As Long As You Love Me
10 #10 - Você foi o primeiro e único
Notas iniciais
#10
Você foi o primeiro e único
Sessenta anos depois...
– Bom dia, B. – Disse o castanho encarando o caixão do falecido marido. – Eu queria que você soubesse o tamanho da falta que você faz, sabe? Bom, eu não vim aqui para falar de coisas tristes. Na verdade, eu vim falar sobre o nosso neto. Blaine está cada vez mais apaixonado por música. Ele recém tem nove anos, mas é tão inteligente, meu amor. Você iria amar falar com ele e ouvir ele cantando. Ele também vem te ver de vez em quando. Eu gosto de trazer ele aqui e ele gosta de saber quem você é, ou costumava ser. Eu queria saber onde você está agora, saber se você está fazendo algo que gosta, se você sente minha falta. A única coisa que eu sei é que eu me sinto vazio sem você. Muito vazio. Eu amo Tracy, eu amo Blaine, mas cada vez que eu olho para eles, eu me lembro de que eles estão aqui graças a nós. Sem você eles não estariam aqui e isso me machuca. Me machuca mais do que tudo.
O castanho se escorou um pouco no túmulo e derrubou algumas lágrimas. Lágrimas que ele tanto segurou, que ele tanto queria prender em si.
– Eu fico pensando... será que um dia nós vamos nos ver de novo? Será que um dia eu e você estaremos juntos novamente? Será que eu ainda vou poder olhar para seus belos olhos, sorrir com você, te abraçar ou, pelo menos, ver você? Eu só queria mais cinco minutos ao seu lado... isso é pedir demais? O meu tempo com você não foi o suficiente para eu dizer o quanto te amava e agora eu não posso mais fazer isso. Eu posso dizer que te amo, mas de que adianta se você nunca mais vai poder dizer que sente o mesmo? – Ele fez uma pausa, devido a quantidade de lágrimas que ele derrubava. – Algumas vezes eu sinto que você está ao meu lado, mas será que você realmente está? Eu nunca vou saber. Eu nunca vou saber o que você está sentindo agora. Por que o destino tirou você da minha vida? Por que você e não eu?
Kurt começou a praticamente gritar de tanto desespero, até que sentiu dois braços fortes o abraçando. Como ele queria poder dizer que era Blaine o acordando de um pesadelo, mas não era. Era Sebastian.
– Kurt, já fazem dez anos... até quando eu vou ter que te tirar daqui? – Perguntou o mais alto, apertando forte o amigo. – Você precisa ficar com sua família...
– Blaine não está aqui. Minha família não existiria se não fosse por ele. Como eu deveria me sentir? – Kurt perguntou aos gritos. – Eu sei que eu preciso superar, eu sei que eu preciso me manter forte para minha filha e meu neto, mas é difícil quando minha força não está comigo.
– Você sabe muito bem que eu entendo o quanto isso machuca. – Disse Sebastian olhando para o túmulo ao lado do de Blaine, onde dizia “aqui jaz amigo, pai e marido, Truk Lemmuh”.
– Seb, eu só quero ele de volta, só isso. – O castanho gritava sem forças.
– Kurt, você está doente, você precisa repousar em casa, por favor, vamos embora. Você tem setenta e sete anos, não dezessete. – Disse Sebastian, puxando o amigo.
– Deixe que isso me mate. Morrer é melhor do que não ter ele aqui. – Gritou novamente o Hummel, tentando se desvencilhar dos braços de Sebastian, mas ele não tinha forças.
A tristeza havia o dominado e ele não tinha como lutar contra isso.
Sessenta anos antes...
– A data, Blaine. Essa foto foi tirada meses atrás, quando você e Kurt não estavam juntos. Na primeira semana de namoro entre eu e ele. – Disse Sebastian. Blaine piscou diversas vezes para ver se estava mesmo vendo aquilo.
– Eu não acredito. – Disse o moreno. – Meu Deus, Sebastian, me desculpa por ter batido em você.
– É o tipo de coisa que eu faço por um amigo. Eu sabia que corria esse risco, mas mesmo assim eu vim aqui. – Disse o castanho. – Agora, por favor, peça desculpas de um jeito decente. Ele merece.
– Preciso de uma música. É a melhor maneira de me expressar. – Blaine falou um pouco mais calmo.
– Quando se trata dele eu sei que você será capaz de achar a melhor música do mundo. Do jeito que vocês se amam, tudo se resolve. – Disse Sebastian e Blaine o puxou para um abraço.
– Me desculpa por todas as vezes que eu bati em você, te xinguei e te culpei. Na verdade você simplesmente era amigo de Kurt. – Blaine fez uma breve pausa. – Me dói saber que você beijou ele, mas...
– Mas ele nunca me amou do jeito que te ama e eu pensava da mesma maneira. Um era a diversão do outro. Você era o único que não sabia. Até Truk sacou isso. – Disse o mais alto, fazendo Blaine ficar surpreso. – Não me olha com essa cara de idiota. Vai de uma vez arranjar uma música para cantar amanhã no coral como pedido de desculpas. – Blaine continuou parado no mesmo lugar, estático. – Vai logo, caramba.
[...]
O restante do dia parecia não passar para Blaine e sua frustração só aumentava ao saber que teria que dormir, acordar, ir para aula e almoçar antes de poder pedir desculpas para Kurt.
Lá pelas onze da noite, ele foi dormir na esperança de o tempo passar mais rápido.
Blaine acordou no mesmo horário de sempre e levantou, indo para seu banho em seguida. Ele tomou um relaxante banho e se arrumou para a escola.
Desceu as escadas rapidamente e foi até a cozinha, encontrando seu irmão tomando uma xícara de café.
– Bom dia, maninho. – Disse Cooper.
– Bom dia, Coop. – Blaine disse dando um meio sorriso.
– O que houve? – Perguntou o mais velho.
– Eu fui um idiota e acreditei em um boato, que resultou em um quase término do meu namoro. – Ele disse triste.
– Você sempre age por impulso, maninho. Isso não se faz, ainda mais com quem se ama tanto. – Disse Cooper e Blaine concordou.
– Sei disso, mas me machucou muito ver uma foto dele beijando Sebastian. Eu nem parei para pensar que a foto era velha. – Explicou Blaine. – Mas eu já planejei o meu pedido de desculpas e eu sei que ele vai aceitar.
– Assim espero. – Cooper disse rindo.
Blaine terminou seu café, pegou suas coisas e pegou uma carona com Cooper. Ele chegou na escola e foi em direção a sua sala de aula, onde estava ao lado de Kurt e apenas queria beijar o seu menino, mas ele queria que a surpresa fosse maior.
Kurt possuía olheiras, os olhos tristes e inchados, entregando que ele havia chorado e que estava extremamente cansado. Blaine se sentiu a pior pessoa do mundo ao ver aquilo.
Discretamente, Blaine colocou sua mão sobre a de Kurt, que ao sentir aquilo, não poupou esforços para se atirar nos braços do garoto que ele tanto amava. As lágrimas caíam sem parar pelo rosto de Kurt e Blaine tentava as secar, sem muito sucesso.
– Shhh, vai ficar tudo bem. – Sussurrou Blaine.
– Kurt, está tudo bem? – Perguntou o professor, mas Kurt não conseguia nem respirar direito, quem dirá responder.
– Ele não está muito bem não, professor. – Disse Blaine.
– Você poderia acompanhá-lo até o banheiro para que ele possa lavar o rosto? – Perguntou o professor e Blaine assentiu, saindo da sala com Kurt.
Os dois entraram no banheiro e Kurt voltou a abraçar Blaine. Dentro do silêncio, se salientaram os soluços de Kurt, que ainda não havia parado de chorar.
– B, você precisa acreditar em mim, eu te juro que... – Blaine interrompeu o castanho com um beijo.
Um beijo calmo, que passou uma tranquilidade enorme para Kurt.
– Eu sei de tudo já. – Disse Blaine.
– Como? – Perguntou o Hummel, finalmente conseguindo secar suas lágrimas.
– Eu queria poder dizer que eu deixei de ser idiota e por isso acreditei em você, mas não, não foi isso que aconteceu. – Ele disse e pôde ver Kurt esboçar um pequeno sorriso. – Sebastian foi até minha casa ontem e me mostrou a data da foto. Eu não deveria ter ficado tão louco. Me perdoa?
– É óbvio que eu perdoo você. – Ele disse, puxando Blaine para mais um abraço.
– Vamos voltar para a aula? – Perguntou Blaine.
– Vamos. – Disse Kurt, sorrindo de uma maneira radiante.
– Ah, só mais uma coisa... esse não foi o meu pedido de desculpas... você merece mais do que isso depois do fiasco que eu fiz.
[...]
O restante das aulas passou tranquilamente. Kurt e Blaine almoçaram junto com Sebastian e Truk e depois os dois casais foram para o ensaio do coral. Ambos entraram de mãos dadas e sentaram-se com os colegas.
Sr. Schue logo chegou na sala com seu sorriso radiante de sempre. Após eles vencerem a última competição eles precisavam apenas cantar para não perder o costume, já que a próxima seria só após as férias, que já estavam chegando.
Após um longo discurso de como o próximo ano seria incrível, Blaine pediu permissão ao professor para poder cantar uma música. Ele pegou o violão e sentou em um banquinho.
– Kurt, bom... eu fui um cretino com você, só para resumir a história. Eu agi como um idiota por uma coisa que nem era real, que nem era de agora... Palavras não são o suficiente para me expressar, então, essa é para você, meu grande amor. – Disse Blaine e um lindo sorriso apareceu no rosto de Kurt.
“We're under pressure, (Nós estamos sob pressão)
Seven billion people in the world trying to fit in (Sete bilhões de pessoas no mundo tentando se encaixar)
Keep it together, (Mantenha junto)
Smile on your face even though your heart is frowning (Sorriso no seu rosto mesmo que seu coração esteja triste)
But hey now, you know, boy, (Mas agora, você sabe, garoto)
We both know it's a cruel world (Nós dois sabemos que é um mundo cruel)
But I will take my chances (Mas eu vou arriscar)”
Blaine começou a cantar tranquilamente, sem forçar muito sua voz, deixando a apresentação calma e suave. Kurt possuía em seus lábios um gigante sorriso, que ia de orelha a orelha.
“As long as you love me (Contanto que você me ame)
We could be starving, (Nós poderíamos estar passando fome)
We could be homeless, (Nós poderíamos estar sem casa)
We could be broke (Nós poderíamos estar quebrados)
As long as you love me (Contanto que você me ame)
I'll be your platinum, (Eu serei sua platina)
I'll be your silver, (Eu serei sua prata)
And I'll be your gold (Eu serei seu ouro)
As long as you lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-love me (Contanto que você me ame)
As long as you lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-love me (love me) (Contanto que você me ame)”
Blaine começou a pensar em como ele queria que fosse sua vida em dez anos. Ele estaria com vinte e sete anos, casado com Kurt, planejando ter filhos, com uma bela casa em um belo lugar. Mas tudo eram apenas detalhes, pois se ele estivesse com Kurt, ele teria tudo.
Sem Kurt ele não teria nada... ele não seria nada.
“I'll be your soldier, (Eu serei seu soldado)
Fighting every second of the day for your dreams, boy (Lutando cada segundo do dia por seus sonhos, garoto)
I'll be your Hova (Eu serei seu ‘Hova’)
You could be my Destiny's Child on the scene (Você pode ser a minha Destiny’s Child em uma cena)
Don't stress, and don't cry, we don't need no wings to fly (Não se estresse e não chore, nós não precisamos de asas para voar)
Just take my hand (Apenas segure minha mão)”
Kurt estava maravilhado com a performance de Blaine. Era incrível como aquele moreno era capaz de fazer Kurt delirar com um simples sorriso, com uma simples performance, com sua bela voz.
Ele queria que a música acabasse logo, assim ele poderia abraçar Blaine e dizer o quanto amava, mas, ao mesmo tempo, ele queria que aquela música durasse para sempre.
Esse era o poder de Blaine Anderson sobre Kurt. Os pensamentos de Kurt ficavam extremamente desnorteados, confusos, quando o castanho estava próximo de Blaine.
“As long as you love me (Contanto que você me ame)
We could be starving, (Nós poderíamos estar passando fome)
We could be homeless, (Nós poderíamos estar sem casa)
We could be broke (Nós poderíamos estar quebrados)
As long as you love me (Contanto que você me ame)
I'll be your platinum, (Eu serei sua platina)
I'll be your silver, (Eu serei sua prata)
And I'll be your gold (Eu serei seu ouro)
As long as you lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-love me (Contanto que você me ame)
As long as you lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-love me (love me) (Contanto que você me ame)”
Blaine se levantou, ainda com o violão em mãos, e sentou na cadeira vazia que estava ao lado de Kurt, olhando mais profundamente ainda para o Hummel, fingindo que apenas os dois estavam ali.
Era isso que importava. Mais ninguém importava, apenas a presença dos dois, podendo olhar um para o outro, sem ninguém para atrapalhar.
“I don't know if this makes sense, but you're my hallelujah (Eu não sei se isso faz sentido, mas você é a minha ‘aleluia’)
Give me a time and place, and I'll rendezvous, and I'll fly you to it, (Me dê a hora e o lugar e eu vou te encontrar, vou voar até lá)
I'll beat you there (E vou encontrar você)
You know I got you (Você sabe que eu te tenho)
Us, trust... (Nós, acredite..)
A couple of things I can't spell without 'U' (Um par de coisas que eu não consigo soletrar sem “você”)
Now we are on top of the world, 'cause that's just how we do (Agora nós estamos no topo do mundo, porque é assim que nós fazemos)
Used to tell me, "Sky's the limit", now the sky's our point of view (Costumava me dizer que o céu é o limite, agora o céu é nosso ponto de vista)
Now we stepping out like, "Oh God" (Nós estamos saindo como ‘oh, Deus’)
Cameras point and shoot (Câmeras apontam e clicam)
Ask me what's my best side, I stand back and point at you (Me pergunte qual meu melhor lado eu me viro e aponto para você)
You, you the one that I argue with, I feel like I need a new boy to be bothering with, (Você é aquele com quem eu discuto, eu sinto que preciso de um novo garoto para me preocupar com)
But the grass ain't always greener on the other side, (Mas a grama nem sempre é mais verde do outro lado)
It's green where you water it (É verde onde você rega)
So I know we got issues baby true, true, true, (Então, eu sei que nós temos problemas, isso é verdade)
But I'd rather work on this with you (Mas eu prefiro continuar trabalhando nisso com você)
Than to go ahead and start with someone new (Do que ir em frente e começar com alguém novo)”
Blaine cantava com todo o sentimento do mundo para Kurt. Se ele pudesse, ele levaria Kurt agora para a igreja para os dois casarem. Essa era a única coisa que ele queria, que ele precisava.
“As long as you love me (Contanto que você me ame)
We could be starving, (Nós poderíamos estar passando fome)
We could be homeless, (Nós poderíamos estar sem casa)
We could be broke (Nós poderíamos estar quebrados)
As long as you love me (Contanto que você me ame)
I'll be your platinum, (Eu serei sua platina)
I'll be your silver, (Eu serei sua prata)
And I'll be your gold (Eu serei seu ouro)
As long as you lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-love me (Contanto que você me ame)
As long as you lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-lo-love me (love me) (Contanto que você me ame)”
A música acabou e Kurt não perdeu tempo para atacar os lábios de Blaine. Foi um beijo rápido, já que estavam em frente a todos da turma, mas eles não se importavam com isso. Eles sabiam que quando chegassem em casa eles poderiam aproveitar o resto do dia um com o outro.
Após a aula, Blaine e Kurt foram a pé para casa e resolveram parar no meio do caminho, no mesmo parque que eles se conheceram. Um lugar que eles tanto amavam.
Os dois sentaram sob a mesma árvore de sempre e Kurt se aninhou nos braços do namorado. Eles apenas ficaram ali juntos, sem falar nada e eles poderiam fazer isso por horas, sem cansar por nenhum segundo.
Após algum tempo sem nada falar, Blaine resolveu se pronunciar.
– Kurt, eu quero fazer um acordo com você. – Ele disse e Kurt sentou-se. – É mais uma promessa, mas ainda assim.
– Pode falar, B. – O castanho disse sorridente.
– O que acha de nós casarmos assim que terminarmos o ensino médio? Claro, com um pedido decente de minha parte. – Disse o moreno um pouco nervoso. Ele tinha medo que Kurt dissesse que não.
– Eu aceito, meu amor. E não precisa de outro pedido, eu aceito e pronto. – Kurt disse e puxou Blaine para um beijo.
Cinquenta anos depois...
– Pai e pai... – Tracy disse, chegando onde seus pais estavam.
Kurt e Blaine estavam sentados em um sofá e Truk e Sebastian no outro. Os dois casais haviam almoçado juntos e agora estavam apenas conversando. Tracy era casada com Edward, filho de Sebastian e Truk.
– Fala, meu anjo. – Blaine disse amoroso. A garota abriu um sorriso enorme e se emocionou.
– Vocês vão ser avós. Eu ia contar junto com Ed, mas eu precisava contar isso logo para vocês. – Ela disse e foi atacada por quatro pares de braços a abraçando. – Acho que isso significa que vocês estão felizes.
– Feliz é pouco. – Disse Kurt.
– Filha, vamos comemorar. Nós quatro, você e Edward vamos jantar essa noite e tudo será pago por mim. – Disse Blaine, completamente feliz.
– Pai, já são sete horas da noite. Vocês ficaram o dia inteiro aí na sala e nem perceberam o dia passar. – Falou Tracy.
– Ah, sim! Isso não é um problema. Vá encontrar Edward, vá com ele para o restaurante onde sempre vamos e nós te encontramos depois, pode ser? Ás nove? – Blaine perguntou e a garota assentiu.
Kurt e Blaine começaram a se arrumar e, como moravam perto, Truk e Sebastian foram até sua própria casa para também se arrumarem.
Quando os quatro estavam prontos, eles se encontraram e entraram no carro de Blaine. O moreno ligou o rádio no volume mais alto possível e começou a dirigir em uma velocidade desnecessária. Nenhum deles tinha pressa ali.
– B, nós quatro estamos na base dos sessenta e sete anos, podemos ter um infarto a qualquer momento, não acha que está indo rápido demais? – Kurt perguntou nervoso. Ele não gostava de velocidade.
– Só na cama que ele pode ir rápido? – Brincou Sebastian, levando um olhar repreensor do amigo.
– Kurt, não se preocupe, vai ficar tudo bem. – Disse Blaine, continuando a dirigir.
O caminho era um pouco longo, pois o restaurante não ficava tão no centro da cidade. Todos estavam distraídos, conversando, cantando. Todos estavam felizes.
Blaine olhou rapidamente, sorriu para o castanho e sussurrou um “eu te amo”. Kurt iria dizer que sente o mesmo, mas quando olhou para frente viu que o semáforo estava fechado. Não tinha tempo de Blaine parar o carro. Nem que ele pisasse por completo no freio.
– BLAINE, O SINAL ESTAVA FECHADO! – Kurt gritou, mas era tarde demais.
Blaine tentou acelerar mais, assim passaria logo pela frente das outras ruas, mas não tinha como.
Um outro carro já havia acertado eles. O carro deu algumas voltas antes de parar de volta ao chão, de cabeça para baixo. Nenhum dos homens estava bem, nenhum deles estava conseguindo raciocinar.
Aquilo havia acontecido tão rápido.
O barulho de pessoas gritando por socorro na volta deles era o que mais se ouvia. O carro havia batido do lado de Blaine e Truk. Blaine estava desacordado e Kurt não conseguia soltar o cinto para falar com o marido.
Kurt estava desesperado. Todos no carro estavam de olhos fechados e Kurt torcia para ser apenas um desmaio. Ele não queria pensar que talvez fosse algo pior. Ele finalmente consegui soltar seu cinto e colocou a mão em Blaine. O moreno estava respirando, mas estava com o rosto todo cortado. A cabeça dele possuía um corte um pouco profundo, mas não dava para enxergar muito bem. Tudo estava escuro agora, inclusive, a visão de Kurt.
[...]
Kurt abriu os olhos e sentiu os mesmos arderem. A claridade era enorme e estar em um local todo branco só ajudava a piorar essa ardência.
Kurt sentou e começou a distinguir onde estava. Ele estava em um hospital. Ele só não sabia o motivo para estar ali. Tudo parecia tão irreal.
A cabeça do castanho doía. Ele tentou lembrar o que tinha acontecido, mas tudo parecia apenas um sonho.
Quando ele finalmente se deu conta, ele quis levantar e sair correndo, mas foi impedido por um médico.
– Me solta! – Gritou o castanho. – Eu preciso ver o meu marido.
– Senhor, nós precisamos ver se você está bem primeiro. – Disse o médico.
– Eu não estou bem. Eu preciso ver o meu marido. – Kurt já estava chorando de desespero.
– EU NÃO VOU VOLTAR PARA O MEU QUARTO. ME LARGA. ME DEIXA, POR FAVOR. EU QUERO FICAR AO LADO DELE! – Kurt conhecia aquela voz. Era Sebastian gritando.
Kurt viu o médico se distrair e viu naquilo uma oportunidade para sair do quarto. Ele foi me direção aos gritos de Sebastian e abraçou o amigo assim que o encontrou.
– Kurt... ele está... – Sebastian tentou falar, mas ele não conseguiu.
– Eu sinto muito, Seb. – Kurt disse, também derrubando algumas lágrimas. Algumas não, várias. – Eu preciso ver o B.
– Você precisa ficar no seu quarto. – Disse o médico, tentando tranquilizar Kurt.
– Doutor, eu tenho sessenta e sete anos, eu estou vivo, estou aqui em pé, consigo ouvir, consigo falar e consigo enxergar. Estou perfeitamente bem. Por favor, me deixe ver meu marido. – O doutor apenas assentiu. Ele não iria conseguir negar o pedido de Kurt por muito tempo mesmo.
Os dois andaram, passando por alguns quartos e logo chegando a emergência, onde Blaine estava.
Kurt se desesperou ao ver a quantidade de fios e aparelhos aos quais Blaine estava ligado. Eram tantas coisas que estavam sendo usadas para deixar o moreno vivo, que isso desnorteou Kurt mais ainda.
O castanho se aproximou do marido, que estava acordado, fitando o nada. Ele estava chorando, mas parecia não ter forças nem para isso.
Kurt chegou mais perto ainda e encostou sua mão na de Blaine, fazendo o moreno virar-se para ele.
– Kurt? É você mesmo? – Perguntou Blaine.
– Sim, meu amor. Eu estou aqui com você. – Disse o castanho. – Eles não queriam que eu viesse, mas eu precisava ver você.
– Eu fico tão feliz de ver que você está bem. – Ele disse e começou a derrubar mais lágrimas ainda. – Como está Sebastian? E Truk?
– Sebastian está bem. – Blaine entendeu o que aquilo queria dizer e se sentiu um pouco pior.
– Kurt, eu te amo tanto, me desculpa, isso é tudo culpa minha. Se eu tivesse te escutado isso não estaria acontecendo. – Disse Blaine, fazendo com que seu coração acelerasse.
– Amor, se acalma! – Pediu Kurt.
– Eu te amo, Kurt. Me perdoa. – O coração do moreno acelerava cada vez mais.
– Eu também amo você, meu amor. Eu perdoo você. Você vai ficar bem.
Kurt foi empurrado para o lado e um grupo de médicos se juntou na volta de Blaine. Kurt estava cada vez pior e um segundo era pior que o outro. As lágrimas pareciam intermináveis e a dor só aumentava.
Kurt precisou voltar ao seu quarto, já que não estava se sentindo bem.
Mais tarde naquela noite, os médicos informaram Kurt de que Blaine havia tido uma parada cardíaca e que havia entrado em coma por conta do ocorrido. Kurt se sentiu pior ainda.
Transferiram Sebastian para o mesmo quarto de Kurt. Seria bom os dois ficarem juntos em um momento desses.
Seis meses depois...
– B, o que custa você acordar? – Kurt perguntava segurando a mão do marido.
Blaine se sentia estranho. Era como se ele estivesse ali e não estivesse ao mesmo tempo. Ele conseguia enxergar seu corpo na cama, cheio de aparelhos em sua volta e Kurt segurava sua mão. Ele podia falar, mas ninguém podia ouvir. Era como se seu espírito tivesse saído de seu corpo para ele poder se despedir do marido.
Ele sabia que sua hora estava chegando. Ele sabia que precisava partir e talvez essa fosse a maneira que o mundo encontrou de dar a ele a chance de dizer adeus e de poder ouvir o marido fazer o mesmo.
Kurt passava todos os seus dias nos últimos seis meses ao lado de Blaine. Ele cantarolava alguma música para o moreno, conversava com ele e lia algum livro de vez em quando.
O castanho havia prometido que iria cantar uma música para Blaine, então pegou uma mini caixa de som e a ligou no volume mínimo, apenas para poder lhe acompanhar com o fundo da música.
“I wanted you to know that I love the way you laugh (Eu quero que você saiba que eu amo a maneira que você ri)
I wanna hold you high and steal your pain away (Eu quero te abraçar forte e levar sua dor embora.)”
Blaine cantou baixinho. Ele sabia que Kurt não podia vê-lo, ouvi-lo ou senti-lo, mas ele sentia que precisava fazer aquilo. Seus batimentos estavam cada vez mais fracos naquela maldita máquina, que apitava o tempo inteiro. Se ela apitava espaçadamente era um bom sinal, se tocasse o “pi” final, esse seria o problema e o moreno não queria ter que ver Kurt passar por isso.
Se Blaine morresse sua dor teria fim, mas e como Kurt iria ficar? Machuca Blaine só de pensar nessa possibilidade. Ele não queria ver o amor de sua vida machucado a esse ponto.
“I keep your photograph and I know it serves me well (Eu guardo a sua foto e eu sei que ela me faz bem)”
Kurt finalmente conseguiu colocar sua voz para fora e, junto a sua voz, inúmeras lágrimas começaram a cair. O pobre castanho tentava fazer com que elas parassem, mas era praticamente inútil a tentativa.
Ele só queria que seu marido abrisse seus olhos o olhasse e dissesse mais uma vez que o ama. Todos queriam que ele desistisse, mas ele ainda tinha esperança. Ele sempre iria ter esperança.
“I wanna hold you high and steal your pain (Eu quero te abraçar forte e levar sua dor embora.)”
Blaine cercou Kurt com seus braços em um abraço cheio de amor. O único problema é que Kurt não podia sentir. Blaine se sentia mal por isso, mas pelo menos ele estava tentando.
Ele queria poder fazer seu corpo levantar e abraçar Kurt de verdade, mas ele não tinha forças. Não mais.
“'Cause I'm broken when I'm lonesome (Porque eu fico em pedaços quando estou sozinho)
And I don't feel right when you're gone away (E eu não me sinto bem quando você vai embora)
You've gone away (Você se foi)”
Kurt cantou ainda mais baixo, como em um sussurro, e começou a derrubar ainda mais lágrimas. Ele simplesmente não conseguia mais controlá-las. Ele queria secá-las, mas todo seu esforço era em vão.
“You don't feel me here anymore (Você não me sente mais aqui)”
Blaine cantou com sua boca perto do ouvido de seu marido. Ele estava triste, ele queria poder confortar o marido, ele queria fazer qualquer coisa para deixar Kurt alegre, mas ele não podia fazer absolutamente nada. Nem todas as tentativas que ele tivesse seriam suficientes para que ele pudesse dizer mais uma vez o quanto ele amava aquele lindo homem com aqueles lindos olhos azuis que tantas vezes iluminaram seus dias escuros.
“The worst is over now and we can breathe again (O pior está acabado agora e nós podemos respirar de novo)
I wanna hold you high, you steal my pain away (Eu quero te abraçar forte, você leva minha dor embora)
There's so much left to learn, and no one left to fight (Tem muito para se aprender e mais ninguém para lutar)”
Kurt segurava cada vez mais forte a mão de Blaine que, a cada segundo, ia ficando mais gelada e pálida. O Hummel não queria acreditar no que estava vendo, mas era óbvio o que estava acontecendo.
Blaine estava partindo e ambos sabiam bem que era isso que estava acontecendo.
“I wanna hold you high and steal your pain (Eu quero te abraçar forte e levar sua dor embora)”
Blaine simplesmente disse, sem força alguma para esboçar qualquer coisa que fosse.
Todas as suas forças foram embora no instante em que ele viu seu bem mais precioso no estado em que Kurt estava.
Era como se o acidente estivesse acontecendo novamente e de novo, e de novo.
“'Cause I'm broken when I'm open (Porque eu fico em pedaços quando estou aberto)
And I don't feel like I am strong enough (E eu não sinto que sou forte o suficiente)
'Cause I'm broken when I'm lonesome (Porque eu fico em pedaços quando estou sozinho)
And I don't feel right when you're gone away (E eu não me sinto bem quando você vai embora)”
A música acabou e Kurt se escorou na cama por uns segundos para se recuperar. Ao levantar a cabeça, tratou de secar as lágrimas e, segurando a mão do marido, ele sussurrou.
– B, eu sei o quão difícil deve estar sendo para você permanecer aí nessa cama. Se você ainda está vivo é porque tem algum bom motivo. – Disse o castanho.
– É claro que eu tenho motivos, meu amor. Eu tenho você, tenho nossa filha. Eu tenho mais do que motivos para viver. Eu só não consigo mais aguentar. É difícil permanecer forte para quem eu amo quando eu vejo vocês do jeito que estão. – O moreno falou, mesmo sabendo que não podia ser escutado.
– Eu cansei de ser egoísta e de ficar pedindo para você voltar para mim. Você está sofrendo e eu fico apenas pedindo para você voltar porque eu preciso de você. – Ele disse honesto. – A verdade é que eu sempre vou precisar de você, mas eu não posso mais pedir isso para você. Por mais que me machuque, e machuca mais que tudo, eu não posso decidir por você e você claramente também não está apto a escolher. Você provavelmente quer voltar para nós, mas você não pode.
– Kurt, eu quero mais que tudo voltar para vocês e não é questão de não poder é questão de simplesmente não conseguir. Inúmeras vezes eu quis abrir meus olhos apenas para poder dizer o quanto eu amo você e Tracy, mas eu não consigo fazer isso. É impossível. – Blaine disse destruído. – Me perdoa, meu amor. Eu não consigo mais ficar aqui. Eu sei que me perder vai te machucar, mas ver você desse jeito está me destruindo. Eu não consigo ver você assim sem poder fazer nada para ajudar. Eu queria poder abraçar você e fazer você se sentir melhor, mas eu não consigo.
– B, se você não consegue mais aguentar, você pode ir. Eu sinto que mesmo sem querer eu estou te prendendo aqui e eu não consigo mais ficar com essa culpa. – O castanho disse chorando novamente. – Eu te amo, B.
– Eu te amo, Kurtie.
Kurt apertou mais ainda a mão de Blaine e ouviu a máquina parar de apitar espaçadamente. Agora apenas um risco reto passava na tela e as lágrimas de Kurt caíam sem parar.
O amor de sua vida, a pessoa que ele mais amou na vida, havia partido. Para sempre.
Dois meses depois...
Já fazia dois meses que Blaine havia partido. Dois meses desde que a vida de Kurt se destruiu por completo. O neto dele havia nascido e Tracy colocou o nome do pequeno, de Blaine, em homenagem a seu pai.
Cada vez que Kurt via o garotinho ele se sentia feliz, mas passados alguns minutos ele tinha que sair de perto, pois a tristeza o dominava.
Ele sentia falta do falecido marido e essa dor parecia que não iria passar nunca.
Ele iria morrer sentindo falta do único homem que foi capaz de amar.
Dez anos depois...
Todos os dias Kurt ia até o cemitério para ver o túmulo de Blaine, com o qual ele conversava sempre. Kurt nunca superou a morte do marido e nunca iria superar. Ele já não via mais motivos para continuar a viver. Ele tinha setenta e sete anos, já havia vivido o suficiente, não é mesmo?
Após sair do cemitério, Kurt foi até o parque onde ele e Blaine se conheceram, ele pegou um caderno que havia levado consigo e uma caneta, sentou-se em baixo de uma árvore e começou a escrever uma carta para Sebastian, Tracy e Blaine.
“A pessoa que encontrar meu corpo, por favor, entregue isso a Sebastian Smythe, Tracy Hummel-Anderson ou Blaine Hummel-Anderson.
Queridos amores da minha vida, eu sei que estou sendo egoísta de fazer isso, mas eu não consigo mais viver sem Blaine. Eu tentei com todas as minhas forças lutar contra a dor que eu sentia, mas eu cheguei à conclusão de que isso é impossível. Eu sinto a falta dele e o único jeito de acabar com minha dor, é partindo como ele.
Blaine, você é apenas uma criança e provavelmente não vai entender os motivos que levaram seu avô a fazer isso, mas, acredite em mim, não foi por eu não amar vocês, ok? Eu amo você meu pequeno e eu espero que você consiga alcançar todos os seus sonhos e que consiga ser o cantor que tanto quer. Eu amo você, Bee.
Tracy, eu sou o pior pai do mundo por estar fazendo isso com você, mas eu espero, de coração, que você me perdoe. Você é o bem mais precioso do mundo tanto para mim quanto para seu pai. Eu sempre vou te amar com todas as minhas forças, porque é olhando para você que eu tenho certeza de que Blaine e eu demos certo e que éramos para ficar juntos, pois você é o fruto do nosso amor. Eu amo você, minha pequena. Você sempre será a minha princesinha.
Sebastian, nós somos a prova de que o destino sempre nos prega peças. De namorados, a falsos namorados, a amigos inseparáveis. Desde nossos dezessete anos nós estamos ao lado um do outro, levantando um ao outro e secando as lágrimas um do outro. O único problema, é que dessa vez eu caí tão fundo que nem você pode me ajudar a levantar. Isso não significa que eu não agradeça por você ter tentado, pois eu serei eternamente grato a isso. Eu te amo, Seb.
Eu amo todos vocês, espero que me perdoem.
Com amor, amigo, pai, vovô, Kurt.”
Kurt dobrou o papel com lágrimas nos olhos e o colocou no bolso da blusa. Ele pegou em sua mochila duas frascos com inúmeros remédios e começou a tomar, um atrás do outro. Ele queria acabar com sua dor de uma vez por todas e essa era a única maneira.
[...]
Kurt viu tudo branco em sua volta. Será que ele estava novamente no hospital? Não parecia ser. Ao olhar para si mesmo, ele não enxergou um senhor de setenta e sete anos e sim um adolescente de dezoito. A idade que tinha quando casou-se com Blaine e, além disso, Kurt estava vestindo o terno que usou em seu casamento.
Ele começou a andar pelo lugar onde estava e as coisas começaram a ficar mais claras. Ele ainda estava no parque, mas tudo parecia tão diferente. Não parecia o parque de agora e sim aquele onde conheceu o amor de sua vida.
Sob uma árvore, havia um lindo moreno também de terno, com seus cachos voando e caindo pelo rosto.
Kurt não pensou duas vezes para correr até ele e abraçá-lo e beijá-lo.
– Eu senti sua falta. – Disse Blaine, abraçando Kurt ainda mais forte.
– Eu também senti a sua. – Disse o castanho.
Mas ele sentia que algo estava estranho. Aquilo não parecia um sonho. Mas, se não era um sonho, aquilo significava que...
– Eu estou morto? – Perguntou Kurt.
– Nós dois estamos. – Disse Blaine. – Você demorou quase um mês para me encontrar.
– O que aconteceu nesse meio tempo? – Perguntou Kurt um pouco assustado.
– Todos sofreram, foram ao seu funeral e choraram. – Resumiu o moreno. – Blaine é uma criança incrível, eu sou praticamente o anjo da guarda dele. Não que eu possa realmente fazer algo, mas não custa tentar. Tracy precisou tomar remédios para dormir durante várias noites e Sebastian estava tão debilitado que eu pensei que ele fosse se matar. Mas ele permaneceu forte por causa do filho dele.
– Ele teve mais força do que eu. – Disse Kurt. – Me desculpa por eu ter abandonado nossa família.
– Você não os abandonou, Kurt. Quando eles leram a carta eles sofreram por te amar, não por não te entender. – O Anderson abraçou Kurt novamente. – Você parou para pensar no lado bom disso tudo?
– Que agora eu estou novamente com você? – Blaine assentiu sorrindo. – B, eu senti falta de cada centímetro do seu corpo, de cada detalhe seu. Eu senti falta de tudo. Do seu sorriso, do seu abraço, da sua voz, de tudo.
– Eu também senti falta de tudo em você. Eu não seria louco de não sentir falta do amor da minha vida. – Blaine disse ainda sem parar de sorrir.
– Nós passamos por tanta coisa juntos, se estamos aqui agora é porque nós nascemos mesmo para ficarmos juntos. – Disse Kurt.
– O nosso amor é forte o suficiente para nos juntar de qualquer maneira. Isso é o que eu chamo de amor verdadeiro, sabe? – Perguntou o moreno. – Eu estou tão feliz em ver você aqui. Não fico feliz por saber que estamos mortos, mas fico feliz por saber que estamos juntos.
– Nossos votos de casamento estavam errados. – Blaine ficou confuso. – A morte não nos separou.
– Eu te amo tanto, Kurtie.
– Eu também te amo, B. Nós vamos ficar juntos para sempre.
– E muito além.
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