A praça não era muito longe de minha casa, chegamos lá e não tinha nenhum carrinho de algodão doce, Henry e Dylan entraram em desespero.

– Mas eu queria algodão doce – Dylan resmungou o que me fez rir e levar um belo de um soco no ombro. – fique quieto Scott, você não sabe como é querer algodão doce e não ter!

– Dylan, tenha calma, nem Henry ficou assim. – Anna disse me fazendo rir, Dylan emburrou a cara e nos olhou feio.

– Não vale, isso é complô contra mim. Agora ao invés de um amigo me zoando eu tenho dois, vê se pode isso. – Ele disse fazendo um drama exagerado.

– Não tem algodão doce, mas tem cachorro-quente, quer um? – Eu o perguntei, ele desfez o bico e abriu um sorriso.

– Achei que não ia me oferecer, Jay. Não estava aguentando meu drama.

Maldito, Dylan era um maldito. Ainda não sei como caio nesses truques. Ele se aproveita porque ele sabe que não gosto que pessoas chorem e se sintam tristes na minha frente, ele é um caloteiro. Não aconselho vocês oferecerem comida a ele, ou se não você ficará pobre.

Comprei o maldito cachorro-quente ao Dylan e ele me agradeceu e foi sentar num banco perto do balanço, onde Anna estava com Henry. Ela o empurrava em um balanço, eu fui até o outro balanço e me sentei.

– Quer que eu o empurre também, senhor James? – Anna disse zoando com a minha cara e rindo.

– Aaah não, você está me empurrando! – Henry disse dengoso, ele era um fofo, porém eu odiava esse drama, até Dylan me irrita com os dramas dele.

– Ei, calma aí, campeão – Eu disse a ele e ele me olhou curioso. – eu sei me balançar, acho que sou grandinho o suficiente para isso. – Eu disse sorrindo de lado. – Ele me olhou desafiador.

– Se você sabe, duvido você vim e me balançar. – Eu entendi o que ele queria, ele não queria apenas que eu o provasse que realmente sabia e sim que eu brincasse com ele, uma vez ele viu eu e meu primo brincando no jardim, ele ficou olhando e eu acabei o chamando, foi divertido. Acho que essa era uma forma dele pedir sem magoar a Anna, afinal ela era irmã dele.

– Fechado! – Eu o olhei abrindo um sorriso meio maldoso, eu iria fazê-lo voar, só espero que ele não caia, ou as chances de ser morto pelos pais da Anna serão enormes.

Anna parou o balanço e foi se sentar no que eu estava.

– Astronauta, pronto para ir a lua? – Eu o perguntei, ele olhou para trás e sorriu.

– Sim senhor!

Então eu comecei a empurrá-lo, no começo foi fraco, mas depois foi forte, Henry começou a rir, acho que porque o frio na barriga dava uma sensação boa, a risada dele era tão bonita de se ouvir como a da irmã.

Eu, hãn...

– Dylan, não... NÃO FAZ ISSO – Olhei para o lado e Dylan estava empurrando com toda sua força Anna do balanço, ele ria e ela apenas gritava para ele parar. Foi legal de ver essa cena, todos estávamos nos divertindo.

Eu olhei para frente e o balanço de Henry veio com tudo em meu peito, me fazendo cair de bunda no chão. Doeu. Henry saiu de seu balanço e veio até mim.

– James? – Ele disse me cutucando, disserto querendo ver se eu estava vivo, pois acabei me jogando no chão depois da queda. – Você está bem? – Ele me estudou pra ver se encontrava sangue, eu me sentia bem exceto pela a pouca falta de ar que sentia, acho que pelo fato do balanço ter batido em meu peito, eu me sentia meio atordoado.

– O que foi que aconteceu? – Dylan veio até nós junto com Anna.

– Ele levou um nocaute do balanço, caiu aí. Deve estar vivo, já que não tem sangue.

– Mas parece que ele não está respirando direito.

– Estou bem – Eu por fim disse num murmúrio de voz. – Só levei um nocaute do balanço, como Henry disse.

– Depois eu que sou o lerdo, mas como conseguiu essa proeza? – Ele disse segurando a risada.

– Eu estava distraído e quando me virei, bum, fui nocauteado.

– Aah sim, vem vou te ajudar, seu gordo. – Ele estendeu a mão para mim e eu fui puxado para cima.

Me estiquei, a dor havia passado, levantei minha camiseta para ver se tinha alguma marca e não havia nada. Quando abaixei a camiseta vi que Anna olhava para o outro lado.

– Quer um cachorro-quente também? – Eu a perguntei, já que ela estava olhando naquela direção.

– Hãn? – Ela me olhou confusa, aí acho que ela sacou o que eu quis dizer. – Não, não. Eu só estava, hãn – Ela começou a corar. – olhando, é isso. – Ela disse confirmando que tinha dito. – Só olhando, vendo como essa praça não é tão lotada nessa época do ano, só isso. – Ela falou isso tão rapidamente que quase nem entendi, apenas assenti com a cabeça.

– Já que o James está vivo, vamos pra casa? – Henry veio até nós.

– Vamos. Mas você não vai querer comer nada? – Henry olhou em volta, acho que ele ainda procurava o carrinho de algodão doce.

– Hoje você voou muito bem – Eu disse a ele. – merece uma comida, vem eu te pago um cachorro-quente.

Eu o peguei e o coloquei sobre o ombro

– Wow! Agora eu sou um gigante – Ele disse levantando os braços – Anna você não é tão alta, – Ele disse zoando a própria irmã que rolou os olhos, fazendo a gente rir. – mas agora estou mais alto que você! – Ele deu uma risada maquiavélica, igual se dava em desenhos, quando um carinha do mal bolava um plano.

– Argh! Você é impossível, garoto. Vou te fazer tantas cócegas, que você vai se aliviar nas calças! – Ela o olhou com um olhar ameaçador.

– Vai nada, mamãe e papai já devem estar em casa. – Ele sorriu triunfante.

– Mas manhã, você não me escapa. – Ela o olhou e ele apenas engoliu em seco, no fundo eu sabia que ela não iria fazer isso com ele.

Comprei um cachorro-quente para Henry, para mim, para Dylan (sim, ele quis outro! Ele é um poço sem fundo) e depois de recusar muito Anna acabou aceitando.

– Henry, só não vai se sujar, por favor. — Ela disse, mas foi em vão, na primeira mordida, ele já se sujou todo de mostarda.

Nós fomos comendo para a casa, o cachorro-quente estava muito bom. Posso dizer que essa foi uma das melhores tarde que já tive.

–x-

Dylan já havia ido pra casa e eu, Anna e Henry estávamos chegando na frente de casa.

– Hoje foi legal, né? – Henry perguntou animado, parando em frente a sua casa.

– Sim, foi muito legal! – Eu disse e ele olhou para a Anna que ajeitou seus óculos e apenas fez que sim com a cabeça. – Um dia a gente vai sair de novo, ok? Eu, você, sua irmã e o Dylan, fechado? – Eu disse me agachando para ficar a sua altura. Ele sorriu mostrando seus dentes, uns já haviam caído então, ele estava meio banguela.

– Fechado! – Bateu em minha mão, fazendo o toque que sempre fazíamos e entrou saltitando para dentro de casa e eu me levantei.

– Muito obrigado – Eu digo me dirigindo a Anna. – Foi realmente muito divertido – eu digo sorrindo de canto.

– Não foi nada, só acho que não deveria ter falado aquilo ao Henry, pois ele vai cobrar – Ela diz espremendo os lábios.

– Por que? Eu falei sério – Eu digo encarando seus olhos azuis por trás de seus óculos. Ela me olhou franzindo o cenho, acho que ela não acreditou, não sei porquê. – Olha, você é muito legal, eu adorei passar a tarde com você e seu irmão e da próxima vez a gente vai a um parque de diversões...

– Mas e se eu não quiser... ir?

– Bom, aí eu e Dylan vamos, hãn, ter que sequestrar você e seu irmão – Eu disse rindo – Não se preocupe, não somo assassinos...

– Não estou preocupada com vocês me matarem e sim com o fato de que não vou... – Ela disse a última parte muito baixo, um murmúrio e eu não ouvi.

– O que disse? – Eu perguntei franzindo o cenho.

– Hãn? – Ela me olhou. – Aaah sim, bom então você quis dizer que eu vou por bem ou por mal? – Ela ergueu uma sobrancelha e eu sorri malicioso e afirmei com a cabeça. – Então está certo, depois marca o dia e me fala – Eu me senti feliz por isso, não sabia explicar o porque. Ela ia entrando, mas eu a segurei pelo braço.

– Te vejo amanhã na escola? – Ela me estudou pra ver se eu estava de curtição com sua cara. Era de se esperar já que eu era vizinho dela a tanto tempo e só agora eu havia me interessado em ser amigo dela. Não sei o que deu em mim, mas eu precisava saber mais sobre a Anna.

– Aham, claro. Hãn, obrigado por hoje – Ela sorriu de canto e ajeitou a mexa de cabelo atrás da orelha e então me deu um beijo na bochecha e saiu correndo para dentro de casa.

Então eu fui para a casa, assim que passai pela porta minha mãe me olhava de cara feia, o que me lembrou do ocorrido de mais cedo. Só espero que ela alivie meu lado, ou estou ferrado.

Notas finais
Queria saber se não fosse muito incomodo se vcs poderiam recomendar a fica :b haha espero que estejam gostando, não esqueçam de deixar comentários