

Será que a Haruno sabe de alguma coisa?

UCHIHA OFF

(…)

HARUNO ON

– MAS O QUE? — Falei um pouco alterada, não acreditando no que a Hina me contou.

Hina então balançou a cabeça. — Isso mesmo, o Gaara terminou com a Matsuri.

– Mas por quê?

Claro que eu tinha que perguntar, afinal ate agora não acredito nisso.

– Ninguém sabe ao certo. — Falou ela tomando um pouco do chá

– Certo, agora me explica o porquê da briga sua com o Naruto. — Falei entrando em uma coisa que não fui chamada

Ela me olhou ainda incrédula. — Nada demais, ele não fez nada, eu só não gostei daquelas piriguetes se esfregando nele. — Ela parou e pensou em alguma coisa. — Por KAMI a chave de casa está comigo, e agora o que iremos fazer?

Nós? O que você irá fazer?
– Não sei Hina, aonde será que ele deve estar?

– Não tenho a mínima ideia, o telefone dele está fora de área, acho que acabou a bateria. — Disse ela discando o numero do loiro.

– Quem é o melhor amigo dele?

– Ele tem vários, então não sei te dizer qual é... — Falou ela

É só que eu sei quem é ponto pra mim boneca japonesa. — SASUKE É ISSO.

– É mesmo, mas será?
Olhei pra ela, eu conheço o Naruto há mais tempo do que ela, e ainda duvida disso?

– Com certeza, então vamos ao apê do Uchiha. — Falei me levantando.

– Certo. — Disse ela me acompanhando.

Abri a porta, antes mesmo de bater na porta do emo, o mesmo abriu apenas de toalha, que coisa não? Acho que esse menino sofre só pode.

– Sakura? — Me perguntou ele com o cenho franzido.

– Sasuke. — Falei ainda olhando pra sua linda barriga

– É que eu quero saber se o Naruto está ai na sua casa. — Falou Hina

Ele a olhou. — Deve estar assaltando a minha geladeira, pode entrar. — Disse ele dando passagem pra Hina.

Mais uma vez sozinhos, acho que esse Uchiha gosta da minha presença, sei lá só acho mesmo.

– Você esta bem Sakura? — Me perguntou ele

– Claro por que não estaria?

– Hm. Pelo tanto de cachorro-quente que você comeu. — Disse ele sorrindo de canto

– Fique tranquilo isso não me fará mal algum. — Falei me virando pra voltar pro meu apê.

– Nos vemos amanha no almoço da sua mãe.

– Hum. — falou ele, apenas ouvi a porta do seu apê sendo fechada.

Grosso, cavalo, mulo, jumento e mal educado.

(...)

Abri meus olhos, quase fechando eles novamente, só que me assustei quando percebi que não estava no meu quarto, mas espera aí onde eu estou?

Está certo isso é muito estranho, muito mesmo, que quarto é esse?

Levantei-me da cama, e me olhei no espelho, dei um pulo pra trás, desde quando eu tenho o cabelo grande? Ainda mais no meio das costas?

Fui ate o closet, e quando abri as portas não acreditei no que eu vi. – AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH... — Gritei olhando as roupas que tinha nos cabides.

Entrei no closet, olhando os cabides, desde quando eu tenho gostos assim? Nunca fui de gostar de vestido ou saia.

– O que houve mamãe? — Me perguntou alguém atrás de mim.

Espera mamãe? Desde quando eu tenho filhos? Cara eu ainda sou nova pra essas coisas.

Virei-me ainda com uns três cabides na mão, e quase que desmaiei com a criança a minha frente. É um lindo menino, do cabelo tão negro quanto à noite, e seus olhos verdes como os meus, certo o olho é igual ao meu, mas com quem ele se parece? Com quem mesmo?

– Mamãe espera, vou chamar o papai, pelo jeito a senhora não está bem. — Disse o pequeno se afastando de mim.

Papai? Com quem eu me casei? Olhei no meu dedo direito e lá estava a minha aliança dourada, é pelo jeito estou casada.

Sentei-me na beirada da cama, ainda perplexa com toda essa historia, que coisa não?

– Sakura o Yuri me disse que você não está bem, o que você está sentido? — Me perguntou Sasuke.

Espera Sasuke? Olhei só pra ter certeza que era ele mesmo, pelo menos a voz é igual à dele. Nessa hora eu vi que tudo estava ficando preto, ate que tudo se escureceu.

(...)

– AHHHHHHH QUE MERDAAA... — Gritei me debatendo na cama.

Olhei e vi que estava em meu quarto, então tudo foi um sonho? Pelo que parece.

– O que houve vadia? — Perguntou Sai entrando no meu quarto.

Olhei pra ele, e desde quando ele estÁ no meu apê? Ah não! Vou trocar mesmo as chaves, está mais do que na hora.

– O que você faz aqui mesmo? — Perguntei

– Eu apenas vim te buscar, ou você se esqueceu do almoço na casa dos Uchiha? — Me perguntou ele.

Caralho me esqueci completamente, ainda bem que já são 09h00, ainda bem que nada, estou mega-atrasada. Minha mãe e meu pai vão falar horrores no meu ouvido, e a Hina e o Naruto, será que fizeram as pazes? Espero que sim ou não, sei que sou malvada.

– Sai, mudando de assunto por que o Gaara e a Matsuri se separaram?

Ele me olhou ainda confuso com a pergunta. — Falando nisso onde a senhorita esteve ontem a noite, que nos à procuramos feito loucos?

Bando de filhos da puta, nem posso mais me divertir. — Comendo cachorro-quente com o Uchiha.

– Sei, acho que você estava era comendo outro tipo de salsicha. -Disse ele colocando a mão na boca.

– Larga mão de se pervertido, e é verdade mesmo, se está duvidando pergunta pra ele depois. — Falei me levantando da cama. — E você ainda não me respondeu.

– Eu não sei vaquinha, ninguém sabe, mas mesmo assim ele não me parece que está triste ou coisa do tipo. — Falou ele.

Estranho isso, como eu disse sou rodeada de pessoas estranhas, o Gaara era do nosso grupo, mas depois que começou a namorar a Matsuri nunca mais o vi entrar pela porta do meu apê, acho que ela é mais ciumenta que a Hina, será que foi por causa disso? Ino essa é a sua chance, vai lá loira, e pega de jeito o ruivo.

– Certo, eu já volto vou apenas tomar banho, então faça o favor de sair do meu quarto e fechar a porta. — Falei já na porta do banheiro.

– Vê se não demora vadia, lembre-se sua mãe odeia atrasos. — Falou ele batendo a minha porta.

Entrei no meu banheiro, retirei minha camisola de florezinhas coloridas, e fiz minha higiene matinal, arrumei meu cabelo, e liguei o chuveiro, esperei alguns minutos afinal não estou a fim de tomar banho na água fria.

Coloquei apenas o dedo do meu pé na água, e senti que ela estava boa, entrei de uma vez só.

– QUEEE FRIOOOOOOOOOOO. — Gritei batendo os meus dentes.

Juro que não sei quanto tempo eu fiquei embaixo da água, mas garanto que meu banheiro ficou parecendo uma sauna, daquelas bem quentes mesmo.

Peguei uma toalha e sai do banheiro, apenas enrolada, fui até o meu guarda-roupa. Olhei os cabides, mas nada me agradou, por que será?

Olhei mais um pouco e resolvi apenas hoje ser a filha que toda mãe sonha. Peguei um vestido decotado e de frente único, embaixo dos seios apenas uma fita vermelha, ele é meio rodado na cor branca, seu tamanho que não me agrada, não podia ser um pouco mais longo?

Fui até o espelho e comecei a me arrumar, bati levemente meu cabelo deixando ele um pouco ondulado, comecei então a me maquiar. No final minha maquiagem ficou perfeita. Peguei minha sandália preta de salto fino, que possui um laço. Coloquei um brinco de pérola rosa, e me lembrei do colar que eu tenho como relíquia, isso mesmo, para quem quer saber, o que o emo me deu há alguns anos atrás, sim eu ainda tenho, engraçado não? Eu não iria jogar ainda mais sabendo que é de ouro branco.

Passei meu perfume preferido de avelã e peguei apenas uma bolsa de mão, e meu casaco preto. Abri a porta do meu quarto, e antes de chegar na sala, já gritei ao Sai...

– E AI COMO EU ESTOU? — Falei entrando na sala.

– Uau, está linda... — Falou o dono da voz que me perturba ate em sonhos.

Olhei pra ele, cadê o Sai? O que esse emo faz aqui?

Ainda mais sentado no meu sofá.

– Tenho duas perguntas. Primeiro o que você faz aqui? E cadê o Sai?

Ele me olhou e sorriu de canto, tão lindo esse sorriso, relaxa a periquita ai mulher.

– Hm. O Sai bateu na minha porta, dizendo que era pra mim te levar, já que aconteceu não sei o que, não sei com quem. — Falou ele tentando ser claro como a água.

Só que essa água sua, está mais pra suja do que pra limpa. Claro, claro eu entendi tudinho, só que não.

– Eu vou matar aquele filho de quenga parideira. — Falei bufando de raiva.

O emo me olhou curioso, ate já sei aonde seu olhar foi parar.

– Você ainda tem o meu presente? — Perguntou ele se levantando

Então ai eu pude ver o jeito que ele estava, seus fios totalmente bagunçados, uma camiseta branca, uma calça jeans escura e um tênis branco, e em suas mãos um blazer preto.

No meu ponto de vista ele está lindo e perfeito, mas claro que eu não vou falar isso pra ele.

Olhei pra ele e mostrei a língua. — Não querido, essa é a imitação barata, eu perdi a outra e comprei igual, por que amava demais o seu presente... — Falei sendo irônica.

– Eu sei que você me ama. Mas é serio que você perdeu?

Balancei a cabeça não acreditando no que eu ouvi. — Claro que não perdi, acha mesmo que eu tenho dinheiro pra comprar uma joia tão cara como essa? — Perguntei apontando pro meu colar.

Ele franziu o cenho. — Nem foi tão cara, e você é exagerada. — Disse ele.

Coitado dele, antes ate podia não ser, mas hoje em dia esse colar vale uma fortuna, só que eu posso passar fome, mas eu não vendo mesmo nem a bala, isso foi um presente mesmo sendo da pessoa que mais odeio, ainda assim é um presente. Falando em presente o que tem dentro da caixa que o Sai me deu? Eu tenho que descobrir, mas não hoje.

– Exagerada ou não, podemos ir, não quero ouvir reclamações da minha mãe. — Falei indo em direção a porta e olhando mais uma vez pra caixa vermelha que o Sai me deu.

– Vamos sim, e não é só a sua. Se eu chegar atrasado dona Mikoto me come cozido no jantar. — Falou ele bem divertido.

(...)

Entramos no carro dele, e que carro. Uma Ferrari preta com as rodas cromadas.

– Desde quando você tem esse carro? — Perguntei curiosa

Ele se sentou do meu lado, e colocou a chave. — Comprei ele ontem mais cedo, antes do parque... — Falou ele dando partida.

– Entendo, posso ligar o radio? — Perguntei afinal o carro não é meu.

Ele balançou a cabeça positivamente, e assim saímos do condomínio. Procurei por alguma estação boa, mas estava só passando musicas românticas, e essas melodias não são propicias ao momento. Peguei meu iPhone, e vasculhei minha faixa ate que achei a musica que eu estava afim de ouvir.

– Sasuke me empresta o cabo USB do seu celular? — Perguntei afinal sei que o telefone dele também é um iPhone.

Aliás como eu sei? Simples ele jogou o telefone dele no painel da Ferrari.

– Claro, está dentro do porta-luvas. — Falou ele sem me olhar, prestando atenção apenas no transito.

Olhei no porta-luvas, e achei o cabo branco. — Obrigado Uchiha.

– Hum. — Falou apenas.

Odeio quando ele usa apenas esse monossilábico.

Conectei o bagulho, e coloquei uma das minhas musicas favoritas.

(Maroon 5Payphone)

I'm at a pay phone trying to call home
All of my change I spent on you
Where have the times gone, baby, it's all wrong
Where are the plans we made for two?
– Cantei o refrão junto com a musica.

– Já te falaram pra você se escrever no The Foice”? — Perguntou o emo.

– Não sei se seria uma boa ideia, eu nem canto tão bem, nem embaixo do chuveiro... — Falei ainda prestando atenção na letra da musica.

– Eu discordo você canta muito bem.

– Falando nisso onde seus pais moram? — Falei mudando de assunto.

Ele parou em um semáforo e me olhou. — Não vai demorar, já iremos chegar... — Falou ele.

Nada respondi, apenas olhei o visor do meu celular e o mesmo marcava 10h45, está tarde, uma hora dessa meus pais, já estão até marcando a hora do meu enterro que vai acontecer amanhã. Falando em amanhã tenho que trabalhar, e meu projeto? Caraca tenho que fazer ele o mais rápido possível, afinal não quero ser despedida.

– Chegamos. — Falou ele se aproximando de uma puta mansão branca.

Claro, como eu disse, eu queria demais ser um mosquito ou um passarinho, seja lá o que for mas queria poder voar.

– Oi Marlon, pode abrir o portão? — Falou o emo ao porteiro da sua mansão.

– Claro senhor Uchiha... — Falou o gatinho loiro.

– Já me disse pra chamar de Sasuke. — Falou ele.

– Certo Sasuke. — Falou abrindo o enorme portão.

Ele então estacionou o seu carro, e desceu abrir a porta pra mim. Peguei meu celular, e meu casaco, e nisso o emo me deu a mão. Peguei e desci do carro, olhei em volta e que tamanho de terreno, puta que pariu nem eu em cinquenta anos teria uma casa desse tamanho.

– Seja bem vinda. — Me disse o emo abrindo a porta da frente.

– Ah, obrigado, será que já chegou todos? — Perguntei

– Provavelmente não, afinal quase não tem carros do lado de fora. — Falou ele.
Observei melhor, e realmente quase não tem carros, mas mesmo assim acho que minha poderosa mamãe vai querer me matar.

Olhei o interior da casa e quase morri do coração, que casa é essa Kami? Na entrada tem algumas plantas em vasos enormes, não sei dizer nome de nenhuma, mais me parece bem exóticas. Mais ao lado uma escada alta que dá acesso ao segundo andar. Ao meio um enorme sofá de couro preto composto na sala, que dá a volta em circulo e só tem uma abertura no meio dele, onde tem um caminho pra se passar, mais adiante um espelho enorme, e mais plantas. O povinho que gosta de verde. Caminhamos entre o sofá, em cima dele há varias almofadas pretas e brancas, será que são macias? Vai saber. Continuei seguindo o emo em silencio, quero aproveitar e gravar cada objeto, quem sabe quando eu ganhar na raspadinha eu compro uma mansão desse tamanho. Bom se eu fiquei chocada com a sala, agora imagina a sala de estar? Está certo eles são ricos, alias multimilionários, e euzinha aqui sou apenas a areia da fortuna deles. A mesa enorme de vidro, nem vou contar mas posso chutar que tem mais de dezoito assentos, suas almofadas vermelhas. Em cima da mesa um vaso de copo de leite branco, e no chão um tapete marrom. Andamos um pouco mais e vi vários quadros na parede da família, até tinha umas fotos do emo quando era mais novo, segurei a risada, mas no fundo eu estava morrendo de rir. Passamos pela sala de estar e chegamos a outra sala, pois é quando eu acho que nada mais me surpreende, é ai que vocês se enganam.

Pra que uma TV desse tamanho? Isso já é exagero não? Mas bem que eu quero uma dessa no meu humilde apê, eu paro e penso como será dentro do apê do emo? Tenho que descobrir. Bom como eu estava falando acho que essa é a ala de cinema, por que tem mais um sofá de couro só que esse é branco, e algumas poltronas.

– Vamos, é por aqui a cozinha... — Falou o Uchiha apontando a porta.

– Certo. — Falei seguindo ele, mas antes dei mais uma olhada nas fotos dele, ate que tinha algumas bonitas, eu disse algumas.

Pronto segui ele ate a cozinha, mas estavam apenas algumas empregadas e uma senhora muito linda, se me lembro bem ela é a mãe dele. A mesma está com um vestido todo florido, uma sandália de salto médio, e seus lindos fios pretos presos em um coque frouxo. Ela se virou e abriu um sorriso, sua maquiagem esta linda, tão linda mesmo, e sua aparência é quase intacta ao do Sasuke, até mesmo seu olhar seguido dos seus olhos.

– Sasuke querido, achei que iria chegar mais tarde um pouco meu bebê... — Falou ela abraçando o emo.

– Já disse pra não me chamar de bebê, eu ate que iria, mas tive que trazer a Sakura. — Falou ele.

Ela saiu do abraço do Uchiha e veio até mim. — Como você cresceu, nem parece ser aquela menina miúda que vivia brigando com o meu Sasuke... — Disse ela me dando um beijo na bochecha.

– Olá senhora Mikoto, o tempo passa e as pessoas crescem... — Falei tentando ser educada.

– Concordo com você, mas ainda acho que vocês dois irão se casar. — Falou ela saindo de perto de mim.

Mas o que? Casar? Ainda mais com esse emo? Jamais.

– Mãe, a senhora anda vendo muito filme de romance. — Disse o emo.

– Laialialaialaiaaliaa... — Cantarolava a mãe do Sasuke enquanto mexia nas panelas.

– Sakura, não liga pro que a minha mãe fala, ela às vezes dá uma de louca. — Me disse o Uchiha.

Será mesmo que ela é doida?

– Entendo, por isso ela e minha mãe se dão tão bem, duas loucas juntas coisas boa é que não vai sair... — Falei rindo.

– E sua mãe Sakura onde está? — Perguntou Mikoto

Abri um meio sorriso. — Não sei dizer, provavelmente brigando com o guarda-roupa... — Falei a verdade poxa.

Minha mãe é pior do que a Ino quando quer chamar atenção, e conhecendo bem a minha velha, uma hora dessa ela já experimentou mais de cinquentas roupas diferentes.

– Mebuki, é uma grande amiga minha, tenho um enorme carinho por ela, assim como pelo seu pai, e todas as outras famílias... — Disse ela experimentando o caldo não sei do que. — Sasuke aproveita que ninguém chegou e mostre a casa a Sakura. — Disse ela.

Sasuke revirou os olhos e suspirou. — Tudo bem, vem Haruno... — Me chamou ele.

– Até mais Mikoto. — Falei seguindo o emo.

Claro o que mais tenho que ver nessa casa? A parte de cima? Ou a parte dos fundos?

– Por onde quer que eu comece? — Me perguntou o emo

Quando ele morava aqui, não era nessa casa, antes era mais humilde, aliás, bem mais humilde, ele era até meu vizinho, já comentei isso com vocês? Não? Pois é, ele era meu vizinho da frente.

– O que você me indica? – Perguntei.

– Lá em cima só tem os quartos, dos meus pais, do Itachi, o meu e dos hospedes, quer ir lá mesmo? — Me perguntou ele.

E agora, quero demais ver como é o quarto dos Uchiha, mas deixarei pra uma próxima vez.

– Quero ver o jardim... — Falei disfarçando a minha curiosidade.

Ele me olhou e sorriu. — Eu sei que não, te conheço bem. Venha te levarei ate o meu quarto... — Falou ele subindo as escadas.

Tapado mesmo, segui ele. Ao subir pela escada vi mais quadros só que agora eram de paisagens, nada de fotografias. Tinha mais vasos de plantas, até com flores, até que tinha algumas bonitas, depois irei procurar elas na net.

Havia um corredor enorme, com várias portas, e mais quadros. Sasuke andou e parou em frente a uma porta.

– Nada de tirar sarro do meu quarto. — Falou ele abrindo a porta.

Por que eu iria? Ele é louco né?

Certo, entrei no quarto e não me assustei, apenas fiquei surpresa como que o quarto era, e estava. De cor branco, é enorme. Ate tem um piano, será que ele toca? Olhei mais atentamente a sua cama de casal no centro do quarto com lençóis pretos, um closet, um banheiro e uma mesa enorme, com um notebook. Aproximei-me e vi vários desenhos, isso mesmo desenhos de prédios. Como pode isso? O cara desenha melhor do que eu.

– Você faz o que da vida? — Perguntei pegando um desenho na mão.

Ele se aproximou de mim, e pegou outro desenho. — Eu sou engenheiro civil. — Falou ele como se aquilo fosse tão simples.

Pois é eu sou arquiteta e ele engenheiro civil, o par perfeito não? Ei espera no que eu estou pensando mesmo? Cara acorda Sakura.

–Belos desenhos, por que não os coloca em pratica? — Perguntei

Ele suspirou. — No começo foi difícil, pois meu pai queria que eu fizesse administração pra assumir a presidência da empresa, só que não era isso que eu queria, quero ser independente ter minhas coisas, o meu dinheiro, já até tenho trabalho começo daqui a quinze dias. — Falou ele.

Fiquei surpresa, está certo, ele nem mora com os pais dele, mas por que ele quer trabalhar, com a fortuna que a família dele tem não seria mais fácil ficar de boa, só tomando vodka?

– Não entendo você não precisa trabalhar, sua família já tem dinheiro pra manter até os bisnetos da família Uchiha. — Falei franca.

– Isso é verdade, mas quero que alguém goste de mim, pelo que eu sou e não pelo que eu tenho, essa é a verdade... — Falou ele abrindo um breve sorriso.

Quem diria que o emo é sensível? Pois é me surpreendi com essa afirmação dele.

– Fique tranquilo mais cedo ou mais tarde você encontra essa pessoa... — Falei sinceramente.

Oh vida injusta essa minha. Ele é tão diferente do que eu pensava, acho que estive sempre enganada ao seu respeito.

– Assim espero. — Disse ele em um tom mais sério.

– Você toca piano? — Fiz a pergunta mais obvia.

– Já toquei muito, hoje em dia não sou muito bom. — Falou ele ainda serio.

Estranho ele mudou radicalmente sua feição, ainda quero entender como é ser bipolar.

– Se eu pedir você toca alguma coisa pra mim? — Perguntei tentando animá-lo

Ele arqueou a sobrancelha. — Posso tentar arriscar, mas se eu não me sair bem, me desculpe desde já. — Falou ele se sentando.

Em acordes lentos, ele começou a tocar. — Qual é a melodia? – Perguntei.

Beethoven”, conhece? — Perguntou ele.

Poxa que covardia, esse não é o nome do filme?

– Não, só o filme mesmo, os dois tem alguma coisa a ver? — Perguntei me sentando do seu lado.

Ele abriu um sorriso bem grande, tão lindo, me lembro bem desse sorriso dele. — Não mesmo. — Falou ainda tocando.

Encostei a minha cabeça em seu ombro, e comecei a apreciar a melodia, tão lindo, a musica claro. Não o emo.

– Você toca muito bem, por que parou de tocar? — Perguntei enquanto ele ainda estava tocando.

Ele acelerou a melodia. — Depois de anos, praticando, chegou uma hora em que eu tinha que parar com alguma coisa, não me sobrava quase tempo pra mais nada, e eu me foquei apenas nos estudos, e nisso mudei radicalmente o visual, queria ser aceito por todos, ser igual a todos... — Falou ele.

Então foi por isso que ele deixou de lado o seu jeito nerd? Eu até que gostava dele “nerdinho”, ele era mais fofo, só que tenho que concordar que agora ele está mais sexy, qualquer mulher cairia aos seus pés.

– Nerd, ou sexy, pra mim não fez diferença alguma, porque no fundo você ainda é o mesmo Uchiha que eu conheci, e que eu adorava atormentar... — Falei lhe dando um beijo na bochecha.

– Obrigado Sakura, e você por que pintou o cabelo de rosa? — Disse ele parando a musica.

Historia longa essa. — Bom, eu queria chamar a atenção de todos, então o Sai me disse pra colocar uma melancia na cabeça e sair por ai, só que daí eu pensei, que não daria certo, pois a mesma é grande e pesada então eu tive a ideia de pintar minhas mechas pretas de rosas, então foi isso. — Falei, mas claro que não foi por causa disso.

– Sério isso? — Me perguntou ele.

– Não, pintei por causa da minha diva Paris Hilton”, eu acho foda a cor do cabelo dela, então resolveu pintar, mas não ficou tão ruim né?

Ele me analisou. — Rosada, até que não, ficou fofinha... — Disse ele olhando em meus olhos.

Ele se aproximou de mim, e nossos lábios se roçaram um no outro.

– Sasuke seus amigos chegaram. — Falou Mikoto abrindo a porta..- Ah me desculpe por atrapalhar...

Ele me olhou, e nessa hora juro que fiquei vermelha. — Não aconteceu nada Mikoto, minha mãe já chegou?

– Sim querida, bom agora já vou indo. — Disse ela fechando a porta.

Olhei pro emo, e ele se levantou. — Bom acho melhor irmos... — Falou ele indo na frente.

Fiquei um pouco atordoada ainda, se a Mikoto não tivesse entrado, nós dois iríamos nos beijar novamente? O que está acontecendo comigo? Por Kami.

Saí pela porta e a fechei, desci as escadas e lá estavam todos, é hoje que meu dia vai ser longo.

– Sakura o que você e o Uchiha estavam fazendo no quarto? — Me perguntou Ino.

– Acho que estavam debaixo do lençol brincando de medico. — Falou Sai.

Espera o que o Sai faz aqui? Provavelmente a mamãe poderosa o chamou.

Olhei e vi que a Hina e o loiro estavam chegando, estavam sérios, por que será? Será que a tia Kushina deu as crias?

– Nos dois não estávamos fazendo nada, absolutamente nada. – Falei.

Olhei e vi que o Sasuke estava do outro lado da sala, um pouco sério, o que será que se passa na cabeça dele?

– Ino, me conta como anda suas viagens? — Perguntei pra me distrair.

– Estão cada vez mais cansativas, semana que vem irei pra Holanda... — Falou ela.

Juro que eu queria estar no lugar dela, viajar de graça apenas pra tirar fotos.

– Me leva junto dessa vez? — Perguntei com cara de cachorrinho.

– Se você quiser vir, alias fiquei sabendo que se interessou no Sasori, posso te apresentar... — Falou ela.

Nessa hora o emo estava vindo atrás dela com um copo de whisky na mão, acho que ele escutou, por que ele mudou o rumo pra onde ia.

– Depois você me fala isso. — Falei indo atrás do emo.

Andei um pouco, e dei de frente com a minha mãe.

– Sakura onde você está indo? — Me perguntou ela.

– Só quero respirar ar puro. — Falei olhando pra ver se eu via o emo.

Na boa por que estou tão chateada pelo que a Ino me disse? Era pra eu estar feliz certo?

– O que houve Sakura? — Me perguntou Sai.

– Nada, nada mesmo. — Falei ríspida.

Naruto me olhou, e até parece que ele consegue ler os meus olhos, por que ele apenas deu um sorriso e sussurrou apenas com a boca Vai ficar tudo bem”. Será mesmo? Acho que não, quero entender o porquê da minha angústia.

– Sakura, quero te pedir obrigado, por ter me abrigado na sua casa hoje... — Falou Hina

– Não se preocupe amigos são pra essas coisas. — Falei ainda sem graça.

Olhei e pude observar, estavam quase todos menos a família Nara e Sabaku. Tio Inochi estava lindão como sempre assim como sua esposa, Minato e Kushina o casal sensação, Hiashi e sua esposa, aquela ali é a irmã mais nova da Hina? Como ela cresceu Hanabi está uma mocinha já.

O pai do emo estava conversando com o Itachi, Fugaku ele é chique, os filhos tem a quem puxar, ele também é lindo, só que o que me preocupa mesmo e o Sasuke, por que ele sumiu assim do nada?

– O almoço está quase pronto. — Falou Mikoto.

– E qual cardápio pra hoje mãe? — Perguntou Itachi.

Ela sorriu. — Uma das receitas que aprendi enquanto estava de férias no Brasil, frango assado com quiabo, uma comida típica mineira, garanto que todos irão adorar. — Disse ela arrumando seu lindo cabelo.

– Sakura cadê o teme? — Me perguntou Naruto.

– Não sei, quero saber também. — Falei a verdade oras.

– Acho que os pombinhos brigaram. — Falou Sai.

– Se você não calar a boca, irei fazer você engolir não somente esse suco, mas também o copo. — Falei um pouco brava

– Acalme-se mulher foi apenas uma pergunta. — Falou Ino.

– Saky você conhece o Sai, não o leve a mal. — falou Hina.

– Sakura como você está linda... — Falou Itachi se aproximando de nos.

– Obrigado, você também está um espetáculo. — Disse elogiando ele, e tentando não prolongar a conversa.

– Se você quiser saber aonde o Sasuke esta, é só você ir lá nos fundos, provavelmente ele vai estar sentado na beirada da piscina, ele é meio antissocial, não gosta de muitas pessoas em um lugar só. — Falou Itachi.

– Obrigado, vou lá então... — Falei saindo de perto deles.

Andei pela porta da sala, e fui caminhando até a porta da cozinha, abri a porta e pude ver que o emo estava sentado no chão, com a calça ate o joelho e seus pés dentro da água da piscina, ele parece estar distante.

– O dia está lindo não? — perguntei me sentando na cadeira que estava ao seu lado.

Ele tomou mais um gole da bebida, e me olhou, seu olhar estava um pouco triste. — Realmente o sol está perfeito, bom pra tomar banho de mar, ou de piscina mesmo... — Disse ele se virando.

– O que houve heim Sasuke? — Perguntei não entendendo mais nada.

– Não aconteceu nada, fique tranquila, apenas estou com a cabeça em algumas coisas. — Falou ele tentando disfarçar.

– Como você me disse hoje, vou lhe devolver, eu conheço você bem Uchiha, sei que alguma coisa está te preocupando, então eu sou sua amiga, então me conta. — Falei tentando descobrir o que está se passando na cabeça dele.

– Já disse que não e nada. — Falou ele

Eu sei que está acontecendo alguma coisa, mas já que ele não quer me contar não vai ser eu que vou ficar implorando.

– Tudo bem, a hora que quiser me contar alguma coisa, estarei aqui. — Falei me levantando. — Vamos almoçar?

– Não estou com fome, pode ir depois como alguma coisa. — Disse ele ainda sentado na beirada da piscina.

Ele está estranho, até parece que ele brigou com o Naruto, por que pra ficar assim, só pode ser isso.

– Sasuke você brigou com o Naruto? — Perguntei

– Não, por quê? — Me perguntou olhando pra água.

– Por nada. — Falei bagunçando seu cabelo macio.

Ele me olhou e sorriu um sorriso bonito e diferente dos outros.

Entrei na cozinha, e fui até a sala, já estavam todos na mesa de estar, me sentei do lado da minha mãe, enquanto o pessoal se servia juro que nem estava prestando atenção no que eles falavam, meu pensamento estava focado apenas em uma coisa. O que eu fiz pro Sasuke?

– Sakura, Sakura? — Me chamou alguém.

– Presente. — Falei como se estivesse na sala de aula.

– Minha filha você está bem? — Perguntou meu pai.

Olhei pra ele. — Sim por que não estaria?
– Por que estou te chamando há mais de cinco minutos. — Falou ele.

– Me desculpe estou com o trabalho na cabeça... — Falei disfarçando.

– Sakura seu projeto já está pronto? — Me perguntou Fugaku.

Como ele sabe do meu projeto? Não entendo.

– Ainda não, me falta inspiração, mas sabe que o cliente é paciente, por que jamais ele iria querer um esboço mal feito, então prefiro caprichar e depois entregar. — Falei bonito.

– Está certa, não tenho pressa mesmo, então fique despreocupada e demore o tempo que quiser. — Falou ele.

Nessa hora eu estava comendo uma asa de frango, quase que engasguei como assim ele que é meu cliente?
– Espera. O Senhor que me pediu o desenho do Edifício New Millenium? — Perguntei ainda não acreditando.

Ele abriu um meio sorriso. — Sim, Sasuke me disse que você era muito amiga dele, e que era uma ótima arquiteta, então contratei o serviço da empresa aonde trabalha e solicitei que você fizesse o esboço. — Disse ele tomando seu vinho.

Espera esse desenho custa milhões. Então quer dizer que o emo fez tudo isso pra me ajudar? Nossa tenho que agradecer.

– Já vi seus desenhos, e os prédios já construídos, são fantásticos. — Disse Minato.

– Realmente são perfeitos. — Disse o tio Inochi.

– Sakura manda bem... — Falou o Sai.

– Irá ser o desenho mais perfeito que o senhor já viu. — Falei me levantando da mesa... — Já volto.

Andei em passos rápidos, e fui até o jardim novamente, olhei e não vi o emo na beirada da piscina, agora eu reparei como é o jardim, com várias rosas vermelhas, e várias arvores também, embaixo de uma macieira ele estava sentado, fui lentamente caminhando ate ele. O mesmo estava de olhos fechados quando me aproximei dele.

– Sasuke obrigado. — Falei sussurrando em seu ouvido.

O emo deu um pulo se assustando. — O que houve Haruno? — Me perguntou ele.

Nada respondi apenas me sentei nas suas pernas, e encostei nossos lábios, pude ver o olhar de confuso dele, mas nem me importo, coloquei a mão em seu rosto e acariciei bem de leve, que pele macia, e logo pedi passagem, ele me cedeu, e começamos um beijo tranquilo e urgente. Nossas línguas brincavam uma com a outra, enquanto ele apertava a minha cintura, o gosto ainda continua o mesmo, o inconfundível gosto de morango, ficamos assim por alguns minutos, e logo nos separamos pra buscar ar.

– Agora me diz o que significa esse “S”? — Perguntei colocando a mão no meu colar.

Ele me olhou e sorriu de canto. — Você já sabe então não é preciso da minha resposta... — Disse ele.

Safado, eu não sei, mas bem que ele poderia me contar.

– Eu não sei... — Falei fazendo bico.

Ele colocou a mão no meu rosto. — Então um dia eu te conto, mas não será hoje. — Disse me dando outro beijo.

E com isso meu domingo está apenas começando.

Notas finais
UIIIA ACHO QUE ESSE CAPITULO FICOU GRANDE :X NÃO SEI SE ISSO É BOM, AFINAL NEM SEI SE VOCÊS VÃO ATE O FINAL, ENTÃO POR FAVOR PRA ENTENDER A MINHA HISTORIA VOCÊS TEM QUE LER ATE O FINAL O E AI GALERINHAAAA GOSTARAM? PEDRAS? CHUTES? ATÉ A PRÓXIMA PESSOAL :D