As Loucuras com o Uchiha
16 Gansos.. Pipoca e Telefonema.
Notas iniciais
SAKURA ON.
HÁ ALGUNS MINUTOS ATRÁS.
– Mas gente por essa eu não esperava. Gaara e Ino? – Disse Tenten olhando a cena.
Dei um sorriso sapeca. – Passou da hora desses dois se acertar.
Tema arregalou os olhos. – Não me diga que?
Olhei pra ela com o maior sorriso que já dei.
– Parabéns sua família vai aumentar. – Disse alegre.
A mesma suspirou. – Falei pra esse moleque que existe camisinha, pelo jeito ele não me escutou.
– Calma Tema, uma criança é uma benção de Deus, e olha espero que sua sobrinha não seja tão marrenta como você. – Falei provocando.
Hinata, Tenten gargalharam enquanto Tema ficou vermelha.
– Vai ser um menino. – Disse convicta.
Olhei pra ela com meu olhar desafiador. – Pode sonhar, já que não paga nada mesmo.
– Sakura, a quanto tempo a Ino está gravida? – Questionou Hina.
Fiquei seria, como se estivesse pensando. – Ela me disse que está entrando no quarto mês.
Ela colocou a mão na boca. – Minha nossa, está quase na hora de saber o sexo da criança então.
Confirmei com a cabeça. – Será essa semana, eu até iria junto. Mas depois dessa cena duvido que o ruivo deixara.
Meus olhos sondaram por um momento o Uchiha, enquanto as meninas falavam coisas que não prestei muita atenção.
Sorri ao ver o Sai se aproximando, espera desde quando o Sai ficou tão rápido? Ele estava aqui nesse momento.
Vi que ele passou a mão em seus fios negros, imaginei que ele estivesse irritado, ele sempre faz isso quando alguém fala algo que não lhe agrada. Me peguei sorrindo, conheço ele a tanto tempo, como a Ino mesmo disse me confessei que estou, melhor dizendo que amo ele. Vi que ele saiu de perto dos meninos, aonde será que ele vai?
– Vai atrás dele. – Disse Temari interrompendo meus pensamentos.
Fiz um bico e suspirei. – Não mesmo.
Ino se aproximou. – Isso não é assunto para se conversar em uma festa. – Disse revoltada.
Olhei pra ela. – O que você fez com minha amiga?
Ela revirou os olhos e olhou para Gaara. – Eu ou você conta pra ela?
Ele parece que ficou tenso. – É uma coisa que não nos diz respeito Ino.
Ela deu uma olhada de reprovação. – Mas essa ai. – Disse apontando pra mim. – Precisa acordar.
– Não irei contar nada, se ele não foi capaz de falar quem sou eu, pra dedurar meu amigo?
Ino fechou os olhos. – Gaara, eu quero ver minha amiga feliz, e esses dois orgulhosos do caralho, bom até que o Uchiha não é tanto, mas essa ai, ela precisa de um empurrão. Eu sei que eles se amam, mas a Sakura é cabeça dura e não vai atrás dele se não tiver um bom motivo.
– Cale a boca Ino não diga coisas que não sabe. – Falei cortando ela.
– Não sei? Sou sua melhor amiga droga, mas parece que nada que faço é o suficiente, quer saber, tomara que você perca ele, e sofra muito, por que assim irá acordar.
Todas as meninas escutavam atentas a nossa pequena discussão nenhuma tinha coragem de dizer nada.
Ele fechou os olhos. – Sasuke resolveu deixar a construção em suas mãos e voltar pro EUA, segundo ele não está dando certo, não me pergunte o que é por que não sei te responder, ele vai fazer o comunicado assim que Fugaku cortar a fita, o que se não estou enganado ocorrera na semana que vem. – Disse sério me deixando sem palavras.
Olhamos todas ao mesmo tempo para o Gaara. – Por que ele faria isso? – Perguntei.
Ele suspirou novamente. – Não sei, por que você mesma não vai perguntar isso pra ele. – Respondeu um pouco rude.
– Saky é sua chance, preste atenção nas suas palavras e atos, nunca sabemos quando a felicidade vai bater novamente em nossa porta.
– Não vou e não quero, ele já é grandinho e sabe o que faz. – Falei pegando a minha taça de vinho e tomando de uma vez só.
Sim estou nervosa, surpresa, não sabia que ele iria fazer isso. Será que ele quer tanto assim ficar longe de mim?
– Quer saber dane-se. – Falei me levantando.
Ino me segurou pelo braço. – Aonde você vai?
Dei um sorriso sarcástico. – Quero tomar um ar, estou farta dessa conversa toda. – Falei retirando a mão dela do meu braço.
– Ino deixa ela. – Disse Gaara me abraçando.
Suspirei e comecei a andar sem ao menos olhar para trás. Não preciso que me digam o que eu devo ou não fazer, a vida é minha afinal.
Caminhei em passos longos, mas pelo jeito meu corpo me traiu, por que ao descer as escadas que davam no jardim, vi o emo sentado no banco onde costumávamos sentar e contar nossos segredos, ainda me lembro de um deles, o dia em que joguei ele no lago pela confissão que ele disse, acho que tínhamos oito anos, quase nove.
FLASH ON.
Balancei freneticamente minhas pernas no ar, enquanto o sasuke foi buscar nosso lanche, ultimamente ele estava estranho, coisa que não faz o tipo dele. Será que ele está com problemas?
Avistei um casal de gansos nadando no lago, um deles estava com as asas que era de penas brancas um pouco abertas, provavelmente é o macho. Está fazendo sua dança de acasalamento, bom é o que o Sai diz, que quando o macho está muito animado é que ele quer namorar. Não entendo muito disso.
– O que tanto pensa?
Olhei para o Sasuke que se sentava ao meu lado, reparei em suas mãos dois sanduíches e um litro de refrigerante.
– Nada demais, a primavera logo se aproxima, é tão bonito as arvores que ficam na beirada desse lago, quero ver as folhas e flores pelo chão. – Disse empolgada.
Claro não iria dizer que eu estava pensando nos gansos, e suas safadezas.
– Hn. A melhor época de todas, é o inverno. Toma esse é o seu. – Disse me entregando um.
Olhei pra ele e inflei as bochechas. – Lógico que sim, afinal até mesmo seu coração é uma pedra de gelo. – Falei seria.
Ele me olhou enquanto mordia seu lanche. – Quanta modéstia da sua parte. Mas nem é por isso, gosto por que posso ficar dentro de casa, apenas não gosto de acordar cedo, mas acabei me acostumando com essa época, imagina um chalé com chocolate quente e uma lareira, enquanto a neve caia do lado de fora? – Disse com os olhos brilhando.
– Vixi alguém está apaixonado. – Disse tirando sarro dele.
Ele parou de comer e me encarou. – Sakura, são planos que quero realizar quando eu for mais velho. Quero conhecer o mundo inteiro.
– Boa sorte ai, e tomara que sua esposa queira isso tanto quanto você. – Falei mordendo meu pão. – Isso aqui está muito bom, foi você que fez?
Ele parou pensativo e assentiu que sim, franzi o cenho. – Isso eu já não sei, mas mesmo assim quero dar o mundo pra ela. Quem sabe um dia eu conto pra você quem é. Apenas espero que ela sinta o mesmo. Tenho meus dotes Sakura.
Olhei ainda surpresa. – Imagino que sim. E essa garota tem sorte hein? Espero que ela te faça feliz senão eu arrasto a cara dela no asfalto.
Ele nada me disse apenas deu um sorriso de canto, típico de quem não vai prosseguir com esse assunto e tomou seu refrigerante, percebi que ele olhou o horizonte a nossa frente.
FLASH OFF.
Sorri ao me lembrar disso. Olhei para o Uchiha e ele estava com os olhos fechados, será que está partilhando a mesma lembrança que eu?
Me aproximei com cuidado, e me sentei ao seu lado.
– Meio nostálgico não? – Perguntei um pouco aflita.
– Sim. – Foi apenas o que ele disse.
E então vi seus olhos se encontrando com os meus.
Nossa conversa fluiu normal, perguntei o que tanto me assombrava, ele me disse coisas e confessou o que eu nunca imaginei acontecer.
Fiquei sem reação alguma com tudo que ele me disse, então Sakura é agora ou nunca. – Se eu dissesse que não sinto nada estaria mentindo. – Suspirei. – Eu te amo Uchiha, sempre te amei.
Ele me olhou como se aquelas palavras não tivesse chegado em seus ouvidos.
– Sakura? – Perguntou ele ainda incrédulo.
Passei a mão em seu rosto. – Acho que você deve estar se perguntando por que eu estou falando isso, bom não é minha cara ficar me declarando por ai, mas do jeito que tá a nossa “relação “, não tive outra alternativa. – Parei para pensar no próximo passo.
“Uchiha, nesses anos todos eu apenas aceitava suas apostas, por que sabia que de alguma maneira eu estaria mais perto de você, mesmo que pense que não, eu poderia dizer um milhão de vezes, mas toda vez que via seu sorriso e as jabuticabas que são seus olhos, isso me desarmava, sempre quis te ter por perto. Quando foi embora, parece que um pedaço de mim foi arrancado, eu sei que aprontei mais do que gostaria nesse anos todos, mas vendo você se abrindo comigo, acho justo lavar a roupa suja.
Ele sorriu de canto. – Não precisa dizer nada se não quiser.
– Mesmo assim tenho que falar. – Comecei a ficar nervosa. – Foi com você meu primeiro beijo. E sempre procurei o seu gosto nos outros, nunca achei por que o seu é único.
“Na escola, eu sempre espiava você pelo canto dos olhos, tinha orgulho em como você não se importava com os outros, de como você era forte, e eu tinha vontade de ser assim também, não me importar com a opinião alheia, mas parece que meu santo é forte demais, e a maioria das vezes eu sempre te esnobava, não era e nunca foi por má vontade, só tinha medo de você se afastar, mas do que se afastou. Pelo menos eu tinha você por perto. Agora sei que tudo teve um motivo, jamais em hipótese alguma achei que estava indo embora pro matadouro. Mas enfim eu estou feliz que você esteja aqui e que nesse exato momento esteja do meu lado contemplando esse lago, onde diversas vezes passamos nossa infância.
– Sakura eu nem sei o que dizer. – Falou um pouco nervoso.
Bom parece que não sou a única a ficar nervosa. Com toda coragem que ainda me restava puxei ele pela gravata e selei nossos lábios, vi surpresa em seus olhos.
– Não diga nada, apenas me beije. – Falei entre sussurros em seus lábios.
Eu levante e levei ele junto. Ele segurou em minha cintura, e colocou a mão na minha nuca, enquanto eu coloquei ambas as mãos em seu rosto, senti sua barba por fazer raspar os meus dedos, sento cocegas, um arrepio bom surgiu em meu corpo. O nosso beijo era meigo e acolhedor, como se ao lado dele fosse o meu lugar. Não quis aprofunda-lo e parece que Sasuke também não, aproveitamos esse momento como se pedíssemos desculpas um para o outro, e como se nesse beijo pudéssemos transmitir tudo que sentíamos, saudade, amor, paixão, desejo.
– Vem vamos sair daqui. – Disse pegando ele pela mão.
(...)
Enquanto Sasuke foi até seu apartamento retirar a roupa social, eu tomei um banho rápido, me vesti normal, um short de malha, uma regata e fiz um coque um tanto quanto frouxo no cabelo.
Encarei os meus pê descalços, enquanto minha pipoca ficava pronta, combinamos de assistir um filme e tomar chocolate quente.
Suspirei olhando a hora, já estava ficando tarde, o ponteiro marcava 22h45.
Ouvi a porta sendo aberta, e logo avistei Sasuke entrando na minha cozinha, estava com um litro de vinho em mãos. Então não vai ter chocolate quente? Dei de ombros.
– Caramba está plantando milho? Por que desde a hora que sai você está fazendo essa pipoca.
Olhei pra ele e mostrei a língua. – Não seja exagerado. E outra coisa pipoca e vinho não faz um par muito lega sabia?
Observei que ele estava com uma calça moletom cinza, e uma regata preta, mordi o lábio enquanto apreciava seus músculos. Me virei rapidamente tentando disfarçar que eu estava comendo ele com os olhos.
Ele se aproximou e me abraçou por trás. – Sabia sim, mas esse vinho é para mais tarde, quem sabe depois do filme.
Senti malícia em sua voz. – Certo, me faz um favor, pegue duas canecas pra mim, estão naquela porta ali. – Falei me virando para mostrar.
– Sim senhora. – Disse se afastando e colocando o vinho em cima da mesa.
Retirei a pipoca da panela. – Enfim está pronta.
Ele me olhou e abriu um sorriso enorme. – Olha só não queimou nenhuma.
– Obrigado pela parte que me toca. – Respondi irônica.
Ele me entregou as canecas de vidro. – De nada senhora.
(..)
– Sasuke ele não vai fazer isso né? – Perguntei me encolhendo no sofá.
Ele me abraçou forte. – Com medo Sakura?
Olhei com a cara fechada pra ele. – Não mesmo, quem iria ficar com medo, de ver o amigo arrancando a cabeça da sua namorada, só por que está com um demônio no corpo? – Respondi sarcástica.
– Eu acho que você está com medo. – Respondeu.
Dei um soco em seu braço. – Que caralho Sasuke nunca mais deixo você escolher um filme.
Vi ele dando de ombros. – Você nem viu ainda o que ele faz com a sua própria família.
– COMO QUE É? – Disse me agarrando em seu corpo.
Ele beijou o topo da minha cabeça. – Sabia que você fica extremamente sexy com raiva? E quando fica brava também. – Disse me olhando com um brilho nos olhos.
– Sasuke pare de me olhar assim. – Comentei sentindo minha bochecha queimar.
Ele passou a mão pelo meu rosto. – Adoro quando você fica corada, coisa que é raro de se ver, mas é uma imagem e tanto. E outra coisa não posso ficar olhando minha namorada?
Olhei pra ele digerindo o que ele acabou de dizer. – Sua namorada?
– Sim. – Respondeu roçando nossos lábios.
Olhei pra ele indignada. – E quem disse que sou sua?
– Eu disse. – Falou convencido.
Suspirei e sorri de canto. – Ah é?
Ele sorriu de canto e balançou a cabeça. – É.
Peguei uma almofada a acertei sua cabeça. – Sua palavra não importa Uchiha. Não sou sua. – Falei mostrando a língua.
No minuto seguinte eu estava embaixo dele, o mesmo me olhava com os olhos negros pensativos.
Senti todos os meus pelos se arrepiarem. – Frio Haruno?
– Não. Estou com muito calor isso sim.
Ele passou a mão pelo meu rosto. – Que pena, se tivesse com frio, eu poderia dar um jeito nisso rapidinho. – Falou com a voz sexy.
Olhei pra ele e inflei as bochechas. – Para já com isso.
Ele me olhou. – O que eu fiz? – Perguntou indiferente.
Cruzei os braços. – De mandar indiretas maliciosas.
Ele parou e me olhou por um segundo. – Eu não faço isso. A malícia está nos pensamentos de quem pensa e não de quem fala, estou apenas tentando ser cordial. E outra me enganei achando que você era uma moça de respeito, que coisa feia Haruno. – Disse indignado.
– Louco. – Falei brava.
Ele me prensou no sofá. – Louco por você.
Estou amando esse nosso momento, estou me sentindo única.
– Sabe eu estava pens.. – Não pude terminar pois Sasuke selou nossos lábios.
Diferente do nosso beijo em sua casa, esse tinha um toque de urgência misturado com tudo e pouco mais.
Nos separamos por alguns segundos enquanto seus lábios faziam o trajeto do meu pescoço em beijos lentos e molhados. Comecei a arranhar suas costas, se ele soubesse quanto tempo esperei por isso.
Comecei a passar a mão por suas costas, quando cheguei em sua nuca, dei uma leve puxada em seus cabelos.
– Eu te amo. – Disse sussurrando em meu ouvido e logo senti uma mordida em meu lóbulo.
Ele me puxou contra seu corpo, e sem esperar enlacei minhas pernas em sua cintura. Senti ele se apoiando no sofá, e eu sabia exatamente o que ele iria fazer a seguir. Em um movimento rápido ele se levantou. Uniu nossas bocas novamente e eu sabia bem onde isso iria acabar.
Nosso beijo estava cada vez mais urgente e quando dei por mim já estava na minha cama. Como ele conseguiu chegar aqui tão rápido? Bom essa não é a questão principal.
SAKURA OFF.
(...)
SASUKE ON.
Enquanto seus olhos verdes me analisavam, parei e pensei em várias coisas nesse decorrer de segundos. Eu a desejo a tanto tempo. Mas seria essa uma hora boa? Ela sorriu como se me permitisse a continuar.
Não pensei em mais nada, tomei os lábios com fervor e paixão, fui retribuído da mesma maneira. Apertei-a ainda mais contra meu corpo e ela se arqueava na minha direção, pedindo mais.
Retirei sua blusa e então comecei a passar a mão pelo seu corpo, sua barriga esbelta, e sua pele tão macia e cheirosa, não resisti e dei uma mordida.
Ela me olhou e ficou brava. – Assim não vale, eu estou quase nua.
Sorri e ajudei ela a tirar minha regata. — Você é rápida com as mãos, pervertida.
– Eu? Pervertida? Você seduz a mim, uma pobre mulher que assistia um filme tranquilamente e eu que sou a pervertida?
– Sim. — Respondi, terminando de tirá-la.
Ela então fez uma careta seguido de um biquinho irresistível, não aguentei e mordi. E assim que abri os olhos ela se virou ficando por cima.
– Minha vez, acha que é só você que pode brincar? — Anunciou com a voz pesada e sexy.
Ela me beijou nos lábios, no rosto, nos olhos, no queixo, na orelha. Eu tinha que admitir apenas o falar dela me enlouquecia, quando me beijava então, era um prazer imenso, mas nem isso se comparou quando ela mordeu minha orelha e meu queixo, ou quando passou a língua em meus lábios. Quando passou a mão audaciosa pelo cós da minha calça, não aguentei e tirei-a de cima de mim — um pouco rápido demais — e arranquei seu short e em seguida minha calça, não estou afim de preliminares, não depois de tantos anos.
Minha felicidade em penetra- lá aos poucos e devagar era tão imensa que não parece que era a primeira vez que estávamos fazendo amor. O prazer que estou sentindo dentro dela não se compara a nada. O orgulho de saber que ela só pertencia a mim.
– Mais rápido Sasuke. – Isso soou mais como uma ordem do que um pedido.
Aumentei o ritmo dos movimentos e ela gemia, foi quando ela começou a cravar as unhas em minhas costas e me morder. Era uma mistura de dor e prazer, mais prazer do que dor, não entendia bem o motivo, mas o meu tesão só aumentava com isso. Também comecei a gemer entre as mordidas e os arranhões, logo fui silenciado com beijos quentes e inflamados de desejo.
Passei a mão nos seios, na barriga e cheguei ao cabelo rosa que estavam presos em um coque, logo me desfiz deixando ele solto, e algumas mechas caíram em seu rosto. Os lindos cabelos ruivos e brilhantes... Sempre gostei de tocá-los mesmo quando eram escuros, o cabelo dela me convidada a enlaçá-los e puxá-los delicadamente. Ela gemeu alto e dessa vez foi minha vez de calá-la com mais beijos. Ela me enlaçou mais forte com as pernas, e na hora eu sabia o que isso significava. Mais rápido.
– Está com tanta fome assim Haruno? – Perguntei enquanto penetrava mais fundo e forte.
Ela deu um sorriso sacana e mordeu o lábio inferior. – Acho que você está ficando velho Uchiha.
– Não estou e vou te mostrar pôr a+b, que você vai pedir bis. – Falei retirando devagar, e colocando bem lentamente.
– Será mesmo? – Disse mudando de posição novamente.
Sem desgrudar os olhos dos meus, começou a cavalgar. Os movimentos ágeis e firmes me faziam gemer, ela me domava como se eu fosse uma fera, adorei a forma como eu era dominado. Nossos corpos de unindo, suando, os gemidos.
Sakura se movimentava em cima de mim com tanto tesão que chegava a doer. O desejo insano que estávamos sentindo um pelo outro não me incentivava a parar e sim ir querer ir mais adiante. Também podia sentir que ela se sentia do mesmo modo ao meu respeito, fico feliz em saber que ela me ama e me deseja depois de tanto tempo.
Ela então parou, olhei como se questionasse o motivo. – Sasuke, me perdoa por nunca assumir o que eu sentia, por tudo que já ti fiz passar. – Disse ainda em cima de mim.
Olhei pra ela. – Você está aqui comigo agora, e diferente da outra vez, vamos os dois fazer dar certo. – Falei convicto.
Ela sorriu e então começou a cavalgar novamente.
Fizemos amor em todos os lugares do quarto, na parede, no chão, na cadeira, e quando chegamos ao banheiro para finalmente descansar e tomar um longo banho, lá estávamos nós de novo, fazendo amor, o suor se misturando com a água. Chegamos ao ápice do prazer juntos várias e várias vezes — entre pausas regulares, é claro. Logo depois, caímos exaustos e satisfeitos na cama.
Me virei de lado, para contemplar o corpo sem roupa em minha frente.
– Teimosa. – Falei vendo um sorriso de canto em seus lábios.
– Orgulhoso. – Falou arrumando meu cabelo.
Beijei sua testa. – Como sabia que eu estaria do lado de fora da casa?
Ela se levantou e se sentou na cama. – Eu não sabia, apenas deixei meu instinto me guiar, eu estava indo embora, mas te vi e então resolvi que estava mais do que na hora de resolver isso entre a gente.
– Hn, me desculpe, mas você parecia que não me queria por perto.
Ela colocou a mão e m meu queixo. – Não podia te perder pela segunda vez.
Arqueei a sobrancelha. – O que quer dizer com isso?
Ela suspirou. – Gaara me contou que você iria abandonar a construção e iria voltar pra Nova York, eu não podia deixar isso acontecer novamente.
Gaara obrigado, depois tenho que te pagar uma bebida.
Comecei a gargalhar. – Serio que ele te falou isso?
Ela me olhou surpresa. – Do que está rindo isso é sério.
Deitei na cama e encostei minha cabeça no meu ombro. – Ele apenas inventou algumas coisas, entre elas, que eu não iria de mudança. E sim resolver um assunto que ficou pendente com Orochimaru, nada mais que isso, eu voltaria no mínimo um mês e meio, ou dois. Mas nem sei se irei mais. – Respondi.
Ela ficou vermelha. – Então era mentira? – Assenti que sim. – Ino e Gaara malditos.
– Calma Sakura, isso foi bom nos dois fizemos as pazes.
Ela suspirou. – Certo, quem é Orochimaru?
Eu sabia que ela iria perguntar.
– Curiosa. – Ela fechou a cara. – É o sócio do meu pai, e pai da minha ex esposa. – Falei por fim.
Ela riu sarcasticamente. – E que assuntos tem para tratar com ele?
Passei a mão na minha nuca. – Eu estou pensando em comprar sua parte da empresa do meu pai.
Ela sorriu mais tranquila.
– Entendi, que ideia boa, assim você vai ficar livre da sua ex. – Falou, eu estava disposto a responder quando meu telefone tocou.
– Espera só um minuto. – Me levantei e peguei o aparelho que estava dentro da minha calça.
Olhei no visor e era o número da casa dos meus pais, estranhei a essa hora?
TELEFONE ON.
– Alô. – Falei suspirando.
– Sasuke meu filho aonde você está?
– Na casa da Sakura, o que aconteceu?
Ela ficou em silencio alguns minutos. – Helena está aqui.
Quando ouvi esse nome estremeci. Me lembrei do que Sakura me disse a poucos segundos atrás.
Assim você vai ficar livre da sua ex. Pelo visto não é isso que vai acontecer.
– O que ela faz aqui? – Perguntei e então reparei que Sakura já estava ao meu lado.
– Meu filho, e ela não está sozinha.
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