As Long As You Love Me
12 We meet again...
Notas iniciais
Hope's POV
Uma gritaria se instalou no local. As beliebers corriam de encontro a Justin, que já tinha saído do avião.
- Justin! — gritei, tentando que ele me ouvisse, mas no meio dali, ele não ouviria.
Ele e a equipa correram para o hotel dali do lado. Justin atendeu algumas beliebers, mas eu não consegui chegar perto suficiente.
Quando me apercebi, vi que ele já tinha ido..
Ele tinha ido.
Esse hotel não me deixaria entrar, não mesmo. Por isso… o melhor era:
1º — Arrombar a porta cercada de matulões cheios de músculos.
2º — Subir a janela e procurar escada abaixo escada acima o quarto do Justin, enquanto ninguém me diria e iria tentar me tirar dali.
3º — ir embora e o esquecer.
4º — Ou pegar num holofote e falar com Justin, de maneira a ele me fazer entrar.
Fechei meus olhos. E uma ideia me veio na cabeça. Uma ideia de Deus.
5º — … falar com os guardas.
Isso! A melhor maneira de tudo se resolver é pacificamente.
- Umm, oi, posso entrar? — Perguntei, acanhada.
- Claro que não, mocinha. — Um deles disse. — Agora volte pra sua casa. Se o quiser ver, compre um bilhete… — eu o interrompi.
- Sou Hope Tays, pergunte para Pattie se ela me conhece ou não? — Falei, fazendo a minha maior cara de profissional.
- Tudo bem. — O guarda disse. Fiquei esperando um pouco. Até que ele começasse falando no celular dele. — Garota, vá pra cozinha do hotel, vá falar com Pattie. — Ele disse, e me deixou entrar. Ouvi uma gritaria, mas logo acabou quando entrei mesmo lá.
Era um hotel luxuoso, com paredes vermelhas e chão preto. Segui até na cozinha, que era logo naquela porta.
- Pattie? — Perguntei, entrando na cozinha.
- Aqui minha filha. — Ela disse no canto da cozinha, corri para ela. — Como você está aqui?
- Ah… longa história. — Falei, coçando a cabeça.
- Você está aqui pra Justin, né?
- é…
- Vai no quarto 678. Há um elevador naquele canto. É no 15º andar.
- Obrigada. — Disse, e corri para o elevador dali. Pouco tempo depois, o elevador chegou no andar.
Quando avistei o quarto, minhas pernas ficaram bambas. Minhas mãos tremiam, minhas costas estavam dando calafrios. Mas mesmo assim, toquei.
- Pode entrar… — Ouvi Justin dizer, com a voz fraca. Ele estava chorando. Abri a porta, entrando. Me aproximei dele, que estava deitado de barriga, com a cabeça na almofada.
- Justin? — Perguntei, na expectativa de ele reconhecer minha voz.
- Hope…? — Ele disse, olhando pra mim. Sua boca se transformou em um sorriso.
- Oi. — Foi tudo o que eu consegui falar, pois Justin já estava me beijando.
Segurei-o pra mais perto de mim, cedendo a passagem. Eu tinha saudade desses lábios macios que me deixavam louca. Eu estava completa e perdidamente apaixonada.
- Como você chegou aqui? — Ele perguntei, desfazendo o beijo, segurando minha cintura.
- Uma amiga minha é uma belieber nómada e então ela me trouxe aqui. — Falei. — Mas só vou ficar por esses dias que você ficar aqui no Brasil, depois volto pra casa. — Falei, sorrindo.
- Afinal, o Destino não é tão mau assim. — Ele disse. — Peraí, você estava dormindo ali na rua? — Ele perguntou, preocupado. Apenas assenti. — Você tá GELADA! — Ele disse, me abraçando ainda mais.
- E você tá quentinho… — Falei, ouvindo seu doce riso.
- Eu te amo, sabia? — Ele perguntou, ri.
- Não, não sabia. — Falei, dando um beijo de esquimó nele.
- Então que saiba agora, porque eu vou aproveitar todo segundo desses dias com você. — Ele disse, senti meus olhos marejarem. Romântico, lá ele era. Ele me tomou em um beijo, onde havia muito desejo, tanto das duas partes.
Eu faria tudo por esse bobo, que eu amava profundamente, mesmo que ás vezes, eu não quisesse admitir. O seu sabor de framboesa enchia minha boca num misto de prazer, enquanto sua língua explorava cada cantinho da minha boca. Sentimentos não paravam de aparecer, sentimentos que eu nunca tinha conhecido, nunca.
Estar com ele era uma aventura. Beija-lo era o paraíso eterno da imortalidade, olhar nos olhos dele era encontrar o meu caminho pra casa voando com a ajuda de 4 pássaros azuis.
Pode não fazer sentido, mas em todas as vistas, ele continha o impossível em sua alma, era um rapaz perfeito? Não, mas era o que aparentava.
- Te amo tanto… — Falei, descansando minha cabeça em seu ombro. Ele deu uma risada nasalada, acariciando meu cabelo, agora com uma mecha dourada no canto.
- Eu te amo mais ainda. — Ele disse, me dando um beijo de esquimó.
- Não não, eu te amo mais! — Falei, pousando um dedo em seu nariz.
- Tem certeza? — Ele disse, rindo. — Eu tô perdendo seguidores no twitter por sua culpa. — Ele fez um olhar inocente. Ri.
- Decerto tenho muito menos que você, seu bobo. — Disse lhe dando um selinho.
- Então… nos amamos igualmente? Porque eu amo muito, muito, muito! — Ele disse, fazendo cara de uma criança, alargando os braços, mostrando o quanto gostava de mim.
- Então você deve ser o rapaz mais amado do mundo! — Conclui, com uma voz de criança de 5 anos.
- Eu te amo, Hope. — Ele disse, me dando outro selinho.
- Também te amo, Jus… — falei, lhe dando outro. Que melagem…- Vamos descer, tô com fome…
- Vamos… — ele disse, dando nossas mãos.
Entramos no elevador, onde minha mão começou a doer, com tanta força que Justin apertava.
- Você tá bem? — Perguntei rindo.
- É-É… eu tô. — Ele falou, acanhado.
Dei uma risada nasalada na medida que descíamos. Um minuto depois chegamos no piso 0. Ele correu para fora so elevador como se sua vida dependesse disso. Ri alto, muito alto. Ele agarrou minha mão rindo, me fazendo correr.
Chegamos no refeitório, onde a equipa comia calmamente.
- Não faça barulho, tá? — Ele falou, me dando um selinho. Eu? EU que faço barulho?
- Eu? Você que faz! — Sussurrei, fazendo beicinho. Ele deu uma risada nasalada e me levou até a senhora.
- Dois Big Mac's, por favor. — Ele disse á senhora, que apontou e entregou o papel a um homem. Dois minutos depois os dois Big Mac's chegaram, Justin pagou e nos sentamos numa mesa pra dois.
- Justin…? — Falei, com receio em minha voz.
- Sim? — Ele perguntou, dando uma dentada no seu Big Mac.
- Você vai contar pra todo mundo que nós estamos…
namorando? — Perguntei, mordendo meu lábio inferior. Ele ficou calado por um tempo.
- O que você acha? Eu farei o que você disser. — Ele disse, sorrido.
- Bem… — eu respondi, coçando a cabeça. — Se sim, poderíamos aproveitar mais tempo juntos, se não… todo mundo ficava desconfiado como agora, por isso… é, eu acho que sim.
- Então sim, meu amor. — Ele disse, entrelaçando nossos dedos por cima da mesa. Dei uma dentada em meu Big Mac. — Não se preocupe… 'cause everything is gonna be alright… aalriiiight…. — Ele cantou, fazendo sua linda voz fluir. Sorri.
- Você é um bobo. — Falei, lhe dando um leve tapa no ombro.
- Oi gente! — Ryan disse, mandando um oi.
- Ryan?! — Justin perguntou, surpreso. — primeiro você me segue até Portugal, agora até Brasil?
- Sabe… eu fui a Portugal comprar as box que eu adoro e agora em Brasil porque queria ver como você estava, sabe…? E aí, como vocês estão?
- Bem. — Respondi, naturalmente. — Vamos estar toda hora juntos. — Eu disse, olhando de soslaio pra Justin.
- Yeah… e aí, como estão Chaz e Fy? — Justin perguntou, rindo. Eu apenas fiquei lá segurando vela, de que eles estavam falando mesmo?
- Sabe… eles estavam bêbados… — ele disse, rindo. Agora fiquei sabendo menos ainda.
- Deu barraca forte? — Justin perguntou, segurando o riso. Eu não estava entrando no tema, alô! Eu tô aqui também!
- Muito forte. — Ryan disse, rindo.
- Mas que porra vocês estão falando? — Falei um pouco mais alto, chamando a atenção.
- Ah-assuntos de homem. — Ryan disse, Justin piscou pra mim, como se dissesse "Depois eu te conto!"
- Ahm sei… — falei, franzindo o cenho. — Ah… Justin. Vamos dar uma volta?
- Com essa multidão toda atrás de mim? — Ele perguntou, pasmo.
- Sei de uma maneira que ninguém nos vai ver… — disse, fazendo um sorriso matreiro. Justin deu um sorriso de lado.
- Raposa matreira… — ele sussurrou, me fazendo rir.
- Anda… — falei, agarrando sua mão. Saímos do refeitório e levei Justin até o nosso quarto, quer dizer, fomos nas escadas até o 15º andar. Chegamos lá cansados, mas logo entramos no quarto.
- O que se faz agora? — Ele perguntou, exausto. Dei um sorriso.
- Você vai ver… — falei, piscando um olho pra ele. Ele fez cara de confuso.
Fui na varanda, onde nenhuma Belieber conseguia ver, porque era na parte de trás. Me agarrei no escadote do lado da varanda, que estava ali por causa das pinturas e os homens que limpam os vidros. O escadote era enooorme! Por isso, se eu caísse, provavelmente morreria, mas essa não era a primeira vez que fazia isso.
Justin se agarrou no parapeito da varanda, olhando pra mim como se eu fosse louca.
- Você tá louca? — Ele perguntou, rindo nervoso.
- Não é a primeira vez que faço isso… — Falei, descendo os últimos degraus para chegar lá em baixo. — Eu só reparei nisso quando estava vindo para aqui. — Falei, tocando o pé no chão. — Tá vendo, não foi dificil!
- Tô indo… — ele falou, se agarrando no escadote. Ele começou descendo, tremendo. Ele dava passos rápidos, como que se quisesse sair dali o mais rápido possível, dei uma risada. Um minuto depois ele chegou cá em baixo.
- Viu? Resultou! — Falei, lhe dando um selinho na cara. — Você deveria ter visto sua cara ao descer, Biebs.
- Não tem graça… aqui a macaca é você… — ele disse, me dando um selinho.
- Ah tá… Bieberzinho. Vamos antes que alguém nos apanhe. — Falei, o levando longe dali.
Senti meu telemóvel vibrar, atendi.
- Oi?
- Oi Hope, é a Alexa, onde você se meteu?!
- Entrei no hotel pra falar com o Biebs, olha, nós três nos encontramos lá no restaurante Crazy Countdown, ok?
- Tudo bem, tô indo pra lá! Gente se vê. — E desligou.
- Justin, nós vamos para um restaurante, ponha isso… — Falei, buscando algo em minha mala. — Tá aqui, serve? — Perguntei, lhe dando um casaco preto com capucho, já que ele vinha de T-shirt.
- Serve sim… — ele disse, vestindo-a, se uma maneia sexy. — Obrigado. — Ele disse, pondo o capucho.
- De nada, agora vamos lá, não quero chegar atrasada. — Falei, lhe dando um selinho. Ele pôs seu braço pela minha cintura, me deixando descansar minha cabeça em seu ombro. Caminhamos durante 5 minutos e chegamos lá.
Entramos no café, e Alexa já estava lá numa mesa de 4, vendo uma revista.
- Até que enfim! Oh… oi, Jujubs… — Alexa disse, fazendo meu Justin corar.
- Oi… belieber linda! — Ele disse a abraçando, e acredite, ela estava quase gritando.
- Você é tão lindoo… — Ela disse, pondo uma mão dentro do capucho, tocando seu cabelo.
- Obrigado… eu acho. — Ele disse, rindo. Ri um pouco, tentando disfarçar o pouco! Ciúme dentro de mim.
(…)
Já tinha anoitecido. Eu estava agora com Justin e Alex no hotel. Nós vimos filmes, comemos pipoca, jogamos ao sério, verdade ou consequência, e muitos mais!
Porém agora nós estávamos cansados, bué cansados.
- Gente, eu preciso ir, gente se vê! — Alex disse, se dirigindo á varanda.
- A gente se vê! — Eu e Justin dissemos, acenando.
Ouvimos o barulho de seu salto bater no escadote, o que era inebriante. Nós estávamos ali, em silencio.
- Por quantos dias você vai ficar ao certo? — Justin disse, acariciando minha cara. Eu estava sentada no meio do circulo que suas pernas faziam, já que estávamos sentados na cama.
- Três, me vou embora na noite anterior do dia que você vai sair do Brasil. — Disse, lhe dando um beijo na bochecha. Ele forçou um sorriso.
- Então teremos que aproveitar bem, né? — Ele disse, juntado nossas testas.
- Uh uh… — concordei, juntando nossos lábios num beijo intenso. Ele fazia carinho na minha bochecha, enquanto eu prendia minhas mão em seu pescoço suado. Ele deu uma leve mordida no meu lábio inferior, me fazendo arfar. Ri no lado do beijo. Terminamos o beijo com um selinho demorado. Me levantei de seus braços aconchegantes, rindo.
- Aonde você vai? — Ele disse, fazendo uma cara confusa.
- Eu… vou ver se há alguma roupa para eu vestir como pijama nesse hotel, sabe… eu não vou dormir com essa roupa. — Eu disse, apontando para meus shorts jeans e meu top vermelho.
- Não se preocupe, você pode dormir com uma camisa minha. — Ele disse, se levantando. Ele agarrou minha cintura, me beijando a testa. Sorri um pouco.
- Obrigada, Jus… — Disse, passando a mão pelo cabelo dele, que resmungou.
Sorri no canto da boca, lhe dando um selinho demorado. Demos um abraço reconfortante, e eu me senti a garota mais feliz do mundo. Eu tinha ele nos meus braços… porém apenas nesses próximos três dias…
Ele se dirigiu a uma gaveta do criado-mudo, tirando dali uma camisa longa, branca.
- Serve? — Perguntou, a esticando.
- Claro, agora com licença… me vou trocar. — Disse, me dirigindo ao banheiro. Apaixonada lá eu estava, e muito. Tomei um duche rápido, e quando voltei com a camisa já vestida, Justin já dormia profundamente, com a televisão ligada.
Revirei os olhos. Sorri fraquinho. Me deitei do seu lado, naquela cama fofa, desligando a TV. Segundos depois, meus olhos pesaram e eu adormeci.
Mas eu preferia não ter adormecido.
(…)
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